Santo Estêvão (Bahia)

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Município de Santo Estêvão
"Sant's"
Praça da Lua, Santo Estevão

Praça da Lua, Santo Estevão
Bandeira desconhecida
Brasão de Santo Estêvão
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 21 de setembro
Fundação 21 de setembro de 1921 (93 anos)
Gentílico santoestevense
CEP 44190-000
Prefeito(a) Orlando Santiago (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santo Estêvão
Localização de Santo Estêvão na Bahia
Santo Estêvão está localizado em: Brasil
Santo Estêvão
Localização de Santo Estêvão no Brasil
12° 25' 48" S 39° 15' 03" O12° 25' 48" S 39° 15' 03" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Feira de Santana IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ipecaetá, Rafael Jambeiro, Castro Alves, Antônio Cardoso e Cabaceiras do Paraguaçu.
Distância até a capital 148 km
Características geográficas
Área 365,141 km² [2]
População 52 186 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 142,92 hab./km²
Altitude 242 m
Clima Tropical Alternadamente Úmido e Seco
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,626 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 203 212,511 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 383,36 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.santoestevao.ba.gov.br/

Santo Estêvão é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 12º25'49" sul e a uma longitude 39º15'05" oeste, estando a uma altitude de 242 metros acima do nível do mar. Faz parte do Vale do Paraguaçu. Sua população é de 52.186 habitantes de acordo com a estimativa populacional em 2013. Vem alavancando crescimento da economia devido à chegada da fábrica de sapatos Dilly Calçados (atualmente com o nome Grupo Dass), em 2001, que injeta mais de 9 milhões de reais todo ano na economia local.

Localizada as margens da BR 116, na Microrregião de Feira de Santana. Tem como municípios vizinhos Ipecaetá, Rafael Jambeiro, Antônio Cardoso, Castro Alves e Cabaceiras do Paraguaçu.

Tem a topografia em forma de tabuleiros, assim como Feira de Santana e clima comum ao agreste baiano.

Tem um bom comércio, mas tem ótima atividade rural agropecuária, com destaque à produção de fumo, maior da Bahia, e indústria. A feira-livre no século passado era realizada aos domingos, ao lado da Igreja Matriz, onde também se encontrava o antigo cemitério, até quando foi construída a Praça Sete de Setembro, juntamente com a construção do Mercado Municipal em 1924, pelo Intendente Temístocles Pires de Cerqueira, cuja finalidade era o assentamento das feiras-livres, mas só a partir de 1935 a feira-livre principal passou a ser realizada aos sábados, permanecendo até hoje. O dia de sábado, portanto continua sendo o maior dia de expressão comercial do município, o dia de negócios, entretenimento e relacionamento social.

História[editar | editar código-fonte]

História de Santo Estêvão [editar | editar código-fonte]

No século XVIII, chega ao Brasil navio com imigrantes portugueses, entre eles o padre José da Costa Almeida, vindo fixar-se em terras do Município de Cachoeira do Paraguaçu, às margens do rio Cavaco, com aproximadamente 3 léguas de terra, uma sesmaria, na região hoje conhecida por Santo Estevão Velho, onde construiu a sede da fazenda e uma pequena Capela sob o orago de Santo Estevão, imagem trazida de Portugal.

Tempo depois em 1739, fugindo da seca que assolava a região, o padre José da Costa Almeida envereda sem destino a procura de água doce para si e seu rebanho, Quilômetros depois ele é surpreendido por uma verde vegetação e um forte manancial, porém a água era salobre, levemente salgada, daí o nome RIACHO DO SALGADO. Deixando os animais e empregados às margens do Riacho do Salgado, o padre José da Costa Almeida sobe o morro e descobre o planalto onde hoje é a Praça da Lua. Constrói então sua segunda sede, com casa, currais e pequena Capela igualmente a primeira, sob o orago de Santo Estevão. Vai buscar a Imagem do Santo que estava na primeira Capela, para colocar na nova. Só que no dia seguinte não se sabe como, a Imagem havia voltado para a primeira Capela. Este fato repetiu-se duas vezes. Na terceira vez o padre não insistiu, deixando a imagem onde estava e trazendo outra de Santo Antônio de Lisboa, em Portugal. Dando origem, naquela época, ao nome do lugar Santo Estevão Novo.

