Santo Antônio do Descoberto
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Nota: Para outros significados, veja Santo António.
| Município de Santo Antônio do Descoberto | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | por volta de 1722 | ||||
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| Gentílico | santoantoniense | ||||
| Prefeito(a) | David Leite (PR) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Leste Goiano IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Entorno de Brasília IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Águas Lindas de Goiás (N) , Distrito Federal (L) , Alexânia (S) , Corumbá de Goiás (W) | ||||
| Distância até a capital | Goiânia 200 km Brasília 45 km km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 938,309 km² [2] | ||||
| População | 61 791 hab. Censo IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 65,85 hab./km² | ||||
| Clima | Não disponível | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,709 médio PNUD/2000 [4] | ||||
| PIB | R$ 210,678 milhões IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 3 638,15 IBGE/2008[5] | ||||
Santo Antônio do Descoberto é um município brasileiro do estado de Goiás.
O Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostrou que Santo Antônio do Descoberto tem 61.791 habitantes [3]. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, em junho de 2011 registram-se em Santo Antônio do Descoberto 35.240 eleitores ou 0,87% do eleitorado de Goiás [6].
Índice |
[editar] História
Santo Antonio do Descoberto foi fundada por volta de 1722, no auge do ciclo do ouro do Brasil colônia, às margens do Rio Descoberto, onde a primeira vista, foi denominado de Montes Claros. Tornou-se distrito de Luziânia em 1963 e emancipou-se em 14 de maio de 1982, 260 anos depois de achado ouro. O primeiro prefeito e a primeira câmara de vereadores foram eleitos em 15 de novembro do mesmo ano.
Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera II, procedente de São Paulo, percorreu essa região em 1722, com sua bandeira composta por 152 pessoas, incluindo escravos, tendo como guia Urbano Couto Menezes. Encontrou ouro, construiu uma capelinha em louvor a Santo Antônio de Pádua e ergueu uma cruz de madeira no alto do Morro Montes Claros.
Como diz a lenda, os escravos acharam a imagem de Santo Antônio debaixo de um pé de angico e ao lado construíram uma capelinha para abrigar a imagem do santo. É desconhecida a data precisa de quando se deu inicio à construção da capelinha, mas sabe-se que foi entre 1722 e 1748, conforme citação do julgado das Ditas Minas de Santa Luzia, um documento em que se delimitou a área de mineração. Esse documento de difícil leitura, foi copiado pelo escritor Paulo Bertran, do original em poder da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. A mineração em Santo Antônio dos Montes Claros, ou Descoberto, foi abandonada com descoberta de ouro em Santa Luzia, em 1746. A mineração foi retomada, em 1757, pelo capitão baiano José Pereira de Lisboa em 1755, seguindo a fazenda de gado (caminho dos currais), trazendo uma grande tropa de animais, transportando tecidos, ferramentas de mineração e outras mercadorias estrangeiras, e 148 escravos jovens. José Pereira Lisboa desembarcou em Santa Luzia, permanecendo dois anos naquela cidade e veio para a mineração de Santo Antônio dos Montes Claros. Aqui chegando, montou o seu acampamento na margem direita do Rio Descoberto, para explorar ouro. Aí se encaixa a lenda do caçador, contada pelo historiador Joseph de Melo (1837-1912).
Sabendo o capitão José Pereira Lisboa que um caçador, morador das margens do despenhado, lavando o bucho de um veado encontrou algumas pepitas de ouro, tratou de examinar o lugar e tanto ouro encontrou que passou imediatamente para o local com sua escravatura a ali abriu largo serviço.
