Seleção Italiana de Voleibol Masculino

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Itália
Voleibol Volleyball (indoor) pictogram.svg
Bandeira
Informações gerais
Federação Federação Italiana de Voleibol
Sigla FIVB ITA
Confederação CEV
Ranking FIVB 3º (em 4 de janeiro de 2012)
Diretor Stefano Sciascia
Técnico Itália Mauro Berruto
Capitão Cristian Savani
Jogos Olímpicos
Participações 9 (Primeira em 1976)
Melhor 2º (1996 e 2004)
Última 4º (2008)
Campeonato Mundial
Participações 14 (Primeira em 1949)
Melhor 1º (1990, 1994 e 1998)
Última 4º (2010)
Campeonato Europeu
Participações 25 (Primeira em 1948)
Melhor 1º (1989, 1993, 1995, 1999, 2003 e 2005)
Última 2º (2011)
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1º uniforme
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2º uniforme
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3º uniforme

A seleção italiana de voleibol masculino é uma equipe europeia composta pelos melhores jogadores de voleibol da Itália. A equipe é mantida pela Federação Italiana de Voleibol (em italiano, Federazione Italiana Pallavolo). Encontra-se na 3ª posição do ranking mundial da FIVB segundo dados de 2 de janeiro de 2012.[1] É uma das equipes mais vitoriosas da história deste desporto, tendo já conquistado vários títulos em níveis continental e interncaional, especialmente na década de 1990.

Histórico[editar | editar código-fonte]

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Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A seleção italiana conquistou sua primeira medalha internacional (um bronze) em 1948 no campeonato europeu. Todavia, a Itália era claramente inferior às fortes seleções do leste europeu. Por esta razão, no decorrer dos trinta anos seguintes a equipe somente conseguiu êxito na competições nas quais as grandes potências não participavam, como no caso dos Jogos do Mediterrâneo de 1959 (ouro) e de 1963. Em 1970 a Itália venceu a Universíada e cinco anos depois conseguiu o bicampeonato nos Jogos do Mediterrâneo.

A revelação em 1978[editar | editar código-fonte]

Durante o Mundial de 1978 a Itália se apaixonou pelo voleibol: a equipe comandada pelo técnico Carmelo Pittera jogou em casa e surpreendeu todo o mundo do vôlei com três vitórias em três jogos na primeira fase; as duas primeiras com o placar de 3-0 contra a Bélgica e Egito depois uma surpresa com a vitória de 3-1 contra a China. Na segunda fase a Itália realiza um grande milagre ao vencer um forte Brasil por 3-2. Mantendo a sequência de bons resultados, outra vitória inesperada contra a Alemanha Oriental (3-1) e contra a Bulgária (3-0). No último jogo desta fase a azzurra é atropelada pela favorita seleção soviética por três a zero; apesar da derrota, os italianos conseguem a vaga para as semifinais contra a forte Cuba. Contrariando mais uma vez todas as expectativas, a equipe italiana vence por 3 sets a 1 e se classifica para a final do torneio, na qual novamente foi derrotada por 3-0 pela União Soviética. Apesar da derrota, a Itália passou a valorizar mais a modalidade devido ao ótimo trabalho em equipe realizado por sua seleção.

Nos cinco anos seguintes a seleção italiana se torna uma equipe de segundo escalão, vencendo mais uma vez os Jogos do Mediterrâneo em 1983, mas sem nenhum grande desempenho em outras competições. Entretanto o respeito pela azurra aumentou consideravelmente por parte de outras equipes, que antes consideravam fácil batê-la e que neste momento passaram a ter dificuldades de superá-la, ainda que continuassem vencendo.

Em 1984, mais um capítulo da história da azzurra: no torneio olímpico de 1984, disputado em Los Angeles (EUA), sem contar com seus principais rivais do leste europeu (que boicotaram como represália ao boicote da delegação dos Estados Unidos nos jogos de Moscou 1980) a equipe conquistou sua primeira medalha olímpica, um bronze que levou os italianos a continuarem a buscar posições de honra.

A geração dos fenômenos[editar | editar código-fonte]

A chegada de Velasco e o domínio absoluto[editar | editar código-fonte]

Em 1989 chega ao banco de reservas azzurro um técnico destinado a um futuro brilhante: Julio Velasco. O treinador e seus jogadores lendários (Andrea Zorzi, Lucas Cantagalli, Andrea Lucchetta, Paolo Tofoli, Pasquale Gravina, Andrea Giani, Samuele Papi etc.) iniciavam ali um ciclo excepcional de sucesso. Naquele ano a Itália conquistou surpreendentemente o Campeonato Europeu e, confirmando sua boa fase, alcançou o vice-campeonato na Copa do Mundo (Cuba foi a campeã).