Construída a capela em 1751 e dedicada a Santo Estevão, foi em 1754 elevada a categoria de freguesia de Santo Estevão de Jacuípe. Sua formação territorial de inicio, 20 léguas de circunferência e estava situada entre os rios Paraguaçu e Jacuípe, este limitando-se norte com a de Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira, e aquele ao sul dividindo-a da de São Pedro de Muritiba. Devido ao descaso do Padre José da Costa Almeida, que não ficará contente com a elevação da capela à freguesia, ficou ela em ruínas. O povoado Santo Estevão Novo só veio a desenvolver-se depois do ano de 1757, ano em que o 1º vigário, padre Antônio Rodrigues Nogueira, descrevendo a freguesia de Santo Estevão de Jacuípe, relata: “Aqui não há povoação, nem rebanho junto, porque tudo são ovelhas desgarradas pelas distâncias em que moram uns dos outros”. Também nessa época, o referido vigário fez referência à capela inicial que estava arruinada e que “só não são deixados de administrar os sacramentos aos paroquianos porque os administro em casa de palha onde resido”. Parte daí o movimento para construção da igreja Matriz, que foi concluída muitos anos depois.

Quando freguesia de 2ª classe passa a ser sede do distrito de paz de Santo Estevão de Jacuípe, subordinado à vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, por Lei de 15 de outubro de 1827, com os mesmos limites da freguesia aí sediada, tendo-se noticia de que o povoado nessa época contava de 300 casas e 376 eleitores; havia um subcomissário de polícia.

Pertenciam ao âmbito administrativo da freguesia as capelas de Nossa Senhora do Resgate de Umburanas e Santo Antônio de Aquino, sendo dela desanexadas por haverem alcançado o predicamento de matrizes; a primeira em virtude da Lei número 183, de 10 de abril de 1843, e a segunda por força da Lei número 1588, de 13 de agosto de 1857. A partir de então foi reduzida a sua primitiva área, cujos limites eram ao norte com as freguesias do Senhor do Bonfim e Bom Conselho de Serra Preta; a leste com a de Nossa Senhora do Resgate de Umburanas; ao sul com a de São Pedro de Muritiba e a oeste com a de Bom Conselho da Serra Preta e com a de Santo Antônio de Argoim. Na divisão administrativa de 1911, aparece como distrito subordinado ao município de Cachoeira com a denominação de Santo Estevão de Jacuípe. A Lei número 1491, de 12 de julho de 1921, sancionada pelo Coronel Frederico Augusto Rodrigues da Costa, que substituía o Governador do Estado, José Joaquim Seabra, elevou a povoação à categoria de vila e criou o município de Santo Estevão de Jacuípe, com território desmembrado do de Cachoeira e mesmos limites do distrito de paz. Ocorreu a sua instalação em 21 de setembro de 1921.

Por força do Decreto Estadual número 7.455, de 23 de junho de 1931, foi extinto o município e anexado ao de São Gonçalo mas o decreto não chegou a ser executado, sendo o município restaurado, logo em seguida pelo Decreto Estadual número 7.479, de 8 de julho de 1931, com a denominação alterada para Santo Estevão. No ano de 1933 foi criado um distrito de paz com a denominação de Patos por força do Decreto número 8.389, de 17 de abril. Segundo as divisões territoriais de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, como também no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual número 10.724, de 30 de março de 1938, o município em causa tem a integrá-lo dois distritos: Santo Estevão e Patos, situação que permaneceu inalterada até o Decreto-Lei Estadual número 141, de 31 de dezembro de 1943, retificado pelo Decreto Estadual número 12.938, de 1º de junho de 1944, alterou a denominação do distrito de Patos para Ipecaetá. O município permaneceu com dois distritos até que a Lei Estadual número 628, de 30 de dezembro de 1953, que fixou o quadro administrativo para o quinqüênio 1954-1958, criou o distrito de Cavunge, desmembrado do de Ipecaetá, ficando o município com a seguinte composição: Santo Estevão Cavunge e Ipecaetá.

Mídia[editar | editar código-fonte]

A cidade possui uma estação de rádio, a Paraguassu FM 87.9, porém a maior fonte de notícias atualmente se dá através de Jornais Online ou Blogs, dentre eles destaca-se o Correio da Cidade.

Chegada da Dass[editar | editar código-fonte]

Em 1999 começou a construção da fábrica de calçados Dilly Nordeste, que em 01 de janeiro de 2010 mudou a razão social para Dass Nordeste Calçados e Artigos Esportivos Ltda. que trouxe esperança de melhores condições econômicas para o município e oportunidade de emprego para a população jovem. Essa indústria passou a mudar a cara do comércio, com o seu funcionamento a partir do ano de 2001. Nesses dez anos, 8.765 funcionários já passaram por ela. Hoje, o número ativo de funcionários é de 2.886, injetando, aproximadamente, dois milhões de reais que passaram a aquecer os diversos setores da economia em todo o município, fortalecendo de forma impressionante o crescimento do comércio.

