Santa Helena (Paraíba)

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Município de Santa Helena
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12 de dezembro
Fundação 12 de dezembro de 1961
Gentílico santa-helenense
Prefeito(a) Emmanuel Messias (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santa Helena
Localização de Santa Helena na Paraíba
Santa Helena está localizado em: Brasil
Santa Helena
Localização de Santa Helena no Brasil
06° 43' 12" S 38° 38' 16" O06° 43' 12" S 38° 38' 16" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Cajazeiras IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Cajazeiras
Municípios limítrofes Bom Jesus São João do Rio do Peixe Triunfo Baixio-CE
Distância até a capital 498 km
Características geográficas
Área 210,317 km² [2]
População 5 369 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 25,53 hab./km²
Clima semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 21 681,838 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 497,07 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santa Helena, é um município do estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião de Cajazeiras. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 5.369 habitantes. Área territorial de 210 km².

História de Fundação[editar | editar código-fonte]

O antigo povoado Canto de Feijão, hoje Santa Helena está localizada no extremo Oeste da Paraíba com uma população de aproximadamente 5.369 hab. km² conforme o último censo realizado pelo IBGE no ano de 2010. Limita-se ao Norte com a cidade de Triunfo, Sul com Bom Jesus e Cajazeiras, Leste com São João do Rio do Peixe e Oeste com o Baixio e Umarí no Estado do Ceará. A comunidade até então chamada de Canto de Feijão (nome sugerido devido a farta colheita do feijão na época) teve seu aceleramento estimulado em 1922, com a construção da Via Férrea-RVC – Rede Viação Cearence, hoje pertencente à Rede Ferroviária Federal S/A, e que naquela época estava ativada para o transporte de passageiros. A referida via férrea hoje funciona apenas no transporte de cargas e encomendas, ligando Fortaleza á Recife. Exatamente no local onde hoje fica a Sede Municipal, foi armado o acampamento dos trabalhadores da Ferrovia e logo após foram construídas as famosas casas de turmas, residências que seria abrigo para o pessoal da manutenção, estação e etc. Sua emancipação política ocorreu no dia 12 de dezembro de 1961.

O antigo povoado que teve como fundadores os Senhores Raimundo Luiz da Silva, Joaquim Alves de Oliveira e Gonçalo Vitoriano foi, inicialmente, chamado de “Canto do Feijão”. Haja vista a razoável produção do produto na região. Em 1927, Raimundo Luiz da Silva e um de seus empregados padeceram ante a sanha assassina do bando do Cangaceiro de Lampião que, procedente de Brejo das Feiras com destino ao Ceará, saqueou o povoado Canto do Feijão.

Tendo sido morto pelo bando de Lampião o Raimundo Luiz da Silva, um dos fundadores do povoado Canto do Feijão, hoje Santa Helena , continuou seu parceiro Joaquim Alves de Oliveira na luta do desenvolvimento da localidade. Para tanto, fez ele a doação de uma faixa de terra para a construção da Capela que teve sua construição iniciada em dois lugares diferentes, somente em 1933 foi construída definitivamente no local onde se encontra, doando ainda toda a faixa de terra onde se localiza a rua Joaquim Alves de Oliveira com patrimônio da igreja.

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Distrito criado com a denominação de Santa Helena ex-povoado pela Lei Municipal nº 144, de 24 de junho de 1957, subordinado ao município de Antenor Navarro.

Elevado a categoria de município com a denominação de Santa Helena, pela Lei Estadual nº 2016 de 12 de dezembro de 1961, desmembrado de Antenor Navarro. Sede no antigo distrito de Santa Helena. Constituído do distrito sede. Instalado em 29 de dezembro de 1961.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6] . Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Aspectos Socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

De acordo com o último censo do IBGE (2010), a comunidade possui uma população de 5.369 habitantes, dos quais 2.626 são homens e 2.743 são mulheres. A cidade contém em cerca 2.132 domicílios particulares e permanentes dentre eles temos 1.666 domicílios ocupados. No setor de saúde o serviço é prestado por 01 Casa de Saúde e 05 Unidades ambulatoriais. A educação conta com o concurso de 31 estabelecimentos de ensino fundamental e 01 de Ensino Médio. A agricultura constitui a principal atividade econômica da comunidade, seguida pelo comércio. O total de empresas atuantes com CNPJ são em número de 19.

