Santa Leopoldina

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Município de Santa Leopoldina
"Filha do Sol e das Águas"
Bandeira de Santa Leopoldina
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 17 de abril de 1887
Gentílico leopoldinense
Prefeito(a) Romero Endringer[1] (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santa Leopoldina
Localização de Santa Leopoldina no Espírito Santo
Santa Leopoldina está localizado em: Brasil
Santa Leopoldina
Localização de Santa Leopoldina no Brasil
20° 06' 03" S 40° 31' 48" O20° 06' 03" S 40° 31' 48" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Central Espírito-santense IBGE/2008 [2]
Microrregião Santa Teresa IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Serra, Cariacica, Domingos Martins, Fundão, Santa Teresa e Santa Maria de Jetibá.
Distância até a capital 47 km
Características geográficas
Área 716,441 km² [3]
População 12 255 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 17,11 hab./km²
Altitude 65 m
Clima tropical (leste) e tropical de altitude (oeste).
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,626 médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 107 934,216 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 480,73 IBGE/2008[6]
Página oficial

Santa Leopoldina é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. A contagem da população em 2013 revela que cerca de 12.881 pessoas residem no município.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da atual denominação, o município já teve os nomes de Porto do Cachoeiro e Cachoeiro de Santa Leopoldina.

No ano de 1857 chegaram os primeiros imigrantes Suíços entre eles vieram alemães, pomeranos, austríacos entre eles de outras nacionalidades mas de língua alemã. Poucos anos depois, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes. Assim, em 1860, D. Pedro II chega de canoa acompanhado pela comitiva da qual se destacava o Marques de Tamandaré. Percorreu alguns trechos do território em colonização, tendo o inesquecível Dr. Luiz Holzmeister como intérprete. Com o progresso da colônia, tornou-se inevitável à formação de um povoado no local em que havia permanente baldeamento de mercadorias entre os dois sistemas de transporte que se completavam. Com os primeiros ranchos de tropa, armazéns de carga e postos de abastecimento, surgiu o Porto de Cachoeiro que, em 1867, tornou-se a Sede Oficial da Colônia com a denominação de Cachoeiro de Santa Leopoldina, deu-se o nome de Cachoeiro devido sua localização da Sede, que se encontrava no local onde o rio deixava de ser encachoeirado. E durante mais ou menos cinqüenta anos, o movimento de exportação e importação foi firmemente mantido em animado ritmo. Cachoeiro de Santa Leopoldina chegou a ser a 3ª colônia mais populosa do império. O comércio intenso e o casario ao gosto neoclássico que se erguia fizeram com que, em 1882, a colônia se emancipasse.

Pela Lei nº 21 de 04/04/1884 foi instituída Município e, em 17/04/1887, instalou-se oficialmente o Município por meio da Câmara Municipal, constituída de seis Vereadores: Alferes José das Neves Fraga (Presidente), Antônio José de Araújo (Vice-Presidente), Luiz Holzmeister, Gustavo Pinto do Nascimento, Antônio Correia do Nascimento e Domingos Francisco Lima. Cachoeiro de Santa Leopoldina se destacou em tudo: apenas onze anos após a grande invenção de Alexandre Graham Bell, o telefone, dava os primeiros passos no Rio de Janeiro e já funcionava em Santa Leopoldina, passando pelas ruas Costa Pereira e Taunay Telles, nos termos da autorização da Câmara Municipal constante do Ofício nº 79, de 31 de outubro de 1887. Em 1889, instalou-se a Comarca pelo Dr. Domingos Marcondes de Andrade, seu primeiro Juiz de Direito, cargo que no ano seguinte foi exercido pelo jovem Graça Aranha que aí se inspirou para escrever o famoso romance Canaã.

Cachoeiro de Santa Leopoldina tornou-se o maior empório comercial do Espírito Santo. Grandes firmas da Europa despachavam seus viajantes diretamente ao Porto de Cachoeiro. Só depois que faziam esta praça é que visitavam Vitória, a Capital. O grande movimento assegurou uma posição social de relevo. Suas festas eram muito concorridas. Vinham pessoas até do Rio de Janeiro na época do Carnaval. As ruas ficavam multicoloridas de confetes e serpentinas. Brasil Acorda e Rosa do Sertão eram os blocos carnavalescos mais animados.. O primeiro Prefeito foi Duarte de Carvalho Amarante e seu mandato durou de 1914 a 1916.

