Sayf al-Daula
| Sayf al-Daula | |
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| Emir de Alepo | |
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Leão Focas envia o primo de Sayf al-Daula, Aplasaeir, cativo ao imperador Constantino VII. Iluminura no Skylitzes de Madrid. |
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| Governo | |
| Reinado | 945 — 967 |
| Sucessor | Saad al-Daula |
| Dinastia | Hamdanidas |
| Vida | |
| Nome completo | Ali ibn Abi al-Hayja 'Abd Allah ibn Hamdan ibn al-Harith Sayf al-Dawla al-Taghlibi |
| Nascimento | junho de 916 |
| Morte | 25 de janeiro de 967 (50 anos) |
| Alepo | |
| Sepultamento | Alepo |
| Pai | Abd Allah Abu al-Hayja |
Ali ibn Abi al-Hayja 'Abd Allah ibn Hamdan ibn al-Harith Sayf al-Dawla al-Taghlibi (em árabe: سيف الدولة أبو الحسن ابن حمدان), mais conhecido apenas pelos seu laqab (epíteto) de Sayf al-Daula ou Sayf al-Dawla ("Espada do Estado"; junho de 916 — 25 de janeiro de 967) foi um governante semi-independente (emir) do norte da Síria, que governou a partir de Alepo. Era irmão de al-Hasan (Nasir al-Daula, "Defensor do Estado"), considerado, senão o fundador, pelo menos o primeiro membro reinante da Dinastia Hamdanida, com origem na tribo Anizzah de Mossul (outros referem-nos como curdos).[carece de fontes]
Embora formalmente vassalos dos abássidas de Bagdade, na prática os emirados dos dois irmãos eram independentes. Sayf ficou célebre por patrocinar académicos e pelas suas ações militares contras o Império Bizantino, sendo considerado como o expoente máximo do ideal de cavalaria árabe.1
Índice |
Biografia[editar]
Sayf al-Daula era o segundo filho de Abd Allah Abu al-Hayja (m. 929), emir de Mossul, que teve um papel destacado na curta usurpação de al-Qahir contra al-Muqtadir em 929 morreu quando a usurpação foi suprimida.2 Sayf começou a sua carreira como senhor da cidade de Wasit, no que é hoje o Iraque, e envolveu-se em conflitos com o califa abássida, que governava da não muito distante Bagdade. Sayf apercebeu-se que as terras mais a ocidente, na Síria, eram mais prometedoras em termos de ocupação. Essas terras estavam então em poder dos ikhchídidas, que também governavam o Egito. Em 946, com o apoio da tribo local Banu Kilab, Sayf capturou Alepo e nos anos seguintes, após duas tentativas falhadas, tomou também Damasco. Marchou depois com o seu exército para o Egito e capturou Ramla, mas não logrou avançar mais. Após a negociação de um acordo de paz entre ele e os ikhchídidas, a atenção de Sayf voltou-se então para os bizantinos.[carece de fontes]
Todos os anos a partir de 950 até à sua morte, houve pelo menos um conflito amada entre Sayf e os bizantinos, usualmente na forma de um raide na Ásia Menor bizantina comandado pelo próprio Sayf. Em 953 registou uma grande vitória perto de Germanícia (atual Kahramanmaraş). Durante a batalha o patrikios Leão Maleino foi morto, o "Doméstico das Escolas" Bardas Focas, o Velho ficou severamente ferido e o filho deste, Constantino, foi feito prisioneiro.3 Seguiram-se várias vitórias nos três anos seguintes, durante os quais caíram diversos comandantes bizantinos. No entanto, em setembro de 958, quando Sayf regressava de mais um raide bem sucedido, com as suas tropas carregadas com os saques, caiu numa emboscada e sofreu uma pesada derrota perto de Raban, frente às tropas bizantinas comandadas por Leão Focas, o Jovem, irmão de Nicéforo Focas (futuro imperador Nicéforo II), e por Constantino Maleino. Sayf conseguiu escapar, mas a derrota marcou uma inversão do rumo da guerra. Em 962, o exército bizantino comandado por Nicéforo Focas avançou sobre a Cilícia e a Síria. Em meados de dezembro, os bizantinos apareceram repentinamente às portas de Alepo. Sayf al-Daula fugiu do seu palácio, localizado fora da cidade. O magnífico edifício foi saqueado, à semelhança da própria cidade e os seus arredores, mas as tropas bizantinas retiraram-se uma semana depois. Voltariam dois anos depois, mas dessa vez seriam derrotados.[carece de fontes]
Sayf rodeou-se de figuras intelectuais proeminentes, nomeadamente os poetas al-Mutanabbi e Abu Firas al-Hamdani e o filósofo al-Farabi. O próprio Sayf era poeta; alegadamente, um pequeno poema seu sobre o arco-íris revela grande sensibildiade e grande aptidão artística.[carece de fontes]
Notas[editar]
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Sayf al-Dawla», especificamente desta versão.
Referências
- ↑ Bianquis 1997, pp. 103
- ↑ Canard 1987, pp. 126-127
- ↑ Nesbitt 2003
Fontes[editar]
- Bianquis, Th (1997). "Sayf al-Dawla". The Encyclopedia of Islam, New Edition, Volume IX: San–Sze. Leida e Nova Iorque: Brill. 103–110. ISBN 90-04-09419-9
- Canard, M (1986). "Hamdanids". The Encyclopedia of Islam, New Edition, Volume III: H–Iram. Leida e Nova Iorque: Brill. 126–131. ISBN 90-04-09419-9
- McGeer, Eric in Nesbitt, John W; Oikonomides, Nicolas (ed.). Byzantine Authors: Literary Activities and Preoccupations : Texts and Translations Dedicated to the Memory of Nicolas Oikonomides (Medieval Mediterranean) (em inglês). Leida: Brill, 2003. 304 p. ISBN 978-9004129757 Página visitada em 14 de novembro de 2011.
- Treadgold, Warren T (1997), A History of the Byzantine State and Society, Stanford: Stanford University Press, ISBN 978-0804726302, http://books.google.com/books?id=nYbnr5XVbzUC