Sardinha
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As sardinhas são peixes da família Clupeidae, aparentados com os arenques. Geralmente de pequenas dimensões (10–15 cm de comprimento), caracterizam-se por possuírem apenas uma barbatana dorsal sem espinhos, ausência de espinhos na barbatana anal, caudal bifurcada e boca sem dentes e de maxila curta, com as escamas ventrais em forma de escudo. O nome sardinha vem da ilha Sardenha, onde um dia já foram abundantes.[1]
São peixes pelágicos que formam frequentemente grandes cardumes e alimentam importantes pescarias. Apresentam um importante lipídio: o ômega-3, que se julga ser um "protetor" do coração. As sardinhas alimentam-se de plâncton.
As "sardinhas" de lata que se encontram nos supermercados podem ser de espécies variadas, desde sardinhas do género Sardina (as verdadeiras sardinhas) até arenques. O tamanho dos animais enlatados varia conforme a espécie. Sardinhas enlatadas de boa qualidade devem ter a cabeça e as guelras removidas antes de serem embaladas[2] Também podem ser evisceradas antes do embale (tipicamente as variedades maiores). Se não forem evisceradas elas devem estar livres de comida não digerida ou fezes[2] (isto é feito tendo o peixe vivo dentro de um tanque o tempo suficiente para que o seu sistema digestivo se esvazie por si mesmo). Elas podem ser enlatadas em óleo ou em algum tipo de molho. As sardinhas assadas são um prato tradicional na cozinha portuguesa.
A sardinha capturada na costa Portuguesa é a única espécie de peixe em toda a peninsula ibérica a obter a certificação de qualidade, como resposta às preocupações sobre a sustentabilidade dos recursos. A sardinha Portuguesa vai passar a ter a etiqueta azul do " Marine Stewardship Concil", o certificado de pescado ambientalmente certificado. A sardinha Portuguesa é pescada legalmente por quase meia centena e media de embarcações em todo pais.
A certificação é uma mais-valia para toda a fileira de pesca e em particular para a indústria conserveira, que exporta quase 50% da sua produção. As normas internacionais caminham para a certificação de todo o pescado, sendo a etiquetagem ecológica um nicho de mercado importante. A sardinha é pescada pela frota do cerco, uma arte amiga do ambiente, por não ser agressiva para outras espécies. Esta certificação é uma oportunidade para toda a fileira da sardinha, no sentido em que vai deixar de pensar na sobrevivência e vão passar a pensar e planear a sua actividade com base na sustentabilidade e durabilidade do recurso.
A certificação traz mais informação ao consumidor, quer do produto fresco quer do congelado, por forma a ser valorizado o preço de venda, aumentando a rentabilidade de toda a fileira. Para o segmento da produção a certificação não vem trazer mudanças a faina, nem vai obrigar a investimentos nas embarcações.
Para se obter o rótulo azul da certificação, a embarcação tem de se sujeitar a auditorias para aferir os padrões das normas ambientais em que trabalha. Por ano são capturadas cerca de 60 mil toneladas de sardinha em toda a costa Portuguesa, e em 2008 as embarcações facturaram 450 milhões de euros na venda da sardinha.
[editar] Desembarques de sardinha em Portugal
Em número de desembarques, verifica-se uma tendência de redução no segmento de pesca de cerco, uma vez, que em 2008 teve um ano excepcional, tendo desembarcado mais de 80.000 toneladas de sardinha e outros pequenos pelágicos. Em 2009 regressou ao nível médio de peso descarregado, a rondar as 65.000 toneladas. O preço médio a que a produção foi paga, teve um significativo acréscimo de 16%.
A sardinha, com 62.000 toneladas, representa cerca de 45% dos desembarques em peso efectuados em lotas nacionais. Os desembarques somados da sardinha, cavala e carapau representam quase 65% da pesca total, descarregada em portos nacionais.
A pesca do cerco prevalece nas Zonas Norte, Centro e Alentejo, sendo a sardinha a espécie preferencial em todas as zonas excepto no Algarve, cedendo o lugar à cavala. A sardinha, em toda a costa atlântica oeste tem um peso relativo na produção do cerco, em torno dos 90%.
Matosinhos reúne cerca de 25% dos desembarques de todas as lotas, atendendo à representatividade que nesse porto tem a pesca de cerco. Sesimbra tem-se mantido desde há dois anos como o segundo porto com maior peso de pescado desembarcado, tendo superado o porto de Peniche.[3]
- Sardinhas
[editar] Ligações externas
Referências
- ↑ Glossário sobre a Sardinha Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ a b CODEX STANDARD FOR CANNED SARDINES AND SARDINE-TYPE PRODUCTS CODEX STAN 94 –1981 REV. 1-1995 (pdf). Codex Alimentarius pp. 1-7. FAO/WHO Codex Alimentarius Commission. Página visitada em 2007-01-18.
- ↑ Datapescas no site do Ministério da Agricultura e Pescas de Portugal Título não preenchido, favor adicionar.