Santana do Paraíso

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Município de Santana do Paraíso
"Paraíso"
Vista parcial de Santana do Paraíso

Vista parcial de Santana do Paraíso
Bandeira de Santana do Paraíso
Brasão de Santana do Paraíso
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de abril[1]
Fundação 28 de abril de 1992[2]
Gentílico paraisense[2]
Prefeito(a) Antonio Afonso Duarte (Zizinho) (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santana do Paraíso
Localização de Santana do Paraíso em Minas Gerais
Santana do Paraíso está localizado em: Brasil
Santana do Paraíso
Localização de Santana do Paraíso no Brasil
19° 21' 50" S 42° 34' 08" O19° 21' 50" S 42° 34' 08" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2008 [3]
Microrregião Ipatinga IBGE/2008 [3]
Região metropolitana Vale do Aço
Municípios limítrofes Oeste: Mesquita;
Norte: Belo Oriente;
Leste: Ipaba;
Sudeste: Caratinga;
Sul: Ipatinga.
Distância até a capital 237 km
Características geográficas
Área 275,529 km² [4]
População 27 258 hab. Censo IBGE/2010[5]
Densidade 98,93 hab./km²
Altitude 270 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,712 alto PNUD/2000 [6]
PIB R$ 150 680,493 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 6 251,01 IBGE/2008[7]
Página oficial

Santana do Paraíso é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à Mesorregião do Vale do Rio Doce e Microrregião de Ipatinga, localiza-se a nordeste da capital do estado, distando desta cerca de 237 quilômetros. Ocupa uma área de 275,529 km², 3,3549 km² em perímetro urbano,[8] e sua população, em 2010, foi contada em 27 258 habitantes,[5] sendo assim o 162º mais populoso do estado de Minas Gerais e o quarto de sua microrregião, perdendo para Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timóteo. Juntamente com estas três últimas cidades citadas forma a Região Metropolitana do Vale do Aço, composta ainda pelos 22 municípios do colar metropolitano.[9]

A sede tem temperatura média anual de 21,5°C e a vegetação do município pertence ao domínio de mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2009 foram contabilizados 2 414 veículos em Santana do Paraíso.[10] Com uma taxa de urbanização da ordem de 94,72 %, o município contava em 2009 com oito estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,712, considerando-se assim como médio em relação ao estado de Minas Gerais.[5] A zona urbana municipal está em constante crescimento, devido ao grande desenvolvimento populacional e demográfico das cidades vizinhas e com o anúncio da construção de uma unidade da Usiminas em Santana do Paraíso - seu território está sendo valorizado pelas imobiliárias.[11]

A cidade vem se tornando conhecida ainda pelas suas tradicionais festas realizadas nos meses de abril e julho, como a Festa de aniversário da cidade, que é bastante famosa pelo bolo que simboliza a contagem de anos em metros e também pela festa de Sant'Ana, que reúne anualmente um público de cerca de 12 mil pessoas.[12] Santana do Paraíso também conta com alguns atrativos naturais, como cachoeiras e pequenos rios ideais para prática de esportes radicais.[13]

História[editar | editar código-fonte]

Origens e pionerismo[editar | editar código-fonte]

Índios Botocudos: antigos habitantes da região.

Antes de 1800 a região hoje ocupada pelo Leste de Minas Gerais era densamente habitada pelos índios Borun do Watu, conhecidos pelos portugueses como botocudos.[14] A chegada dos europeus à região da atual Região Metropolitana do Vale do Aço, que vieram em busca de escravos e riquezas minerais, deu-se pelo rio Doce e ainda pelo Piracicaba. O massacre sistemático dos índios começou alguns anos mais tarde, quando D. João VI separou a região em divisões militares. O que se seguiu foi um dos maiores massacres indígenas na história do Brasil.[15]