Em 1919, Santa Leopoldina viu roncar em suas serras os primeiros caminhões da época, Saurer e Mullang, tão logo foi inaugurada a rodovia Bernardino Monteiro que liga Santa Leopoldina à Santa Teresa. Um desses caminhões foi adaptado para o transporte de passageiros. Foi o primeiro ônibus da região e como tinha de subir muito, serra acima, deram-lhe o apelido de “Alpino”. Na mesma data, inaugurou-se o serviço de iluminação pública da cidade. Em 1930, foi inaugurada a rodovia que liga Santa Leopoldina a Cariacica. Ao contrário do que se imaginava, apagaram-se os dias de glória e esplendor, pois o esteio da economia era o Rio Santa Maria da Vitória e não a rodovia como se supunha.

“Porto de Cachoeiro era limite de 2 mundos que se tocavam. Uma traduzia, na paisagem triste e esbatida do nascente, o passado, onde a marca do cansaço se gravava nas coisas minguadas. Aí se viam destroços de fazendas, casas abandonadas, senzalas em ruínas, capelas, tudo com o perfume e a sagração da morte. A Cachoeira é um marco. E para o outro lado dela o conjunto do panorama rasgava-se mais forte e tenebroso. Era uma terra nova, pronta a abrigar a avalancha que vinha das regiões frias do outro hemisfério e lhe descia aos seios quentes fartos, e que ali havia de germinar o futuro povo que cobriria um dia todo o solo...”(CANAÃ – Graça Aranha)”.

Santa Leopoldina foi o município de maior extensão territorial do Espírito Santo até 1890, quando parte de sua área foi desmembrada para chamada Comuna de Santa Teresa. Um ano depois, mais duas grandes áreas se desligaram para a formação dos municípios de Afonso Claudio e Itaguaçu. Hoje, santa Leopoldina conta com uma área de 724 quilômetros quadrados, dos quais 57% têm declividade entre 30% e 100%. Além da Sede, tem dois distritos de Djalma Coutinho e Mangaraí.

O relevo é montanhoso e modelado com rochas cristalinas. A parte Noroeste é sensivelmente mais elevada, com altitudes que atingem 1200 metros. As principais serras são Tijuco Preto, Bragança, Circo Feliz, Pedra Branca, Pelada e da Chave. Os morros de maior altitude são o Scoefer, o Afonso, Magu, de 950 m, e o Pico da Andorinha. O contorno do município lembra “uma grande folha irregular, em que a nervura principal é o Rio Santa Maria da Vitória e, as nervuras secundárias, seus numerosos afluentes”, define o escritor João Ribas da Costa, em seu livro Canoeiros do Rio Santa Maria.

Os destaques da formação hidrográfica são os rios Reis Magos e Santa Maria da Vitória, correndo por 219,2 e 504,8 quilômetros quadrados, respectivamente. Há também outros rios: Mangaraí, Caramuru e das Farinhas, segundo o departamento Estadual de Estatística (DEE). Santa Leopoldina abriga a estação Hidrelétrica de Suíça, que mantêm produção média anual de 99.479,5 KWH.[7]

A Visita de D. Pedro II

Depois de três anos, apesar de todas as dificuldades encontradas, os primeiros imigrantes já tinham o que mostrar a D. Pedro II que visitou a colônia, em 1860. Vencidas as naturais asperezas do início, os colonos já prosperavam no interior.  O acelerado ritmo de importância que foi assumindo a nova colônia, foi o que motivou a visita de D. Pedro II. Ao escolher aquela colônia como início da viagem ao interior da Província, D. Pedro II estava preparado para ouvir as reclamações dos colonos, pois não lhe era estranho o destino dos imigrantes do Império.  No dia 28 de fevereiro de 1860, depois que visitou o Convento da Penha, ele desembarcou, às 16 horas, no Vapor Pirajá, subindo a desembocadura do Rio Santa Maria. O vapor atravessou em pouco tempo o estuário do Lameirão, até a Ilha das Caieiras, onde Sua Majestade e Comitiva fizeram baldeação para uma galeota. Pouco depois se transferiram para uma grande canoa, com um toldo de linho na popa e forrada de macios colchões de crina animal, destinados a amenizar aquela viagem noturna. Havia, na canoa, moringues de água potável, refrescos de pitanga e caju, cestos recheados com apetitosa matutagem e, um garrafão de cachaça para retemperar as energias dos remadores, pretos escravos. 