O comércio local sofreu um estímulo quantitativo na rede de estabelecimentos comerciais, atingindo uma margem de 370% em crescimento - (395 casas comerciais em 2001 para 1.475 em 2011), conforme dados fornecidos pelo Diretor de Tributos do Município Antônio Marcos de Souza Gomes. Este crescimento interno tem atraindo investidores de outros municípios com o surgimento de novas lojas (Real Calçados, Todo Dia, G.Barbosa, Motopel, Guaibim, Cometa Calçados). Com a chegada da fábrica, a forma de vida da população foi transformada, aumentando o crescimento urbano que era de 7.745 lotes registrados em 2001, para 11.000 em 2011, aumentando a construção civil, fortalecendo assim, o ramo de material de construção, gerando mais empregos diretos e indiretos e melhor distribuição de renda para a população.

O número de veículos na cidade aumentou consideravelmente, principalmente o de moto, chegando a vender cerca de 120 motos por mês pela Motopel, conforme dados fornecidos pelo funcionário da área de vendas Gildásio Gomes de Sena, sem falar o número de casas de peças para moto. Essa economia influencia o próprio estilo de vida da população, como a forma de se vestir, de cuidar da estética corporal, frequentar festas particulares, formas de lazer, viagens, visitações a espaços públicos, passeios e etc.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Rodoviária da cidade.

Santo Estevão tem, uma geografia semelhante a de estados como Goiás e Tocantins, por ser de topografia plana. Em certas épocas do ano, devido ao tempo seco, muitos agricultores chegam a perder cabeças de gado. Sua urbanização é maior que 50%.

Possui uma área de 366,597 km².

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Povoados: Paiaiá, Altamira, Sítio do Aragão, Caatinguinha, Cabeça da Vaca, Km 50, Km 51, Dique, Encruzado, Caatinga, Agrovila Modelo, Juazeiro, Conga, Primavera, Várzea da Casa, Várzea Nova, Areial, Várzea Suja, Lamarão.

Justiça[editar | editar código-fonte]

A instalação do Juizado Especial Criminal é tida como certa, o que irá contribuir para a melhoria dos serviços oferecidos à população. A construção do novo fórum da comarca se deu na gestão do desembargador Edmilson Jatahy Fonseca, natural de Santo Estevão, sendo a primeira comarca do interior do estado da Bahia a ser totalmente informatizada. Recentemente o município de Santo Estevão foi alvo de inestigações da Polícia Federal, investigação essa batizada de Cárcara. funcionários da prefeitura municipal estariam supostamente envolvidos em uma super-manipulação de licitação, além de desvios de verba pública. Ainda em processo de investigações, dois funcionários já foram presos pela Policia Federal, acusados de estarem envolvidos nas supostas manipulações, além de um irmão do atual prefeito do município. Ainda em fase inicial das investigações, a Polícia Federal espera, através desta operação, combater a corrupção em todo o estado da Bahia.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Inscrição na entrada do município.

A comemoração do São João é um dos pontos de maior referência na cultura do município, elogiado pelos moradores e turistas. Santo Estevão atrai uma multidão quando o assunto é festa de junina. A cidade se ilumina e ganha estrutura de um autêntico "arraiá". Por dia, a praça recebe mais de 30 mil pessoas. Essa época é o ápice da cultura no município.

Toda a festa e agitação acontecem na Praça Sete de Setembro, no centro. Para os turistas que não conhecem a cidade, a bandeirolas são um guia para o palco principal. Este recebe atrações do autêntico pé de serra, forró e sertanejo universitário, que atrai principalmente os jovens. A praça fica lotada. As barracas, com as diversas e saborosas comidas típicas, servem de reabastecimento para o público que curte e dança ao som das melhores bandas.

A comemoração do dia de Santo Estevão, o padroeiro da cidade, no dia 26 de dezembro também é muito comemorado por fieis tanto da zona rural como da zona urbana.

Distante de Salvador apenas 157 km, o município possui abastecimento público de água adequado, estradas que permitem o acesso às principais cidades da região e, com investimentos do setor empresarial e dos Governos do Estado e da União, oferece as condições necessárias para avançar no mercado, gerando emprego e renda.

Os jovens acreditam que através da educação conseguirão melhorar sua qualidade de vida, sendo que muitos estudantes estão cursando cursos técnicos e nível superior, tanto no polo presencial da UNEB Ead do município, quanto na UEFS em Feira de Santana. Atualmente alguns estudantes fazem mestrado e doutorado na UEFS e na UFBA.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 23 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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