Aspectos Sociais[editar | editar código-fonte]

O povo santa-helenense, surgiu da mistura das raças branca, negra e índia. Sendo que a última já habitava a nossa região. A população mestiça, é o resultado da união de três etnias: a mulata, a cabocla e a cafuza.

Serviços de Saúde[editar | editar código-fonte]

O Município conta com 06 estabelecimentos de saúde, sendo 03 postos de saúde pública municipal, sendo 01 localizado na sede do município, 01 no distrito de Melancias e outro no distrito de Várzea da Ema. Conta ainda com uma Associação filantrópica, a Maternidade Adelina Ferreira, um Laboratório de Análises Clínicas e um Centro de Especialidade Médica. A prefeitura municipal disponibiliza de 04 ambulâncias para o atendimento e locomoção de doentes.

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

Quanto à produção da lavoura permanente, destacamos a goiaba, o coco-bahia e a banana. Segundo dados do IBGE, essa produção é mais expressiva no Distrito de Várzea da Ema, as margens do canal que transporta água da barragem de Lagoa do Arroz, para o fim de irrigação no referido distrito. Na área supracitada há uma produção significativa de hortaliças e leguminosas, que abastecem tanto a sede do município de Santa Helena, como as cidades vizinhas a exemplo de São João do Rio do Peixe e Cajazeiras.

Em relação à produção da lavoura temporária destacam-se os produtos abaixo, que em sua grande maioria são produzidos para o consumo ou para a manutenção do comércio varejista local. A produção ainda se baseia em técnicas rudimentares e com pouco uso de tecnologias.

Além, da base produtiva do município centrar-se na agricultura e pecuária (atividade primária), este ainda emprega mão de obra nos serviços públicos municipal, estadual e no comércio (atividade terciária). Quanto aos serviços o município conta com 64 estabelecimentos comerciais, destacando 03 farmácias, 03 estabelecimentos bancários. O salário médio do santa-helenense ocupado fica em torno de 1,3 ao mês.

Serviços Públicos e Lazer[editar | editar código-fonte]

Os serviços públicos são disponibilizados por empresas privadas e estatais, como: energia elétrica, pela ENERGISA, água e esgoto pela CAGEPA; telefonia fixa, pela OI e móvel pela TIM. A coleta de lixo é feita pela própria prefeitura, 02 vezes por semana.

Quanto a pavimentação 80% das ruas disponibilizam desse benefício. Sobre o lazer, podemos destacar o Clube Recreativo 12 de Dezembro, a Quadra de Esportes Antônio Quirino de Moura, o Estádio de Futebol José Soares onde se realizam as partidas desportivas, a Praça da Matriz Pedro Moreno Gondim, a Praça de Eventos Daciano Soares de Sousa (ex-prefeito in-memória), o Balneário Beira Rio (Distrito de Várzea da Ema), a Associação de Amigos Maria Lindalva Pereira dos Santos (Dalvinha in-memória).

Águas Superficiais[editar | editar código-fonte]

O município de Santa Helena encontra-se inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Piranhas, sub-bacia do Rio do Peixe. Seus principais tributários são: o Rio do Peixe e os riachos: da Jurema e Cacaré. O principal corpo de acumulação é a Lagoa do Caboclo, os cursos d’água no município têm regime de escoamento intermitente e o padrão de drenagem é dentrílico.

Aspectos Religiosos[editar | editar código-fonte]

Em Santa Helena, existem várias religiões, contudo o Catolicismo consegue predominar. O movimento protestante vem se alargando nos últimos anos atraindo adeptos da Igreja Católica.