A ligação entre as cidades de Ferros e do Calado (atualmente Coronel Fabriciano) era feita em lombo de animais, cortando as matas, subindo e descendo serras. Os tropeiros e viajantes solitários, ao pegarem o caminho com destino a Ferros, ou chegando ao Calado, tinham nas cachoeiras da região conhecida como Taquaraçu (hoje território de Santana do Paraíso) como seu ponto de parada. Em todo o percurso da estrada, Taquaraçu era usada como pousada porque a natureza ali oferecia o que tinha de mais atraente, além da água abundante das cachoeiras. Com o passar dos tempos um vilarejo acabou se formando no local e seu nome batizado como Santana do Paraíso, em homenagem à paisagem natural belíssima e a Nossa Senhora de Santana escolhida como padroeira do vilarejo pelos párocos locais.[16]

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

O povoado de Santana do Paraíso do Taquaraçu foi constituído através de doações e venda de terreno feitas a Igreja Católica, em nome de Santa Ana. Nessa época, o povoado integrava o atual município de Conceição do Mato Dentro. Em 1892, tornou-se distrito. A partir de 1923, o distrito foi transferido para a cidade de Mesquita, permanecendo nessa condição até a data de sua emancipação, em 1992. O município de Santana do Paraíso foi criado pela Lei Estadual 10.704, de 27 de abril de 1992, tendo sua emancipação político-administrativa publicada em 28 de abril do mesmo ano.[2] [16]

Santana do Paraíso após emancipada elegeu os seguintes prefeitos: Antônio Luiz, o Maneca (1993 - faleceu em abril do mesmo ano); Helvécio Matias de Oliveira (1993-1996 - vice-prefeito empossado após o falecimento de Antônio Luiz); Juarez Antônio da Costa (1997-2000); Raimundo Anício Botelho (Mundico) (2001-2004) e Joaquim Correia de Melo, o KIM (2005-2008 e 2009-2012). Este último citado exerce atualmente seu segundo mandato, e que trouxe o desenvolvimento e independencia efetiva do município, contribuíndo para a moralização das práticas referentes à política e gestão pública desta cidade.[17]

História recente[editar | editar código-fonte]

Também em decorrência do crescimento demográfico de Santana do Paraíso e cidades vizinhas, em 30 de dezembro de 1998 foi criado o Vale do Aço, reunindo, além de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e os outros 22 municípios do colar metropolitano: Açucena, Antônio Dias, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Braúnas, Bugre, Córrego Novo, Dionísio, Dom Cavati, Entre Folhas, Iapu, Ipaba, Jaguaraçu, Joanésia, Marliéria, Mesquita, Naque, Periquito, Pingo-d'Água, São João do Oriente, São José do Goiabal e Sobrália. Sendo elevado à Região metropolitana em 12 de janeiro de 2006. Atualmente possui 808 km² e seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,803, sendo o 11.º maior das regiões metropolitanas brasileiras.[9]

Hoje a cidade encontra-se em franco crescimento. Nos últimos anos, Santana do Paraíso teve um grande crescimento de sua área urbana. Empresas do setor imobiliário estão comprando áreas verdes e fazendo loteamentos. Pesquisas recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o número de habitantes poderá triplicar até 2030. Muitos dos novos núcleos habitacionais de Santana são verdadeiros apêndices de Ipatinga, como o Industrial, Cidade Nova, Jardim Vitória, Águas Claras e Parque Caravelas. Devido ao grande crescimento populacional e demográfico da cidade vizinha e com o anúncio da construção de uma unidade da Usiminas em Santana do Paraíso,[18] seu território vem sendo valorizado pelas imobiliárias.[11] [17]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo ondulado na zona rural do município.

