Olivais (Lisboa)

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 Portugal Olivais  
—  Freguesia  —
Praça da Viscondessa dos Olivais, mais conhecida por Rossio (denominação até 1896).
Praça da Viscondessa dos Olivais, mais conhecida por Rossio (denominação até 1896).
Bandeira de Olivais
Bandeira
Brasão de armas de Olivais
Brasão de armas
Olivais está localizado em: Portugal Continental
Olivais
Localização de Olivais em Portugal
38° 46' 25" N 9° 07' 03" O
País  Portugal
Concelho LSB.png Lisboa
Fundação 1397
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 8,088 km²
População (2011)
 - Total 33 788
    • Densidade 4 177,5/km2 
Gentílico: olivalense
Código postal 1800
Orago Nossa Senhora ou Santa Maria dos Olivais
Correio electrónico geral@jfsmo.pt
Sítio http://www.jfsmo.pt/
'Concelho extinto de Olivais'
Gentílico Olivalense
Fundação do concelho 1852
Extinção do concelho 1886
Freguesias do concelho Beato, Sacavém, Olivais (sede), Talha, Vialonga, Fanhões, Lousa, Unhos, Frielas, Santo Estêvão das Galés, Tojalinho, Tojal, Bucelas, Loures, Ameixoeira, Póvoa, Apelação, Camarate, Charneca, Lumiar, Campo Grande, São Jorge e Odivelas (durante 1885)
Antigos Concelhos de Portugal Flag of Portugal.svg

Olivais, antiga Santa Maria dos Olivais[1] , é uma freguesia portuguesa do município de Lisboa, com 8,088 km² de área[2] e 33 788 habitantes (2011).[3] Tem uma densidade populacional de 4 177,5 habitantes/km². Mesmo após a perda do território do Parque das Nações, continua a ser uma das maiores freguesias da cidade de Lisboa.

A freguesia inclui-se na zona oriental da cidade, dividindo-se em duas regiões: Olivais Norte e Olivais Sul, que por sua vez se subdividem em diversos bairros. A freguesia limita a norte com as freguesias de Moscavide e Portela, Sacavém e Prior Velho e Camarate, Unhos e Apelação (todas do concelho de Loures), a este com a freguesia do Parque das Nações, a sul com Marvila e Alvalade, a oeste com o Lumiar, e a noroeste com Santa Clara. Grande parte do território ocidental da freguesia é ocupado por parte do Aeroporto de Lisboa-Olivais, incluindo a sede da TAP Portugal (Edifício 25, Aeroporto da Portela).[4]

História[editar | editar código-fonte]

O lugar da sede dos Olivais, antes do seu aproveitamento. Gravura do século XIX. Desenho talvez do século XVI. De notar que, nesta altura, Sacavém, numa curva do Tejo, era visível do sítio do templo.

Fundação da freguesia[editar | editar código-fonte]

A freguesia de Lisboa foi criada em 6 de maio de 1397, pelo arcebispo de Lisboa, D. João Anes, e confirmada por bula de 1 de julho de 1400, do Papa Bonifácio IX[5] .

A formação da nova unidade eclesiástica fez-se com terras do Termo de Lisboa. Muito anteriormente, porém, as mesmas terras pertenciam aos arrabaldes citadinos, para lá de Chelas, com a Marvila das mesquitas mouras na posse do bispado desde 1149; e, presumivelmente, à freguesia de Sacavém, constituída no século XII, talvez nos sítios dos Marcos, da Encarnação e da Portela. Limites vagos e oscilatórios.

Mapa do Termo de Lisboa em 1527[6] .

Doado à capital em 1385, por D. João I, em recompensa de serviços prestados à nação e à realeza, esse Termo era assim mais ou menos condensável: «todo o território do reino compreendido entre oceano atlântico, por oeste; o mesmo oceano e rio Tejo, pelo Sul; o mesmo rio por leste; e limitado ao norte, talvez, pelo rio Alcabrichel, do lado do oceano, e pela ribeira da Ota, do lado do Tejo». Logo então, consequentemente, a área da futura freguesia ficara sob a alçada municipal administrativa e policial da cidade. Esta situação perdurou até ao século XIX[7] .

Reprodução da primitiva área da freguesia dos Olivais.

Se foi favorável a Lisboa, a doação do Mestre de Avis terá desagradado a donatários com bens incorporados nela. Pelo menos o fato deu-se com D. Nuno Álvares Pereira, senhor dos reguengos de Sacavém, Unhos, Frielas e Charneca, que apelou para o monarca. Mas, por carta de sentença da era de 13 de abril de 1429, o rei encarou sensatamente a reclamação do grande militar harmonizando os respetivos interesses: «julgamos q.a dita cidade aja as jurisdições dos ditos lugares liuremente, e husse dellas sem embargo das cartas das doações mostradas da parte do dito conde (estabre), e ssem embargo daquilo q. da sua parte he dito»[8] .

Templo de Nossa Senhora dos Olivais[editar | editar código-fonte]

Desconhece-se a data da construção da igreja matriz. Pelo ano da formação da freguesia, contudo, podemos localizá-la, pelo menos, no século XIV, sem menção do seu ou dos seus fundadores. Parece lendário o fato, mantido pela tradição, da imagem da padroeira ter sido encontrada na cavidade de um tronco de oliveira, ocasionado o batismo da nova jurisdição: de Nossa Senhora ou de Santa Maria dos Olivais. No entanto, foi conservado na sacristia, até 1700, o referido tronco, que o vigário da época mandara arrancar e recolher.

Fachada principal da Igreja de Santa Maria.

A proximidade de Lisboa, beneficiava, portanto, a nova freguesia, cuja área acusava imensos aglomerados; mas, em contrapartida, devesse-lhe também a lentidão progressiva do centro ocupado pela igreja, parte da modesta aldeia olivalense, em contraste com o aproveitamento mais acelerado das zonas periféricas, mormente das encostadas ao Tejo, para cá do Cabo Ruivo, consideradas, desde os primórdio, lindas cercanias olisiponenses.

Ainda assim, o ponto escolhido para erguer o templo — restaurado nos séculos XVI e XVII, reconstruído depois de 1755 e outra vez renovado no século XIX — é sensivelmente equidistante dos limites de Sacavém e da praia (portas de entrada e de saída), e domina o vale ajoelhado, até à pouco tempo, ao sopé do Vale Formoso de Cima, da Laje e da Aldeia. E o facto não parece meramente acidental.

Nossa Senhora dos Olivais teria ficado a dever-se a solicitações da respetiva população, pela impossibilidade de participar do culto das igrejas de Lisboa e de Sacavém, muito afastadas e dependentes de péssimas ligações, sobretudo no inverno, como aconteceu com a Charneca, em 6 de novembro de 1511; e nela serviram três irmandades, sob os nomes de Nossa Senhora do Rosário, das Almas e do Santíssimo, das quais só resta, atualmente, a última[9] . Assim aconteceu também em Camarate, quanto ao número e à denominação das confrarias.

Limites da freguesia, lugares e propriedades principais[editar | editar código-fonte]

Ao fundar a freguesia dos Olivais, o Arcebispo de Lisboa D. João Anes traçou-lhe, evidentemente, os respetivos limites. A importante jurisdição eclesiástica ficava dentro de um perímetro em cujas maiores linhas de contorno figuravam os Marcos até Beirolas, a Panasqueira de Cima, a Portela, a Estrada de Sacavém, o Vale da Fonte do Louro, o fundo de Chelas com a encosta do lado do Alto das Conchas e toda a margem ribeirinha a partir do Grilo, findando um pouco além da atual Estrada da Circunvalação.

