Sefarad

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Sefarad (no alfabeto hebraico ספרד ) é o nome hebraico medieval dado à Península Ibérica, incluindo Espanha e Portugal.

Originalmente a localização da Serafad bíblica e mishnaica se perdeu. No hebraico medieval Sefarad passou inicialmente a referir-se a região de Al-Andalu, ou seja, aos estados Taifas do Califado de Córdoba. A região foi um baluarte de resistência aos ensinamentos místicos, trazidos pelos judeus franco-alemães, conhecido como Cabala. Estes ensinamentos eram já difundidos entre outros judeus franco-provençais. Sefarad compreendia a maior parte da atual Espanha e Portugal. Os sábios desta região, assim como seus habitantes, ao assinar, colocavam, «sefardi» depois de seus respectivos nomes. O mesmo não se dava com as pessoas de outras regiões como Catalunha, Aragão, Galiza. Após a Reconquista, unificação espanhola e a expulsão dos judeus Ibéricos, o termo Sefarad passou a ser usado para todas as regiões da península.

Conforme fontes judaicas, a chegada dos judeus à Ibéria está vinculada à obra de Heráclio, Pirro e Hispano. Eles reconheceram a antiguidade do judaísmo em solo peninsular e fizeram um convite à população hebréia para que contribuíssem intensamente à sociedade hispânica. Os sábios Isaac Abravanel e Salomão Ibn Verga não deixam dúvidas acerca da antiguidade dos judeus em Sefarad. Os comentários de Abravanel ao Livro dos Reis (Obadias versículo 20 e Zacarias 12:7) contêm importantes contribuições para entender a chegada dos judeus à Península Ibérica. Em 1493, no comentário ao Livro dos Reis, Abravanel assinala que “foi o rei Pirro quem trouxe habitantes de Jerusalém pertencentes às tribos de Judá, Benjamin, Simão, Levitas e Sacerdotes, e muitos outros homens, por própria vontade...”. No mesmo texto, ele ainda faz referência a duas cidades situadas em Castela: Lucena e Toledo. As afirmações de Isaac Abravanel merecem um estudo detalhado, pois, o fato de ele ter dado maior destaque às localidades que têm relação com lugares bíblicos, sem dúvida é um contundente recurso para demonstrar a antiga presença dos judeus na Ibéria. Afinal, não se pode duvidar de uma afirmação sustentada pela Bíblia. Para os judeus da Espanha, a tradição relacionada com suas origens era de extrema importância. Salomon Ibn Verga, na sua obra Vara de Iehudá, nos faz entender a força dessa tradição. No diálogo entre dois personagens da história, o rei Alfonso e o sábio Tomás, o imperador diz: “não há nenhum povo que possa testemunhar os inícios de Espanha como o povo judeu...”. O rei continua, afirmando que os godos seriam os descendentes de Gad, filho de Jacó. Já o sábio Tomás relembra “o papel que tiveram Pirro e Hispano na conquista de Jerusalém em tempos de Nabucodonosor, e o destino dos exilados trazidos à antiga Espanha, ou seja, Andaluzia e Toledo”. Segundo Ibn Daud, a colonização judaica começou em Mérida, onde morava “um bordador de tapetes e especialista em trabalhos de seda chamado Baruch; estabelecido com toda sua descendência”. Lá havia também uma congregação judia muito antiga. A respeito de Granada, escreveu que “seus habitantes eram descendentes de Judá e Benjamin, todos vindos de Jerusalém, a Cidade Santa, e não de aldeias rurais”. O estabelecimento de centros urbanos como Lucena, Sevilha e Granada foi efetuado por famílias judias da alta sociedade. Na obra poética Darchei Noam (Caminhos agradáveis), Moisés ben Rabi Semtov Ibn Habib escreveu: “Doy fé, por los cielos y la tierra, que al encontrarme en el reino de Valencia, en la comunidad de Murviedo, me dijeron todos los que estaban congregados a la entrada de la ciudad, que alli se encontraba el sepulcro del jefe del ejército de Amasías, rey de Judá.”(Fonte: Extracto em PDF da introdução do "Dicionário Sefaradi de sobrenomes" -Judeus na espanha, Mitos e Lendas, por Rewven Faingold)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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