A área do município é de 275,529 km², representando 0,1713 % do território mineiro, 0,1087 % da área da região Sudeste do Brasil e 0,0118 % de todo o território brasileiro.[19] Desse total 3,3549 km² estão em perímetro urbano.[8] Santana do Paraíso está localizada na Mesorregião do Vale do Rio Doce e Microrregião de Ipatinga. O município limita-se ao norte com Belo Oriente; a leste, com Ipaba; a Sudeste com Caratinga; ao sul com Ipatinga; e a oeste com Mesquita. Santana do Paraíso está a 237 km de Belo Horizonte e a 936 km de Brasília.[20]

A região do município de Santana do Paraíso está inserida na depressão interplanáltica do Vale do Rio Doce, que possui 200 km de comprimento e 50 km de largura. O relevo é resultado de uma dissecação fluvial atuante nas rochas granito-gnáissicas do período pré-cambriano.[21] No município predomina um relevo ondulado, com mares de morros e montanhas, com altitude média de cerca de 270 m.[20] No subsolo, abaixo da região do encontro do rio Doce com o rio Piracicaba, está localizado um aquífero aluvionar que é de onde é extraída a água utilizada para o suprimento da região do Vale do Aço.[22]

Região metropolitana[editar | editar código-fonte]

O intenso crescimento da região tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre seus municípios, formando-se a Região Metropolitana do Vale do Aço, envolvendo, além de Santana do Paraíso, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Timóteo e os outros 22 municípios do colar metropolitano.[9] A região tornou-se conhecida internacionalmente em virtude de grandes empresas que se encontram na região, a exemplo da Cenibra (em Belo Oriente), ArcelorMittal Timóteo (antiga Acesita, em Timóteo) e Usiminas (Ipatinga), todas com um crescente volume de produtos exportados.[9]

Dados dos municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço
Município Área (km²) População (2008) PIB (2005)
Ipatinga 166 241 720 4 422 997 000
Timóteo 145 79 100 1 842 089 000
Coronel Fabriciano 221 104 415 451 426 000
Santana do Paraíso 276 24 105 108 346 000
Total 808 449 340 6 824 858 000

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Santana do Paraíso é caracterizado tropical (tipo Aw segundo Köppen),[23] com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 21,5°C, tendo invernos secos e amenos (raramente frios) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. Os meses mais quentes, fevereiro e março, têm temperatura média de 23,8°C, sendo a média máxima de 29,2°C e a mínima de 18,3°C. E o mês mais frio, julho, possui média 18°C, sendo 24,9°C e 11,1°C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[24]

A precipitação média anual é de 1 257,5 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 10,8 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 260,1 mm. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30°C especialmente entre os meses de julho e setembro. Em uma localidade próxima, no mês de agosto do ano de 2004, a precipitação de chuva não passou dos 0 mm.[25] Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que vem levando a prefeitura a criar projetos ambientais e campanhas de prevenção nas escolas do município.[26] Em Minas Gerais as principais causas das queimadas são a agricultura e os tocos de cigarro jogados nas estradas. As altas temperaturas e o clima seco contribuem para o aumento desses índices.[27] Durante o período chuvoso são comuns ocorrências de inundações e deslizamentos de terra em algumas áreas.[28]

No Aeroporto da Usiminas, a menor temperatura já registrada foi de 7 ºC, ocorrida no dia 19 de agosto de 2010,[29] enquanto que a máxima foi de 40 ºC, observada dia 31 de outubro de 2012.[30]

Nuvola apps kweather.svg Temperatura e precipitação média em Santana do Paraíso Weather-rain-thunderstorm.svg [24]
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Média das temperaturas máximas °C 29 29,2 29,2 27,7 26,3 25,3 24,9 26,1 26,8 27,6 27,8 28 27,3
Temperatura média °C 23,6 23,8 23,8 22,2 20,3 18,8 18,0 19,2 20,6 22,2 22,9 23,1 21,5
Média das temperaturas mínimas °C 18,2 18,3 18,3 16,6 14,2 12,3 11,1 12,2 14,3 16,7 17,9 18,2 15,7
Precipitação média mm 203 133,8 149,2 81,2 28,1 14,3 10,8 15,4 46,2 109,6 206,3 260,1 1257,5

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Jequitibá-rosa (Cariniana legalis): árvore típica do domínio da mata atlântica, considerada uma espécie vulnerável.