Tal vastidão, como sabemos, estava fracionada em lugares de pequeno relevo, com origem muito remota. Sem podermos referir os existentes no começo da freguesia, podemos repor, contudo, a prolixidade divisionária paroquial de há perto de 400 anos, hoje quase totalmente desaparecida, com o crescimento de Lisboa[10] .

Tinha ela, com efeito, a seguinte composição, tocada por naturais oscilações, a começar do adro da igreja[11] :

  1. Castelo (ou Casas Novas) — Compreendido entre a Rua Alves Gouveia e o aldeamento situado ao fundo da Quinta do Rosal, seguido do Rio de Nossa Senhora. Propriedades: Quintas do Castelo e dos Alcobias. O nome Castelo provinha do apelido dos senhores da principal fazenda do sítio: Castelo-Branco. Tratava-se de um vínculo instituído talvez no século XVII. As Casas Novas foram, praticamente, o começo da Rua Alves Gouveia.
  2. Cavalões — Encaixados entre a Estrada dos Olivais, à Fonte da Pipa, e a zona servida pela Rua Conselheiro Teles de Vasconcelos, até à Estrada da Circunvalação. Propriedades: Quintas da Fonte da Pipa, do Murtório, do Conde dos Arcos, dos Cavalões, das Cortes, do Leal, do Furreta e da Barroca. Convém saber que a Fonte da Pipa constituía, em meados do século XVIII, um lugar em que figuravam as quintas posteriormente alinhadas no título de Azinhaga da Fonte.
  3. Alaguesa (Desdobramento da Panasqueira) — Colocada ao longo da Azinhaga com o mesmo nome, numa pequena elevação que dominava os Cavalões. Propriedades: Quinta dos Serrões e da Panasqueira.
  4. Panasqueira — Abrangendo, grosso modo, o atual Bairro da Encarnação. Estava dividida, no século XVIII, em três grandes parcelas: Panasqueira de Cima, do Meio e Debaixo, à primeira se tendo dado, posteriormente, o nome de Encarnação, da invocação de uma parcela local. Propriedades: na primeira parte, Quinta do Morgado e Casal do Palricas; na segunda, Quintas da Chouriceira e do Archeiro; e, na última, Quintas do Caldas, das Portas de Ferro, de São João e da Torre. A Quinta do Caldas era formada pelos Casais do Sardo e do Poceiro e por diversas terras, como as da Madalena, dos Botelhos e dos Cavalões.
  5. Portela — Confinada ao espaço hoje ocupado pelo Campo de Aviação, Rotunda do Aeroporto e terrenos urbanizados colocados a norte, limitando-a a Fontainha, a Bela-Vista, o Vale de Alcaide e a Panasqueira. Propriedades: Quintas dos Padres Trinos, do Caldas (formada por um conjunto de fazendas), de Belmonte e da Graça. Havia um pequeno aglomerado de casas, algumas de andar. Pontificou ali o marquês do Louriçal.
  6. Estrada de Sacavém — Representada, pela parte unida à Bela-Vista da Avenida Gago Coutinho. Propriedades: Quintas do Amândio, do Chacão, da Fonte Coberta, dos Goiais Vermelhos, da Noiva, da Fonteira e de Santo António.
  7. Fonte do Louro — Compreendida pelos dois lados da Azinhaga do Pombeiro e pelo lado direito, de quem vem, da Azinhaga da Fonte do Louro. Propriedades: na primeira artéria, Quintas do Pombeiro e do Polão; na segunda, Quintas da Fonte do Louro, do Grilo, do Ferrador e de Santa Cruz.
  8. Bela-Vista — Limitada aos dois lados da Azinhaga das Teresinhas, desde o começo da ladeira que termina na Avenida Gago Coutinho, até à confluência com a Azinhaga do Pombeiro e com a Azinhaga dos Mouzinhos. Propriedades: Quintas das Teresinhas, do Alpoim, da Ladeira, do Jurze, dos Alfaiates, da Bela-Vista (Nova), da Bela-Vista, de Santana, de São José, do Penha, da Flamenga e da Conceição.
  9. Malapos ou Malapados — Encaixados entre a Azinhaga da Flamenga e a Azinhaga de Poço de Cortes, partindo do Largo do Broma. Propriedades: antes do Largo do Broma, Quintas dos Malapos, dos Malapados, dos Malapinhos, dos Malapos, dos Mouzinhos, da D. Rosa, do Armador e da Maruja; e a partir do largo, Quintas de São Pedro dos Peixes, do Sarilho, das Conchinhas, da Farinheira e Casais da Malteza e do Saragoça.
  10. Alto das Conchas (ou Alto de Chelas)  — Instalado no cimo da Calçada do Perdigão, sendo também servido pelas Azinhagas da Salgada e do Ferrão. Propriedades: Quintas do Perdigão, da Concha e da Salgada.
  11. Prestes  — Sítios aquém do Poço de Cortes e a ele contíguos, servindo-os a Azinhaga do Ferrão (antiga Azinhaga do Prestes). Propriedades: Quinta do Alho, do Condado e do Ferrão.
  12. Cruz das Veigas  — Colocada de ambos os lados da Azinhaga das Veigas e em parte da Rua de Marvila. Propriedades: Quintas das Veigas, do Bacalhoeiro, e Horta das Veigas.

Séculos XVII e XVIII: Evolução administrativa e territorial[editar | editar código-fonte]

Muito fragmentada, para se emparcelar progressivamente, em âmbito puco lucrativo, a freguesia dos Olivais foi, até ao fim do século XIX, um logradouro apetecível da fidalguia lisboeta, condenado pela evolução, como sucedeu com as freguesias vizinhas. Zona essencialmente de regalo, por conseguinte, de veraneios e, muito mais tarde, de retiros, afamados na Estrada de Sacavém, a despeito do seu contributo para o aprovisionamento citadino, serviu de alvo, como era de esperar, ao crescimento de Lisboa, sob um lento processo de anexação. São desse processo as seguintes fases, à margem subalterna da freguesia, inerente à sua participação no Termo.

Primeiramente, a lei de 20 de agosto de 1654, pela qual foram anexadas aos bairros de Lisboa, para efeitos de repressão e julgamento criminais, as freguesias do Termo, sem a sua inclusão, contudo, na área deles. Extingui-se, a seguir, o cargo de Corregedor do Crime do Termo, ficando sujeitos aos corregedores da cidade os 42 julgados em que aquele superintendia, de que participava, naturalmente, o dos Olivais[12] .

Por essa altura, uma grande parte da freguesia olivalense era considerada, vulgarmente, zona integrada na capital, de tal forma os extremos de ambas se confundiam e de tal modo os da primeira se valorizavam com o lucrativo contato com os da segunda[13] .

No entanto, os limites da bonita urbe, fixados por decreto de 3 de dezembro de 1755 e confirmados por alvará de 12 de maio de 1758, estendiam-se, do lado do Tejo, até Santa Apolónia, partindo os Olivais do Vale de Chelas. Do lado de Sacavém, as demarcações da freguesia abrangiam os Marcos, a Encarnação, a Portela e a Estrada de Sacavém, na face anexa à Bela Vista[14] .

