Schachnovelle

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Elke Rehder: O Jogo da Realeza (gravura sobre madeira)

Schachnovelle no original em alemão (literalmente, Novela de Xadrez; Xadrez na tradução de Pedro Süssekind) é uma novela do escritor austríaco Stefan Zweig escrita entre 1938 e 1941 em seu exílio brasileiro e publicada pela primeira vez em 1944, após a morte do autor. Esta novela foi o último trabalho de Zweig. Em português foi publicada, em tradução de Pedro Süssekind, junto com dois outros textos do autor, no volume Amok e Xadrez e Fragmentos do Diário, pela Nova Fronteira, em 1993.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Conquanto um homem rude e ignorante, Mirko Czentovic tornou-se campeão mundial de xadrez. Durante uma viagem de navio, alguns aficionados de xadrez o enfrentam em alguns jogos amistosos que​​, é claro, o campeão vence facilmente.

Durante uma das partidas surge o enigmático Dr. B. e, graças aos seus conselhos, os passageiros conseguem um inesperado empate. Depois daquela façanha, eles o persuadem a enfrentar Czentovic sozinho. Embora há décadas não veja um tabuleiro de xadrez pela frente, o Dr. B sensacionalmente derrota o campeão mundial.

Numa espécie de narrativa em abismo em forma de um longo flashback, o Dr. B revela ao narrador (o livro está escrito em primeira pessoa) como logrou enfrentar um campeão de xadrez. Na verdade, o Dr. B., vítima do nazismo, foi torturado com um método especial: por um longo tempo permaneceu em isolamento completo e total. À beira da loucura, a única coisa que lhe deu força para resistir foi um manual de xadrez encontrado por acaso. O "jogo nobre", com suas infinitas possibilidades, manteve viva a sua atenção, o que lhe permitiu jogar centenas de jogos em sua cabeça e preservar sua sanidade mental.

Czentovic exige uma revanche para restaurar sua honra. Mas desta vez, tendo percebido que o Dr. B jogou muito rápido e quase não parou para pensar, procura irritar o adversário, levando muito tempo antes de fazer um lance, exercendo assim pressão psicológica sobre o Dr. B, que fica cada vez mais impaciente à medida que o jogo avança e acaba tendo uma espécie de "surto", culminando em um lance incorreto, depois do qual o Dr. B desperta de seu frenesi e abandona a partida. A novela se encerra com Czentoviz admitindo: "Para um diletante, esse senhor realmente tinha um talento extraordinário."

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