Segunda Revolução Industrial

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A Segunda Revolução Industrial, tipicamente datada entre 1870 e 1914, foi uma segunda fase da Revolução Industrial, envolvendo uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço. Outros progressos essenciais nesse período incluem a introdução de navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento do avião, a produção em massa de bens de consumo, o enlatamento de comidas, refrigeração mecânica, outras técnicas de preservação da comida e a invenção do telefone eletromagnético.

Já que esse período inclui o crescimento de potências industriais além da França e do Reino Unido (como a Alemanha e os Estados Unidos), ele pode ser usado por autores que queiram enfatizar a contribuição desses países ou relativizar a posição do Reino Unido.

[editar] Datando

A Segunda Revolução Industrial é vista como apenas uma fase da Revolução Industrial já que, de um ponto de vista sócio-tecnológico, não houve uma clara ruptura entre as duas. Ainda, é argumentável que ela se divide no meio no século XIX, com o crescimento de estradas de ferro e navios a vapor e invenções cruciais como Bessemer e o processo de produção de aço de Siemens, produzindo aço mais barato que permitiu transporte rápido e com menos custos.

Edison em 1878

Nos Estados Unidos a Segunda Revolução Industrial é comumente associada com a eletrificação de Nikola Tesla, Thomas Alva Edison e George Westinghouse e com o gerenciamento científico aplicado por Frederick Winslow Taylor.

George Westinghouse

No passado, o termo "Segunda Revolução Industrial" também era usado na imprensa e pelos industrialistas para se referir às mudanças consequentes da dispersão da nova tecnologia após a Segunda Guerra Mundial. O entusiasmo e os debates sobre os perigos e os benefícios da Era Atômica foram mais intensos e duradouros que os sobre a Era Espacial, mas ambos eram compreendidos como (juntos ou separadamente) propulsores de uma nova Revolução Industrial.

No início do século XXI, o termo "Segunda Revolução Industrial" também tem sido usado para se referir aos efeitos antecipados de um hipotético sistema de nanotecnologia molecular sobre a sociedade. Nesse cenário mais recente, a nanofatura deixaria a maioria dos processos manufatureiros de hoje obsoletos, impactando todas as facetas da economia moderna. Esse artigo se refere exclusivamente a primeira definição.

Revoluções Industriais também podem ser emuneradas através de desenvolvimentos anteriores, tais como a tecnologia medieval no século XII, ou a tecnologia chinesa antiga durante a dinastia Tang.

[editar] Invenções

Uma das invenções mais cruciais para a comunicação de ideias técnicas foi a prensa móvel movida a vapor inventada nas décadas anteriores à Revolução. Isso permitiu a invenção da máquina de fazer papel no começo do século XIX. A segunda revolução industrial também viu a introdução da composição tipográfica com a Linotype e a Monotype e o processo de produção através da madeira que enfim libertava as corporações dos limitados suportes de algodão e linho. Essa difusão de conhecimento na Grã-Bretanha, foi o resultado da revogação em meados de 1870 dos impostos sobre o papel, o que encorajou o crescimento do jornalismo técnico e dos periódicos através do barateamento da produção.

Invenções e suas aplicações foram bem mais difundidas nessa Revolução (ou fase da revolução) que antes. Esse período viu o crescimento das máquina operatrizes nos Estados Unidos capazes de fazer partes necessárias para o uso em outras máquinas. Também surgiu a linha de produção para a fabricação de produtos de consumo.

Ciclo de Otto
1. Admissão
2. Compressão
3. Combustão & Expansão
4. Expulsão (ou Exaustão)

O motor a vapor foi desenvolvido e aplicado na Grã-Bretanha durante o século XVIII e somente exportado com lentidão à Europa e ao resto do mundo no século XIX, ao longo da Revolução Industrial. Em contraste, na Segunda Revolução Industrial, desenvolvimentos práticos do motor de combustão interna apareceram em muitos países industrializados e o intercâmbio de ideias aconteceu de forma bastante rápida.

O desenvolvimento do motor de combustão interna foi um motivador dos automóveis primitivos na França em 1870, mas esses nunca foram produzidos em quantidade. Foi Gottlieb Daimler que realmente fez a façanha de usar petróleo ao invés de gás de carvão (coal gas) como combustível para o automóvel alguns anos depois. E então Henry Ford dos Estados Unidos fez do motor de combustão interna um fenômeno do mercado em massa.

Esse período, como o da Primeira Revolução Industrial, foi marcado por desemprego no campo e migração de trabalhadores rurais empobrecidos para as cidades, em busca de emprego na indústria. A abundância da oferta de mão-de-obra, que incluiam crianças e mulheres, está intimamente ligada ao rebaixamento dos salários e à degradação das condições de trabalho, mulheres e crianças, com um ao desemprego urbano, bem como aos impactos sociais decorrentes. Também foi notável a expansão do número de trabalhadores de colarinho branco e o crescente envolvimento em sindicatos.

[editar] Fontes

  1. Beaudreau, Bernard C. The Economic Consequences of Mr. Keynes: How the Second Industrial Revolution Passed Great Britain By, (New York, NY:iUniverse, 2006)
  2. Bernal, J. D. [1953] (1970). Science and Industry in the Nineteenth Century. Bloomington: Indiana University Press. ISBN 0-253-20128-4.
  3. Hobsbawm, E. J. (1999). Industry and Empire: From 1750 to the Present Day, rev. and updated with Chris Wrigley, 2nd ed., New York: New Press. ISBN 1-56584-561-7.
  4. Kranzberg, Melvin; and Carroll W. Pursell, Jr. (eds.) (1967). Technology in Western Civilization, 2 vols., New York: Oxford University Press.
  5. Landes, David (2003). The Unbound Prometheus: Technical Change and Industrial Development in Western Europe from 1750 to the Present, 2nd ed., New York: Cambridge University Press. ISBN 0-521-53402-X.

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