Em 1756, isto é, pouco tempo volvido, amputou-se, pela primeira vez, a enorme superfície oriental, com o funcionamento da nova freguesia do Beato, que lhe tirou Chelas, Fonte do Louro até à Cruz do Almada, Rua Direita de Marvila, Grilo, Beato e Poço do Bispo[15] . Implantada, oficialmente, em 1770, a valiosa jurisdição foi alterada pelo plano de 1780, que restituiu a Rua Direita de Marvila aos Olivais; vindo a participar, em 1811 e 1834, da divisão citadina em 13 bairros, figurando no de Alfama[16] .

Posterior divisão judicial, aprovada por decreto de 7 de agosto de 1835, assentou em seis julgados, cada qual com o seu Termo. O do bairro de Alfama compunha-se das freguesias de São Bartolomeu da Charneca, Campo Grande, São João da Talha, Santa Iria da Azoia, Olivais, Sacavém, São Tiago dos Velhos e Vialonga. Em 21 de maio de 1841, estes moldes serviram a nova divisão administrativa de Lisboa, agora reduzida, portanto, a seis bairros, com Termos quase iguais aos dos julgados, encontrando-se os Olivais, neste setor, a participar também de Alfama[17] .

Século XIX: Município da Vila dos Olivais[editar | editar código-fonte]

O Concelho dos Olivais foi criado por decreto de 11 de setembro de 1852, do Ministério do Reino, que fixava novos limites à cidade de Lisboa.

Enquanto não houvesse eleições municipais, o governador civil de Lisboa nomearia, para o novo concelho, uma Comissão Administrativa, à qual competiam as funções inerentes às câmaras. No entanto, todas as funções que as leis e os regulamentos conferiam às câmaras, a respeito de recenseamentos e eleições, enquanto estas não se efetuassem, seriam exercidas, no concelho dos Olivais, pela Câmara Municipal de Lisboa.

Por outro lado, o Governo indicaria um edifício do Estado para servir de paços do novo concelho. Continuariam a pertencer a Lisboa as administrações das propriedades que exercia no território delas desanexado. O produto dos impostos municipais que a Câmara Municipal de Lisboa tivesse arrematado até à fundação do concelho dos Olivais continuaria a ser arrecadado pela respetiva Câmara, até final do prazo das respetivas arrematações. Também se manteria a cargo da Câmara Municipal de Lisboa a despesa a fazer, no concelho dos Olivais, com a iluminação pública e conservação das calçadas, até o assunto ser regulamentado, obrigando-se o Governo, simultaneamente, a entregar, à Câmara dos Olivais, anualmente, uma prestação equivalente à despesa que a Câmara Municipal de Lisboa fazia, no território do referido concelho recém-criado, com dois citados encargos. Finalmente, o Governador Civil de Lisboa fixaria, provisoriamente, dentro de 60 dias, contados a seguir à publicação do decreto, os limites do novo concelho; os quais após um ano decorrido, se tornariam definitivos, mediante proposta do mesmo governador, acompanhada de informações das autoridades competentes e das reclamações havidas, proposta dependente da respetiva deliberação governamental, confirmativa ou alterante.[18] .

Por outro decreto da mesma data (11 de setembro de 1852), do Ministério da Fazenda, o Governo aboliu a cobrança de impostos que se fazia na parte de Lisboa, incorporada no concelho dos Olivais; e igualou o território compreendido fora dos limites de Lisboa, quanto a pagamento de impostos, aos dos outros concelhos do reino, salvo as exceções que obrigavam ao pagamento, pelo citado concelho dos Olivais, das seguintes imposições: 10 réis por cada canada de vinho vendido a miúdo, nos mesmos termos em que pagava o real de água; 15 réis por arrátel de carne verde, compreendendo-se neste direito o real de água e os 3 réis adicionais; e uma taxa, a decretar, como licença anual devida pelas casas de venda de líquidos, por grosso e por miúdo. A cobrança da taxa incidente sobre o comércio de líquidos e a de 15 réis por arrátel da carne verde só entraria em vigor a partir de 1 de janeiro de 1853.

Limites do Concelho dos Olivais[editar | editar código-fonte]

Em 13 de outubro de 1852, o Governador Civil de Lisboa, D. Francisco de Almada, conde de Tavarede, limitando o Concelho dos Olivais, nos termos decretados, considerou-o constituído pelas seguintes 22 freguesias: Beato, Sacavém, Olivais (sede do município), Talha, Vialonga, Fanhões, Lousa, Unhos, Frielas, Santo Estêvão das Galés, Tojalinho, Tojal, Bucelas, Loures, Ameixoeira, Póvoa, Apelação, Camarate, Charneca, Lumiar, Campo Grande e São Jorge (a parte extramuros da linha de circunvalação). Esta parte da freguesia de São Jorge ficou reunida, para os efeitos civis, à freguesia dos Santos Reis, do Campo Grande. E, em 22 do mesmo mês de outubro, a Comissão Administrativa foi empossada pela mesma autoridade superior, ficando assim constituída: visconde de Juromenha, João Lemos Pereira de Lacerda, presidente, e Domingos Correia Arouca, João da Costa Carvalho, António Dias de Sousa, Francisco de Assis Boaventura e João Câncio Matos, vereadores.

Entre 1852 e 1886, Santa Maria dos Olivais foi sede do Concelho dos Olivais,[19] um grande município, eminentemente rural, que abarcava vinte e três freguesias, a saber:

Freguesias do Concelho dos Olivais
Beato Sacavém Olivais (sede do município) Talha
Vialonga Fanhões Lousa Unhos
Frielas Santo Estêvão das Galés Tojalinho Tojal
Bucelas Loures Ameixoeira Póvoa
Apelação Camarate Charneca Lumiar
Campo Grande São Jorge (a parte extramuros da linha de circunvalação) Odivelas (durante 1885)

Ocupava uma superfície de aproximadamente 223 km² e tinha uma população de 25 495 habitantes, em 1864, e de 29 491 habitantes, em 1878.

O edifício sede da Câmara Municipal dos Olivais situava-se no Largo do Leão, em São Jorge de Arroios. Este edifício ainda existe, estando hoje ocupado pela Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desportos (EPAD), depois de ter sido durante muitos anos uma escola primária. [20]

Em 1885, na sequência da extinção do concelho de Belém, a freguesia de Odivelas foi integrada no concelho dos Olivais, embora apenas por um ano. Em 1886, as freguesias mais meridionais foram integradas na cidade de Lisboa, e no ano seguinte a sede do município foi transferida para a povoação de Loures, sendo assim formalmente extinto o concelho dos Olivais e instituído o novo concelho de Loures. A freguesia de Santo Estêvão das Galés passou para o concelho de Mafra. Para além disso, provisoriamente, as freguesias de Camarate e Sacavém (Intramuros) permaneceram ainda integradas em Lisboa até 1895, altura em que transitaram definitivamente para o concelho de Loures.

Brasão de Armas[editar | editar código-fonte]

Brasão de Armas da Câmara Municipal dos Olivais.

