Seleção Italiana de Voleibol Masculino
| Itália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Informações gerais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Federação | Federação Italiana de Voleibol | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Sigla FIVB | ITA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Confederação | CEV | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Ranking FIVB | 3º (em 4 de janeiro de 2012) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Diretor | Stefano Sciascia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Técnico | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Capitão | Cristian Savani | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estreia internacional | França Paris, 19 de abril de 1947 |
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| Jogos Olímpicos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Participações | 9 (Primeira em 1976) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Melhor | 2º (1996 e 2004) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Última | 4º (2008) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Campeonato Mundial | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Participações | 14 (Primeira em 1949) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Melhor | 1º (1990, 1994 e 1998) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Última | 4º (2010) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Campeonato Europeu | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Participações | 25 (Primeira em 1948) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Melhor | 1º (1989, 1993, 1995, 1999, 2003 e 2005) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Última | 2º (2011) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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A seleção italiana de voleibol masculino é uma equipe europeia composta pelos melhores jogadores de voleibol da Itália. A equipe é mantida pela Federação Italiana de Voleibol (em italiano, Federazione Italiana Pallavolo). Encontra-se na 3ª posição do ranking mundial da FIVB segundo dados de 2 de janeiro de 2012.1 É uma das equipes mais vitoriosas da história deste desporto, tendo já conquistado vários títulos em níveis continental e interncaional, especialmente na década de 1990.
Índice |
Histórico [editar]
Primeiros anos [editar]
A seleção italiana conquistou sua primeira medalha internacional (um bronze) em 1948 no campeonato europeu. Todavia, a Itália era claramente inferior às fortes seleções do leste europeu. Por esta razão, no decorrer dos trinta anos seguintes a equipe somente conseguiu êxito na competições nas quais as grandes potências não participavam, como no caso dos Jogos do Mediterrâneo de 1959 (ouro) e de 1963. Em 1970 a Itália venceu a Universíada e cinco anos depois conseguiu o bicampeonato nos Jogos do Mediterrâneo.
A revelação em 1978 [editar]
Durante o Mundial de 1978 a Itália se apaixonou pelo voleibol: a equipe comandada pelo técnico Carmelo Pittera jogou em casa e surpreendeu todo o mundo do vôlei com três vitórias em três jogos na primeira fase; as duas primeiras com o placar de 3-0 contra a Bélgica e Egito depois uma surpresa com a vitória de 3-1 contra a China. Na segunda fase a Itália realiza um grande milagre ao vencer um forte Brasil por 3-2. Mantendo a sequência de bons resultados, outra vitória inesperada contra a Alemanha Oriental (3-1) e contra a Bulgária (3-0). No último jogo desta fase a azzurra é atropelada pela favorita seleção soviética por três a zero; apesar da derrota, os italianos conseguem a vaga para as semifinais contra a forte Cuba. Contrariando mais uma vez todas as expectativas, a equipe italiana vence por 3 sets a 1 e se classifica para a final do torneio, na qual novamente foi derrotada por 3-0 pela União Soviética. Apesar da derrota, a Itália passou a valorizar mais a modalidade devido ao ótimo trabalho em equipe realizado por sua seleção.
Nos cinco anos seguintes a seleção italiana se torna uma equipe de segundo escalão, vencendo mais uma vez os Jogos do Mediterrâneo em 1983, mas sem nenhum grande desempenho em outras competições. Entretanto o respeito pela azurra aumentou consideravelmente por parte de outras equipes, que antes consideravam fácil batê-la e que neste momento passaram a ter dificuldades de superá-la, ainda que continuassem vencendo.
Em 1984, mais um capítulo da história da azzurra: no torneio olímpico de 1984, disputado em Los Angeles (EUA), sem contar com seus principais rivais do leste europeu (que boicotaram como represália ao boicote da delegação dos Estados Unidos nos jogos de Moscou 1980) a equipe conquistou sua primeira medalha olímpica, um bronze que levou os italianos a continuarem a buscar posições de honra.
A geração dos fenômenos [editar]
A chegada de Velasco e o domínio absoluto [editar]
Em 1989 chega ao banco de reservas azzurro um técnico destinado a um futuro brilhante: Julio Velasco. O treinador e seus jogadores lendários (Andrea Zorzi, Lucas Cantagalli, Andrea Lucchetta, Paolo Tofoli, Pasquale Gravina, Andrea Giani, Samuele Papi etc.) iniciavam ali um ciclo excepcional de sucesso. Naquele ano a Itália conquistou surpreendentemente o Campeonato Europeu e, confirmando sua boa fase, alcançou o vice-campeonato na Copa do Mundo (Cuba foi a campeã).