O ano de 1990 foi o primeiro de uma série de anos dourados para a Itália. A FIVB cria a Liga Mundial e, na primeira edição, a equipe vence a etapa qualificatória, bate a forte União Soviética por 3-2 na semifinal e conquista o título com uma convincente vitória por 3-0 contra os Países Baixos. No Mundial de 1990, realizado no Brasil, os comandados de Velasco terminaram em segundo lugar em seu grupo da fase qualificatória após duas vitórias (Bulgária e Camarões) e uma derrota para Cuba. Nas oitavas-de-final eliminou a seleção checoslovaca por 3-0, a Argentina nas quartas-de-final pelo mesmo placar e o Brasil no quinto set. Depois de nove match-points a Itália conquistou seu primeiro título mundial contra a seleção cubana com um ponto de Lorenzo Bernardi que definiu o placar da decisão por 3-1. Após vencer o Mundial a equipe foi convidada a participar do Top Four, no qual terminou com o vice-campeonato após perder para a União Soviética no tie-break. No mesmo ano também venceu os Jogos da Boa Vontade.

O ciclo vitorioso italiano continuou em 1991: bicampeonato na Liga Mundial e mais um título dos Jogos do Mediterrâneo. Na final do Europeu a seleção italiana perdeu a final para a União Soviética e, por isso, não participou da Copa do Mundo.

O tricampeonato da Liga Mundial veio em 1992 com uma vitória contra Cuba por 3-1. Porém, nos Jogos Olímpicos a azzurra sofre uma derrota dolorida para os Países Baixos nas quartas-de-final, o que a eliminou da disputa por medalhas, causando grande desilusão aos que tanto esperavam por uma medalha.

A conquista do bicampeonato europeu veio em 1993 com uma vitória contra os Países Baixos, sendo esta considerada uma revanche pela derrota na Olímpiada do ano anterior e estabelecendo uma grande rivalidade entre as duas seleções que se estendeu pelos anos seguintes. Na primeira edição da Copa dos Campeões, mais um título para a seleção italiana. Porém, a seleção brasileira, campeã olímpica, foi a responsável pela eliminação da azzurra na semifinal da Liga Mundial daquele ano e pela quebra da hegemonia italiana na competição; os brasileiros conquistaram o título naquele ano em casa e a Itália teve de se contentar com o bronze.

Recuperando-se da derrota no ano anterior a equipe italiana sediou a fase final da Liga Mundial 1994 em Milão e conquistou o tetracampeonato ao vencer Cuba na final por 3-0. Em outubro ocorreu a disputa do Mundial; na primeira fase os italianos tiveram apenas uma derrota para o Japão no quinto set. Nas fases seguintes enfrentou a Grécia (vitória por 3-0), Rússia (3-1) nas quartas-de-final e Cuba (3-1) na semifinal. Na grande final, um duelo contra os grandes rivais dos Países Baixos; com um placar de 3-1 com direito a 15-1 no último set a Itália consegue defender seu título mundial. O último ponto da decisão foi um ace de Luca Cantagalli. Mais uma vez a equipe foi convidada a participar do Top Four; desta vez, na última edição do torneio, conquistou o título com uma campanha invicta: 3-0 sobre os Estados Unidos, 3-1 contra os Países Baixos e 3-1 sobre o Japão na primeira fase, 3-1 contra os norte-americanos na semifinal e 3-1 contra os neerlandeses na final.

O ano de 1995 repete o pleno sucesso dos anos anteriores: títulos europeu contra os Países Baixos, da Liga Mundial contra o Brasil, e da Copa do Mundo.

Faltava apenas o título olímpico para que a seleção italiana de voleibol conquistasse todos os principais torneios e para os Jogos Olímpicos de 1996 a equipe era franca favorita para a conquista do ouro. Mas 1996 foi o ano da maior desilusão da história do voleibol italiano: após uma campanha impecável na primeira fase, vencendo todos os adversários por 3 sets a zero, eliminar a Argentina por 3-1 nas quartas-de-final e vencer a forte seleção da Iugoslávia por 3-1 na semifinal, uma dolorida derrota por 3-2 na final diante do maior rival (os Países Baixos, que haviam sido derrotados na primeira fase por 3-0) acabou com o sonho italiano de conquistar o ouro olímpico. A equipe neerlandesa conseguiu se vingar de uma única vez de todas as derrotas sofridas nos últimos seis anos e, junto com o título da Liga Mundial contra a mesma Itália, conseguiram dominar aquele ano, que marcou o fim da "era Velasco".