O brasão de armas da Câmara Municipal dos Olivais foi conferido por decreto de 25 de julho de 1860, com a seguinte descrição:

«Um escudo dividido em pala tendo na primeira as armas de Portugal e, na 2.ª, dividida em dois quartéis, no superior, em campo azul, a rainha Santa Isabel, estando à direita o rei D. Dinis, seu marido, e, à esquerda, seu filho, o infante D. Afonso, todas as três figuras em prata, com coroas e espadas de ouro; no quartel inferior, em campo de ouro, duas oliveiras, da sua cor, tudo encimado com coroa real».
 
Decreto de 25 de julho de 1860 das Cortes Gerais do Reino de Portugal.

Simbolizavam estas armas as pazes feitas pela rainha Santa Isabel entre seu marido e seu filho, em Alvalade, no ano de 1323.

Extinção do Município[editar | editar código-fonte]

Entretanto, em consequência do decreto de 18 de julho de 1885 e também por força do decreto de 17 de setembro do mesmo ano, a divisão de Lisboa sofrera, igualmente, modificações, assentando em quatro bairros; «numerados de um a quatro, cada um deles com cinco paróquias civis e estas formadas por um número variável de freguesias eclesiásticas, no número de 44». Os Olivais ficaram no primeiro bairro.

A Câmara Municipal dos Olivais reuniu, pela última vez, nos Paços do Concelho do Largo do Leão, em 30 de dezembro de 1886. A vereação era composta por esta forma: presidente, Barão de Vale Formoso, Tomás António Barbosa Leitão; vice-presidente, João Antunes Pomba; e vereadores, Manuel Rodrigues Azevedo, Olegário Luís António de Sousa, Joaquim Marques Ferreira, Fernando Silvestre Alves e Francisco Pereira Pedroso. Em 2 de janeiro de 1887, a edilidade deu posse, nos mesmos paços, à vereação da nova Câmara Municipal de Loures, que efetuou, posteriormente a sua primeira sessão. No dia 3, a mesma vereação reuniu, extraordinariamente, para tratar de obras, como a do novo cemitério de Loures, de arrematações urgentes, da iluminação pública, do pessoal municipal e da limpeza de algumas freguesias. A sua primeira sessão ordinária decorreu em 7 de janeiro, mantendo-se a Câmara nos paços do extinto Concelho dos Olivais até julho. A sessão do dia 7 foi já efetuada em instalações próprias no lugar da Mealhada.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Principiando a vigorar em 1903, a última barreira fiscal da cidade teve os seguintes postos, na antiga jurisdição criada por D. João Anes: na Encarnação, cujo prédio ficava em frente da igreja local, demolida em 1940; na Quinta do Cabeço; em Moscavide; na Rua Conselheiro Mariano de Carvalho, n.ºs 5 a 7; em Cabo Ruivo, com instalação em Vale Formoso de Baixo, no n.º 198-A, que foi demolida; em Braço de Prata, em frente ao Arco das Panelas; e no Beato, com prédio em Marvila.

Por fim, o decreto de 7 de fevereiro de 1959, foi aprovado um decreto que alterou a divisão administrativa de Lisboa, criando novas freguesias e ajustando as existentes. Devido a ele a enorme freguesia dos Olivais ficou reduzida aos seguintes limites: «Partindo da margem do Rio Tejo, perto do Cabo Ruivo, segue para noroeste, pelo eixo da II Circular de Lisboa, e, depois de passar pela rotunda do aeroporto, continua, cerca de 1100 metros, pelo eixo do troço projectado da referida circular, até ao ponto em que mais se aproxime da mesma circular a pista mais extensa do aeroporto de Lisboa (pista N.E.-S.W.); daqui segue, contornado o campo de aviação, pelo lado ocidental (pela estrema dos terrenos reservados pela Direcção-Geral da Aeronáutica Civil para ampliação das pistas), até atingir a estrada da circunvalação que limita a cidade e concelho de Lisboa; continua para leste pela estrema do concelho, até ao rio Tejo; inflecte, finalmente, para sul, prosseguindo pela margem do rio, até ao ponto de partida». O colosso transformou-se numa sombra do passado, figurando, a partir desse momento, no quarto bairro de Lisboa.

Essa sombra, porém, converteu-se em facho cintilante, de súbito, na década de 60, com a ocupação das propriedades regionais, já na posse da Câmara de Lisboa; pois a freguesia ganhou, em equipamento imobiliário e humano, o que diminuíra, sucessivamente, em proporções, perdendo as suas características rústicas e as suas divisões pitorescas, mantidas durante perto de 600 anos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Situação[editar | editar código-fonte]

A freguesia está delimitada por:

Freguesias limítrofes[editar | editar código-fonte]

Noroeste: Santa Clara e Camarate, Unhos e Apelação Norte: Camarate, Unhos e Apelação, Sacavém e Prior Velho e Moscavide e Portela Nordeste: Parque das Nações e Moscavide e Portela
Oeste: Santa Clara e Lumiar Rosa de los vientos.svg Este: Parque das Nações
Sudoeste: Lumiar e Alvalade Sul: Alvalade e Marvila Sudeste: Marvila e Parque das Nações

Bairros[editar | editar código-fonte]

Geograficamente e tradicionalmente, divide-se nos seguintes bairros:

  1. Olivais Norte, Quinta do Morgado, Quinta da Barroca e Seminário: situado entre as artérias Avenida Cidade do Porto (Segunda Circular), Rua Quinta de Santa Maria, Circular Norte, Rua dos Lojistas, Rua Capitão Santiago de Carvalho, Avenida Dr. Francisco Luís Gomes, Praça José Queirós e Estrada da Circunvalação;
  2. Encarnação: situado entre as artérias Avenida Cidade do Porto (Segunda Circular), Avenida de Berlim, Avenida Dr. Francisco Luís Gomes, Rua Capitão Santiago de Carvalho, Rua dos Lojistas, Circular Norte e Rua Quinta de Santa Maria.
  3. Olivais Este e Centro Histórico dos Olivais: situado entre as artérias Praça José Queirós, Avenida Dr. Francisco Luís Gomes, Rua Contra-Almirante Armando Ferraz, Praça Baden-Powell, Avenida de Berlim e Avenida Infante D. Henrique.
  4. Olivais Sul: situado entre as artérias Avenida Cidade do Porto (Segunda Circular), Praça do Aeroporto (Rotunda do Relógio), Avenida Marechal Gomes da Costa, Avenida Cidade de Luanda, Avenida de Pádua, Avenida Infante D. Henrique e Avenida de Berlim.
  5. Olivais Oeste e Aeroporto: situado entre o limite do município e as artérias Avenida Santos e Castro, Avenida Marechal Craveiro Lopes (Segunda Circular), Avenida Cidade do Porto (Segunda Circular) e Estrada da Circunvalação.
  6. Cabo Ruivo e Candeeiros: situado entre as artérias Avenida Cidade de Luanda, Avenida Marechal Gomes da Costa, Avenida Infante D. Henrique e Avenida de Pádua.

