Seleção Soviética de Futebol
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| Alcunhas? | Exército Vermelho | ||||||||||||||||||
| Associação | Федерация футбола СССР | ||||||||||||||||||
| Confederação | UEFA | ||||||||||||||||||
| Capitão | - | ||||||||||||||||||
| Mais participações | Oleh Blokhin (112) | ||||||||||||||||||
| Artilheiro | Oleh Blokhin (42) | ||||||||||||||||||
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A Seleção Soviética de Futebol foi a seleção nacional de futebol da União Soviética. Deixou de existir oficialmente com o fim do país, em 1991, subsistindo virtualmente na seleção da CEI para os jogos da Eurocopa de 1992, tendo como sucessora oficial a seleção da Rússia.
Os jogadores não-russos costumavam ter seus nomes (e às vezes, também os sobrenomes) russificados, o que ocorria principalmente com os ucranianos e os bielorrussos.
Cerca de 47% dos jogadores soviéticos convocados para Copas do Mundo eram nativos da atual Rússia; 31%, da atual Ucrânia; 14%, da atual Geórgia; e os 8% restantes, das demais repúblicas.
Devido às divergências políticas existentes entre os países chaves da FIFA e a União Soviética, a seleção foi muitas vezes prejudicada pela arbitragem em lances que eram visivelmente normais, principalmente em jogos contra seleções ocidentais e de maior fama no mundo do futebol, os constantes erros de arbitragem contra a seleção atrapalharam profundamente os planos dos soviéticos, cujo maior triunfo, mesmo com um time de alto nível em vários períodos, foi a Eurocopa de 1960.
Índice |
[editar] História
[editar] A era Yashin
Seu primeiro grande torneio foi nas Olimpíadas de Helsinque, em 1952, onde contou até com um espanhol, Agustín Pagola Gómez. O maior destaque individual foi Vsevolod Bobrov, autor de cinco dos 8 gols do grupo na competição. Na Olimpíada seguinte, em 1956, a seleção conquistou o ouro. Foi para sua primeira Copa do Mundo em 1958. As estrelas do time eram o goleiro Lev Yashin, do Dínamo Moscou, e Igor Netto, do Spartak Moscou. Porém, Eduard Streltsov (jogador do Torpedo Moscou), outro jogador importante, não foi chamado, devido a toda uma rede de intrigas.
Foi a primeira seleção que jogou contra Pelé e Garrincha juntos; conta-se que Garrincha passou a chamar seus adversários de "João" depois deste jogo, pois não conseguia pronunciar o nome de seu marcador, Boris Kuznetsov. A sigla "CCCP", estampada na camisa vermelha da equipe, inspiraria ainda outra piada para os brasileiros: "Cuidado, Camarada, (com o) Crioulo Pelé". Na realidade, "CCCP" é o equivalente em russo cirílico para a sigla portuguesa URSS. Tendo se classificado em segundo lugar no grupo (após um jogo decisivo contra a Inglaterra, vencido por 1 x 0), os soviéticos acabaram eliminados pelos anfitriões suecos.
Ganhou em 1960 a primeira Eurocopa (único título da equipe no torneio), vencendo a Iugoslávia na final. Dois anos depois, no mundial do Chile, o time acabaria eliminado novamente pelos anfitriões, num jogo marcado por duas falhas incomuns de Yashin. Valentin Ivanov terminaria como um dos artilheiros da Copa. Em 1964, a equipe chegaria à final da segunda Eurocopa, mas novamente perderia para o anfitrião (desta vez, a Espanha). No mundial de 1966, obteve sua melhor colocação em Copas do Mundo, um quarto lugar - foram eliminados nas semifinais pela Alemanha Ocidental. Seria a última Copa jogada por Yashin, que, aos 40 anos de idade, iria à de 1970 como reserva, mas mesmo assim foi o atleta mais velho do torneio.
[editar] Ausência em Copas, bronzes olímpicos
Seriam eliminados nas semifinais da Eurocopa seguinte, em 1968, pelos italianos, que terminaram como campeões. Na Copa de 1970, chegariam às quartas-de-final do torneio, onde foram eliminados pelo Uruguai, no tempo extra. Na Eurocopa de 1972, perderam a final para a Alemanha Ocidental, graças às grandes atuações de Günter Netzer e Gerd Müller, e levariam o bronze nas Olimpíadas do mesmo ano e também nas de 1976 e 1980, estes disputados em casa. Não participaram da Copa de 1974 por se recusarem a jogar uma repescagem contra o Chile, em resposta ao golpe militar de Augusto Pinochet no ano anterior, patrocinado pela CIA. Não iriam também para o mundial de 1978, desta vez por terem sido eliminados no grupo de classificação.
[editar] Domínio Não-Russo
Voltaram às Copas em 1982, com um bom time, que tinha no goleiro Rinat Dasayev um sucessor à altura de Yashin, além de vários jogadores ucranianos no elenco (os mais famosos sendo Oleh Blokhin, Volodymyr Bezsonov e Serhiy Baltacha), um reflexo da grande fase do Dínamo Kiev, na época. Outro Dínamo que vivia grande momento naqueles anos era o de Tbilisi, razão para que tivesse também bom número de georgianos no grupo: Tengiz Sulakvelidze, Aleksandre Chivadze, Ramaz Shengelia e Vitali Daraselia - morto no final daquele ano - embora o grande astro do time, Davit Kipiani, não tenha sido chamado, por motivos não-eslcarecidos. Os vermelhos encararam o Brasil na primeira fase, em um jogo nervoso. Foram eliminados na fase seguinte com um empate sem gols contra a Polônia, quando necessitavam da vitória para passar para as semifinais.
