Santa Maria Madalena (Rio de Janeiro)

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Município de Santa Maria Madalena
"Madalena"
Vista parcial da cidade em 2008. Foto: Raniery Costa

Vista parcial da cidade em 2008. Foto: Raniery Costa
Bandeira de Santa Maria Madalena
Brasão de Santa Maria Madalena
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 8 de junho
Fundação 8 de junho de 1862 (151 anos)
Gentílico madalenense
Lema Salus labor spes
Prefeito(a) Arthur Lima Garcia (PT)
(2009–2012)
Localização
Localização de Santa Maria Madalena
Localização de Santa Maria Madalena no Rio de Janeiro
Santa Maria Madalena está localizado em: Brasil
Santa Maria Madalena
Localização de Santa Maria Madalena no Brasil
21° 57' 18" S 42° 00' 28" O21° 57' 18" S 42° 00' 28" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Centro Fluminense IBGE/2008 [1]
Microrregião Santa Maria Madalena IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Campos dos Goytacazes, Conceição de Macabu, São Fidélis, São Sebastião do Alto, Trajano de Moraes
Distância até a capital 219 km
Características geográficas
Área 815,591 km² [2]
População 10 321 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 12,65 hab./km²
Altitude 615 m
Clima Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,734 (69º) – alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 91 770,443 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 532,02 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.pmsmm.rj.gov.br

Santa Maria Madalena é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 21º57'19" de latitude sul e 42º00'29" de longitude oeste, a uma altitude de 615 metros. A população aferida na estimativa de 2008 foi de 10.756 habitantes[carece de fontes?].

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras notícias sobre o município de Santa Maria Madalena, remetem às atividades de José Vicente, um mateiro, que à procura de escravos fugitivos desbravou as matas da região, fixando-se onde hoje se localiza a Igreja Matriz de Santa Maria Madalena.

Em 1850, José Vicente foi visitado pelo padre francês Francisco Xavier Frouthé, que seguia pela região à procura de nativos a quem pudesse passar suas mensagens religiosas. Diz-se que o mateiro interessou-se por uma espingarda que o Padre trazia consigo, propondo ao mesmo a sua troca pelas terras. A partir de então, Frouthé foi responsável por coordenar a construção de uma capela dedicada à santa. Nos anos seguintes, a localidade foi elevada à condição de freguesia.

Em 8 de junho de 1862 ocorre o seu desmembramento da cidade de Cantagalo. Santa Maria Madalena torna-se assim um município independente.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Parque Estadual do Desengano é a última reserva de Mata Atlântica do norte-fluminense e abrange os municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes em uma área de aproximadamente 22.400 hectares

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima temperado e úmido, com temperatura variando entre 6º e 35º C, faz Santa Maria Madalena ser considerada o terceiro melhor clima do Brasil, de acordo com padrões estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

De acordo com tais padrões, a localização ideal deve estar entre 400 e 800 metros de altitude, além de distância mínima de 100 km do limite do mar, permitindo, desta forma, o acesso a correntes marítimas vindas por entre cadeias de montanhas e amenizadas até a sua chegada.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo do município é bastante acidentado, e apresenta várias montanhas que juntas, formam grandes serras. Ex.: Serra da Grama, Serra de Triunfo, Serra do Sossego, Serra da Morumbeca, Serra dos Pontes, Serra da Fortaleza, Serra do Macapá, Serra do Fumal.

Outra parte do município é formada por planícies que podem ser encontradas nas regiões do Brinco, Triunfo, Sossego do Imbé e na Barra do Imbé, além de outras.

Solo[editar | editar código-fonte]

Sediada numa região naturalmente exuberante, com afloramentos rochosos esculturais em abundância, Santa Maria Madalena foi eleita para receber o título de Cidade da Geologia, pois apresenta todos os requisitos para ser o pólo da discussão geológica fluminense.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Santa Maria Madalena apresenta formações extensas de mata nativa, nas quais pode-se citar boa parte do Parque Estadual do Desengano com 22.400 ha, que compreende também, outros municípios como Campos dos Goytacazes e São Fidélis.

