Segundo Concílio de Braga

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O Segundo Concílio de Braga foi um concílio realizado em Braga no ano de 572 e presidido por São Martinho de Dume, com o intuito de aumentar o número de bispos na região da Galécia.

O concílio foi assistido por doze bispos e foram promulgados dez decretos:

  • (1) Durante as visitações os bispos deveriam verificar que de que forma os párocos celebravam a missa, realizavam o baptimo e os sacramentos, agradecendo a Deus se o fizessem de forma correta e instruindo-os se encontrassem irregularidades, obrigando também todos os catecúmenos a seguir os ensinamentos durante vinte dias antes do baptismo;
  • (2) O bispo não deveria ser um tirano para os seus párocos;
  • (3-4) Não não deva ser exigida qualquer taxa pelos ensinamentos cristãos;
  • (5-6) O bispo não deve pedir uma taxa por consagrar uma igreja, que nenhuma igreja seja consagrada sem estar dotada de pároco e que não seja consagrada nenhuma igreja privada apenas com o intuito de dela tirar rendimento;
  • (8) Qualquer clérigo que acusar alguém de ausência de castidade sem provas de duas ou três testemunhas deva ser excomungado;
  • (9) O poder central deva anunciar a data da Páscoa, e tal deve ser anunciado ao povo depois do Natal;
  • (10) Qualquer um que realizasse a missa sem jejum (como muitos faziam em função de tendências priscialianitas), deve ser removido do cargo.

No concílio participaram os bispos da Sé de Braga e da Diocese de Lugo. O concílio foi confirmado pelo papa Inocêncio III.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]