Santana do Paraíso está localizada no país de maior biodiversidade do planeta.[31] A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), onde se destacam-se árvores como o Jequitibá-rosa (Cariniana legalis), a Sapucaia (Lecythis pisonis), o Jacarandá-caviuna (Dalbergia nigra) e a Braúna (Schinopsis brasiliensis). Na fauna da região do Vale do Aço é comum observar animais típicos de sua vegetação nativa, como o Tatu (Chlamyphorus), Raposa (Vulpes), Rato silvestre (Microtus arvalis), Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), Sanhaço (Thraupidae), Tico-tico (Zonotrichia capensis), Rolinha (Columbinae), Saíra (Schinus terebinthifolia), Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), além de algumas espécies de aves de rapina, dentre outros.[32] [33]

Com as atividades siderúrgicas e da produção de celulose para as grandes da região do Vale do Aço, grande parte da cobertura vegetal nativa foi destruída, dando lugar às grandes plantações de eucalipto. Uma parcela considerável do solo no município de Santana do Paraíso (22,6%) é destinada principalmente para atender a demanda da empresa CENIBRA (Celulose Nipo-Brasileira S.A.), localizada no município vizinho de Belo Oriente.[34] Também devido às grandes empresas do Vale do Aço a região sofre com a poluição atmosférica e dos recursos hídricos.[35]

Para tentar amenizar o problema do desflorestamento, a prefeitura criou pelo decreto municipal nº 066 de 10 de maio de 1999 a APA Santana do Paraíso, com o objetivo de desenvolver ações e atividades de educação ambiental e de conscientização ecológica. Está situada entre outras duas importantes áreas de preservação: a Serra dos Cocais[36] e o Parque Estadual do Rio Doce. No total, conta com cerca de 25 148,92 hectares, sendo que 92,12% da área total pertence a Santana do Paraíso.[37]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, no ano de 2007 o município era constituído apenas por um distrito: a Sede.[2] Santana do Paraíso ainda é subdividida em 23 bairros. Sendo dez na zona rural (Barra Grande, Bonsucesso, Batinga, Boa Vista, Caxambu, Córrego do Monjolo, Córrego do Achado, Coruja, Chico Lucas e Pociano); doze na zona urbana (Alto de Santana, Águas Claras, Oliveira, São José, Josefino Anício dos Reis, Veraneio, Vale do Paraíso, Residencial Paraíso, Industrial, Ipaba, Chácaras Paraíso); e o Distrito Industrial.[37] E conta ainda com diversos loteamentos, especialmente em áreas próximas à divisa com Ipatinga e Caratinga. Como instrumento de planejamento territorial o município possui Plano Diretor. A cidade declarou, em 2008, existirem loteamentos irregulares e também favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados. Na cidade não existe processo de regularização fundiária e legislação municipal específica que dispõe sobre regularização fundiária.[38]

Muitos loteamentos estão sofrendo ultimamente com problemas nas redes de coleta de esgoto. Segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o lançamento de areia e plástico nas redes gera 71% dos casos de entupimento; pedras teriam provocado 54,8% das necessidades de intervenções, enquanto a gordura e estopas geraram outros 45,2% atendimentos. A mesma estatística registra que panos nos canos responderam por 38,7% dos problemas e as madeiras seriam responsáveis por 25,8% dos entupimentos. Outras 22,6% das intervenções seriam decorrentes de preservativos, seguindo-se 19,4% de descarte irregular de absorventes, 16,1% de garrafas pet, 9,7% de despejo de água pluvial e 6,5% de cabelos. Muitas vezes, o esgoto de vários bairros tem como destino final o córrego São João.[39]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional de
Santana do Paraíso[5] [40]
Ano População
2000 18 155
2002 19 223
2004 20 760
2006 21 907
2008 24 105
2010 27 258