Em 1986, com a mesma base do mundial anterior (e com mais ucranianos, como Ihor Byelanov e Oleksandr Zavarov e o técnico Valeriy Lobanovs'kyi), terminaram a primeira fase como líderes de um grupo que também continha a França de Michel Platini. Na fase seguinte, entretanto, foram eliminados pelos belgas, mesmo tendo marcado três gols (todos de Byelanov, que seria Bola de Ouro naquela temporada), pois levaram quatro. Conquistaram a medalha de ouro na Universíada de 1987. Em 1988, nas Olimpíadas de Seul, conquistaram a medalha de ouro, derrotando o Brasil na final, depois de amargarem o vice-campeonato na Eurocopa do mesmo ano, perdendo para os Países Baixos de Ruud Gullit e Marco van Basten.
[editar] Decadência
Desde então, a seleção se enfraqueceu, sendo eliminada na primeira fase da Copa de 1990, sendo a primeira vez que isto aconteceu com os vermelhos em uma Copa. A equipe refletia o enfraquecimento contínuo do país - as três repúblicas bálticas, Estônia, Letônia e Lituânia já haviam se separado da União antes da competição - fazendo com que atletas lituanos que haviam participado nas competições de 1988 não fossem ao mundial, caso de Arminas Narbekovas, Viačeslavas Sukristovas e Arvidas Janonis.
A União Soviética deixaria de existir no final do ano de 1991. Mas como a seleção já estava classificada para a Eurocopa de 1992 antes da desmantelação do país, achou-se mais conveniente a equipe disputar o torneio como Seleção da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), visto que desta vez havia vários não-russos no elenco.
[editar] Rússia
Depois disso, a Rússia tornou-se pela FIFA a única herdeira da URSS - contando, inclusive, com atletas não-russos que preferiram adotar a Rússia como país (como os ucranianos Viktor Onopko e Yuriy Nikiforov, o georgiano Omar Tetradze, o bielorrusso Syarhey Harlukovich - curiosamente, o único a ter participado de Copas do Mundo pelas seleções soviética e russa, ao lado do russo Aleksandr Borodyuk. A Seleção Russa, entretanto, não obteve o mesmo sucesso: não se classificou para as Copas de 1998 e 2006 e foi eliminada na primeira fase nos mundiais de 1994 e 2002 e na Eurocopa de 1996.
Reergueu-se recentemente com o técnico neerlandês Guus Hiddink, que obteve bons resultados com as seleções dos Países Baixos na Copa de 1998, da Coreia do Sul na de 2002 e da Austrália em 2006. O técnico conseguiu empolgar a torcida com a classificação dada como improvável para a Eurocopa de 2008 e a bela e surpreendente campanha no torneio, onde os russos, comandados por Andrey Arshavin, chegaram às semifinais.
[editar] Outras ex-Repúblicas
Em Copas do Mundo, a ex-república soviética que foi mais longe foi a da Ucrânia (a única outra além da Rússia que conseguiu disputar uma Copa), que, apesar do futebol apagado, conseguiu chegar às quartas-de-final em 2006. Igualmente apagado no torneio foi seu jogador-símbolo dos tempos pós-independência, o atacante Andriy Shevchenko. Fora Rússia e Ucrânia, quem chegou bem perto de disputar um mundial foi o Uzbequistão, eliminado em uma repescagem para o mundial de 2006.
Além da Rússia, a outra única ex-república soviética a se classificar para uma Eurocopa foi a Letônia, presente em 2004. Das nações asiáticas, a que vem obtendo melhores resultados é a Uzbeque, vencedora dos Jogos Asiáticos de 1994 e sempre presente na Copa da Ásia desde a edição de 1996, chegando às quartas-de-final em 2004 e 2007. O Turcomenistão é a outra única a ter se classificado para um torneio, tendo disputado a Copa da Ásia de 2004.
[editar] Títulos
- Olimpíadas: medalha de ouro - 1956, 1988
- Eurocopa: 1960
- Campeonato Mundial de Futebol Sub-20: 1977
- Campeonato Mundial de Futebol Sub-17: 1987
- Universíada: medalha de ouro - 1987
[editar] Campanhas destacadas
- Copa do Mundo: 1966 - 4º lugar
- Olimpíadas: medalha de bronze: 1972, 1976, 1980
- Eurocopa: 1964, 1972, 1988 - 2º lugar
[editar] Jogadores em Copas do Mundo (por República)
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Rússia - 53
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Ucrânia - 33
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Geórgia - 14
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[editar] Outras - 5
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[editar] Desempenho na Copa do Mundo
[editar] Desempenho na Eurocopa
[editar] Outros Jogadores
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[editar] Seleções das ex-repúblicas soviéticas
Referências
- ↑ a b c FIFA.com (abril de 2011). Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola (em português). Página visitada em 6 de maio de 2011.