Segunda Epístola aos Tessalonicenses

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A Segunda Epístola aos Tessalonicenses - é como é conhecida a segunda carta que o apóstolo S. Paulo redigiu aos habitantes de Tessalônica.

Entre os acadêmicos e estudiosos, há controvérsia a respeito de se atribuir a autoria desta epístola ao Apóstolo Paulo. Muitos[quem?] argumentam que seu estilo literário e vocabulário são muito similares ao da primeira epístola aos tessalonicenses. Outros não negam esta semelhança, porém chamam a atenção para o conteúdo desta epístola em relação à primeira. Como salienta o doutor Bart Ehrman:[quem?]

"A chave para considerar que II Tessalonicenses foi escrita por ele é que sua tese principal parece contradizer o que o próprio Paulo disse em I Tessalonicenses."[1] .

Segundo a primeira epístola, o retorno de Cristo seria inesperado, repentino. Já na segunda, o fim não seria imediato, repentino, inesperado, mas precedido de vários sinais que o indicariam.

Referências

  1. (Erthman, Bart; Jesus interrupted, pg 141)
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2ª Tessalonicenses (2Ts) Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC

Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem, sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus. Em 2Ts, surge um problema diferente, relacionado à volta do Senhor. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1.4-7), está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar, escrevendo a primeira carta, uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2.17-3.10). A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades, atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1.3; 2Ts 1.4). Ainda assim, havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor. “Ouvimos”, diz Paulo (2.11), “que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando...” Pelo visto, parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém, desarmado, tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2.2). Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2.2). Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea, Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. Esse dia, esclarece ele, não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. Em primeiro lugar, haverá uma apostasia e, mais importante, o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.3). Essa figura, chamada de “anticristo” nas cartas de João, se autodenominará Deus(2.4). Ele enganará muitos, pois terá grandes poderes, incluindo a capacidade de realizar prodígios (2.9). O espírito de tal figura, “o ministério da injustiça” (2.7) já operava nos dias de Paulo. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda. Duas vezes em 2Ts (2.15; 3.16). O apóstolo apela para a “tradição” - crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses, ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2.11-12; 3.4; 2Ts 2.5,15; 3.4,6,10,14). Já nessas cartas, provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos, está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas. 2Ts, se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts, também teria sido escrita por volta de 50 dC.

Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT, Deus é visto como Pai (1.1; 2.16) a fonte de graça (1.12) e amor (3.5) e objeto de agradecimento (1.3; 2.13). Ele escolheu (2.13) aqueles em seu Reino (1.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.11), mas também restituiu os malfeitores (1.6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2.11) e que não conhecem (1.8). As igrejas são dele (1.4) elas descansam nele (1.1).

Cristo Revelado A co-igualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.2,12; 3.16,18), consolo e estabilidade (2.16,17), amor e paciência (3.5). Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica, sua posição espiritual encontra-se em “Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus” (1.1; 3.12). Como em 1Ts, o Senhor Jesus virá de novo (1.7,10; 2.1); e ele, com “o assopro de sua boca” (2.8), derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.8).

O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES, em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses, cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2.13). A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo. A declaração profética do Espírito, ou assim afirmada (2.2), sempre deve ser testada (1 Ts 5.20,21; 1Co 14.29)

Esboço de 2º Tessalonicenses

I. Começo típico da carta 1.1-4

autores 1.1 Endereços 1.1 Saudações 1.2 Ação da Igreja 1.3-4

II. Doutrina 1.5– 2.12

Conseqüência da vinda 1.5-12 Indicações da vinda 2.1-12

III. Exortação 2.13-3.16

À estabilidade 2.13-17 À oração 3.1-5 Contra ociosidade 3.6-13 À disciplina 3.14-15 À paz 3.16

IV. Comentários finais 3.17-18

Uma assinatura de crédito 3.17 Um desejo de graça 3.18

Fonte: Bíblia Plenitude