Santa Matilde (automóvel)

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Santa Matilde
SM 4.1S (1986), um modelo da marca.
Visão Geral
Nomes
alternativos
SM
Produção 19781997
Fabricante Companhia Industrial Santa Matilde
Modelo
Classe Esportivo
Carroceria Fibra de vidro:
Hatchback
Coupé
Conversível
Ficha técnica
Motor Chevrolet 4.1L 250S, I6 - G
Chevrolet 4.1L, 6cc - Etanol
Chevrolet 2.5L, I4 - E
Chevrolet 2.5L Turbo, 4cc - E
Transmissão 4 marchas
Layout 2+2 lugares, motor dianteiro
tração traseira
Modelos relacionados Puma GTB
Chevrolet Opala
Volkswagen Santana
Puma GTB
Dimensões
Comprimento 4180mm
Entre-eixos 2380
Largura 1710mm
Altura 1320mm
Peso 1240kg
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A Santa Matilde foi uma indústria de automóveis fabricados no Brasil.


História[editar | editar código-fonte]

Em 1975 o governo brasileiro proibiu a importação de automóveis e suas peças. Isto era um sinal de problemas para quem possuía um veículo importado, pois afetaria diretamente a aquisição de peças para a manutenção.

Neste grupo de pessoas estava o Dr Humberto Pimentel que possuía um Porsche Targa 911S e a futura falta de peças já o preocupava bastante. Em meados da década de 1970, o Dr Humberto resolveu comprar um carro desportivo nacional. Sua escolha foi pelo melhor carro esporte nacional da época, o Puma GTB. Não se sabe ao certo o que levou o Dr Humberto a criar seu próprio automóvel. As duas versões mais conhecidas são de que, após analisar o Puma GTB, ele haveria sugerido algumas mudanças no carro visando uma melhora no que dizia respeito à estrutura, segurança, estabilidade. A resposta teria sido negativa e isto lhe impulsionou a pensar num carro esporte que chegasse ao seu nível exigências.

Outros relatos falam em uma fila de espera muito grande para adquirir o GTB e que isto teria sido o real motivo.

Independente de qual esteja certa, o que importa é que foi o início do automóvel SM. O primeiro passo foi criar o projeto do carro e uma equipe começa a ser montada para isto. Para chefiar esta equipe o nome escolhido foi o do engenheiro Milton Peixoto. Dentre os outros profissionais chamados temos o pintor Cici e os soldadores Antonio Alves e João da Silva. João aparece em uma das fotos soldando o protótipo. Nesta fase, em dezembro de 1975, entra para a fábrica Antonio Manuel Penafort Pinto Queirós, conhecido pelos membros do SMClube[1] como "Antonio projetista" e que possui o seu 79 até hoje totalmente original.

Sob a batuta do Dr Humberto, nasce o projeto do SM, sendo assinado por sua filha Ana Lídia. Segundo declarado pelo próprio Dr Humberto, foram colhidas idéias de vários automóveis da época, não tendo servido de base para o SM um único automóvel.

O próximo passo a ser definido seria qual a mecânica usar. A escolhida foi a do Alfa Romeo, mas a fábrica negou a concessão para o uso. A opção então foi usar a mecânica 6 cilindros Chevrolet Opala. Para a criação do protótipo o nome escolhido foi o de Renato Peixoto. Peixoto era muito conhecido no meio automobilístico por ter trabalhado em diversos projetos de automóveis de corrida, como o Casari A2, o qual pilotou nas 1000 milhas do Autódromo de Interlagos de 1970. Pois bem, estavam unidas "a fome e vontade de comer" e a criação do SM iria começar. A equipe para produção do protótipo foi montada usando uma parte da mão de obra da própria fábrica, pintores, lanterneiros e outros, contratando também mão de obra externa. Tudo era desenvolvido em cima de um graminho de aço (ferramenta bastante antiga). Para o cargo de designer foi chamado um funcionário da área agrícola da fábrica, Flávio Monnerat.

O chassis foi desenvolvido pelo próprio Peixoto a partir das longarinas do Opala. Longarinas são vigas de secção variável montadas longitudinalmente que proporcionam rigidez estrutural ao chassis.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. SMClube - Site acessado em 31 de Maio de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]