Segunda Coligação

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Segunda Coalizão
Guerras Revolucionárias Francesas
Lejeune - Bataille de Marengo.jpg
Batalha de Marengo, óleo sobre tela de Louis-François Lejeune, 1802, no Palácio de Versalhes.
Data 1798 a 1802
Local Europa Central e Itália
Resultado Vitória Francesa, Tratado de Lunéville, Paz de Amiens
Combatentes
Banner of the Holy Roman Emperor with haloes (1400-1806).svg Sacro Império Romano-Germânico[a]
Union flag 1606 (Kings Colors).svg Grã-Bretanha[b]
Flag of Russia.svg Rússia[c]
Royal Standard of the Kingdom of France.svg Exército de Condé
Flag Portugal (1707).svg Reino de Portugal
Flag of the Kingdom of the Two Sicilies 1816.gifDuas Sicílias
Ottoman flag.svgImpério Otomano
Flag of the United States.svgEstados Unidos[d]

[a] Engloba os Países Baixos Austríacos e o Ducado de Milão (ambos sob domínio austríaco direto), além de muitos outros estados Habsburgo, como o Grão-ducado da Toscana.
[b] Tornou-se Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda em 1 de janeiro de 1801.
[c] Deixou a Coalizão em 1799.
[d] Considerado co-beligerante. Situação de "Quase-guerra" entre 7 de julho de 1798 e 30 de setembro de 1800.
Flag of France.svgRepública Francesa
Flag of Spain.svg Espanha
Banner of 1st Polish Legion in Italy.jpgLegiões Polonesas
Flag of Denmark.svgDinamarca-Noruega[e]
République sœur:
* Flag of the Batavian Republic.gifRepública Batava
* Flag of the Helvetic Republic (French).svgRepública Helvética
* Flag of the Repubblica Cisalpina.svgRepública Cisalpina
* Flag of the Repubblica Romana 1798.svgRepública Romana[f]
* Flag of the Parthenopaean Republic.svgRepública Napolitana[g]

[e] Oficialmente neutros, mas a frota dinamarquesa foi atacada pela Grã-Bretanha na Batalha de Copenhague.
[f] Abolida após a restauração dos neutros Estados Pontifícios, em 1800.
[g] Estado efêmero que substituiu o Reino de Nápoles em 1799.

A Segunda Coligação ou Segunda Coalizão, foi a aliança formada por Reino da Grã-Bretanha, Império Russo, Império Austríaco, Reino de Nápoles, Reino de Portugal e Império Otomano - nações absolutistas -, contra a França revolucionária, em 24 de dezembro de 1798.

Nesse ano havia sido confiado a Napoleão Bonaparte o comando de uma expedição militar francesa ao Egipto, que se encontrava sob o domínio do Império Otomano, para ali interromper a rota britânica até a Índia. As tropas francesas desembarcaram em Alexandria, iniciando a invasão do país, que conquistaram, mas a frota francesa foi derrotadas pelo almirante Nelson, na batalha do Nilo. As tropas francesas não tiveram sucesso, entretanto, na conquista da Síria (1799), embora tenham vencido os turcos na batalha de Abukir.

Napoleão regressou apressadamente à França para tentar salvar o país face à crise do Diretório, vindo a liderar o golpe de Estado de 18 de Brumário (1799),quando instalou um novo regime, o Consulado.

As principais batalhas tiveram lugar no norte da península Itálica e na Suíça, tendo como consequência a criação da República Cisalpina. Após a derrota do exército francês em Zurique (7 de junho de 1799), por Carlos de Habsburgo, as tropas francesas sob o comando do general André Massena venceram as russas, chefiadas pelo general Alexandre Korsakov, em 26 de Setembro.

Napoleão venceu os austríacos na batalha de Marengo (14 de junho de 1800, obrigando a Áustria a assinar o Tratado de Lunéville (9 de fevereiro de 1801). Por este diploma, a Áustria cedeu à França a margem esquerda do rio Reno e reconheceu as repúblicas Batava, Helvética, Cisalpina e Ligúria. O tratado marcou ainda a dissolução da Segunda Coalizão e, a 27 de março de 1802, a Grã-Bretanha celebrou, com a França, a Paz de Amiens.

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