Santuário de Santa Luzia

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Santuário de Santa Luzia
Santuário de Santa Luzia, Viana do Castelo.
Estilo dominante Romano/Bizantino

Eclético

Arquiteto Miguel Ventura Terra, Miguel Nogueira Júnior
Construção 1904-1959
Local  Portugal

O Santuário de Santa Luzia, também referido como, Templo-Monumento de de Santa Luzia e Templo do Sagrado Coração de Jesus em Santa Luzia, localiza-se no alto do monte de Santa Luzia, na freguesia de Santa Maria Maior, na cidade, concelho e distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

Assumindo-se como o "ex libris"" e cartão-de-visita da cidade de Viana do Castelo, do seu sítio descortina-se uma vista ímpar da região, que concilia o mar, o rio Lima com o seu vale, e todo o complexo montanhoso envolvente, panorama considerado o 3º melhor do mundo, segundo a National Geographic Magazine.

História[editar | editar código-fonte]

O santuário no alto do monte de Santa Luzia foi principiado em 1904 e concluído em 1959, por iniciativa da Confraria de Santa Luzia, entidade que tutela o monumento, com projecto do arquitecto Miguel Ventura Terra.

Anterior ao templo, existia uma pequena ermida medieval dedicada a Santa Luzia, padroeira da vista, sendo o seu atributo uma bandeja com os seus olhos. Nos finais do século XIX, aquele que virá a ser o primeiro presidente da Confraria de Santa Luzia, o Capitão de Cavalaria Luís de Andrade e Sousa, sofrendo de um problema oftalmológico, começa a frequentar a pequena ermida, rezando e pedindo solução para o seu problema. Ao ser-lhe restituída a visão, institui a Confraria de Santa Luzia, em 1884, tomando conta da isolada e abandonada capela e mandando construir uma estrada que ligasse a cidade ao monte.

A localização privilegiada pedia um edifício que lhe fizesse jus e ao panorama que daí se contempla, procurando-se a revalorização do monte e das ruínas da Citânia de Santa Luzia.

As obras iniciam-se em 1904, com projecto de Ventura Terra e direcção de António Adelino de Magalhães Moutinho, um arquitecto municipal. As obras interrompem-se em 1910 com a Implantação da República e a consequente Lei da Separação do Estado da Igreja, para se voltarem a iniciar em 1926, sob a direcção de Miguel Nogueira. No mesmo ano, é demolida a pequena ermida e, encontrando-se a capela-mor concluída, foi sagrada e aberta ao culto, ainda que o restante templo se encontrasse por construir. Este fenómeno é habitual noutras igrejas, iniciando-se os trabalhos na zona mais importante da construção, e daí para a frente. Os trabalhos exteriores estenderam-se até 1943 , com a colocação da cruz terminal no zimbório a 24 de Dezembro, e os trabalhos interiores até 1959, num total de mais de meio século de obras que foram realizadas.

O Santuário de Santa Luzia é considerado como inspirado na Basílica de Sacré Cœur, em Paris. Contudo, tal não é verdade, uma vez que, à altura do projecto de Ventura Terra (1899), a igreja parisiense ainda se encontrava pouco construída e sem configuração visível.

Os trabalhos de cantaria em granito são de responsabilidade do mestre canteiro, Emídio Pereira Lima, que dirigiu a obra após a cegueira de Miguel Nogueira.

Desde 1923 o santuário é servido pelo Elevador de Santa Luzia, também conhecido como Funicular de Santa Luzia, pela mão de Bernardo Pinto Abrunhosa, que foi ainda responsável pela remodelação do Hotel de Santa Luzia, hoje integrado na rede de Pousadas portuguesa.

O santuário compreendia o "Núcleo Museológico do Templo-Monumento de Santa Luzia", constituído por uma sala na parte inferior do santuário. O espólio é constituído por talha, imagens, azulejos, pintura, e outros, e está acessível para visita mediante marcação. Em Janeiro de 2013 o Núcleo-Museológico foi encerrado para dar lugar à Capela de Adoração e Reconciliação.

Em Junho de 2014 foi inaugurado o Anfiteatro no Jardim das Tílias. Está ainda prevista a construção de um edifício polivalente com museu, arquivo e albergue de peregrinos, também no Jardim das Tílias, e de um restaurante panorâmico.

Vista da cúpula da igreja de Santa Luzia.

Características[editar | editar código-fonte]

O templo apresenta planta na forma de cruz grega, com elementos em estilo neo-romântico, neo-gótico e bizantino, num gosto eclético e revivalista que marcou a viragem de século. O modelo foi importado de França, local de aprendizagem do arquitecto Ventura Terra.

No seu zimbório é possível admirar uma vista soberba de 360º sobre a região, considerada como uma das melhores do mundo.

Em termos artísticos, os vitrais das rosáceas foram executados em Lisboa, na oficina de Ricardo Leone. As rosáceas que os emolduram são as maiores da Península Ibéria. Os frescos que representam a Via-Sacra e a Ascensão de Cristo, na cúpula, são da autoria de M. Pereira da Silva. Os dois querubins no altar-mor, são de autoria do escultor Leopoldo de Almeida, e foram executados em mármore de Vila Viçosa pelos mestres Emídio Lima e Albino Lima. Os três altares (o principal e os dois laterais) em granito magnificamente trabalhado foram esculpidos por Emídio Lima, assim como os dois púlpitos.

Na fachada principal do templo destaca-se uma estátua do Sagrado Coração de Jesus, em bronze, de autoria do escultor Aleixo Queirós Ribeiro, datada de 1898, sendo esta anterior ao próprio edifício.

O carrilhão é composto por 26 sinos.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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