Além desta área, o município apresenta vários fragmentos de formação secundária, formando “ilhas”, com diferentes graus de degradação. Este fato deve-se, em parte, à formação de pastagens pelo predomínio da bovinocultura na região. A vegetação nas áreas planas é praticamente inexistente, sendo observada em pequenos fragmentos e quase sempre degradados.

Atualmente, a cobertura florestal da mata ciliar também se apresenta bastante degradada, quase nula nas regiões de baixada e bastante alterada em muitas áreas em declive.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Município possui uma hidrografia diversa, em que se destacam 03 rios, o Grande, o Imbé e o Macabu.

  • Rio Imbé: nasce em Trajano de Moraes, atravessa as regiões montanhosas do município de Santa Maria Madalena, em linha diagonal de sudoeste para nordeste até a Barra do Imbé, formando na Água Limpa a maior de sua queda d’água. Depois da Barra, segue em planície até desaguar na Lagoa de Cima, no município de Campos.
  • Rio Macabu: O Rio Macabu nasce na Serra de Macaé, no Município de Trajano de Moraes, a uma altitude próxima aos 1480m. Seu desenvolvimento se dá no sentido sudoeste – leste, por uma extensão de aproximadamente 121 km até desaguar na Lagoa Feia, no limite entre os municípios de Campos e Quissamã.
  • Rio Grande: Nasce em Nova Friburgo, e desempenha a função de linha divisória entre os municípios de Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto e São Fidélis. Desemboca na junção com o Rio Negro onde forma o Dois Rios, que desemboca no Rio Paraíba do Sul.

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

Ocupa uma área de 815,3 km²; distribuídos pelos seguintes distritos:

  • 1º distrito – Santa Maria Madalena com 210,1 km²
  • 2º distrito – Triunfo com 62,1 km²
  • 3º distrito – Santo Antônio do Imbé com 292,7 km²
  • 4º distrito – Dr. Loreti com 95,5 km²
  • 5º distrito – Renascença com 51,2 km²
  • 6º distrito – Sossego do Imbé com103,7 km²

Fonte: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Cidade da geologia[editar | editar código-fonte]

O Governo do Estado do Rio de Janeiro idealizou a criação de cidades-temáticas com o propósito de promover o desenvolvimento econômico e social dos municípios do interior do Estado. A cidade foi então lançada como a "Cidade da Geologia do Estado do Rio de Janeiro”.

Sediada numa região naturalmente exuberante, com afloramentos rochosos esculturais em abundância, Santa Maria Madalena foi eleita para receber tal título pois apresenta todos os requisitos para ser o pólo da discussão geológica fluminense. Preponderante para a escolha de Madalena é também o fato de que a maior parte do Parque Estadual do Desengano localiza-se em território madalenense.

Além da paisagem, a cidade apresenta uma cultura relacionada ao artesanato mineral num projeto pioneiro de qualificação técnica de adolescentes na arte de confeccionar peças artísticas a partir de minerais e rochas.

Patrimônio histórico[editar | editar código-fonte]

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Acima, à esquerda, o prédio da Secretaria de Turismo do município, um antigo hotel (foto: Álvaro Lutterback/Cultura RJ). À direita, um prédio histórico da cidade, tombado pelo IPHAN (fotos: Álvaro Lutterback/Cultura RJ).

Santa Maria Madalena foi um dos 173 municípios brasileiros incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas[6] . Em 2009, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou o processo de tombamento do centro histórico, a partir de um estudo realizado por professores e estudantes da Universidade Federal Fluminense[7] .

Em 2011, o Iphan emitiu um parecer favorável ao tombamento. Para que o local seja declarado patrimônio histórico brasileiro, o parecer ainda precisa ser aprovado pela presidência do órgão e pelo conselho consultivo.

Entre os prédios a serem tombados estão o da antiga estação ferroviária (1890, atualmente sede da Casa da Cultura), o extinto Hotel Brasil (1894, a igreja matriz e o conjunto paisagístico formado por casas simples[8] .

Personalidades madalenenses[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. IPHAN. PAC Cidades Históricas: Patrimônio, Desenvolvimento e Cidadania. Brasil, 2009
  7. RJ – Imóveis históricos de Santa Maria Madalena correm risco de serem demolidos ou terem suas características alteradas. Defender, 24 de março de 2011
  8. História e cultura nas ruas de Madalena. Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2011

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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