A era Bebeto[editar | editar código-fonte]

Em 1997, após a saída de Julio Velasco, muito arrasado com as derrotas do ano anterior, o brasileiro Paulo Roberto de Freitas (chamado por todos como Bebeto de Freitas ou simplesmente, Bebeto) assume a seleção italiana. Na Liga Mundial 1997 a Itália bateu Cuba na final, conquistando o hexacampeonato em oito edições do torneio. No Europeu, após uma ótima fase qualificatória a equipe foi eliminada nas semifinais pelos neerlandeses por 3-1 e a azzurra teve de se contentar com o bronze após vencer a França na disputa pelo terceiro lugar. Ainda assim, a Itália conseguiu se manter no pódio do torneio desde 1989.

A primeira vez em que a equipe italiana não iniciou uma Liga Mundial como favorita foi em 1998, uma vez que nos anos anteriores havia sido derrotada no Campeonato Europeu e na Olimpíada pelos neerlandeses. Este prognóstico se confirmou com o quarto lugar da equipe no torneio, tirando-a do pódio pela primeira vez e frustrando os torcedores que foram a Milão na esperança de ver mais uma conquista de seu time. Contudo, o Mundial em setembro colocou novamente os italianos como potência mundial após o tricampeonato consecutivo conquistado no Japão, sendo a primeira equipe a realizar tal feito. Na final a Itália bateu uma potência emergente no cenário do voleibol mundial: a Iugoslávia, que nos anos seguintes colocariam mais dificuldades para a equipe azzurra. Apesar de tudo, no final do ano Bebeto deixou a equipe.

A era Anastasi, sucesso e desilusão[editar | editar código-fonte]

Em 1999 a Itália foi liderada por Andrea Anastasi. A chegada do novo treinador parecia continuar com os sucessos de seus dois antecessores com a vitória na Liga Mundial de 1999 (3-1 sobre Cuba na final) e no Europeu (final contra a Rússia). Porém, em dezembro, a equipe termina apenas em terceiro lugar na Copa do Mundo; ainda assim consegue o acesso aos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney (Austrália). O ano de 1999 também marcou o fim da geração de ouro neerlandesa, uma vez que muitos de seus principais nomes sairam da equipe e desde então a equipe laranja não conseguiu mais ser competitiva como outrora.

O ano de 2000 marcou o último título da seleção italiana na Liga Mundial com uma vitória de 3-1 sobre a Rússia na final, disputada em Roterdã (Países Baixos). Nos Jogos Olímpicos a azzurra, comandada pelo oposto Andrea Sartoretti, passou invicta pela primeira fase ao vencer a Coreia do Sul (3-0), Iugoslávia (3-2), Argentina (3-0), Rússia (3-1) e Estados Unidos (3-1) e venceu a Austrália nas quartas-de-final (3-1). Ao reencontrar os iugoslavos na semifinal, porém, com uma postura passiva em quadra a equipe italiana deu adeus ao sonho do ouro com uma derrota contundente por 3-0; a Iugoslávia conquistou o ouro posteriormente. A vitória sobre a Argentina por 3-0 garantiu uma medalha de bronze à Itália.

Na Liga Mundial de 2001 a Itália chega à final, mas é derrotada pelo Brasil; esta vitória marcou o início da "era Bernardinho", na qual a equipe brasileira ascendeu no cenário do voleibol mundial. No Europeu a seleção italiana superou a Hungria (3-0), a Alemanha (3-1), a Polônia (3-0) e Sérvia e Montenegro (3-0) e perde por 3-2 para a França na primeira fase do torneio. Na semifinal vence sem dificuldades a República Checa (3-0) e, na final, é derrotada pelos balcânicos por 3-0.

Em busca do tetracampeonato mundial e de voltar a subir no lugar mais alto do pódio da Liga Mundial, a seleção italiana pela primeira vez desde o início do ciclo de sucesso termina um ano sem nenhuma medalha em 2002. A campanha no Mundial não foi muito expressiva: na primeira fase, duas vitórias fáceis contra a Croácia e o Canadá e uma derrota no tie-break contra a Polônia; a eliminação do torneio se deu nas quartas-de-final, diante do futuro campeão Brasil.