Em 2010 a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 27 258 habitantes, sendo o 162º mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 98,93 habitantes por km².[5] Segundo o censo de 2000, 50,45% da população eram homens (9 159 habitantes), 49,55% (8 996 habitantes) mulheres, 94,72% (17 197 habitantes) vivia na zona urbana e 5,28 (958 habitantes) na zona rural.[40] [41] [42] De acordo com o IBGE, Santana do Paraíso possuía 11 973 eleitores em 2006.[43]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Santana do Paraíso é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No ano de 2007, considerando apenas a educação, o valor do índice é de 0,639, enquanto o do Brasil é 0,849. O índice da saúde é de 0,713 (o brasileiro é 0,787) e o de renda é de 0,445 (o do Brasil é 0,723).[44] A cidade todos os indicadores médios - com exceção o índice de renda, que é considerado baixo - e todos abaixo da média nacional segundo o PNUD. A renda per capita é de 6 251,01 reais. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social é de 0,35, sendo que 1 é o pior número e 0 é o melhor.[45] A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 40,90%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 25,15%, o superior é de 56,65% e a incidência da pobreza subjetiva é de 33,63%.[45] No ano de 2000, a população paraisense era composta por 10.695 pardos (58,91%); 5.493 brancos (30,25%); 1.808 pretos (9,96%); 74 indígenas (0,41%); cinco amarelos (0,03%); além dos oitenta sem declaração (0,44%).[46]

Igreja Matriz de Santana, no Centro, principal templo Católico da cidade.

Religião[editar | editar código-fonte]

Tal como a variedade cultural em Santana do Paraíso, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes. Além disso o crescimento dos sem-religião também vem sido notado chegando a quase de 15% da população.[47] A cidade de Santana do Paraíso está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[48] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[49] A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como por exemplo a Assembleia de Deus.[50]

De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Santana do Paraíso é composta por: Católicos (53,82%), evangélicos (30,56%), pessoas sem religião (14,57%), espíritas (0,30%) e 0,75% estão divididas entre outras religiões.[47]

Política[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Constituição de 1988, Santana do Paraíso está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[51] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[52]

O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi Antônio Luiz, eleito logo após a emancipação do município. Em seis mandatos, cinco prefeitos passaram pela prefeitura de Santana do Paraíso. Nos últimos anos o cargo foi ocupado por Joaquim Correia de Melo, do Partido dos Trabalhadores (PT) por dois mandatos e atualmente por Antonio Afonso Duarte o Zizinho, também do PT, eleito em 2012 nas Eleições municipais no Brasil em 2012 com 37,54% dos votos válidos (4,810 votos). Por ter menos de 200 mil eleitores o município não teve segundo turno.[53]

O Poder legislativo é constituído pela câmara, composta por onze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[54] ) e está composta da seguinte forma:[55] três cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT); duas cadeiras do Partido da República (PR); duas do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); uma do Partido Republicano Brasileiro (PRB); uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB); uma do Partido Comunista do Brasil (PC do B); uma do Partido Social Liberal (PSL). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O município de Santana do Paraíso se rege por leis orgânicas.[56]

Em março de 2010, a cidade deixou de pertencer à comarca de Mesquita para fazer parte da comarca de Ipatinga.[57] De acordo com o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais), o município possuía em 2006 cerca de 11 973 eleitores.[43] A nível estadual, a cidade conta com o segundo menor número de eleitores em relação à população, com uma média abaixo de 60%, perdendo apenas para o município de Urucuia.[58]

Economia[editar | editar código-fonte]

Nos dados do IBGE de 2005 o município possuía R$ 108 346 mil[7] no seu Produto Interno Bruto. Desse total 150 680,493 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios.[7] O PIB per capita é de R$ 6 251,01.[7]

Setor primário
Produção de Cana-de-açúcar, Mandioca e Tomate (2007)[59]
Produto Área colhida (Hectares) Produção (Tonelada)
Cana-de-açúcar 15 600
Mandioca 50 720
Tomate 2 120

A agricultura representa a menor parcela da economia de Santana do Paraíso. De todo o PIB da cidade 1 785 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[7] Segundo o IBGE, em 2008 o município possuía um rebanho de 5 139 bovinos, 460 suínos, 118 equinos, 90 muares, 30 ovinos e 2 917 aves, dentre estas 1 417 galinhas e 2 500 galos, frangos e pintinhos.[60] Em 2008 a cidade produziu 1,008 milhões de litros de leite de 960 vacas. Foram produzidos seis mil dúzias de ovos de galinha e 29 955 quilos de mel-de-abelha.[60] Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar (600 toneladas), o mandioca (720 toneladas) e o tomate (120 toneladas).[61]

