Saros

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As séries Saros surgiram na Babilônia e possuem 70 eclipses cada. Começando num dos pólos da Terra, seguindo até ao outro. Os eclipses começam por ser parciais e, à medida que se aproximam da linha do Equador tornam-se totais. Quando se aproximam do Pólo oposto voltam a tornar-se parciais. No caso dos eclipses solares ainda existem os do tipo anulares. Eclipses da mesma série Saros ocorrem em média a cada 18 anos. Quando um eclipse da série Saros é demasiadamente longo, tem-se a impressão de que a série Inex será desfeita.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O Saros, um período de 6.585,322 dias (16 anos normais + 4 anos bissextos + 11.342 dias, ou 14 anos normais + 5 anos bissextos + 10.323 dias), é útil para prever as épocas nas quais eclipses praticamente idênticos irão ocorrer. Ou seja, se hoje um eclipse é observado, daqui a 6.585,322 dias, praticamente o mesmo eclipse ocorrerá. Dentro desse meio tempo, normalmente 70 diferentes eclipses são observados - na verdade esse valor total de eclipses pode variar, desde 69 até 84 eclipses - sendo geralmente 41 solares e 29 lunares. Assim, pode-se dizer que há sempre em torno de 70 ciclos de Saros “ativos”, já que, com o passar dos milênios, alguns ciclos deixam de existir - ou seja, um mesmo eclipse, que ocorria a cada 6.585,322 dias, deixa de ocorrer -, para dar lugar a novos ciclos.

Tal período deriva de três periodicidades da órbita lunar: o mês sinódico (período médio entre duas ocorrências consecutivas da mesma fase da Lua, vista da Terra), o mês draconiano (período médio entre duas passagens consecutivas da Lua por um mesmo nodo de sua órbita) e o mês anomalístico(período de duas passagens consecutivas da Lua pelo mesmo ponto de sua órbita, em geral o perigeu ou o apogeu, que só não é igual ao mês sideral devido à precessão do seu próprio plano orbital ao redor da Terra).

Para um eclipse ocorrer, ou a Lua deve estar entre a Terra e o Sol, ou a Terra entre o Sol e a Lua. Isso ocorre apenas nas fases de Nova e Cheia, respectivamente, e é o perído sinódico, de 29,53 dias, que dita o tempo para a repetição dessas fases.

Na maioria das vezes em que essas duas fases ocorrem, entretanto, a sombra da Terra ou da Lua ficam ao norte ou ao sul do outro astro. Portanto, paraser ocorrido um eclipse, os três astros precisam também estar razoavelmente alinhados. Esta condição ocorre apenas quando a Lua (Cheia ou Nova) passa próximo ao plano da eclíptica (durante uma estação de eclipse), condição que ocorre nos períodos próximos à passagem da Lua por um dos dois nodos de sua órbita. O mês draconiano, de 27,21 dias, é que dita o tempo para o reinício desse ciclo.

Assim, as condições para ocorrência de um eclipse são encontradas quando uma Lua Nova ou uma Lua Cheia estão próximas a um dos nodos da órbita lunar, fato que ocorre a cada 5 ou 6 meses.

Todavia, para que dois eclipses tenham a mesma aparência e duração, daí então é necessário que a distância entre a Terra e a Lua, bem como a distância entre a Terra e o Sol, deva ser a mesma nos dois eclipses. O tempo que leva para a Lua orbitar a Terra uma vez, e voltar a ficar à mesma distância da Terra, é o chamado mês anomalístico, de 27,55 dias.

A origem do ciclo de Saros vem da percepção de que 223 meses sinódicos são aproximadamente iguais a 242 meses draconianos, que por sua vez são aproximadamente iguais a 239 meses anomalísticos (esta aproximação é boa dentro de um período de duas horas). Tais igualdades estão certamente relacionadas ao período de precessão do plano orbital da Lua em relação ao plano da eclíptica, de 18,61 anos.

Depois de um Saros, a Lua terá completado aproximadamente um número inteiro de meses sinódico, draconiano e anomalístico, e a geometria Terra-Sol-Lua estará praticamente idêntica: a Lua terá a mesma fase, estará no mesmo nodo, e terá a mesma distância à Terra. Além disso, pelo fato de Saros ser próximo de 18 anos de comprimento (cerca de 11 dias mais longo que isso), a Terra estará também praticamente à mesma distância do Sol, inclinada em relação a ele praticamente com a mesma orientação (aproximadamente na mesma estação do ano, portanto).

Se é conhecida a data de um eclipse, então um Saros depois, um eclipse praticamente idêntico deve ocorrer. Note que durante esse ciclo de 18 anos, cerca de 40 outros eclipses solares e 30 outros eclipses lunares também ocorrem, mas com uma geometria diferente em pelo menos algum aspecto. Note também que o Saros (18,03 anos) não é igual a um número inteiro de números de revoluções da Lua com relação às estrelas fixas (mês sideral de 27,32 dias). Com isso, apesar de a geometria relativa entre Terra, Sol e Lua ser praticamente a mesma após um Saros, a Lua estará numa posição diferente em relação às estrelas. Por trás disso está o fenômeno de precessão da órbita lunar.

Uma complicação com respeito a Saros é que esse período não corresponde a um número inteiro de dias: na verdade contém um múltiplo de 1/3 de dia (0,322 dias). Por isso, como resultado da rotação da Terra, para cada Saros sucessivo, o eclipse irá ocorrer cerca de 8 horas mais tarde no dia. No caso de um eclipse solar, isso significa que a região de visibilidade irá mudar de cerca de 120º a oeste, o que implica que os dois eclipses não serão visíveis a partir dos mesmos locais na Terra. Já no caso de um eclipse lunar, o eclipse seguinte pode ainda ser visível do mesmo local na Terra, contanto que a Lua esteja acima do horizonte. Mas, esperando-se a passagem de 3 Saros, o primeiro e o quarto eclipses da série poderão ser visíveis aproximadamente a partir da mesma região da Terra - com uma diferença de cerca de 1.000km -, e aproximadamente na mesma hora do dia. Esse período de três Saros (54 anos e 1 mês, ou quase 19.756 dias inteiros), é conhecido como Triplo Saros ou Exeligmos.

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