O ano de 1990 foi o primeiro de uma série de anos dourados para a Itália. A FIVB cria a Liga Mundial e, na primeira edição, a equipe vence a etapa qualificatória, bate a forte União Soviética por 3-2 na semifinal e conquista o título com uma convincente vitória por 3-0 contra os Países Baixos. No Mundial de 1990, realizado no Brasil, os comandados de Velasco terminaram em segundo lugar em seu grupo da fase qualificatória após duas vitórias (Bulgária e Camarões) e uma derrota para Cuba. Nas oitavas-de-final eliminou a seleção checoslovaca por 3-0, a Argentina nas quartas-de-final pelo mesmo placar e o Brasil no quinto set. Depois de nove match-points a Itália conquistou seu primeiro título mundial contra a seleção cubana com um ponto de Lorenzo Bernardi que definiu o placar da decisão por 3-1. Após vencer o Mundial a equipe foi convidada a participar do Top Four, no qual terminou com o vice-campeonato após perder para a União Soviética no tie-break. No mesmo ano também venceu os Jogos da Boa Vontade.
O ciclo vitorioso italiano continuou em 1991: bicampeonato na Liga Mundial e mais um título dos Jogos do Mediterrâneo. Na final do Europeu a seleção italiana perdeu a final para a União Soviética e, por isso, não participou da Copa do Mundo.
O tricampeonato da Liga Mundial veio em 1992 com uma vitória contra Cuba por 3-1. Porém, nos Jogos Olímpicos a azzurra sofre uma derrota dolorida para os Países Baixos nas quartas-de-final, o que a eliminou da disputa por medalhas, causando grande desilusão aos que tanto esperavam por uma medalha.
A conquista do bicampeonato europeu veio em 1993 com uma vitória contra os Países Baixos, sendo esta considerada uma revanche pela derrota na Olímpiada do ano anterior e estabelecendo uma grande rivalidade entre as duas seleções que se estendeu pelos anos seguintes. Na primeira edição da Copa dos Campeões, mais um título para a seleção italiana. Porém, a seleção brasileira, campeã olímpica, foi a responsável pela eliminação da azzurra na semifinal da Liga Mundial daquele ano e pela quebra da hegemonia italiana na competição; os brasileiros conquistaram o título naquele ano em casa e a Itália teve de se contentar com o bronze.
Recuperando-se da derrota no ano anterior a equipe italiana sediou a fase final da Liga Mundial 1994 em Milão e conquistou o tetracampeonato ao vencer Cuba na final por 3-0. Em outubro ocorreu a disputa do Mundial; na primeira fase os italianos tiveram apenas uma derrota para o Japão no quinto set. Nas fases seguintes enfrentou a Grécia (vitória por 3-0), Rússia (3-1) nas quartas-de-final e Cuba (3-1) na semifinal. Na grande final, um duelo contra os grandes rivais dos Países Baixos; com um placar de 3-1 com direito a 15-1 no último set a Itália consegue defender seu título mundial. O último ponto da decisão foi um ace de Luca Cantagalli. Mais uma vez a equipe foi convidada a participar do Top Four; desta vez, na última edição do torneio, conquistou o título com uma campanha invicta: 3-0 sobre os Estados Unidos, 3-1 contra os Países Baixos e 3-1 sobre o Japão na primeira fase, 3-1 contra os norte-americanos na semifinal e 3-1 contra os neerlandeses na final.
O ano de 1995 repete o pleno sucesso dos anos anteriores: títulos europeu contra os Países Baixos, da Liga Mundial contra o Brasil, e da Copa do Mundo.
Faltava apenas o título olímpico para que a seleção italiana de voleibol conquistasse todos os principais torneios e para os Jogos Olímpicos de 1996 a equipe era franca favorita para a conquista do ouro. Mas 1996 foi o ano da maior desilusão da história do voleibol italiano: após uma campanha impecável na primeira fase, vencendo todos os adversários por 3 sets a zero, eliminar a Argentina por 3-1 nas quartas-de-final e vencer a forte seleção da Iugoslávia por 3-1 na semifinal, uma dolorida derrota por 3-2 na final diante do maior rival (os Países Baixos, que haviam sido derrotados na primeira fase por 3-0) acabou com o sonho italiano de conquistar o ouro olímpico. A equipe neerlandesa conseguiu se vingar de uma única vez de todas as derrotas sofridas nos últimos seis anos e, junto com o título da Liga Mundial contra a mesma Itália, conseguiram dominar aquele ano, que marcou o fim da "era Velasco".
A era Bebeto [editar]
Em 1997, após a saída de Julio Velasco, muito arrasado com as derrotas do ano anterior, o brasileiro Paulo Roberto de Freitas (chamado por todos como Bebeto de Freitas ou simplesmente, Bebeto) assume a seleção italiana. Na Liga Mundial 1997 a Itália bateu Cuba na final, conquistando o hexacampeonato em oito edições do torneio. No Europeu, após uma ótima fase qualificatória a equipe foi eliminada nas semifinais pelos neerlandeses por 3-1 e a azzurra teve de se contentar com o bronze após vencer a França na disputa pelo terceiro lugar. Ainda assim, a Itália conseguiu se manter no pódio do torneio desde 1989.
