Santarém (Portugal)

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Santarém
Brasão de Santarém Bandeira de Santarém
Brasão Bandeira
Santarem1.jpg
Rua em Santarém
Localização de Santarém
Gentílico Scalabitano (lat. Scalabitanus); Santarense; Santareno
Área 560,2 km²
População 62 200 hab. (2011)
Densidade populacional 111,03 hab./km²
N.º de freguesias 28
Presidente da
Câmara Municipal
Ricardo Gonçalves (PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1095
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Lezíria do Tejo
Distrito Santarém
Antiga província Ribatejo
Orago São José e Sant`Irene
Feriado municipal 19 de Março (São José)
Sítio oficial www.cm-santarem.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Santarém O TE é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Santarém, com cerca de 29 180 habitantes.[1]

Está integrada na região estatística (NUTS II) do Alentejo e na sub-região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; continua, no entanto, a fazer parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que manteve a designação da antiga NUTS II com o mesmo nome. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo (da qual era a capital e centro urbano mais importante), hoje porém sem qualquer significado político-administrativo, mas constante nos discursos de auto e hetero-identificação.

É também sede de um município com 560,2 km² de área e 62 200 habitantes (Scalabitanos) (2011), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, a leste pela Golegã e pela Chamusca, a sueste por Alpiarça e Almeirim, a sul pelo Cartaxo, a sudoeste pela Azambuja e a oeste por Rio Maior.

História[editar | editar código-fonte]

Esta cidade muito antiga fora contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C.[carece de fontes?]

A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Escálabis[2] [nota 1] ou Scallabi castro[nota 2] (nomes originais em latim: Scallabis ou castrum Scalaphium).[nota 3] A cidade foi sede de um conventus.

Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos,[quando?] passou a ser designada por Santa Iria, donde posteriormente derivou o atual nome Santarém.

Passou para a posse dos mouros em 715, até que D. Afonso Henriques a conquista definitivamente em 15 de março de 1147, num golpe audacioso, perpetrado durante a noite com um escasso exército reunido pelo Rei de Portugal. Durante um breve período antes dessa conquista, a cidade foi sede de um pequeno emirado independente: a Taifa de Santarém.

A cidade foi palco de inúmeras Cortes, mas foi perdendo importância para Lisboa, no litoral, que posteriormente tornou-se sede de diocese.

População do concelho de Santarém (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
37 304 15 425 41 994 54 701 63 777 62 896 62 621 63 563 62 200

A Mística de Santarém[editar | editar código-fonte]

Santarém tem abrigado várias lendas acerca da sua origem. Uma delas está relacionada com a mitologia Greco-Romana e conta que o príncipe Abidis, fruto de uma relação do Rei Ulisses de Ítaca com a Rainha Calipso, foi abandonado pelo avô – Gorgoris, Rei dos Cunetas – que o lançou às águas do Tejo, dentro de uma cesta. Como por milagre a cesta que albergava o príncipe aportou na praia de Santarém, onde uma serva o criou. Tempos depois, Abidis foi reconhecido pela sua mãe, Calipso, tornando-se assim legítimo ao trono. A Santarém deu o nome Esca Abidis (“manjar de Abidis) e daí teria vindo o nome Escálabis. Outra das lendas mais reconhecidas pelos Scalabitanos é a da Santa Iria. Esta lenda conta que Iria, uma donzela, um dia viria a ser violada, e posteriormente morta e atirada ao rio Tejo. O seu corpo fez-se chegar à Ribeira de Santarém e mostrou o seu corpo afastando as águas à sua volta. Por este pequeno “ milagre”, esta donzela tornou-se Santa, a Santa Iria.[carece de fontes?]

Feiras, Festas e Romarias no Distrito de Santarém[editar | editar código-fonte]

