Santo Antônio de Lisboa (Piauí)

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Município de Santo Antônio de Lisboa
"Capital do Caju"
Vista Parcial da Cidade

Vista Parcial da Cidade
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 09 de abril
Fundação 19 de dezembro de 1963
Gentílico santoantoniense
Prefeito(a) Assis Cipriano (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santo Antônio de Lisboa
Localização de Santo Antônio de Lisboa no Piauí
Santo Antônio de Lisboa está localizado em: Brasil
Santo Antônio de Lisboa
Localização de Santo Antônio de Lisboa no Brasil
06° 58' 51" S 41° 14' 02" O06° 58' 51" S 41° 14' 02" O
Unidade federativa  Piauí
Mesorregião Sudeste Piauiense IBGE/2008[1]
Microrregião Pio IX IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Pimenteiras (N), Geminiano (S), Francisco Santos (L), São Luis do Piauí, Bocaina e Sussuapara (O).
Distância até a capital 352 km
Características geográficas
Área 395,799 km² [2]
População 6 008 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 15,18 hab./km²
Altitude 237 m
Clima Quente e seco
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,619 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 26 121,000 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 431,04 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santo Antônio de Lisboa é um município brasileiro do Estado do Piauí. Criado pela Lei Estadual Nº 2.560, de 19 de dezembro de 1963 e oficialmente instalado em 09 de abril de 1964, desmembrado do Município de Picos, com sede no antigo Povoado de Santo Antônio.

Conhecida como a Capital do Caju, apresenta grande concentração, a maior do Brasil, de área plantada com esse fruto por metro quadrado em um só município. Desde o final da década de 1970 a cidade passou a experimentar discreto incremento em sua economia, em razão do cultivo do Caju. Até que, em meados dos anos 80, essa atividade desenvolveu-se consideravelmente, tendo gerado emprego e renda ao atrair indústrias de beneficiamento da castanha do caju e de produção de sucos e refrigerantes a partir do pedúnculo dessa fruta.

Breve História[editar | editar código-fonte]

O Atual Município de Santo Antônio de Lisboa originou-se na Fazenda Rodeador, cujas terras foram desbravadas por Joaquim José de Sousa, Manoel Galdino de Maria, Pedro Cipriano da Silva, Elias Cândido de Moura, Manoel Serafim da Silva e Mariano Joaquim da Silva, procedentes da Bahia e de Pernambuco. Em 1920, a exploração da borracha de maniçoba trouxe o progresso à Fazenda Rodeador, ampliando-se o povoamento.

Elevado à categoria de povoado em 1940,o Rodeador, como era chamada a pequena vila inicialmente, teve seu topônimo alterado para Santo Antônio, em homenagem a seu Santo Padroeiro, antes de ser adotado seu nome atual Santo Antônio de Lisboa. O núcleo de povoamento iniciou-se em torno da Igreja de Santo Antônio, construída em terras doadas por André Rodrigues, mais conhecido como André Ramos, primeiro dirigente religioso da comunidade, que também cedeu o terreno onde foram edificados a Praça Justino Batista e o Mercado Municipal Deputado Isaac Batista de Carvalho.

Construção da Igreja de Santo Antônio[editar | editar código-fonte]

Os habitantes da pequena vila de Santo Antônio eram pessoas religiosas que tinham o hábito de se reunirem em família para rezar novenas, terços e missas. As rezas aconteciam nas residências e, posteriormente, nas Capelas de José Cipriano de Sousa, na localidade Cangalhas (hoje localidade Cantinho), construída em 1933, e na Capela de João Antonio, dedicada a São João Batista, edificada em 1936 na localidade Bangüês. No mês de dezembro, toda a comunidade se dirigia à atual cidade de Bocaina para a Festa de Nossa Senhora da Conceição, realizada no dia oito daquele mês, tradição essa seguida até os dias de hoje.

Em uma das visitas do Pe. José Zimmermany, ou José Alemão como era conhecido, ao Rodeador, foi sugerida a construção de uma Capela próxima à casa de André Ramos, já que toda a comunidade tinha o hábito de freqüentar sua residência para as festas de santos, principalmente as trezenas de Santo Antônio no mês de junho.

André Ramos foi o primeiro dirigente da igreja. A doação do terreno feita por ele para a construção da Igreja foi decisiva para a escolha do local, já que outros locais foram cogitados, como também foi decisiva para a localização do povoado, pois, uma vez construída a Igreja, as pessoas começaram a construir em volta dela suas residências. Assim foi surgindo o povoado que logo sentiu a necessidade de um local para o comércio.

A Imagem de Santo Antônio, que é venerada até hoje e ocupa o Altar-mor da Igreja Matriz, foi trazida de Portugal, enviada de Lisboa por colegas do Padre José Alemão por navio até Recife, onde Tributino de Carvalho aguardava para transportá-la até o Rodeador. A Igreja começou a ser construída em 1938, ainda em construção foi celebrada a primeira missa e realizado o primeiro casamento, o casal era Pedro Inocêncio e Rosa, em dezembro de 1939. Somente no ano de 1940 foi dada a bênção de inauguração da Capela. Em 1955 foi completamente restaurada e ampliada, adquirindo assim a estrutura e o seu tamanho atual.

O ponto máximo da religiosidade de nosso povo é o Trezenário e Festa de Santo Antônio, Padroeiro da Cidade (31 de maio a 13 de junho). Além de outras grandes celebrações como a Semana Santa, a Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Co-padroeira (30 de agosto a 8 de setembro) e a Festa de São Francisco (25 de setembro a 4 de outubro), antes festejada na Igreja de Santo Antônio e agora numa Igreja própria dedicada ao santo construída no Bairro Xique-Xique. A Cidade ainda possui em zona urbana a Igreja de São José (Bairro Acampamento) e mais 7 Templos Católicos espalhados pelas comunidades rurais do município que juntas formam a Área Pastoral de Santo Antônio.

Fotos da Cidade[editar | editar código-fonte]

PortaldeSAL.JPG IgrejadeSAL.JPG CentrodeSAL.JPG PracadeSAL.JPG

Economia do Caju[editar | editar código-fonte]

Santo Antônio de Lisboa possui sua economia voltada ao cultivo do Cajueiro, hoje já possui uma área plantada superior a 10 mil hectares, sendo o maior produtor do Estado do Piauí. Conta com um parque industrial formado por 6 industrias, que trabalham no beneficiamento da castanha, produção de sucos, doces, Cajuína e muitos outros derivados do Caju, consumidos no próprio município e também exportados para diversas regiões do País.

Belezas Naturais[editar | editar código-fonte]

  • Pedra da Côan: localizada ao oeste do Centro da Cidade, as margens do Rio Riachão, de lá tem-se uma visão parcial da cidade. Mirante maravilhoso para se apreciar o pôr-do-sol. Situada em área particular sob propriedade de Pedro Manoel do Nascimento, é um local bem frequentado por visitantes de outras regiões.
  • Morro do Quadrado: no centro-sul do território do município, por volta 10 km de distância do Centro da Cidade, tem esse nome por causa de sua forma de cubo, tem sua formação toda em pedras, possui uma gruta ainda não explorada, pode-se observá-lo passando pela BR-020.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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