Segunda Guerra do Congo

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Segunda Guerra do Congo
DRC Rwanda line.jpg
Civis esperando para atravessar a fronteira entre a RD Congo e o Ruanda (2001)
Data 2 de Agosto, 1998–Julho, 2003
Local República Democrática do Congo
Desfecho Retirada do Uganda e Ruanda; acordo de paz com combatentes internos
Combatentes
Flag of the Democratic Republic of the Congo (1997-2003).svg República Democrática do Congo,
Flag of Namibia.svg Namíbia,
Flag of Zimbabwe.svg Zimbabwe,
Flag of Angola.svg Angola,
Flag of Chad.svg Chade,
Mai-Mai,
Forças alinhadas com os Hútus
Flag of Uganda.svg Uganda,
Flag of Rwanda.svg Ruanda,
Flag of Burundi.svg Burundi,
Movement for the Liberation of Congo
Congolese Rally for Democracy
Forças alinhadas com os Tútsis
Principais líderes
Flag of the Democratic Republic of the Congo (1997-2003).svg Laurent-Désiré Kabila (Congo),
Flag of the Democratic Republic of the Congo (1997-2003).svg Joseph Kabila (Congo),
Namíbia Sam Nujoma
Flag of Zimbabwe.svg Robert Mugabe
Angola José Eduardo dos Santos
Chade Idriss Déby
Padiri (Mai-Mai),
Dunia (Mai-Mai)
Ruanda Paul Kagame (Rwanda),
Uganda Yoweri Museveni (Uganda),
Ernest Wamba dia Wamba (RCD)
Jean-Pierre Bemba (MLC)
Forças
Mai-Mai: 20-30,000 milícias,
Interahamwe: 20,000+
RCD: Desconhecido,
Rwanda: 8,000+[1]
Vítimas

A Segunda Guerra do Congo, também conhecida como a Guerra Mundial Africana[1] ou a Grande Guerra de África, foi um conflito armado que se iniciou em 1998 e terminou oficialmente em 2003 quando o governo de transição da República Democrática do Congo tomou o poder. A maior guerra na história moderna de África, um dos conflitos mais mortíferos desde a Segunda Guerra Mundial, envolveu directamente oito países africanos, bem como cerca de 25 grupos armados. 3,8 milhões de pessoas morreram, a maioria de inanição e doenças. Vários outros milhões foram deslocados das suas casas ou procuraram asilo em países vizinhos.[2]

Apesar do fim oficial da guerra em Julho de 2003 e de um acordo entre as partes beligerantes para criar um governo de unidade nacional, 1000 pessoas morreram diariamente em 2004 de casos de subnutrição e doenças facilmente evitáveis.[3] Um perito em direitos humanos da ONU relatou em Julho de 2007 que atrocidades sexuais contra mulheres congolesas vão "muito para além de violação" e incluem escravatura sexual, incesto forçado, e canibalismo.[4] Uma nova pesquisa, em 2008, apontou que o conflito mata 45 mil pessoas por mês.[5]

Mapas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Government Accounting Office (GAO). U.N. peacekeeping executive branch consultations with Congress did not fully meet expectations in 1999-2000, 2000. Page 52.
  2. Congo Civil War Global Security
  3. 1,000 a day dying in Congo, agency says, December 10, 2004. CBC
  4. Congo's Sexual Violence Goes 'Far Beyond Rape', July 31, 2007. The Washington Post.
  5. War in Congo kills 45,000 people each month - 23 de janeiro de 2008