  • Abrantes
  • Alcanena
  • Almeirim
  • Benavente
  • Carnaval
  • Cartaxo
  • Chamusca
  • Constância
  • Coruche
  • Entroncamento
  • Exposição de Artesanato e de Produtos Regionais em Abrantes (Dezembro)
  • Feira Anual e Semana Taurina
  • Feira da Ascensão
  • Feira das Tasquinhas
  • Feira de Abril (14 a 29 de Abril)
  • Feira de Artesanato e Gastronomia 1º e 2º fim de semana de Julho)
  • Feira de Benavente (2º fim de semana de Setembro)
  • Feira de S. Matias (15 Fevereiro a 15 Março)
  • Feira do Melão (início de Agosto)
  • Feira do Santos (1 de Novembro)
  • Feira dos Ramos, que ocorre sempre no Domingo de Ramos
  • Feira dos Santos (1, 2 ou 3 de Novembro)
  • Feira Nacional da Cebola (15 de Setembro)
  • Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes (fim de Outubro e início de Novembro)
  • XXXVIII Feira Nacional do Cavalo e XV Feira Internacional do Cavalo Lusitano (1 a 11 de Novembro)
  • Ferreira do Zêzere
  • Festa da Amizade (último sábado de Junho)
  • Festa da Primavera em Abrantes
  • Festa de Nossa Senhora da Assunção (15 de Agosto)
  • Festa de Santa Margarida (perto do 20 de Julho)
  • Festa do Vinho (1 de Maio)
  • Festa em Honra da Nossa Senhora da Paz (Agosto)
  • Festa em Honra de Nossa Senhora da Oliveira e Nossa Senhora de Guadalupe
  • Festas da Cidade (21, 22 e 23 Junho)
  • Festas de Abrantes (9 a 14 Junho)
  • Festas de Almeirim (Junho)
  • Festas de São João e da Cidade (18 a 24 de Junho)
  • Festas de São Pedro (29 de Junho)
  • Festas do Concelho (30 e 31 de Março e 1 de Abril)
  • Festas em Honra da Nossa Senhora do Castelo/Festas do Concelho (6 a 18 de Agosto)
  • Festival de Músicas do Mundo - Encontros no Tejo (20 e 27 de Julho e 3, 10 e 17 de Agosto)
  • Festival Sabores do Tejo em Abrantes (20 Fevereiro a 7 de Março)
  • Golegã
  • Mação
  • Ourém
  • Procissão dos Fogaréus
  • Rio Maior
  • Samora Correia
  • Santos Populares e Feriado Municipal (13 de Junho)
  • Segunda-feira de Sestas

Subdivisões administrativas[editar | editar código-fonte]

As freguesias de Santarém são as seguintes:

Extintas (agregadas) com a reforma administrativa de 2013: Achete, Azoia de Baixo, Póvoa de Santarém, Azoia de Cima, Tremês, Casével, Vaqueiros, Marvila (Santarém), Santa Iria da Ribeira de Santarém (Santarém), São Salvador (Santarém), São Nicolau (Santarém), Romeira, Várzea, São Vicente de Paul, Vale de Figueira

Património[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser chamada de "Capital do Gótico", Santarém é, hoje, uma cidade com apenas um vislumbre de todo o património arquitectónico que já possuiu. Almeida Garrett, no seu romance "Viagens na Minha Terra", já referia a decadência e incúria a que eram votados muitos dos ilustres edifícios da cidade.

Túmulo de Pedro Álvares Cabral.

Patrimónios de Santarém:

Vista das Portas do Sol (Tejo e a lezíria), em Santarém

Quem seguir da Igreja de Marvila, pela Torre das Cabaças, recentemente restaurada, passará pelo antigo Teatro Rosa Damasceno (num estado avançado de decadência). Mais à frente encontrará um jardim, junto às muralhas, de onde se pode desfrutar de uma das paisagens mais celebradas em Portugal, a lezíria e o Tejo, das "Portas do Sol".

Tradições[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Em termos de ensino superior público, há a referir a existência do Instituto Politécnico de Santarém que inclui a Escola Superior Agrária de Santarém, a Escola Superior de Educação de Santarém, a Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém, a Escola Superior de Desporto de Rio Maior e a Escola Superior de Saúde de Santarém. O Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) é a única instituição de ensino superior privado.

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Santarém (Portugal)

Cidades geminadas[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Vide, por exemplo, as págs. 313 (Resumo), 324 (item 3.3), 333 (item 5.1) e 344 (item 8) da obra de Luís Seabra Lopes na revista científica O Arqueólogo Português.[3]
  2. Vide a pág. 325 da revista científica O Arqueólogo Português.[3] Um castro é um castelo de origem romana ou pré-romana,[4] o que significa que na Idade Média a cidade de Escálabis era um castelo.
  3. O topônimo latino Scallabis consta, por exemplo, na pág. 324 da revista científica O Arqueólogo Português.[3] O topônimo latino castrum Scalaphium consta na pág. 325 da mesma revista.

Referências

  1. Censos 2011. INE. Página visitada em 9 de fevereiro de 2012.
  2. José Pedro Machado. Dicionário onomástico etimológico da língua portuguesa. 3 ed. Lisboa: Livros Horizonte, 2003. 1503 pp. ISBN 9722408429 (ISBN-13: 9789722408424)
  3. a b c Luís Seabra Lopes. In: Leite de Vasconcelos. Itinerários da estrada Olisipo-Brácara: contributo para o estudo da Hispânia de Ptolomeu. col: O Arqueólogo Português, Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia, 1995-1997. p. 313-346. 3 vol. vol. 13/15. Série IV (Mais informações na ficha catalográfica da obra.) Página visitada em 20 de março de 2014.
  4. Verbete "castro". Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Página visitada em 20 de março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Concelhos do Distrito de Santarém Mapa do distrito de Santarém
Abrantes
Alcanena
Almeirim
Alpiarça
Benavente
Cartaxo
Chamusca
Constância
Coruche
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Golegã
Mação
Ourém
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santarém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha
Abrantes
Alcanena
Almeirim
Alpiarça
Benavente
Cartaxo
Chamusca
Constância
Coruche
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Golegã
Mação
Ourém
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santarém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha