Sarah Kubitschek

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Sarah Luísa Lemos Kubitschek de Oliveira
Sarah e Juscelino
Nascimento 1909
Belo Horizonte, MG
Morte 4 de fevereiro de 1996 (87 anos)
Brasília, DF
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação primeira-dama do Brasil entre 31 de janeiro de 1956 e 31 de janeiro de 1961

Sarah Luísa Lemos Kubitschek de Oliveira GCCGCIH (Belo Horizonte, 1909Brasília, 4 de fevereiro de 1996[1] ) foi primeira-dama brasileira de 1956 a 1961, tendo sido a esposa de Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil, com quem teve duas filhas Márcia Kubitschek e Maria Estela Kubitschek.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Sarah Luísa Gomes de Sousa Lemos nasceu em uma família tradicional de Belo Horizonte, Minas Gerais; era filha do deputado federal Jaime Gomes de Sousa Lemos e de sua esposa, Luísa Negrão[2] . Tinha quatro irmãos: Amélia, Maria Luísa, Geraldo e Idalina[3] . Amélia era casada com o político Gabriel de Rezende Passos. Através de sua mãe, ela tinha dois primos famosos: Francisco Negrão de Lima e Otacílio Negrão de Lima. O avô paterno de Sarah, José, era natural de Lousã, Portugal.

Casamento e filhas[editar | editar código-fonte]

Na sua juventude, ela se apaixonou perdidamente por Juscelino Kubitschek de Oliveira. Porém, quando ele decidiu fazer especialização em urologia na Europa, JK rompeu o noivado e passou a não responder suas cartas. Apesar disso, aconselhada por sua mãe, Sarah resolveu esperá-lo.

No dia 30 de dezembro de 1931, Sarah e Juscelino casaram-se na cidade do Rio de Janeiro. No dia seguinte, comemoraram o casamento no Ano Novo no famoso Hotel Copacabana Palace.

Logo após o casamento passa a assinar Sara Luísa Lemos de Oliveira. Anos depois, quando Juscelino Kubitschek assume a presidência, seu nome passa a ser Sarah Luisa Lemos Kubitschek de Oliveira, para não assinar diferente do marido. Sarah Kubitschek desejava ter muitos filhos, mas foram onze anos de tentativas até nascer Márcia Kubitschek. Anos depois, o casal adotou Maria Estela Kubitschek, um ano mais velha do que Márcia.

Personalidade[editar | editar código-fonte]

Mulher de forte temperamento, Sarah era enérgica, determinada e bem-educada. Seu marido chegou a dizer que "às vezes tinha a impressão de que se casara com um tigre". Contudo, era conservadora e não gostava de política.

Últimos anos e legado[editar | editar código-fonte]

D.ª Sarah foi a fundadora da Organização das Pioneiras Sociais, que realizou uma notável obra de assistencialismo em Minas Gerais; incluía fundação de escolas no interior, creches e distribuição de roupas, alimentos, cadeiras de rodas e aparelhos mecânicos para deficientes físicos[4] . Além disso, fundou hospitais-volantes na maioria dos Estados e hospitais flutuantes, vindos da Alemanha, para o Amazonas[5] .

Depois de ficar viúva, ela passou a viver da pensão de JK. Residia em um apartamento alugado na Capital, quando morreu aos 87 anos de idade, de parada cardiorrespiratória.

Em sua homenagem, leva seu nome o Hospital Sarah Kubitschek, referência no tratamento de politraumatizados, com unidades em sete capitais brasileiras: Fortaleza, Macapá, Belo Horizonte, Brasília, São Luís, Rio de Janeiro, Belém e Salvador. Em Areia Branca no RN, existe também o Hospital Maternidade Sara Kubitschek em homenagem a primeira dama. Graças ao apoio de D.ª Sarah, existe hoje o Memorial JK, projetado por Oscar Niemeyer.

Representações na cultura e homenagens[editar | editar código-fonte]

A 30 de Julho de 1957 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e a 28 de Fevereiro de 1961 recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.[6]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Sarah Kubitschek
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Precedida por:
Beatriz Ramos
Primeira-dama do Brasil
1956 — 1961
Sucedida por:
Eloá Quadros