Santarém (Portugal)
| Brasão | Bandeira |
Rua em Santarém |
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| Gentílico | Escalabitano (lat. Scalabitanus); Santarense; Santareno |
| Área | 560,2 km² |
| População | 62 200 hab. (2011) |
| Densidade populacional | 111,03 hab./km² |
| N.º de freguesias | 28 |
| Presidente da Câmara Municipal |
Francisco Moita Flores |
| Fundação do município (ou foral) |
1095 |
| Região (NUTS II) | Alentejo |
| Sub-região (NUTS III) | Lezíria do Tejo |
| Distrito | Santarém |
| Antiga província | Ribatejo |
| Orago | São José |
| Feriado municipal | 19 de Março |
| Sítio oficial | http://www.cm-santarem.pt |
| Municípios de Portugal |
|
Santarém O TE é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Santarém, com cerca de 29 180 habitantes.1
Está integrada na região estatística (NUTS II) do Alentejo e na sub-região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; continua, no entanto, a fazer parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que manteve a designação da antiga NUTS II com o mesmo nome. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo (da qual era a capital e centro urbano mais importante), hoje porém sem qualquer significado político-administrativo, mas constante nos discursos de auto e hetero-identificação.
É também sede de um município com 560,2 km² de área e 62 200 habitantes (Escalabitanos) (2011), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, a leste pela Golegã e pela Chamusca, a sueste por Alpiarça e Almeirim, a sul pelo Cartaxo, a sudoeste pela Azambuja e a oeste por Rio Maior.
Índice |
História[editar]
Santarém, antiga Scalabis, foi conquistada a 15 de março de 1147, por D. Afonso Henriques. Num golpe audacioso, perpetrado durante a noite, a cidade caiu na posse de um escasso exército reunido pelo Rei de Portugal.
Esta cidade muito antiga terá sido contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C..
A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. e a designaram como Scalabis. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Scalabi Castro.
Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos passou a ser designada por Santa Irene.
Passou para a posse dos mouros em 715 até que D. Afonso Henriques a conquista definitivamente em 1147.
A cidade foi palco de inúmeras Cortes.
| População do concelho de Santarém (1801 – 2011) | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1801 | 1849 | 1900 | 1930 | 1960 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 | |
| 37 304 | 15 425 | 41 994 | 54 701 | 63 777 | 62 896 | 62 621 | 63 563 | 62 200 | |
Santarém, conquistada por D Afonso Henriques num golpe audacioso em 1147, apresentava o nome Scalabis, nome romano para designar a antiga cidade. A cidade de Santarém tem origens místicas, mais propriamente Greco-Romanas e Cristãs. Os primeiros vestígios de presença humana remetem para o séc. VIII a.C. Durante o período da colonização romana na cidade, esta tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitana. Depois das invasões dos Alanos e Vândalos, a cidade passou a chamar-se Santa Irene. Em 715 foi conquistada pelos mouros até que D Afonso Henriques a conquistou definitivamente.
A Mística de Santarém[editar]
Santarém tem abrigado várias lendas acerca da sua origem. Uma delas está relacionada com a mitologia Greco-Romana e conta que o príncipe Abidis, fruto de uma relação do Rei Ulisses de Ítaca com a Rainha Calipso, foi abandonado pelo avô – Gorgoris, Rei dos Cunetas – que o lançou às águas do Tejo, dentro de uma cesta. Como por milagre a cesta que albergava o príncipe aportou na praia de Santarém, onde uma cerva o criou. Tempos depois, Abidis foi reconhecido pela sua mãe, Calipso, tornando-se assim legítimo ao trono. A Santarém deu o nome Esca Abidis (“manjar de Abidis) e daí teria vindo o nome Scalabis. Outra das lendas mais reconhecidas pelos Scalabitanos é a da Santa Iria. Esta lenda conta que Iria, uma donzela, um dia viria a ser violada, e posteriormente morta e atirada ao rio Tejo. O seu corpo fez-se chegar à Ribeira de Santarém e mostrou o seu corpo afastando as águas à sua volta. Por este pequeno “ milagre”, esta donzela tornou-se Santa, a Santa Iria.
Fonte: http://projectozoo.blogs.sapo.pt/1700.html
Subdivisões administrativas[editar]
As freguesias de Santarém são as seguintes:
- Abitureiras
- Abrã
- Achete
- Alcanede
- Alcanhões
- Almoster
- Amiais de Baixo
- Arneiro das Milhariças
- Azoia de Baixo
- Azoia de Cima
- Casével
- Gançaria
- Marvila (Santarém)
- Moçarria
- Pernes
- Póvoa da Isenta
- Póvoa de Santarém
- Romeira
- Santa Iria da Ribeira de Santarém (Santarém)
- São Nicolau (Santarém)
- São Salvador (Santarém)
- São Vicente de Paul
- Tremês
- Vale de Figueira
- Vale de Santarém
- Vaqueiros
- Várzea
Património[editar]
Apesar de ser chamada de "Capital do Gótico", Santarém é, hoje, uma cidade com apenas um vislumbre de todo o património arquitectónico que já possuiu. Almeida Garrett, no seu romance "Viagens na Minha Terra", já referia a decadência e incúria a que eram votados muitos dos ilustres edifícios da cidade.
Patrimónios de Santarém:
- Alcáçova e Muralhas da cidade
- Torre das Cabaças
- Fonte das Figueiras
- Igreja de Santa Maria de Marvila
- Igreja do Convento de Santa Clara
- Igreja de Santo Estêvão ou Igreja do Santíssimo Milagre
- Capela de Nossa Senhora do Monte
- Igreja de São Nicolau
- Igreja da Misericórdia
- Igreja de Jesus Cristo ou Igreja do Hospital ou Igreja do Convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio
- Convento de São Francisco
- Igreja da Graça ou Igreja de Santo Agostinho
- Igreja do Seminário ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Colégio dos Jesuítas (Sé Catedral)
- Igreja de Santa Cruz
- Igreja de Santa Iria
- Igreja de São João de Alporão
- Convento das Donas
- Igreja de Nossa Senhora da Piedade
- Igreja de Santa Maria da Alcáçova
- Convento das Capuchas
- Igreja de São João Evangelista do Alfange
- Ermida do Milagre
- Templo Romano
- Teatro Rosa Damasceno
- Ponte de Alcource
Quem seguir da Igreja de Marvila, pela Torre das Cabaças, recentemente restaurada, passará pelo antigo Teatro Rosa Damasceno (num estado avançado de decadência). Mais à frente encontrará um jardim, junto às muralhas, de onde se pode desfrutar de uma das paisagens mais celebradas em Portugal, a lezíria e o Tejo, das "Portas do Sol".
Tradições[editar]
Educação[editar]
Em termos de ensino superior público, há a referir a existência do Instituto Politécnico de Santarém que inclui a Escola Superior Agrária de Santarém, a Escola Superior de Educação de Santarém, a Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém, a Escola Superior de Desporto de Rio Maior e a Escola Superior de Saude de Santarém. O Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) é a única instituição de ensino superior privado.
Cidades gémeas[editar]
Referências
- ↑ Censos 2011. INE. Página visitada em 9 de fevereiro de 2012.