Scala naturæ

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde março de 2012)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
A Grande Cadeia do Ser

A scala naturae ("escada da natureza") ou cadeia dos seres é uma ideia recorrente na história da biologia segundo a qual, todos os organismos podem ser ordenados de maneira linear, contínua e progressiva, começando pelo mais simples até alcançar o mais complexo, que normalmente se identifica com o ser humano.

Origem da ideia[editar | editar código-fonte]

A ideia da scala naturae remonta até às mais antigas representações da natureza, como a Escada de Jacob, na Bíblia. Em filosofia, o início desta ideia encontra-se no Timeu de Platão, na qual as formas animais aparecem como resultado da degradação progressiva a partir do Homem.

Ideia de scala naturae em filosofia da natureza[editar | editar código-fonte]

A "échelle des êtres" segundo Charles Bonnet

Aristóteles construiu várias séries orgânicas em função de diversos critérios. Não obstante, se trata todavia de uma conceptualização muito vaga da ideia, que não chegará a sistematizar-se até ao Renascimento, quando começa a proliferar o interesse pelas formas intermédias entre animais e plantas. Destaca-se a obra de Edward Tyson.

No século XVIII a ideia da scala naturae conhece o seu maior apogeu, vinculando-se com o tema da unidade anatómica dos animais. A obra de Leibniz e seus trabalhos sobre o Cálculo infinitesimal darão um novo impulso à ideia, que se resume na célebre frase "A natureza não faz saltos". Assim, a crença na scala naturae torna-se comum para a maioria dos naturalistas, como Buffon ou Lineu, se bem que seja Charles Bonnet quem levou mais adiante esta conviccão.

A scala naturae e a teoria da evolução[editar | editar código-fonte]

Lamarck é o primeiro naturalista a oferecer uma interpretação filogenética da cadeia dos seres. Segundo Lamarck, a tendência intrínseca da natureza até ao aumento da complexidade daria conta do tronco ascendente, desde os organismos mais simples até ao mais complexos.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Schmitt, Stéphane. Aux origines de la biologie moderne. L'anatomie comparée d'Aristote à la théorie de l'évolution. 2006. Paris: Éditions Belin

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Lovejoy, O. The great Chain of being. A Study of the History of an idea. 1969. Cambridge: Harvard University Press