Ele abreviou a viagem: “O rio é muito tortuoso e às vezes as varas não tocavam o fundo, grande correnteza por estar muito cheio, mata pelas margens; bastante mosquito”. 

E eis as primeiras impressões do augusto visitante: “Cheguei à colônia às 5 h e 33 min da manhã de 29 de fevereiro. Subida íngreme, porém curta; algumas pequenas casas cobertas de palha entre as quais a que serve à diretoria, onde me acho”

Quando o toque do buzo, ou buzina de chifre de boi, soprado pelo canoeiro-mestre, anunciou, ao longe, aproximação de Sua Majestade do Porto de Cachoeiro, estouraram os foguetes, o sino da Capelinha pôs-se a repicar festivamente, e os colonos e moradores da vizinhança, umas 300 pessoas, congregadas pelo diretor da Colônia, o Tenente João da Silva Nazaré, disparavam para o céu as suas espingardas e erguiam vivas, enquanto a canoa aparecia, às 5:30 h da manhã, do dia 29 de fevereiro de 1860.  Sua Majestade dirigiu-se a casa coberta de palha, onde funcionava a Diretoria da Colônia, depois foi visitar o local onde estava sendo construída a nova casa da Diretoria, onde se deteve por algum tempo em palestra com fazendeiro da região, Sr. Freitas, e daí foi visitar a Capela construída por este devoto, onde ouviu missa rezada pelo Capuchinho Frei Adriano Laushner. Depois da missa, voltou à casa da Diretoria, onde concedeu audiência a alguns colonos e olhou os livros de registros dos mesmos. Doou 600 mil réis de esmolas, 600 mil réis para o cemitério e 300 mil réis ao Padre Adriano, para a compra de aparamentos para a igreja. Almoçou às 8 horas e tiveram a honra de servi-lhe à mesa os Sr. Nazaré, Muniz Freire e Monjardim. Depois do almoço foi convidado para dar um passeio por uma estrada nova que se estava abrindo, o que se dignou aceitar, dizendo:  “Vamos para não perdermos tempo”. Na volta, esperou 30 minutos, enquanto encilhavam os cavalos e durante este tempo conversou em alemão com algumas meninas, filhas dos colonos, que animadas pela bondade do Imperador, tornaram-se quase familiares, conversando com desembaraço e dançaram a valsa ao som de uma gaita de fole: Sua Majestade mostrou-se satisfeito desta festa inocente.  Às dez horas menos um quarto, partiu Sua Majestade a percorrer a Colônia, acompanhado de um grande número de cavaleiros, e durante todo o caminho Sua Majestade mostrava-se satisfeito do estado nascente da lavoura, da fertilidade das terras, notando, porém que a lavoura do café poderia estar mais adiantada. Sua Majestade sabe muito bem que da lavoura há de vir à grandeza futura, o café tem de representar indubitavelmente, o papel mais brilhante nesse drama de prosperidade; portanto quis dirigir os espíritos de seus súditos para a convicção desta verdade sublime.  Ao passar pela ponte do Presidente Catão, Sua Majestade foi recebido no meio de vivas e aclamações por um número de alemães que aí o esperavam para saúda-los.  Dom Pedro II observou topografia do terreno, os acidentes geográficos e, com maior interesse, as condições de vida dos imigrantes: - O terreno da Colônia é todo montanhoso; 
- Pouco para cima do porto de desembarque, margem direita do cachoeiro de José Cláudio, há a cachoeiro grande, e depois uma ponte que se atravessa, onde o rio desaparece todo por debaixo das pedras (local conhecido como Sumidouro do Funil). 
- Adiante do lugar para a Capela, estão os luxemburgueses que são os melhores colonos, com belas roças. Antes de lá chegar falou-me uma Augusta Prim, mulher de colono, inglesa, dos trabalhadores da estrada de ferro do rio que pede 6 meses de diárias, porque o terreno não dá para o sustento; ou seu passaporte. 
- Pouco antes do Pralon, colonos tiroleses, que em geral não querem trabalhar e pedem para sair da Colônia. 
Às 111/2 parou para beber água em casa do colono Henrique Brucherr, e ao meio-dia chegou à casa do professor Passos, onde demorou algum tempo. Depois disto, Sua Majestade, continuou a jornada. Parou ainda para beber água na casa do colono Wilhelm wellmez e às 15:50h chegou à casa do Sr. Pralon, onde jantou. O Sr. Amélio Pralon, engenheiro civil, fora uns dos diretores da Colônia (1858). A inesperada visita, lhe deixou constrangido, pois não esperava que D. Pedro viesse a Santa Leopoldina antes de visitar o Rio Doce, e fora apanhado completamente de surpresa, não encontrando palavras para se desculpar. Todavia, arranjou um jantar para Sua Majestade. Dom Pedro escreveu em seu diário:  “Belas matas, principalmente junto ao Pralon e até grande distância para adiante”. 
“Havia poucos dias que tinham matado uma anta, cujo couro muito grande vi esticado no lugar do Pralon”. 
“Há muita água e excelente, em toda a colônia. Muitas plantações de milho e mandioca algumas de café para que o terreno parece próprio, ainda que seja argiloso e a camada de húmus estreita. Vi algum arroz”. 
"Falta Padre protestante e capela"'

