Segunda língua

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Uma segunda língua (L2) é qualquer língua aprendida após a primeira língua ou língua-mãe (L1). Algumas línguas, frequentemente chamadas línguas auxiliares, são usadas principalmente como segundas línguas ou línguas francas.

É bem possível que o primeiro idioma que a pessoa aprenda possa não ser mais sua língua dominante, isto é, a língua mais usada ou mais confortável de se usar. Por exemplo, o censo do Canadá define primeira língua propondo como "a primeira língua aprendida na infância e que continua a ser utilizada", reconhecendo que para alguns a língua mais antiga pode ser perdida num processo conhecido como atrito linguístico. Isso pode acontecer quando a criança pequena vai, com ou sem sua família (devido a imigração ou a adoção internacional), para um novo ambiente linguístico.

Idade[editar | editar código-fonte]

De acordo com algumas pesquisas, a diferença distintiva entre uma primeira língua (L1) e uma segunda língua (L2) é a idade na qual a língua é aprendida. Por exemplo, o linguista Eric Lenneberg definiu segunda língua como uma língua adquirida conscientemente ou usada por seu falante depois da puberdade. Na maioria dos casos, as pessoas nunca alcançam o mesmo nível ou fluência e compreensão em suas segundas línguas como ocorre com a primeira língua. Esses fatos costumam ser associados com a Hipótese do Período Crítico.

Na aquisição de L2, Hyltenstam (1992) achou que algo em torno de 6 a 7 anos parecia ser um prazo final para bilíngues alcançarem o grau de proficiência “como de um nativo”. Depois dessa idade, os estudantes poderiam conseguir um grau “próximo como de um nativo”, mas essa língua iria ter bastantes erros que fariam com que se a fixasse separadamente do grupo L1. A incapacidade de alguns dos assuntos para alcançar a proficiência como de um nativo precisa ser vista em relação à idade inicial. "A idade de 6 a 8 faz parecer ser um período importante na distinção entre “próximo como de um nativo” e “como de um nativo” em último entendimento... Mais especificamente, pode-se sugerir que a idade inicial interage com a frequência e a intensidade do uso da língua" (Hyltenstam, 1992, p. 364).

Depois, Hyltenstam e Abrahamsson (2003) modificaram a ideia do prazo etário, discutindo que depois da infância, em geral, torna-se mais e mais difícil adquirir a “como de um nativo”, porém nõa havendo um prazo final particularmente. Além disso, eles discutiram diversos casos em que uma L2 como nativa era adquirida mesmo durante a fase adulta.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Referências

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  • Hyltenstam, K & Abrahamsson, N (2003). Maturational Constraints in SLA. In Doughty & Long (Eds.), The Handbook of Second Language Acquisition. Rowley, MA: Blackwell.
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  • Spada, N. and Lightbown, P.M. (2002). Second Language Acquisition. In Schmitt, N. An Introduction to Applied Linguistics. London: Arnold.
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  • Ekstrand, L. H. (1980). English without a book revisited: Towards an integration of the optimum age and the developmental hypotheses in foreign language learning. Rassegna Italiana di Linguistica Applicata, 12 (2), 113-142. (1982) Reprinted in: Krashen, S., Scarcella, R. & Long, M. Eds.). Child/adult differences in second language acquisition. Rowley, Mass.: Newbury House, 136-158.