Organização político-administrativa[editar | editar código-fonte]

Assembleia de Freguesia de Olivais
XXI Legislatura
Tipo
Tipo Parlamento intramunicipal (unicameral)
Liderança
Presidente Nuno Miguel dos Santos Silva, PS
1.º Secretário Honorato Monteiro Moura, PS
2.ª Secretária Helena Maria Assunção V. Santos, PS
Líder da maioria Rute Sofia Florêncio Lima de Jesus, PS
Líder da oposição Francisco Américo Maurício Domingues, PPD/PSD.CDS-PP.MPT
Líder da oposição Delfino Navalha Serras, CDU: PCP.PEV
Estrutura
Membros 19 deputados
Grupos políticos: Grupos representados
Sede
Resultados das eleições de 2013 nos Olivais
Partido político Eleições da Assembleia de Freguesia de 2013
% Membros
PS 43,40 10
PPD/PSD.CDS-PP.MPT 17,31 3
CDU: PCP.PEV 13,29 3
Olivais com Todos (Independente) 9,67 2
B.E. 5,01 1
PAN 2,42 0
PCTP/MRPP 1,59 0
PTP 0,43 0

A freguesia de Olivais é governada pela Junta de Freguesia e pela Assembleia de Freguesia, cujos vogais e membros elegem-se a cada quatro anos por sufrágio universal de todos os cidadãos maiores de 18 anos de idade. O órgão executivo é superintendido pela presidente da Junta de Freguesia dos Olivais, Rute Lima, e o órgão deliberativo é superintendido pelo presidente da Assembleia de Freguesia de Olivais, Nuno Miguel dos Santos Silva.

Presidente da Junta de Freguesia Início do mandato Fim do mandato Partido
Freguesia de Olivais
Rute Lima 2013 No cargo Partido Socialista (PS)

A seguinte tabela é uma lista das personalidades que ao longo da história da Terceira República presidiram à Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais.

Início Titular Notas Imagem
Presidentes da Junta de Freguesia durante a Freguesia de Santa Maria dos Olivais
1976 Partido Socialista (PS)
1979 Aliança Democrática (AD): PPD/PSD . PPM . CDS-PP
1982 Aliança Democrática (AD): PPD/PSD . PPM . CDS-PP
1985 Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata (PPD/PSD)
1989 José Manuel Rosa do Egipto Partido Socialista (PS) . Partido Comunista Português (PCP)
1993 José Manuel Rosa do Egipto Partido Socialista (PS)
1997 José Manuel Rosa do Egipto Partido Socialista (PS)
2001 José Manuel Rosa do Egipto Partido Socialista (PS)
2005 José Manuel Rosa do Egipto Partido Socialista (PS)
2009 José Manuel Rosa do Egipto Partido Socialista (PS)

Serviços[editar | editar código-fonte]

Devido à composição da população tradicional da freguesia, predominantemente da classe média, os Olivais sofreram cronicamente de insuficientes instituições públicas, fundamentalmente nas áreas da saúde e educação.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Não há nenhum hospital público na freguesia, sendo que os vizinhos são deslocados principalmente para o Hospital de São José (Centro Hospitalar de Lisboa Central), na Rua José António Serrano. Contudo, é sede tradicional de importantes instituições privadas desde a sua fundação. Na atualidade mantêm-se em funcionamento, entre outros, o Hospital SAMS (Rua Cidade de Gabela), a Clínica Princípio-Psiquiatria e Psicologia (Rua Sargento José Paulo dos Santos), a Clínica FisioFalantes (Rua Cidade de Bolama), o Centro Clínico de Santo Eugénio (Rua Quinta do Morgado), a Clínica Medicerena (Avenida Cidade de Luanda), a Clínica AMV Ortodontia (Avenida de Pádua), a Clínica Paris (Rua Cidade de Nampula), o Laboratório de Análises Dr.ª Ilda Borges (Rua Cidade de Benguela), o Hormofuncional — Centro Hormonologia Funcional (Rua de Matola), a Clínica Médica São João (Rua Cidade de Bolama) e a Clínica Clinolival (Rua Matola).

Centros de Saúde[editar | editar código-fonte]

A freguesia conta com um ambulatório, no bairro da Encarnação, sem serviço de urgências 24 horas. Durante o ano de 2012 levaram-se a cabo numerosas ações de vizinhança para tentar evitar a supressão das urgências noturnas nesta freguesia.

Extensão de saúde associada Localização Bairro Horário
Unidade de Saúde Familiar Oriente Alameda da Encarnação Encarnação
Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Olivais Alameda da Encarnação Encarnação De 2.ª a 6.ª Feira 08h00–20h00 e Sábado 10h00–18h00
Unidade de Saúde Familiar Jardins da Encarnação Alameda da Encarnação Encarnação
Unidade de Saúde Familiar Vasco da Gama Alameda da Encarnação Encarnação De 2.ª a 6.ª Feira 08h00–20h00

Educação[editar | editar código-fonte]

Educação infantil (pré-escolar)[editar | editar código-fonte]

Escola Tipo
Escola Básica Adriano Correia de Oliveira Pública
Escola Básica Alice Vieira Pública
Escola Básica Arco Iris Pública
Escola Básica n.º 36 Pública
Escola Básica Paulino Montez Pública
Escola Básica Santa Maria dos Olivais Pública
Escola Básica Sarah Afonso Pública
Externato da Encarnação (Externato João XXIII) Privada
Externato "Marcelino Champagnat" Privada
Externato "S. Miguel Arcanjo" Privada, Católica
Fundação Cardeal Cerejeira Privada, Católica
Jardim Escola "O Bosque" Privada
Jardim Escola João de Deus Privada
Jardim Infantil do Centro Paroquial St.º Eugénio Privada, Católica
Jardim Infantil Olivais (Fundação D. Pedro IV) Privada
Jardim Infantil Panioli - O. N. Promoção Pastoral dos Ciganos Privada

Educação básica[editar | editar código-fonte]

1.º Ciclo[editar | editar código-fonte]
Escola Tipo
Escola Básica Adriano Correia de Oliveira Pública
Escola Básica Alice Vieira Pública
Escola Básica Arco Iris Pública
Escola Básica n.º 36 Pública
Escola Básica Paulino Montez Pública
Escola Básica Santa Maria dos Olivais Pública
Escola Básica Sarah Afonso Pública
Externato da Encarnação (Externato João XXIII) Privada
Externato "Marcelino Champagnat" Privada
Externato "S. Miguel Arcanjo" Privada, Católica
Jardim Escola "O Bosque" Privada
Jardim Escola João de Deus Privada
2.º Ciclo[editar | editar código-fonte]
Escola Tipo
Escola Básica Fernando Pessoa Pública
Escola Básica Olivais Pública
Escola Básica Piscinas Pública
Externato da Encarnação (Externato João XXIII) Privada
Externato "Marcelino Champagnat" Privada
Externato "S. Miguel Arcanjo" Privada, Católica
3.º Ciclo[editar | editar código-fonte]
Escola Ensino Tipo
Escola de Comércio de Lisboa Qualificante Privada
Escola Secundária Eça de Queirós Regular Pública
Escola Básica Fernando Pessoa Regular Pública
Escola Básica Olivais Regular Pública
Escola Básica Piscinas Regular Pública
Externato "S. Miguel Arcanjo" Regular Privada, Católica

Educação secundária[editar | editar código-fonte]

Escola Ensino Tipo
Escola de Comércio de Lisboa Profissional (nível 3) Privada
Escola Secundária António Damásio Regular Pública
Escola Secundária Eça de Queirós Regular Pública

Arte e cultura[editar | editar código-fonte]

Parques e jardins[editar | editar código-fonte]

Os Olivais são uma das freguesias do município de Lisboa com maior proporção de áreas verdes por habitante.