Da casa do Sr. Pralon, de onde saiu às 17 horas, Sua Majestade partiu para o Porto de Mangaraí aonde chegou às 21 horas, mais ou menos, e embarcou para a cidade, aonde chegou ao romper da aurora às 3:15h do dia 01 de março de 1860. Sua Majestade mostrou muita resistência física, pois passou uma noite inteira viajando de canoa para Santa Leopoldina, andou o dia todo, a ponto de cansar o cavalo e ter de trocar de animal. Desceu uma estrada pedregosa e ruim e ainda viajou sem repousar, pela noite, de canoa e depois a vapor, até Vitória, aonde chegou de madrugada.

Museu do Colono

Localizado na Sede do Município: Inaugurado em 18/04/1969, está localizado numa antiga casa mista da antiga Cachoeiro de Santa Leopoldina e retrata a época do seu apogeu comercial do Porto e suas transações comerciais da época. O acervo é constituído de cerca de 600 peças, destacando-se mobiliários, faianças de várias partes do mundo, opalinas, fotografias, instrumentos musicais, relógios antigos, cujo arranjo reflete os costumes de uma família bem aquinhoada do final do século XIX. A vida social também é representada museograficamente pela decoração e pelo mobiliário de uma casa. Foi o Dr. Luiz Holzmeister o responsável pela organização do Museu do Colono onde se encontram peças, que por si retratam o grau cultural dos imigrantes que aqui aportaram. Foi criado pelo Governador Cristiano Dias Lopes. É um verdadeiro relicário da cultura imperante em Santa Leopoldina. Inicialmente, foi denominado Museu do Imigrante. Posteriormente, sua construção sofreu uma reforma, e no governo de Arthur Carlos Gerhardt Santos, mudado seu nome para Museu do Colono. É atualmente um dos pontos turísticos do Estado. 

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Santa Leopoldina é um verdadeiro paraíso ecológico[carece de fontes?] com exuberância de várias cachoeiras, fauna e flora e diversidade étnica que conferem à região uma grande potencialidade de turismo, cultura, lazer e prática de esportes radicais. Além da cultura diversificada, a cidade destaca-se, principalmente, pela grande quantidade de cachoeiras belíssimas, que atraem milhares de turistas todos os anos. As principais são:

  • Cachoeira Véu de Noiva - 9 km da sede
  • Cachoeira Rio do meio - 20 km da sede
  • Cachoeira Gruta da Onça - 4 km da sede
  • Cachoeira das Andorinhas - 8 km da sede
  • Cachoeira Parque Hidro Rural Canto das Águas - 3,5 km da sede
  • Cachoeira Ribeirão dos Pardos - 4 km da sede
  • Cachoeira Fumaça - 3,5 km da sede
  • Cachoeira Tio André - 12 km da sede
  • Cachoeira do Moxafongo - 1 km da sede - Interditada
  • Cachoeira do Recanto - 10 km da sede
  • Cachoeira do Retiro - 5 km da sede
Casa de imigrantes alemães localizada na região conhecida como Luxemburgo.

Referências

  1. MONTENEGRO, Mariana (27 de maio de 2011). Romero toma posse em Santa Leopoldina (em português). A Gazeta. Página visitada em 31 de maio de 2011.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 31 de agosto de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Sitio do município (N/D). História de Santa Leopoldina. Página visitada em 09/06/2014.


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