Saxicola torquata

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Saxicola torquata2.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Muscicapidae
Género: Saxicola
Espécie: S. torquata
Nome binomial
Saxicola torquata
Linnaeus, 1766
Sinónimos
Saxicola axillaris

O cartaxo-comum (Saxicola torquata[1] ) é um membro da família papa-moscas do Velho Mundo, os Muscicapidae. Estava anteriormente incluído em "cartaxo-comum" (Saxicola torquata sensu lato), mas provou-se recentemente a existência de espécies distintas para o cartaxo europeu (Saxicola rubicola) e o cartaxo siberiano (Saxicola maurus), assim como as espécies Saxicola dacotiae, o cartaxo de Fuerteventura, Canárias, aí chamado de caldereta e Saxicola tectes, o cartaxo de Reunião[2] [3] [4] .

Tem uma distribuição dispersa por toda a África meridional, nomeadamente no norte do Senegal e Etiópia, e populações destacadas nas montanhas do sudoeste da Arábia e em Madagáscar e na ilha Grande Comore. É sedentário, com deslocações muito restritas; consequentemente desenvolveu muitas variações regionais, estando dividido em 17 subespécies.

Os machos têm cabeça preta, um meio colar branco, manto preto, dorso branco, e cauda preta; as asas são pretas com uma grande mancha branca na parte superior do interior da asa. A face anterior do pescoço é quase sempre vermelho-laranja escuro, com uma transição para branco ou laranja pálido no peito e abdómen. As fêmeas têm o manto e a cabeça de cor castanha em vez de preta, com uma linha ao redor dos olhos mais pálida e pouco distinta, a parte inferior de cor mais acastanhada amarelada em vez de laranja, e menos branco nas asas. Ambos os sexos adquirem uma plumagem mais sombria e listrada fora da época de acasalamento.[4]

Subespécies[editar | editar código-fonte]

As subespécies diferem ligeiramente em tamanho, e mais na extensão da mancha laranja-vermelha da face anterior do pescoço dos machos, e se o peito é branco com um limite distinto da face anterior do pescoço ou se é laranja pálido com um limite indistinto. A extensão do laranja-vermelho também varia com a altura do ano, frequentemente estendendo-se para o abdómen fora da época de acasalamento.[4]

  • Saxicola torquata torquata Linnaeus, 1766
  • Saxicola torquata clanceyi Latimer, 1961
  • Saxicola torquata stonei Bowen, 1932
  • Saxicola torquata oreobates Clancey, 1956
  • Saxicola torquata promiscua Hartert, 1922
  • Saxicola torquata altivaga Clancey, 1988
  • Saxicola torquata axillaris (Shelley, 1884)
  • Saxicola torquata salax (J. e E. Verreaux, 1851)
  • Saxicola torquata adamauae Grote, 1922
  • Saxicola torquata pallidigula Reichenow, 1892
  • Saxicola torquata moptana Bates, 1932
  • Saxicola torquata nebularum Bates, 1930
  • Saxicola torquata jebelmarrae Lynes, 1920
  • Saxicola torquata felix Bates, 1936
  • Saxicola torquata sibilla (Linnaeus, 1766)
  • Saxicola torquata voeltzkowi Grote, 1926
  • Saxicola torquata albofasciata (Rüppell, 1845)

Referências

  1. Etimologia: Saxicola, "residente em rochas", do latim saxum, rocha + incola, aquele que reside num local; torquata, latim para "com colar".
  2. Wittmann, U., Heidrich, P., Wink, M., & Gwinner, E. (1995). Speciation in the Stonechat (Saxicola torquata) inferred from nucleotide sequences of the cytochrome b-gene. J. Zoo. Syst. Evol. Res. 33: 116-122.
  3. Wink, M., Sauer-Gürth, H., & Gwinner, E. (2002). Evolutionary relationships of stonechats and related species inferred from mitochondrial-DNA sequences and genomic fingerprinting. British Birds 95: 349-355. PDF fulltext
  4. a b c Urquhart, E. (2002). Stonechats. Helm ISBN 0-7136-6024-4.