  • O Parque Urbano dos Olivais: que se prolonga paralelo à Avenida de Berlim entre os bairros da Encarnação e de Olivais Sul. É considerado um dos parques mais belos da cidade. Historicamente pertencente à Câmara Municipal de Lisboa e utilizado para a produção de árvores para replantação, a reconversão ambiental significou a sua entrega à população dos Olivais em 16 de setembro 2013, abrindo-se pela primeira vez este parque florestal ao desfrute dos olivalenses. Com percursos de sombra, bancos de descanso e zonas de lazer para crianças, para o novo espaço prevê-se ainda uma área de esplanada.
  • O Parque Hortícola dos Olivais Poente: situado a sul do Parque Urbano dos Olivais, bairro da Encarnação, consiste numa zona produtiva dividida em cerca de 31 talhões, que se destinam a hortas urbanas.
  • O Parque Municipal do Vale do Silêncio: localizado no bairro de Olivais Sul e com uma extensão de oito hectares, o Vale do Silêncio é o verdadeiro pulmão dos Olivais. Espaço densamente arborizado nas suas orlas a norte e nas áreas mais elevadas a sul, cujo estrato herbáceo é mais diversificado que o arbustivo e que envolve um relvado central de grandes proporções, muito utilizado para a prática de atividades desportivas. Conta no seu interior com numerosos lugares de interesse como o parque infantil, o campo de jogos, a zona de merendas, o quiosque com esplanada, a zona de manutenção e a zona de equipamentos de fitness.
  • O Jardim Maria de Lourdes Sá Teixeira: situado na Rua Cidade da Beira, bairro de Olivais Sul, foi inaugurado em 16 de setembro de 2013 em reconhecimento da primeira aviadora portuguesa.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Metro de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Linha Vermelha. Tem quatro estações dentro da freguesia, duas datam de 1998 e duas desde 2012:

Estação de Metro Olivais.jpg
Estação de Metro Cabo Ruivo.jpg
 Metro de Lisboa - Estação Aeroporto (8176895652).jpg   Estação de Metro Encarnação.jpg 
Estação Olivais
Estação Cabo Ruivo
Estação Aeroporto
Estação Encarnação
Serviços: Elevator (AIGA based).svg Aiga escalator.svg Wheelchair symbol.svg Serviços: Elevator (AIGA based).svg Aiga escalator.svg Wheelchair symbol.svg Serviços: Elevator (AIGA based).svg Aiga escalator.svg Wheelchair symbol.svg Aiga ticketpurchase.svg Info Simple bw.svg Aiga departingflights.svg Serviços: Elevator (AIGA based).svg Aiga escalator.svg Wheelchair symbol.svg

Aeroporto de Lisboa[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Lisboa é um aeroporto público português gerido pela ANA situado nas imediações da cidade de Lisboa, a capital de Portugal. É o primeiro aeroporto português por tráfego de passageiros, carga aérea e operações. O aeroporto localiza-se no nordeste de Lisboa. Os terminais localizam-se no termo da freguesia dos Olivais, mas as pistas do aeroporto estendem-se também pela União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação, no município de Loures. O Terminal 2 (T2), o mais recente, está separado do Terminal 1 (T1). Para comunicação entre todos os terminais, a ANA disponibilizou um serviço gratuito de autocarro (Airport Shuttle).

Autocarros[editar | editar código-fonte]

Os autocarros são de grande utilidade nesta freguesia por ter zonas que ficam demasiado distanciadas do metro. São várias as linhas urbanas e interurbanas que recorrem aos bairros desta freguesia.

Linhas Urbanas[editar | editar código-fonte]

As seguintes carreiras da rede da Carris prestam serviço aos bairros desta freguesia:

Linhas Diurnas (Rede 7)[editar | editar código-fonte]
Carreira Terminais
705 Estação Oriente (Interface)Estação Roma-Areeiro
708 Martim MonizParque Nações Norte
722 Pç. LondresPortela-R. Escritores
725 Estação Oriente (Interface)Prior Velho-R. Maestro Lopes Graça
731 Av. José Malhoa ⇄ Moscavide Centro
744 Marquês PombalMoscavide (Qta. Laranjeiras)
759 RestauradoresEstação Oriente (Interface)
779 C. Comercial Olivais/R. Cidade BolamaC. Comercial Olivais/R. Cidade Bolama
781 Expresso Cais SodréPrior Velho
783 Amoreiras (C. Comercial)Portela-R. Mouzinho Albuquerque
Linhas Noturnas (Rede Madrugada)[editar | editar código-fonte]
Carreira Terminais
208 Cais SodréEstação Oriente (Interface)
210 Cais SodréPrior Velho

Para além desta carreiras, servem de forma marginal a freguesia, as carreiras com paragens na Avenida do Marechal Gomes da Costa e Avenida do Infante D. Henrique, nomeadamente, 728, 750, 782 e 794.

Linhas Interurbanas[editar | editar código-fonte]

As seguintes carreiras da rede da Rodoviária de Lisboa prestam serviço aos bairros desta freguesia:

Linhas Diurnas[editar | editar código-fonte]
Carreira Terminais
301 Lisboa (Estação Oriente)Loures (Z Comercial) via Hospital
302 Lisboa (Olivais) Pç José Queiróz ⇄ Bairro de Santiago
309 Lisboa (Estação Oriente) ⇄ Cabeço da Aguieira
310 Lisboa (Estação Oriente)Charneca do Lumiar
312 Lisboa (Campo Grande) circulação via Charneca
313 Lisboa (Campo Grande) circulação via Sacavém
316 Lisboa (Estação Oriente)Sta. Iria de Azóia
317 Lisboa (Estação Oriente) ⇄ Bairro da Covina
318 Lisboa (Estação Oriente)Portela de Azóia
319 Lisboa (Areeiro)Alverca (Zona Industrial)
320 Lisboa (Areeiro)Alverca (Estação) via Forte da Casa
321 Lisboa (Areeiro)Via Rara
329 Lisboa (Campo Grande)Quinta da Piedade
Carreira Paragens dentro da freguesia
301 Olivais (Pç José Queirós)
302 Olivais (Pç José Queirós)
309 Olivais (Pç José Queirós)
310 Olivais (Pç José Queirós)
312 Encarnação (Fte Portão Ana); Aeroporto Ana (Rua C, Portugália); Aeroporto Ana (Rua C); Aeroporto Ana (Rua C, Portão Ana); Aeroporto
313 Aeroporto (Fte Gare); Aeroporto (Est Serviço); Aeroporto Ana (Rua C, Portão Ana); Aeroporto Ana (Rua C); Aeroporto (Ruas C, D Portugália); Encarnação (Portão Ana); Encarnação (Esc Superior)
316 Olivais (Pç José Queirós)
317 Olivais (Pç José Queirós)
318 Olivais (Pç José Queirós)
319 Olivais (Pç José Queirós)
320 Aeroporto (Fte Gare); Aeroporto (Est Serviço); Aeroporto Ana (Rua C, Portão Ana); Aeroporto Ana (Rua C); Aeroporto) (Rua C, D Portugália); Encarnação (Portão Ana)
321 Aeroporto (Fte Gare); Aeroporto (Est Serviço); Aeroporto Ana (Rua C, Portão Ana); Aeroporto Ana (Rua C); Aeroporto (Ruas C, D Portugália); Encarnação (Portão Ana); Encarnação (Esc Superior)
329 Aeroporto (Fte Gare); Aeroporto (Est Serviço); Aeroporto Ana (Rua C, Portão Ana); Aeroporto Ana (Rua C); Aeroporto (Ruas C, D Portugália); Encarnação (Portão Ana)
Linhas Noturnas[editar | editar código-fonte]
Carreira Terminais
750 Est. Oriente (Circ.) via Bº Coroas e Unhos
Carreira Paragens dentro da freguesia
750 Olivais (Pç José Queirós)

