Sapador

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Sapadores do Exército dos EUA numa operação de remoção de minas terrestres.

Um sapador é soldado que desempenha uma variedade de tarefas de engenharia militar, sobretudo nas áreas da mobilidade e da contramobilidade. Entre as suas tarefas específicas mais comuns incluem-se as ações de minagem e desminagem, as demolições, a construção de fortificações de campanha, a construção de pontes e outras construções gerais. Na maioria dos casos, um sapador está também habilitado para servir como soldado de infantaria, sempre que necessário, tanto em operações defensivas como ofensivas.

As designações "pioneiro" ou "engenheiro de combate" são usadas em algumas forças armadas como termos análogos ao de "sapador".

Em alguns países, o termo "sapador" também é usado no âmbito civil para designar bombeiros ou outros profissionais que desempenham funções semelhantes às dos sapadores militares.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra "sapador" tem origem em "sapa", a qual consistia numa espécie de sachola ou metálica, antigamente usada pelos soldados empenhados em tarefas de engenharia militar. A palavra "sapa" passou a significar em sentido lato, todos os trabalhos feitos por sapadores ou com o uso de sapas (sacholas/pás). Em sentido restrito, a palavra "sapa" passou a designar mais especificamente as trincheiras construídas pelos sapadores de um exército sitiante, junto às muralhas de uma fortificação sitiada, como o objetivo de as demolir.

Origem histórica[editar | editar código-fonte]

Historicamente, a atual especialidade de sapador resulta da fusão de duas antigas especialidades da engenharia militar: a de sapador e a de mineiro. Originalmente, o sapador era o soldado de engenharia que combatia à superfície, realizando trabalhos de sapa, nomeadamente escavando trincheiras. Já o mineiro era o soldado que combatia debaixo de terra, construindo minas ou contraminas, as quais consistiam em túneis destinados, respetivamente, ao ataque subterrâneo a fortificações e à defesa contra esses tipos de ataques.

Na maioria dos exércitos, as especialidades de sapador e mineiro foram fundidas entre o final do século XIX e o início do século XX. Em alguns países, a especialidade resultante da fusão passou a ser designada "sapador mineiro".

Por tradição, as armas de engenharia de diversos exércitos mantiveram o termo "sapador" incluído na designação de novas especialidades criadas no seu seio. Assim, passaram a existir especialidades como "sapador telegrafista", "sapador pontoneiro", "sapador dos caminhos de ferro", "sapador aerosteiro" e outras.

Sapadores[editar | editar código-fonte]

O ataque a fortificações por soldados que escavavam trincheiras para permitir que as forças sitiantes se aproximassem das muralhas, abrigadas dos projeteis disparados pelos sitiados, é uma prática que vem já desde a antiguidade. Este tipo de trincheiras começou mais tarde a ser designado por "sapa". Este termo (em francês "sape") terá sido usado inicialmente pelos franceses no século XVII, derivado da palavra arcaica francesa que designava "pá". Por analogia, os soldados que escavavam sapas passaram a ser designados "sapadores".

A artilharia dos defensores de uma fortaleza sitiada estava colocada numa posição superior e portanto mais vantajosa em relação à da ocupada pela artilharia das forças sitiantes, com um alcance superior à desta. Para ser eficaz, a artilharia sitiante tinha portanto que ser levada para uma posição mais avançada, abrigada em relação ao fogo inimigo. Isto era conseguido através da escavação de uma sapa, por equipas de sapadores treinados, por vezes auxiliados por outros soldados não qualificados. Usando técnicas aperfeiçoadas por Vauban, os sapadores começavam a escavar uma trincheira no sentido das posições adversárias, num ângulo que evitasse o tiro de enfiada do inimigo. Quando um troço de trincheira era concluído, era aí criada uma posição de artilharia onde eram instaladas bocas de fogo que pudessem bater os defensores inimigos. Os sapadores continuariam então a construção da trincheira, mudando de direção. Isso era feito sucessivamente, dando um formato de zigue-zague à trincheira, à medida que avançava na direção da fortificação sitiada. Cada troço de trincheira ia permitindo a aproximação da artilharia atacante, até o inimigo ser neutralizado por aquela o suficiente para permitir aos atacantes irromper pelas muralhas da fortificação, frequentemente através da demolição destas por excplosivos.

Em termos gerais, os sapadores tornaram-se especialistas em demolições, no ataque a sistemas fortificados e na ultrapassagem de obstáculos.

Mineiros[editar | editar código-fonte]

Os mineiros eram os soldados especializados no ataque a fortificações, por debaixo de terra. A sua tarefa era levada a cabo quando a escavação de sapas pelos sapadores não era suficiente para um ataque com sucesso. A escavação de sapas permitia levar bocas de fogo até perto das muralhas da fortificação sitiada. Contudo, o disparo dessas bocas de fogo era muitas vezes insuficiente para provocar a rotura das muralhas. Nestes casos, entrariam em ação os mineiros que escavavam um túnel (mina) desde a sapa mais avançada até e sob as muralhas. Os mineiros colocavam então - na parte da mina situada sob as muralhas - uma carga de pólvora que era feita explodir, provocando o colapso da mina e o consequente colapso da muralha situada sobre a mesma. A brecha na muralha era então explorada pela infantaria, por ali penetrando no interior da fortificação. Pelas suas caraterísticas, o trabalho de mineiro era dos mais perigosos e letais de todo o exército.