Santa Maria del Popolo

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Santa Maria del Popolo
Basilica di Santa Maria del Popolo
Cúpula octogonal da Igreja.
Estilo dominante Renascentista
Arquiteto Baccio Pontelli
Andrea Bregno
Construção 1099
Diocese Roma
Local  Itália

Santa Maria del Popolo é uma igreja renascentista da Ordem de Santo Agostinho, situada na Piazza del Popolo em Roma, Itália. É uma das mais antigas igrejas romanas.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Igreja de Santa Maria del Popolo foi erigida no século XI no local onde Nero morreu e foi sepultado, e sua alma danada, segundo a lenda medieval, habitaria o tronco de uma nogueira ali plantada. A árvore foi mandada derrubar em 1099 por ordem do papa Pascoal II: foi queimada e as cinzas jogadas no rio Tibre. O papa mandou construir uma capela dedicada à Virgem Maria naquele local. Gregório IX (papa de 1227 a 1241) mandou em 1227 substituir a capela pela atual igreja para o povo - popolo.

Reconstruida durante papado de Sisto IV (pontificado de 1471 a 1484) por Baccio Pontelli e Andrea Bregno, entre 1472 e 1477, que lhe imprimiram aspecto maioritariamente renascentista. Em 1505, Bramante acrescentou o coro para os monges da Ordem à qual pertencia Martinho Lutero, que provavelmente esteve aqui hospedado quando veio a Roma em 1512. Entre 1655 e 1660, o Papa Alexandre VII decidiu restaurá-la, dando-lhe um aspecto brioso; para isso encarregou Gian Lorenzo Bernini, que lhe imprimiu uma expressão barroca que permanece.

A conversão de São Paulo, a caminho de Damasco, de Caravaggio, (1600-1601)

Foi concebida como basílica com colunas, nave central e duas naves laterais, em plano cruciforme com capelas laterais. A igreja tem uma fachada simples, em mármore travertino e é um exemplar excelente da arquitetura do início do Renascimento em Roma. Famosa sobretudo por suas maravilhosas capelas, que as famílias romanas importantes mandaram adornar a suas custas. A cúpula octogonal é provavelmente a mais velha de Roma.

Há obras artísticas de grande relevo: de Caravaggio, a Conversão de São Paulo e a Crucificação de São Pedro, bem como vários afrescos de Pinturicchio, A Assunção de Annibale Carracci. Arquitectonicamente, está patente a marca de Rafael e de Bramante, e algumas esculturas de Andrea Bregno e de Gian Lorenzo Bernini, como o magnífico órgão sobre dois anjos em bronze.

O melhor, porém, é a Capela Chigi, a terceira do lado esquerdo. Entre 1511 e 1516, Rafael Sanzio, a pedido de seu amigo o banqueiro Agostino Chigi, converteu a capela em monumento funerário da família. Desenhou tanto a arquitetura (área central apoiada em quatro pilares com domo dourado) quando os mosaicos no alto, que mostram Deus Pai a criar o firmamento, rodeado dos símbolos do sol e dos sete planetas em sua posição no momento do nascimento de Jesus Cristo. São de sua autoria os túmulos de Agostino e de seu irmão Sigismundo, nas paredes laterais, as esculturas de mármore nos nichos, e o altar, mas a execução se deve a outros artistas. Os afrescos nas paredes, entre as janelas, são de Francesco Salviati. No solo, a inscrição Mors ad coelos (iter) significa que a morte é o caminho para o céu. A capela estava inacabada quando morreram Rafael e seus patronos, de modo que o Papa Alexandre VII (pontífice de 1655 a 1667), da família Chigi, resolveu encarregar Bernini de acabá-la, sendo então colocadas as estátuas dos profetas Daniel e Habakkuk nos nichos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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