Património[editar | editar código-fonte]

A sede da TAP Portugal.
  • Palácio da Quinta do Contador Mor: edifício onde atualmente funciona a Bedeteca de Lisboa. Também conhecida pela "Toca", lugar de encontros amorosos entre Maria Eduarda e Carlos da Maia, no romance Os Maias, de Eça de Queirós;
  • Palácio da Quinta da Fonte do Anjo ou Palácio da Quinta da Bica: arquitectura residencial, pombalina e tardo-barroca. Casa nobre rústica pombalina, inscrita em antiga quinta de produção. A capela com invocação de Nossa Senhora da Conceição, tem altar tardo-barroco, bom silhar de azulejos rococó com cenas da vida da Virgem, estuques à maneira de João Grossi, com paralelos na capela da Quinta do Marquês do Pombal em Oeiras;
  • Convento de São Cornélio: vestígios de antigo convento situado na Estrada de São Cornélio, junto ao atual Cemitério dos Olivais;
  • Centro Histórico da Vila dos Olivais: sede concelhia medieval;
  • Palácio Benagazil ou Palácio da Quinta do Policarpo: monumento apalaçado situado junto do Aeroporto de Lisboa;
  • Igreja de Santa Maria ou Igreja Paroquial dos Olivais: monumento de arquitetura religiosa, maneirista e barroca;
  • Igreja de Santo Eugénio ou Igreja Paroquial de Olivais Sul: monumento de arquitetura religiosa do século XX;
  • Cine-teatro da Encarnação: monumento sede da ADCEO — Associação Desportiva e Cultural da Encarnação e Olivais;
  • Instituto Geográfico do Exército e Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos: monumento de arquitetura militar e científica;
  • Antiga unidade industrial "A Napolitana", Proprietário actual: Grupo Auchan — Companhia Portuguesa de Hipermercados, SA;
  • DIALAP, Última designação: DIAMANG, Propriedade actual: RTP, Rádio e Televisão de Portugal (edifício sede desde 31 de março de 2004).

Colectividades[editar | editar código-fonte]

Arruamentos[editar | editar código-fonte]

NOTA: Com a reorganização administrativa da cidade, alguns dos arruamentos da agora extinta freguesia de Santa Maria dos Olivais passaram para o território da nova freguesia do Parque das Nações.

A nova freguesia dos Olivais contém 165 arruamentos.[21] São eles:

  • Alameda da Encarnação
  • Al. das Comunidades Portuguesas
  • Av. Cidade de Lourenço Marques
  • Avenida Cidade de Luanda
  • Avenida Cidade do Porto
  • Avenida de Berlim[22]
  • Avenida de Pádua[22]
  • Avenida Doutor Alfredo Bensaúde
  • Avenida Dr. Francisco Luís Gomes
  • Avenida Eugénio de Andrade[23]
  • Avenida Infante Dom Henrique[24]
  • Av. Marechal Craveiro Lopes[25]
  • Av. Marechal Gomes da Costa[26]
  • Avenida Santos e Castro[27]
  • Azinhaga da Alagueza
  • Azinhaga da Quinta das Courelas
  • Azinhaga do Casquilho
  • Calçadinha dos Olivais
  • Circular Norte do Bairro da Encarnação
  • Circular Sul do Bairro da Encarnação
  • Estrada da Circunvalação[28]
  • Jardim Maria de Lourdes Sá Teixeira
  • Largo Américo Rosa Guimarães
  • Largo Castro Soromenho
  • Largo Jaime Carvalho
  • Largo 1º Ten. João Rodrigues de Moura
  • Praça Baden Powell
  • Praça Carlos Ramos
  • Praça Cidade de Dili
  • Praça Cidade de Salazar
  • Praça Cidade de São Salvador
  • Praça Cidade do Luso
  • Praça Cottinelli Telmo
  • Praça da Viscondessa dos Olivais
  • Praça das Casas Novas
  • Praça de Bilene
  • Praça de Chinde
  • Praça do Aeroporto[29]
  • Praça do Norte
  • Praça Faria da Costa
  • Praça José Queirós[22]
  • Praça Mota Veiga
  • Rua Acúrsio Pereira
  • Rua Alberto MacBride
  • Rua Alferes Barrilaro Ruas
  • Rua Alferes Carvalho Pereira
  • Rua Alferes Mota da Costa
  • Rua Alferes Santos Sasso
  • Rua Alfredo Franco
  • Rua Almada Negreiros
  • Rua Alves Gouveia
  • Rua Américo de Jesus Fernandes
  • Rua Cândido de Oliveira
  • Rua Capitão Santiago de Carvalho
  • Rua Capitão Tenente Oliveira e Carmo
  • Rua Carlos George
  • Rua Catorze (Bairro da Encarnação)
  • Rua Cidade da Beira
  • Rua Cidade da Praia
  • Rua Cidade de Bafatá
  • Rua Cidade de Benguela
  • Rua Cidade de Bissau
  • Rua Cidade de Bolama
  • Rua Cidade de Cabinda
  • Rua Cidade de Carmona
  • Rua Cidade de Gabela
  • Rua Cidade de Inhambane
  • Rua Cidade de João Belo
  • Rua Cidade de Lobito
  • Rua Cidade de Malanje
  • Rua Cidade de Margão
  • Rua Cidade de Moçâmedes
  • Rua Cidade de Nampula
  • Rua Cidade de Nova Lisboa
  • Rua Cidade de Novo Redondo
  • Rua Cidade de Porto Alexandre
  • Rua Cidade de Porto Amélia
  • Rua Cidade de Quelimane
  • Rua Cidade de Tete
  • Rua Cidade de Vila Cabral
  • Rua Cidade do Negage
  • Rua Cinco (Bairro da Encarnação)
  • Rua Contra-Almirante Armando Ferraz
  • Rua Costa Malheiro
  • Rua da Portela
  • Rua da Quinta da Fonte
  • Rua da Quinta de Santa Maria
  • Rua da Quinta do Morgado
  • Rua da Vila Pery
  • Rua das Courelas
  • Rua das Escolas
  • Rua de Baixo Limpopo
  • Rua de Chibuto
  • Rua de Macia
  • Rua de Manhiça
  • Rua de Manica
  • Rua de Manjacaze
  • Rua de Marracuene
  • Rua de Matola
  • Rua de Mocímboa da Praia
  • Rua de Montepuez
  • Rua de Vila Alferes Chamusca
  • Rua de Vila Fontes
  • Rua de Vila Sena
  • Rua Dez (Bairro da Encarnação)
  • Rua Dezanove (Bairro da Encarnação)
  • Rua Dezasseis (Bairro da Encarnação)
  • Rua Dezassete (Bairro da Encarnação)
  • Rua Dezoito (Bairro da Encarnação)
  • Rua do Conselheiro Teles de Vasconcelos
  • Rua do Dondo
  • Rua do Ibo
  • Rua do Mercado
  • Rua do Poço Coberto
  • Rua Dois (Bairro da Encarnação)
  • Rua Dom Aleixo Corte-Real
  • Rua dos Eucaliptos
  • Rua dos Lojistas
  • Rua Doze (Bairro da Encarnação)
  • Rua Dr. Costa Sacadura
  • Rua Dr. José Saraiva
  • Rua Eurico da Fonseca
  • Rua Francisco Mantero
  • Rua Furriel Galrão Nogueira
  • Rua Furriel João Nunes Redondo
  • Rua General Silva Freire
  • Rua Humberto Madeira
  • Rua João Cunha Serra
  • Rua João de Castro Osório
  • Rua Major Figueiredo Rodrigues
  • Rua Mamadu Sissé
  • Rua Nove (Bairro da Encarnação)
  • Rua Oito (Bairro da Encarnação)
  • Rua Onze (Bairro da Encarnação)
  • Rua Padre Joaquim Aguiar
  • Rua Quatro (Bairro da Encarnação)
  • Rua Quinze (Bairro da Encarnação)
  • Rua Sargento Armando Monteiro Ferreira
  • Rua Sargento José Paulo dos Santos
  • Rua Seis (Bairro da Ecarnanção)
  • Rua Sete (Bairro da Encarnação)
  • Rua Três (Bairro da Encarnação)
  • Rua Treze (Bairro da Encarnação)
  • Rua Um (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vice Almirante Augusto de Castro Guedes
  • Rua Vila da Fulacunda
  • Rua Vila de Bissorã
  • Rua Vila de Bubaque
  • Rua Vila de Catió
  • Rua Vila de Farim
  • Rua Vila de Teixeira Pinto
  • Rua Vinte (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Cinco (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Dois (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Nove (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Oito (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Quatro (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Seis (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Sete (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Três (Bairro da Encarnação)
  • Rua Vinte e Um (Bairro da Encarnação)
  • Rua 1º Cabo José Martins Silvestre
  • Travessa das Courelas
  • Travessa do Adro
  • Travessa dos Buracos