Sede da Usiminas em Belo Horizonte: a empresa planeja construir uma unidade industrial em Santana do Paraíso.
Setor secundário

A indústria atualmente é o segundo setor mais relevante para a economia paraisense. 48 322 reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário). Entretanto, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas) está planejando construir uma unidade industrial em território do município, o que deve fortalecer o setor industrial de Santana do Paraíso. A nova usina de placas terá capacidade para produzir 5 milhões de toneladas por ano, com 60% da sua produção voltada para o mercado externo. A usina projetada também contará com uma usina termoelétrica com capacidade de 250 megawatts (MW), que demandará investimentos de US$ 395 milhões. Deverá ser inaugurada até o final de 2012.[62] O município também conta com um Distrito Industrial em operação, administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG).[20]

Setor terciário

71 191 mil reais do PIB municipal são de prestações de serviços (terciário), sendo atualmente a maior fonte geradora do PIB paraisense.[7] De acordo com o IBGE a cidade possuía no ano de 2008 300 empresas e 5 821 trabalhadores, sendo 3 073 pessoal ocupado total e 2 748 ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 30.772 reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,2 salários mínimos.[63] Também segundo com o IBGE, no ano de 2000 cerca de 644 pessoas trabalhavam na área do comércio de mercadorias e 2499 trabalhavam no setor de serviços.[20]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Habitação, infraestrutura básica e segurança[editar | editar código-fonte]

Santana do Paraíso conta com boa infraestrutura. No ano de 2000 a cidade tinha 4 594 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 3 663 eram imóveis próprios, sendo 3 613 próprios já quitados (78,65%), 50 em aquisição (1,09%) e 382 alugados (8,32%); 421 imóveis foram cedidos, sendo 74 por empregador (1,61%) e 347 cedidos de outra maneira (7,55%). 128 foram ocupados de outra forma (2,79%).[64] Parte dessas residências contam com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 61,25 dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água;[65] 29,87% das moradias possuíam coleta de lixo[66] e 59,37% das residências possuíam escoadouro sanitário.[67] Seu Índice de Gini é de 0,35.[68]

Como na maioria dos municípios brasileiros em crescimento, a criminalidade é um problema também em Santana do Paraíso. Em 2006 a taxa de homicídios no município foi de 9,1%, sendo que em 2005 a taxa era de 23,5%. O índice de óbitos por arma de fogo, após apresentar grande crescimento entre 2002 e 2005, caiu em 2006, sendo de 4,5 neste ano. A taxa de óbitos por acidentes de trânsito, que era de um em 2002, subiu para 12 em 2006.[69]

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

O município possui oito estabelecimentos de saúde, sendo sete deles públicos e um particular, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos.[70] Existe na cidade Unidade Básica de Saúde, Posto de Saúde e Unidade de Serviço de Apoio de Diagnose e Terapia. Santana do Paraíso conta ainda com 19 auxiliares de enfermagem, oito cirurgiões dentistas, sete enfermeiros e 44 distribuídos em outras categorias, totalizando 78 profissionais de saúde. No ano de 2008, foram registrados 356 de nascidos vivos, sendo que 9.1% nasceram prematuros, 44,8% foram de partos cesáreos e 21,3% foram de mães entre 10 e 19 anos (0,3% entre 10 e 14 anos). A Taxa Bruta de Natalidade é de 14,8.[71]

Santana do Paraíso também conta com escolas em todas as regiões do município. Devido à intensa urbanização os poucos habitantes da zona rural têm fácil acesso a escolas em bairros urbanos próximos. A educação nas escolas municipais tem um nível inferior ao das escolas estaduais, mas a prefeitura está criando estudos para tornar a educação pública municipal ainda melhor, de modo a conseguir melhores resultados no IDEB.[72] O município em 2008 contava com aproximadamente 5 250 matrículas, 323 docentes e 21 escolas nas redes públicas e particulares.[73]

Educação de Santana do Paraíso em números [73]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 94 8 3
Ensino fundamental 4.294 240 14
Ensino médio 862 75 4

Transportes[editar | editar código-fonte]

Trecho da BR-381 em Santana do Paraíso.