A primeira vez em que a equipe italiana não iniciou uma Liga Mundial como favorita foi em 1998, uma vez que nos anos anteriores havia sido derrotada no Campeonato Europeu e na Olimpíada pelos neerlandeses. Este prognóstico se confirmou com o quarto lugar da equipe no torneio, tirando-a do pódio pela primeira vez e frustrando os torcedores que foram a Milão na esperança de ver mais uma conquista de seu time. Contudo, o Mundial em setembro colocou novamente os italianos como potência mundial após o tricampeonato consecutivo conquistado no Japão, sendo a primeira equipe a realizar tal feito. Na final a Itália bateu uma potência emergente no cenário do voleibol mundial: a Iugoslávia, que nos anos seguintes colocariam mais dificuldades para a equipe azzurra. Apesar de tudo, no final do ano Bebeto deixou a equipe.
A era Anastasi, sucesso e desilusão [editar]
Em 1999 a Itália foi liderada por Andrea Anastasi. A chegada do novo treinador parecia continuar com os sucessos de seus dois antecessores com a vitória na Liga Mundial de 1999 (3-1 sobre Cuba na final) e no Europeu (final contra a Rússia). Porém, em dezembro, a equipe termina apenas em terceiro lugar na Copa do Mundo; ainda assim consegue o acesso aos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney (Austrália). O ano de 1999 também marcou o fim da geração de ouro neerlandesa, uma vez que muitos de seus principais nomes sairam da equipe e desde então a equipe laranja não conseguiu mais ser competitiva como outrora.
O ano de 2000 marcou o último título da seleção italiana na Liga Mundial com uma vitória de 3-1 sobre a Rússia na final, disputada em Roterdã (Países Baixos). Nos Jogos Olímpicos a azzurra, comandada pelo oposto Andrea Sartoretti, passou invicta pela primeira fase ao vencer a Coreia do Sul (3-0), Iugoslávia (3-2), Argentina (3-0), Rússia (3-1) e Estados Unidos (3-1) e venceu a Austrália nas quartas-de-final (3-1). Ao reencontrar os iugoslavos na semifinal, porém, com uma postura passiva em quadra a equipe italiana deu adeus ao sonho do ouro com uma derrota contundente por 3-0; a Iugoslávia conquistou o ouro posteriormente. A vitória sobre a Argentina por 3-0 garantiu uma medalha de bronze à Itália.
Na Liga Mundial de 2001 a Itália chega à final, mas é derrotada pelo Brasil; esta vitória marcou o início da "era Bernardinho", na qual a equipe brasileira ascendeu no cenário do voleibol mundial. No Europeu a seleção italiana superou a Hungria (3-0), a Alemanha (3-1), a Polônia (3-0) e Sérvia e Montenegro (3-0) e perde por 3-2 para a França na primeira fase do torneio. Na semifinal vence sem dificuldades a República Checa (3-0) e, na final, é derrotada pelos balcânicos por 3-0.
Em busca do tetracampeonato mundial e de voltar a subir no lugar mais alto do pódio da Liga Mundial, a seleção italiana pela primeira vez desde o início do ciclo de sucesso termina um ano sem nenhuma medalha em 2002. A campanha no Mundial não foi muito expressiva: na primeira fase, duas vitórias fáceis contra a Croácia e o Canadá e uma derrota no tie-break contra a Polônia; a eliminação do torneio se deu nas quartas-de-final, diante do futuro campeão Brasil.
Resultados obtidos nos principais campeonatos [editar]
| Itália | ||||||||||
| Temporada | Liga Mundial | Campeonato Mundial | Jogos Olímpicos | Europeu | Copa do Mundo | Copa dos Campeões | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fase máxima | Pos. | Fase máxima | Pos. | Fase máxima | Pos. | Fase máxima | Pos. | Pos. | Pos. | |
| 2011 | Finais | 6º | - | - | Final | 2º | 4º | - | ||
| 2010 | Finais | 6º | Semifinais | 4º | - | - | - | - | ||
| 2009 | 1ª fase | 7º | - | - | 2ª fase | 15º | - | - | ||
| 2008 | 1ª fase | 7º | - | Semifinais | 4º | - | - | - | ||
| 2007 | 1ª fase | 9º | - | - | 2ª fase | 6º | - | - | ||
| 2006 | Finais | 6º | 2ª fase | 5º | - | - | - | - | ||
| 2005 | 1ª fase | 7º | - | - | Final | 1º | - | 3º | ||
| 2004 | Finais | 2º | - | Final | 2º | - | - | - | ||
Títulos conquistados [editar]
- Campeonato Mundial (3 vezes): 1990, 1994 e 1998
- Copa do Mundo: 1995
- Copa dos Campeões: 1993
- Liga Mundial (8 vezes): 1990, 1991, 1992, 1994, 1995, 1997, 1999 e 2000
- Campeonato Europeu (6 vezes): 1989, 1993, 1995, 1999, 2003 e 2005
- Jogos do Mediterrâneo (5 vezes): 1959, 1983, 1991, 2001 e 2009
- Torneio Hubert Jerzeg Wagner: 2011
- World Super Challenge: 1994
- Jogos da Boa Vontade: 1990
- World Super Challenge: 1996
Elenco atual [editar]
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Atletas convocados para integrar a seleção italiana de voleibol masculino na Liga Mundial de Voleibol de 2012:
Referências
- ↑ FIVB Senior World Ranking - Men. FIVB.org. Página visitada em 8 de junho de 2012.