Em 1765, Lisboa iniciou a obra de ampliação da capelinha, já existente próximo ao rio. Ele tinha motivos reais para isso: era devoto de Santo Antônio de Pádua, ou Lisboa, seu patrício. Porém, passou pela localidade o visitador-geral da Igreja, oriundo da freguesia de Santa Luzia (Luziânia), e embargou a obra, por não esta autorizada pela Igreja. Só em 4 de janeiro de 1770 é que Lisboa e outros obtiveram do visitador geral a autorização para continuar a ampliação da capela. Então, Lisboa fez a nave grande com duas sacristias. As sacristias, no caso da capela de Santo Antônio, foram dois cômodos externos acoplados a nave, que serviam para o padre guardar os parâmetros e como vestiários. As igrejas modernas mantêm a sacristia, embora não da forma das igrejas antigas, do lado de fora. A capelinha original tornou-se o altar-mor da capela ampliada. Em 11 de setembro de 1770, José Pereira Lisboa é preso no arraial de Santa Luzia, após reagir a uma galhofa e sacar arma contra o juiz ordinário. É levado preso para Vila Boa, hoje Goiás Velho. Foi solto em 3 de dezembro de 1773, sendo recepcionado com festa pelo clero de Santa Luzia, que lhe rezou uma missa em ação de graças. A comitiva do capitão Lisboa explorou ouro em Santo Antonio dos Montes Claros durante 13 anos (de 1757 a 1770). A mineração, naturalmente, foi suspensa com sua prisão. Poderia ser continuada com a liderança de outra pessoa, porém o ouro tava ficando mais profundo e os equipamentos utilizado na mineração eram bastante rudimentares, como relata o documento Julgados das Ditas Minas de Santa Luzia, de 1748.
[editar] Primeiro Comércio
O primeiro comércio de Santo Antônio foi de João Elias Abdom e Felipe Ruyco. Foi fundado em 1938 e tinha o nome de Casa de Negócios, mais tarde Casa Santo Antônio, situado na Rua dos Carreiros.
As lojas, armazens e vendas funcionavam na parte da frente das casas, geralmente tinham um balcão de madeira separando a parte destinada aos clientes, da outra ficava os comerciantes, os vendedores e a prateleira com as mercadorias.
[editar] Formação do Município
O processo de ocupação da terra, se dá com a fixação denominada Capoeirinha também conhecida como Fazenda Montes Claros . Os caminhos que davam acesso a fazenda, eram: ao Norte sobre o rio Descoberto, onde havia uma pequena ponte, e se avizinhava ao Sul com o rio Areias. A descoberta de riquezas minerais se deu em diferentes locais nas terras onde hoje se localiza o Município de Santo Antônio do Descoberto, onde ainda hoje, alguns vestígios resistem ao tempo. Parte considerável das terras do município, foram doadas por Agostinho Lopes Conde. Em 1956 foi instalada nas terras do município uma entidade religiosa denominada Fraternidade Eclética Espiritualista Universal, em terras compradas da Fazenda Boa Vista e Sabaru. A partir de então a Entidade foi se estruturando, e hoje é uma pequena cidade (Cidade Eclética) com equipamentos de saúde, educação, gráfica, e um templo para meditação dos fieis.
Em 1963 pelo fato de já haver um crescimento populacional considerável, a cidade torna-se Distrito.
Com a vinda de cerca de 1000 famílias no ano de 1974 oriundas de Samambaia (DF), Antônio Teixeira (Vereador) organizou um movimento político pela emancipação do Distrito, o que veio a ocorrer efetivamente em 1982, sendo elevada a Município, pela lei estadual nº 9167, de 14-05-1982, sendo desmembrado de Luziânia. Pagina da prefeitura http://www.santoantoniododescoberto.go.gov.br
[editar] Economia
[editar] Indicadores socioeconômicos
- PIB municipal (2008)
- [5] R$ 210,678 milhões
- PIB per capita (2008)
- [5] R$ 3.638,15
- Composição do PIB (2008)[7]
- Valor adicionado bruto da agropecuária: R$ 9,120 milhões
- Valor adicionado bruto da indústria: R$ 27,858 milhões
- Valor adicionado bruto dos serviços: R$ 162,654 milhões
- Impostos sobre produtos líquidos de subsídios: R$ 11,046 milhões
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ a b Dados do Censo 2010 publicados no Diário Oficial da União do dia 04/11/2010 -. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (04 de novembro de 2010). Página visitada em 18 de junho de 2011.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b c d Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ Estatísticas Eleitorais - Goiás -. Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (Informações atualizadas em 11/06/2010). Página visitada em 14 de junho de 2011.
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Banco de Dados: Cidades