Por não possuir rios em abundância, o município não possui muita tradição no transporte hidroviário. Santana do Paraíso também não é cortada por ferrovias em seu território. A estação ferroviária mais próxima da sede da cidade é a Estação Intendente Câmara, localizada em Ipatinga, inaugurada em 18 de junho de 1960. É atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, que é a via de viagem mais barata possível para várias cidades da Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, Leste mineiro e Espírito Santo, como Belo Horizonte, João Monlevade, Governador Valadares, Resplendor, Baixo Guandu, Colatina, Região Metropolitana de Vitória, dentre outras cidades com estações.[74] O município possui fácil acesso à BR-381 para São Mateus, Belo Horizonte e São Paulo; e MG-133 para Joanésia e Mesquita. Além disso, tem acesso às rodovias de importância estadual e até nacional através de rodovias vicinais pavimentadas e com pista dupla.[20] O transporte público em Santana do Paraíso, assim como em toda a Região Metropolitana do Vale do Aço e grande parte do colar metropolitano, é administrado pela Autotrans.[75]

Em Santana do Paraíso também está localizado o Aeroporto da Usiminas, um dos maiores do estado. Apesar de pertencer à Usiminas e à cidade de Ipatinga, o aeroporto encontra-se em território paraisense, a cerca de 6 km do centro de Ipatinga, atendendo não só às duas cidades, como também toda a Região Metropolitana do Vale do Aço com voos diários para Belo Horizonte e outros destinos.[76] [77] Porém, há um projeto da Usiminas para a construção de uma nova unidade industrial na cidade. Se colocado em prática, o projeto prevê a destruição deste aeroporto, que seria substituído por um novo em Bom Jesus do Galho, no distrito de Revés de Belém. Mas por motivos ambientais a obra deve ser transferida para Belo Oriente. O projeto, entretanto, foi atrasado pela ocorrência da Crise econômica de 2008-2009.[78]

A frota municipal no ano de 2009 era de 2 575 veículos, sendo 1 426 automóveis, 109 caminhões, onze caminhões trator, 144 caminhonete, doze micro-ônibus, 805 motocicletas, trinta motonetas, 35 ônibus e três tratores de roda.[10] As avenidas duplicadas e pavimentadas e diversos semáforos facilitam o trânsito da cidade, mas o crescimento no número de veículos nos últimos dez anos está gerando um tráfego cada mais lento de carros, principalmente na Sede do município. Além disso, vem se tornado difícil encontrar vagas para estacionar no centro comercial da cidade, o que está gerando alguns prejuízos ao comércio.[79]

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).[80] Já a coleta de esgoto é realizada pela própria prefeitura. No município, assim como em todo o estado de Minas Gerais, o serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais - Cemig. No ano de 2003 existiam 6 479 consumidores e foram consumidos 25.396.918 KWh de energia.[20] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Santana do Paraíso é 31[81] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é 35167-000.[82] [83] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 38 (MG), 44 (PR), 49 (SC) e 84 (RN). A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.[84]

O município conta ainda com jornais em circulação. Editado na própria cidade, circula atualmente o Jornal Cidade, que foi fundado em 1993 por Carlos Paixão e hoje está em sua administração de Hélio Anício de Almeida. É um jornal mensal que possui como objetivo divulgar os trabalhos da prefeitura e demais informações culturais e de interesse da população. Circulam no município ainda: Diário do Aço (diário), Diário do Rio Doce (diário), Jornal dos Bairros (semanal) e o Correio do Povo (mensal).[85] Santana do Paraíso é a sede de duas rádios comunitárias: a "Nossa FM" e a "Cidade Paraíso", ambas fundadas por Carlos Paixão, Hélio Anício, Wilson Matheus e José Lucas Estevam. A cidade também capta o sinal de outras emissoras da região, como: Jovem Pan FM, Nativa FM (antiga Galáxia), Eldorado FM, Vanguarda AM, Educadora AM, Itatiaia AM, além de diversas emissoras de Governador Valadares, como Rede Transamérica, Impasom e outras.[86]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Mapa de localização dos municípios do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas Gerais, o qual Santana do Paraíso também está integrada.