Notas e referências

  1. Diário da República, 1.ª Série, n.º 216, Lei n.º 56/2012 (Reorganização administrativa de Lisboa). Acedido a 22/07/2012.
  2. Direção-Geral do Território (DGT) - Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013
  3. Instituto Nacional de Estatística (INE) — Censos 2011 segundo a Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013
  4. "Estatutos TAP." TAP Portugal. "A sede da sociedade é em Lisboa, no Edificio 25, no Aeroporto de Lisboa."
  5. Vaticano, Regesta Lateranensia, vol. 80, fls. 155V/157 (pesquisa do P.e António Bonifácio).
  6. "Dispersos", do Eng.º Augusto Vieira da Silva.
  7. Dispersos, do Eng.º Augusto Vieira da Silva, pp. 35 a 38. Só por decretos n.ºs 23 e 24 de 16 de maio de 1832, se separam, no país, as funções administrativas das judiciais (Idem, p. 48).
  8. Elementos da História do Município de Lisboa, de Eduardo Freire de Oliveira.
  9. Livros de Arruamentos, de 1762/1833; batismo de 4 de setembro de 1796; e livro destinado às assinaturas das Pessoas Reais, da igreja. De notar que neste livro, é citada N.ª S.ª da Assunção como padroeira do Templo.
  10. Tendo delimitado Sacavém quando Arcebispo, D. Jorge, a norte e a este dos Olivais, mandou proceder do seguinte modo «... entrando e indo por ella ataa incluzilhada do caminho q. vay da Charneca para Sacavém, e tomando hi azinhaga de figo maduro indo por ela ataa os marcos do "Reguengo", confrontando taa hi com limite do estudo, e di pelos ditos marcos sempre ataa o mar não entrando neste Lemite a quinta do Cabido q. foi do Faliro». ("Dicionário Geográfico", do padre Luís Cardoso).
  11. Utilizam-se, na síntese, os extremos e as denominações mais recentes, tanto para os sítios como para as fazendas que os preenchiam. Baseamo-nos nos "Livros de Arruamentos" para reconstituir a freguesia. Sabe-se que a freguesia de Santa Engrácia, de 30 de Agosto de 1568, destacada de Santo Estêvão de Alfama, ficou com vasto território «que dos lados de Xabregas era limítrofe da freguesia dos Olivais». ("Dispersos", p. 272). Do lado do Vale de Chelas, limite dado por um troço da estrada com o mesmo nome, seguindo-se a encosta, o qual mediava entre o começo da Rua de Cima de Chelas e o atual Largo de Chelas, como parecem exprimir os referidos "Livros de Arruamentos". Estes não acusam, depois de 1770, o corte sofrido com a fundação da freguesia do Beato. (Arquivo do Tribunal de Contas).
  12. Nos julgados havia juízes de vintena (correspondendo aos atuais juízes de paz), alcaides (correspondendo aos cabos de polícia das regedorias) e escrivães. ("Dispersos", p. 36). Desconhecemos onde se encontrava, então, o julgado dos Olivais, bem como a data do seu início. Já devia funcionar, porém, em 1495.
  13. Fr. Nicolau Oliveira, por exemplo, nas suas "Grandezas de Lisboa", julgava a cidade encaixada entre Belém e São Bento de Xavregas, não citando a freguesia oliponense na relação das jurisdições seguidas à capital. Para outros, Lisboa findava em Marvila, cedida nos primórdios, à Mesa Pontifical.
  14. "Livro de Arruamentos", escriturados em função do alvará de 26 de setembro de 1762, relativo à cobrança da décima. São confirmados pelos assentos paroquiais, principiados em fim do século XVI.
  15. Começam, com efeito, em 1756, os livros dos registos da freguesia.
  16. Plano de divisão, e translação das paróquias de Lisboa, de 1780.
  17. As divisões paroquiais efetuadas no segundo quartel do século XIX, devido ao advento do constitucionalismo, acompanharam o aparecimento da paróquia civil (depois freguesia civil), com o mesmo território e a mesma denominação da eclesiástica; ficando o governo com alçada, pela lei de 2 de dezembro de 1840, para proceder à divisão, união e supressão das paróquias civis e judiciais.
  18. Com o concelho dos Olivais foi criado, simultaneamente, o concelho de Belém, ficando Lisboa dividida em quatro bairros
  19. Arquivo digital Freguesia dos Olivais. Visitado em 5 de Setembro de 2013.
  20. Atlas da Carta Topográfica de Lisboa: 1856-1858
  21. Câmara Municipal de Lisboa (CML) - Toponímia de Lisboa
  22. a b c Partilhada com a freguesia do Parque das Nações.
  23. Partilhada com a freguesia do Lumiar.
  24. Partilhada com as freguesias de Beato, Marvila, Parque das Nações, Penha de França, São Vicente e Santa Maria Maior.
  25. Partilhada com as freguesias de Alvalade e Lumiar.
  26. Partilhada com as freguesias de Alvalade, Marvila e Parque das Nações.
  27. Partilhada com as freguesias de Santa Clara e Lumiar.
  28. Partilhada com as freguesias de Belém, Benfica, Carnide e Santa Clara.
  29. Partilhada com a freguesia de Alvalade.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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