Santarém (Portugal)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde julho de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Santarém
Brasão de Santarém Bandeira de Santarém
Brasão Bandeira
Santarem1.jpg
Rua em Santarém
Localização de Santarém
Gentílico Scalabitano (lat. Scalabitanus); Santarense; Santareno
Área 552,54 km2
População 61 752 hab. (2011)
Densidade populacional 111,76 hab./km2
N.º de freguesias 18
Presidente da
Câmara Municipal
Ricardo Gonçalves (PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1095
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Lezíria do Tejo
Distrito Santarém
Antiga província Ribatejo
Orago São José e Sant`Irene
Feriado municipal 19 de Março (São José)
Sítio oficial www.cm-santarem.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Santarém OTE é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Santarém, com cerca de 29 600 habitantes.[1]

É sede de um município com 552,54 km² de área[2] e 61 752 habitantes (2011),[3] [nota 1] subdividido em 18 freguesias.[4] O município é limitado a norte pelos municípios de Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, a leste pela Golegã e pela Chamusca, a sueste por Alpiarça e Almeirim, a sul pelo Cartaxo, a sudoeste pela Azambuja e a oeste por Rio Maior.

Santarém integra a região estatística (NUTS II) do Alentejo e na sub-região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; continua, no entanto, a fazer parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que manteve a designação da antiga NUTS II com o mesmo nome. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo (da qual era a capital e centro urbano mais importante), hoje porém sem qualquer significado político-administrativo, mas constante nos discursos de auto e hetero-identificação.


História[editar | editar código-fonte]

Esta cidade muito antiga fora contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C.[carece de fontes?]

A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Escálabis[5] [nota 2] ou Scallabi castro[nota 3] (nomes originais em latim: Scallabis ou castrum Scalaphium).[nota 4] A cidade foi sede de um convento.

Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos,[quando?] passou a ser designada por Santa Iria, donde posteriormente derivou o atual nome Santarém.

Passou para a posse dos mouros em 715, até que D. Afonso Henriques a conquista definitivamente em 15 de março de 1147, num golpe audacioso, perpetrado durante a noite com um escasso exército reunido pelo Rei de Portugal. Durante um breve período antes dessa conquista, a cidade foi sede de um pequeno emirado independente: a Taifa de Santarém.

A cidade foi palco de inúmeras Cortes, mas foi perdendo importância para Lisboa, no litoral, que posteriormente tornou-se sede de diocese.

Foi feita Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito em 26 de abril de 1919.[8]


A Mística de Santarém[editar | editar código-fonte]

Santarém tem abrigado várias lendas acerca da sua origem. Uma delas está relacionada com a mitologia Greco-Romana e conta que o príncipe Abidis, fruto de uma relação do Rei Ulisses de Ítaca com a Rainha Calipso, foi abandonado pelo avô – Gorgoris, Rei dos Cunetas – que o lançou às águas do Tejo, dentro de uma cesta. Como por milagre a cesta que albergava o príncipe aportou na praia de Santarém, onde uma serva o criou. Tempos depois, Abidis foi reconhecido pela sua mãe, Calipso, tornando-se assim legítimo ao trono. A Santarém deu o nome Esca Abidis (“manjar de Abidis) e daí teria vindo o nome Escálabis. Outra das lendas mais reconhecidas pelos Scalabitanos é a da Santa Iria. Esta lenda conta que Iria, uma donzela, um dia viria a ser violada, e posteriormente morta e atirada ao rio Tejo. O seu corpo fez-se chegar à Ribeira de Santarém e mostrou o seu corpo afastando as águas à sua volta. Por este pequeno “ milagre”, esta donzela tornou-se Santa, a Santa Iria.[carece de fontes?]

Evolução territorial[editar | editar código-fonte]

Até 2013, o município de Santarém tinha uma área de 560,24 km².[9] Nesse ano, no âmbito de uma reorganização das freguesias ocorrida no território do Continente, foi-lhe desanexada a freguesia de Pombalinho, que foi transferida para o município da Golegã.[4]

Transferência territorial entre os municípios de Santarém e Golegã ocorrida em 2013.

Evolução demográfica[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Santarém (1801 – 2013)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
[10] [11]
2013
[3]
37 304 15 425 41 994 54 701 63 777 62 896 62 621 63 563 62 200 61 752

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Santarém.