Resultados obtidos nos principais campeonatos[editar | editar código-fonte]

Itália
Temporada Liga Mundial Campeonato Mundial Jogos Olímpicos Europeu Copa do Mundo Copa dos Campeões
Fase máxima Pos. Fase máxima Pos. Fase máxima Pos. Fase máxima Pos. Pos. Pos.
2013 Semifinais - - - - -
2012 1ª fase 11º - Semifinais - - -
2011 Finais - - Final -
2010 Finais Semifinais - - - -
2009 1ª fase - - 2ª fase 15º - -
2008 1ª fase - Semifinais - - -
2007 1ª fase - - 2ª fase - -
2006 Finais 2ª fase - - - -


Títulos conquistados[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]


Itália 2012
Técnico: Itália Mauro Berruto
Nome
Origem
Nome
Origem
Levantadores
10 Boninfante Itália Roma 13 Travica Itália Macerata
16 Baranowicz Itália Cuneo 19 Falaschi Itália Castellana Grotte
Centrais
1 Mastrangelo Itália Cuneo 12 Buti Itália Monza
14 Fei Itália Piacenza 15 Birarelli Itália Trentino
Pontas
3 Parodi Itália Macerata 6 Papi Itália Piacenza
8 Maruotti Itália Roma 9 Zaytsev Itália Roma
11 Savani Itália Macerata
Opostos
7 Łasko Polónia Jastrzebski Wegiel 21 Sabbi Itália Roma
Líberos
4 Bari Itália Trentino 17 Giovi Itália San Giustino
Notas:

Volleyball Half Court.png

Łasko
# 7
Fei
# 14
Savani
# 11
Travica
# 13
Bari
# 7


Atletas convocados para integrar a seleção italiana de voleibol masculino na Liga Mundial de Voleibol de 2012:

# Nome Apelido Nascimento Altura (cm) Peso (kg) Nacionalidade Posição Clube
1 Luigi Mastrangelo Mastrangelo 17 de agosto de 1975 202 90  Itália Central Itália Cuneo
2 Jiří Kovář Kovář 10 de abril de 1989 202 95  República Checa Ponta Itália Macerata
3 Simone Parodi Parodi 16 de junho de 1986 196 82  Itália Ponta Itália Macerata
4 Andrea Bari Bari 5 de março de 1980 184 80  Itália Líbero Itália Trentino
5 Giorgio de Togni De Togni 7 de julho de 1985 202 90  Itália Central Itália Belluno
6 Samuele Papi Papi 20 de maio de 1973 190 84  Itália Ponta Itália Belluno
7 Michał Łasko Łasko 11 de março de 1981 202 104  Polónia Oposto Polónia Jastrzebski Wegiel
8 Gabriele Maruotti Maruotti 25 de março de 1988 195 92  Itália Ponta Itália Roma
9 Ivan Zaytsev Zaytsev 2 de outubro de 1988 202 92  Itália Ponta Itália Roma
10 Dante Boninfante Boninfante 7 de março de 1977 188 85  Itália Levantador Itália Roma
11 Cristian Savani Savani 22 de fevereiro de 1982 195 95  Itália Ponta Itália Macerata
12 Simone Buti Buti 19 de setembro de 1983 206 100  Itália Central Itália Monza
13 Dragan Travica Travica 28 de agosto de 1986 200 94  Croácia Levantador Itália Macerata
14 Alessandro Fei Fei 29 de novembro de 1978 204 90  Itália Central Itália Piacenza
15 Emanuele Birarelli Birarelli 8 de fevereiro de 1981 201 98  Itália Central Itália Trentino
16 Michele Baranowicz Baranowicz 5 de agosto de 1989 196 93  Itália Levantador Itália Cuneo
17 Andrea Giovi Giovi 19 de agosto de 1983 183 80  Itália Líbero Itália San Giustino
18 Giulio Sabbi Sabbi 10 de agosto de 1989 201 92  Itália Oposto Itália Roma
19 Marco Falaschi Falaschi 18 de setembro de 1987 188 85  Itália Levantador Itália Castellana Grotte
20 Stefano Patriarca Patriarca 23 de julho de 1987 207 104  Itália Central Itália Verona
21 Enrico Cester Cester 16 de março de 1988 202 93  Itália Central Itália Latina
22 Francesco de Marchi De Marchi 17 de junho de 1986 191 78  Itália Ponta Itália Padova
23 Filippo Lanza Lanza 3 de março de 1991 198 78  Itália Ponta Itália Trentino
24 Salvatore Rossini Rossini 13 de julho de 1986 185 82  Itália Líbero Itália Monza
25 Luca Vettori Vettori 26 de abril de 1991 200 95  Itália Oposto Itália Club Italia

Referências

  1. FIVB Senior World Ranking - Men. FIVB.org. Página visitada em 8 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]