Existem Igrejas Protestantes, como por exemplo, a Universal do Reino de Deus, a Igreja Universal, há outras igrejas protestantes, também bastante difundidas, como a Assembleia de Deus, A Igreja Vila Iara, Assembleia de Deus do Montese e a Adventista do Sétimo Dia.

Além dessas igrejas citadas existem as Testemunhas de Jeová com um número menor de fiéis.

Aspectos Culturais[editar | editar código-fonte]

1 – Folclore As manifestações folclóricas e populares não faltam em nossa cidade, mesmo sendo desapercebida pelos nossos governantes, podemos citar as festas de padroeiro, festas natalinas, festas juninas, casamentos, batizados, noivados, festas de ano novo, festas de caráter religioso, vaquejadas e festas do calendário cívico.

Ainda ganha destaque no aspecto cultural a Banda Cabaçal “Os Maria” do Sítio Umarizeiro, que mantém uma tradição de tocar nas festas religiosas de sítios da região desde 1936. A história vem sendo repassada de pai para filho, irmãos e parentes do patriarca Pedro Maria, que tinha a preocupação de ensinar o pífano e os instrumentos de percussão: a caixa e a zabumba. A Banda usa também o triângulo e o ganzá (instrumento feito de um tubo de metal ou plático em formato cilíndrico, preenchido com areia, grãos de cereais ou pequenas contas). Como o trabalho musical é em família as mulheres e crianças fazem o coral.

Artesanato: Literatura transmitida de pessoa a pessoa, que se conserva na memória do povo. Fazem parte desta literatura: as anedotas, a cantoria de viola, a parlenda, trava-língua, o folheto de cordel, o provérbio, adivinha, etc.

Anedota: Tipo de estória curta, que tem por finalidade provocar risos em alguém.

Parlenda: Poema feito em versos curtos, geralmente utilizados para distrair crianças.

Provérbio: Sentença breve, criada pelo povo. Tem por finalidade mostrar a experiência humana.

Advinha: Tipo de passatempo divertido.

2 – Festas Populares As festas cívicas e populares são comemoradas pela população com grande entusiasmo.

Os santa-helenenses em especial o povo paraibano, aprenderam a festejar acontecimentos religiosos com os portugueses, tendo influência também dos indígenas.

Segundo as tradições, os festejos populares realizados em homenagem aos padroeiros servem para reencontrar pessoas que não se via há muito tempo, especialmente familiares que vêm de outras localidades para fazer uma visita à sua terra natal. Esses festejos também servem para o divertimento da população.

As principais festas populares de Santa Helena que atraem turistas e filhos ausentes de todo pais, são elas:

Fevereiro/Março – Carnaval;

Maio – Mês Mariano;

Junho – Festas Juninas e Festa do Padroeiro do Distrito de Melancias Santo Antonio

Julho/Agosto - Vaquejadas

Setembro - Festa de Santa Helena (padroeira da cidade);

Dezembro – Emancipação Política do município, Festa de Santa Luzia (Padroeira do Distrito de Várzea da Ema), Natal e Ano Novo.

3 – Culinária A culinária santa-helenense apresenta uma grande diversidade, adaptada da cultura indígena e africana. Molhos e misturas traduzem essa influência. A escassez de gêneros vegetais verdes e frescos, e a estiagem freqüente fazem da presença do gado bovino e caprino, o cardápio do sertanejo. Tem na carne e nos grãos estocáveis o seu principal eixo.

É comum encontrarmos em Santa Helena a carne de sol e a galinha a cabidela. Alguns petiscos como a tapioca (de coco ou amanteigada), o queijo de coalho assado na brasa, a canjica, a pamonha, e o pé-de-moleque dão um toque especial à nossa culinária.

Abaixo relacionamos algumas das maravilhas gastronômicas existente no município.

Arroz de Leite; Buchada; Purê; Galinha de Cabidela; Paçoca; Peixada; Pirão; Panelada; Arroz Doce; Bolo (fubá, macaxeira, leite e milho); Canjica; Milho (cozido e assado); Cucuz; Tapioca; Pamonha; Angu.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]