O turismo em Santana do Paraíso se destaca especialmente pelo turismo natural. Oferece, como atrativos turísticos, a cachoeira do Paraíso, três lagos artificias de águas correntes, escorregador de pedra, duas cascatas e várias quedas menores, e a cachoeira Engenho Velho, também com dois lagos artificiais, no leito do ribeirão, ambos com área para camping, além da lagoa da Prata, onde são realizados passeios de barco.[13] Muitos de seus pequenos rios são ótimos para prática de esportes radicais, como acqua trekking.[87] Santana do Paraíso, juntamente com Açucena, Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Jaguaraçu, Marliéria e São Domingos do Prata, faz parte do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas Gerais, que foi criado em dezembro de 2009 pela Secretaria de Estado de Turismo com o objetivo de estimular o turismo ecológico na região.[88] [89] [90]

Outro importante atrativo é a Festa de Santo Antônio, que ocorre anualmente no mês de julho. É bastante conhecida pela fogueira que é montada, que possuía cerca de 29 metros. Entretanto, devido a um acidente ocorrido no ano de 2004, na cidade vizinha de Mesquita, o tamanho foi reduzido para 14 metros, a pedido do corpo de bombeiros. A administração municipal prepara uma grande estrutura para receber os visitantes nos dias da festa com policiamento, atendimento médico, segurança e brigada contra incêndio. Os shows ocorrem em uma área de festa sem cobrança de ingressos. Entre as atrações também estão barraquinhas, shows de música e o show pirotécnico. A arrecadação feita pela prefeitura através do aluguel das barraquinhas é destinada à Igreja Católica. A festa acontece na praça Benedito Valadares, no centro da cidade e reúne, em média, cerca de 20 mil pessoas.[91] [92] A cidade também é conhecida pela festa de Sant'Ana, que ocorre em julho. Reúne anualmente cerca de 12 mil pessoas e é promovida pela Prefeitura Municipal em parceria com a Usiminas.[12] [93]

Artes e artesanato[editar | editar código-fonte]

Quanto às artes, o maior agente organizador é a Prefeitura, juntamente com a Secretaria de Educação e Cultura em parceria com a Usiminas. Um dos principais eventos teatrais já realizados foi a Oficina de Elaboração de Projetos Culturais, que levou até a cidade diversas apresentações.[94] Santana do Paraíso também recebeu a visita do Circuito Usiminas de Cultura, organizando diversas atividades esportivas, exibição de filmes, apresentações teatrais e oficinas, com o objetivo da elaboração e formatação de projetos culturais por meio da legislação de incentivo.[95] Em 2009 a Lei Estadual de Incentivo à Cultura aprovou oitenta projetos na região do Vale do Aço, que é, segundo a visão de membros da comissão que administra a aplicação da Lei, o segundo maior pólo cultural do estado.[96] Desde 1993, quando foi criado o Instituto Cultural Usiminas, foram investidos 172 milhões em 1.401 projetos culturais.[95]

O município possui também uma razoável tradição em seu artesanato e na culinária. Normalmente pratos regionais - que vão desde tortas e bombons até pequenas refeições caseiras, como arroz e feijão - e peças artesanais são vendidas em barracas e feiras da cidade ou em eventos recorrentes ao longo do ano.[91]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Santana do Paraíso há, oficialmente, apenas um feriado municipal, oito feriados nacionais e quatro pontos facultativos. O feriado municipal é o do aniversário da cidade, que é comemorado dia 28 de abril.[1] [97] [98] De acordo com a lei Nº 9.093 de 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluso neste, a Sexta-Feira Santa.[99] [100]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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