Secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista da URSS

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O secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética era o título que tinha o máximo responsável pelo Secretariado do Comité Central do PCUS. Desde a consolidación de Iosif Stalin como líder da União Soviética o cargo de secretário-geral converteu-se em sinónimo de máximo chefe do Estado.

Denominação do cargo[editar | editar código-fonte]

O cargo de máximo responsável pelo Secretariado do Comité Central do PCUS teve várias denominações ao longo do tempo:

  • Entre 1919 e 1922, a denominação foi de Secretário-responsável (em russo: Ответственный Секретарь).
  • Entre 1922 e 1953, a denominação foi de Secretário-geral (em russo: Генеральный секретарь).
  • Entre 1953 e 1965, a denominação foi de Secretário-primeiro (em russo: Первый секретарь).
  • Entre 1965 e 1991, a denominação foi de Secretário-geral (em russo: Генеральный секретарь).

História do cargo[editar | editar código-fonte]

Durante os primeiros anos da União Soviética, o cargo de secretário-responsável foi exercido pelos membros do Secretariado do Comité Central, Iakov Sverdlov, Nikolai Krestinski, Elena Stasova e Viatcheslav Molotov. Porém, tratava-se apenas de um cargo administrativo e não constituia nenhum rol especialmente importante dentro da estrutura do Partido, cuja direção exercia de facto em Lenin.

Contudo, o cargo foi adquirindo paulatinamente maior poder, que se consolidou com o nomeamento de Iosif Stalin como tal em 1922. Quando Stalin se tornou líder indiscutido do Politburo do Comité Central, o cargo de secretário-geral transformou-se em sinónimo de líder do Partido e, pois, governante de facto da URSS.

O próprio Stalin propus abolir o cargo em dezembro de 1927, depois do XV Congresso do PCUS. A proposta foi, porém, rechaçada. Contudo, após o XVII Congresso, não foi nomeado nenhum secretário-geral e o cargo deixou de facto de existir. No seguintes congressos, em 1934, 1939 e 1952, também não houve qualquer nominação nem confirmação do cargo de Secretário Geral e, por outra parte, desde 1934, Stalin assinava os documentos simplesmente como Secretário do Comité Central, o qual se manteve até a sua morte em 1953. Embora isso, a Grande Enciclopédia Soviética refere Stalin como "secretário-geral desde 1922 até 1953".

Após a morte de Stalin, com a reestruturação do Comité Central e do Politburo, o cargo de secretário-geral manteve-se livre brevemente. Porém, Georgi Malenkov foi incluído no Secretariado ao ser primeiro-ministro da URSS. A queda de Malenkov em março de 1953 pela sua proximidade com Lavrenti Beria, permitiu Nikita Khrushchev assumir o cargo de primeiro-ministro e poder desse modo consolidar a sua posição dentro do Secretariado. Com efeito, em 7 de setembro desse ano, Khrushchev foi designado como primeiro-secretário do Comité Central, atualizando assim a denominação do cargo. No plenário do Comité Central de 8 de abril de 1966, Leonid Brezhnev foi nomeado novamente secretário-geral, seguindo a linha já consolidada de concentração de cargos. Após Brezhnev, o seguinte secretário-geral foi Mikhail Gorbatchev, que renunciou ao seu cargo em agosto de 1991, após o golpe de Estado, sendo substituído por Vladimir Ivashko durante 5 dias, até o fim das atividades do Partido Comunista da URSS em 29 de agosto daquele ano.

Secretários-gerais do Comité Central[editar | editar código-fonte]