O concelho de Santarém está dividido em 18 freguesias:

Educação[editar | editar código-fonte]

Em termos de ensino superior público, há a referir a existência do Instituto Politécnico de Santarém que inclui a Escola Superior Agrária de Santarém, a Escola Superior de Educação de Santarém, a Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém, a Escola Superior de Desporto de Rio Maior e a Escola Superior de Saúde de Santarém. O Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) é a única instituição de ensino superior privado.

Tradições[editar | editar código-fonte]

Património[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser chamada de "Capital do Gótico",a cidade de Santarém é, hoje, uma cidade com apenas um vislumbre de todo o património arquitectónico que já possuiu. Almeida Garrett, no seu romance "Viagens na Minha Terra", já referia a decadência e incúria a que eram votados muitos dos ilustres edifícios da cidade.

Patrimónios de Santarém:

Quem seguir da Igreja de Marvila, pela Torre das Cabaças, recentemente restaurada, passará pelo antigo Teatro Rosa Damasceno (num estado avançado de decadência). Mais à frente encontrará um jardim, junto às muralhas, de onde se pode desfrutar de uma das paisagens mais celebradas em Portugal, a lezíria e o Tejo, das "Portas do Sol".

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Santarém (Portugal)

Cidades geminadas[editar | editar código-fonte]

O concelho de Santarém é geminado com as seguintes cidades:


Notas

  1. Exclui a população (em 2011) da freguesia de Pombalinho, que só em 2013 passou a pertencer ao município da Golegã.
  2. Vide, por exemplo, as págs. 313 (Resumo), 324 (item 3.3), 333 (item 5.1) e 344 (item 8) da obra de Luís Seabra Lopes na revista científica O Arqueólogo Português.[6]
  3. Vide a pág. 325 da revista científica O Arqueólogo Português.[6] Um castro é um castelo de origem romana ou pré-romana,[7] o que significa que na Idade Média a cidade de Escálabis era um castelo.
  4. O topônimo latino Scallabis consta, por exemplo, na pág. 324 da revista científica O Arqueólogo Português.[6] O topônimo latino castrum Scalaphium consta na pág. 325 da mesma revista.


Referências

  1. INE. Anuário Estatístico da Região Alentejo 2012. Formato PDF. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 33. ISBN 978-989-25-0214-4. ISSN 0872-5063. Visitado em 05/05/2014.
  2. Instituto Geográfico Português (2013). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013 (XLS-ZIP) Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Direção-Geral do Território. Visitado em 28/11/2013.
  3. a b INE (2013). Censos 2011 - População residente por freguesia, CAOP 2013 (CSV) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 14/05/2014. "Dados populacionais de 2011, recalculados para os limites administrativos da Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013."
  4. a b Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  5. José Pedro Machado. Dicionário onomástico etimológico da língua portuguesa. 3. ed. Lisboa: Livros Horizonte, 2003. 1503 pp. ISBN 9722408429. (ISBN-13: 9789722408424)
  6. a b c Luís Seabra Lopes. In: Leite de Vasconcelos. Itinerários da estrada Olisipo-Brácara: contributo para o estudo da Hispânia de Ptolomeu. Formato PDF. Col.: O Arqueólogo Português. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia, 1995-1997. p. 313-346. 3 vols. vol. 13/15. Série IV. Visitado em 20 de março de 2014. (Mais informações na ficha catalográfica da obra.)
  7. Verbete "castro" Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Visitado em 20 de março de 2014.
  8. PORTUGAL. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Visitado em 22 de outubro de 2014. "No campo Nome insira o texto Cidade de Santarém e então clique no botão Pesquisar."
  9. IGP (2012). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2012.1 (XLS-ZIP) Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2012.1 Instituto Geográfico Português. Visitado em 30/07/2013.
  10. INE. Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Alentejo. Formato PDF. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2012. p. 103. ISBN 978-989-25-0182-6. ISSN 0872-6493. Visitado em 27/07/2013.
  11. INE (2012). Quadros de apuramento por freguesia (XLSX-ZIP) Censos 2011 (resultados definitivos) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 27/07/2013. "Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_ALENTEJO""

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Concelhos do Distrito de Santarém Mapa do distrito de Santarém
Abrantes
Alcanena
Almeirim
Alpiarça
Benavente
Cartaxo
Chamusca
Constância
Coruche
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Golegã
Mação
Ourém
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santarém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha
Abrantes
Alcanena
Almeirim
Alpiarça
Benavente
Cartaxo
Chamusca
Constância
Coruche
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Golegã
Mação
Ourém
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santarém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha