Semana

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Medidas
Tempo
Segundo | Minuto | Hora | Dia | Semana | Quinzena | Mês | Bimestre | Trimestre | Semestre | Ano | Biênio | Triênio | Quadriênio | Quinquênio | Década | Século | Milênio
Comprimento
Yoctômetro | Zeptômetro | Attômetro | Femtômetro | Picômetro | Nanômetro | Micrômetro | Milímetro | Centímetro | Decímetro | Metro | Decâmetro | Hectômetro | Quilômetro | Megametro | Gigametro | Terametro | Petametro | Exametro | Zettametro | Yottametro

Outras:
Ångström

Massa
Grama | Decigrama | Centigrama | Quilograma | Megagrama | Gigagrama | Teragrama | Petagrama | Exagrama

A semana é um período de tempo correspondente a sequencia dos sete dias que forma um ciclo lunar . Porém a origem da expressão é mais recente e vem do latim septimana, que significava sete manhãs.

A semana foi uma evolução na orientação de espaço de tempo, cujo início ocorreu pela relação do homem com a natureza e principalmente com o que mais lhe chamava atenção e influenciava em sua vida, a movimentação dos astros, a Lua o Sol e dos planetas errantes por eles monitorados.

Na antiguidade, ao homem a Lua era muito mais significativa do que o Sol porque iluminava as noites, conceito que hoje não é bem compreendido. A origem do período de 7 dias está intimamente ligado com sua proximidade em duração com as fases da Lua, que acabaram gerando os primeiros calendários anuais, hoje conhecidos como calendários lunares, e que também acabaram gerando a nível global os calendários semanais.

O presente dia da semana é domingo.

A representação da semana[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, no Brasil e em todos os países de língua portuguesa existem duas formas para representação da semana.

Uma forma de representação é derivada da sequência de dias dos eventos bíblicos, sendo sábado o sétimo e último dia da semana, dia de oração e de descanso.

País Idioma 1° dia 2° dia 3° dia 4° dia 5° dia 6° dia último dia
Vários Português Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado
Timor Leste Tetum domingu segunda tersa kuarta kinta sesta sábadu

Outra forma de representação é orientada pelo trabalho, lazer e litúrgica cristã, sendo domingo o sétimo e último dia da semana, dia de oração e de descanso.

País Idioma 1° dia 2° dia 3° dia 4° dia 5° dia 6° dia último dia
Vários Português Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado Domingo
Timor Leste Tetum segunda tersa kuarta kinta sesta sábadu domingu

As expressões segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira derivam de secunda feria, tertia feria, quarta feria, quinta feria e sexta feria do latim litúrgico, que representavam o segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto dia seguintes ao Sabbatum, no qual os Judeus e Cristãos faziam suas orações de fé e descanso no sábado, e a partir do ano 325 d.C no Primeiro Concílio de Niceia, o domingo seria confirmado como dia de descanso cristão, e a guarda do sábado abolida no Concílio de Laodiceia, para distinguir-se dos judeus.

Portugal foi o único país do mundo que adotou os dias da semana derivados quase ipsis literis do latim litúrgico. Os outros países e povos acabaram seguindo uma evolução dos calendários de origem em astros, deuses e do relacionamento do homem com a natureza.

Para ver melhor a origem dos nomes da semana, consulte Dias da semana.

As diferentes representações da semana[editar | editar código-fonte]

A ordem para os dias da semana mais utilizada mundialmente tem sua origem em astros e deuses quando do sistema geocêntrico e também em orientação litúrgica cristã. Esta semana é representada começando-se pela segunda-feira e terminando no domingo, sendo domingo o dia de descanso para a maioria dos povos, e o sábado e domingo o que se chama de fim de semana.

Uma segunda ordenação para os dias da semana é a de tradição muçulmana, sendo utilizado em países islâmicos e observada por seguidores desta religião. Esta semana começa sábado e termina na sexta-feira, sendo sexta-feira o dia do descanso para seus seguidores.

Uma terceira organização é a vinculada com fundamentos bíblicos, sendo utiliza por seguidores da religião judaica e por cristãos sabatistas. Esta semana começa pelo domingo terminando no sábado, sendo sábado o dia de descanso para seus seguidores.

Não se deve comparar nem alinhar calendários semanais de diferentes culturas, credos e religiões, pois, além de desrespeito isto tira a ordem e o significado de suas origens.

Durante um período após a Revolução Francesa, a partir de 22 de setembro de 1792, indo até 1805, foi utilizado na França o chamado Calendário Revolucionário Francês, o qual, dentre suas modificações na contagem de tempo, definiu que cada um dos doze meses (de 30 dias, cada) do ano se dividiria em três semanas de dez dias cada.

Representação científica da semana[editar | editar código-fonte]

A Organização Internacional para Padronização (ISO), estabeleceu pela norma ISO 8601 uma numeração para a representação dos dias da semana. Esta denominação numérica dos dias da semana tem a mesma sequência da representação feita em países da língua portuguesa e que, como era de se esperar, por serem correlatos em representação, atendeu à maioria dos países do mundo.[carece de fontes?]

Padronização internacional de identificação dos dias da semana
Nome do dia da semana Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado
Número do dia da semana 1 2 3 4 5 6 7

A origem dos nomes dos dias da semana[editar | editar código-fonte]

Considerando no Portugal e no mundo anglosaxono o primeiro dia da semana o domingo, os seguintes têm sentido numeral: segunda-feira, terça...

Vinculados aos astros[editar | editar código-fonte]

Vinculados aos deuses[editar | editar código-fonte]

Vinculados a liturgias[editar | editar código-fonte]

A Igreja católica combateu os nomes pagãos, mas a campanha só vingou no continente europeu em Portugal e na Galiza. Feria significa “dia de mercado”, “dia santo” em latim. A Igreja santificou os dias da semana. Depois disto o primeiro dia de fé e de mercado receberia o nome de “dia do Senhor” (Domenicus dies). Por influência judaica, o sétimo se denominou “dia do sabá” (sabbatum). Quanto ao sentido de “mercado” que temos na palavra “feira”, lembre-se de que na Idade Média os dias santos eram dias de mercado. Os dias tinham na designação pagã os nomes de dia da Lua, dia de Marte, dia de Mercúrio, dia de Júpiter, dia de Vénus e dia de Saturno.[1]

Vinculados à natureza (xamânica)[editar | editar código-fonte]

No mês e no ano[editar | editar código-fonte]

Considerando-se a semana completa, por exemplo, de segunda-feira a domingo, um mês pode ter 4 semanas completas e uma incompleta, ou 3 semanas completas e duas incompletas. Fevereiro, porém, pode ter apenas 4 semanas completas, quando não for ano bissexto ou 3 completas e uma incompleta. O ano pode ter 52 semanas completas mais um (ou dois) dia(s) ou 51 semanas completas e duas incompletas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros Calendários[editar | editar código-fonte]

União Soviética[editar | editar código-fonte]

Calendário Soviético 12 Dezembro 1937(Sob o "12" lê-se) "Sexto dia da semana soviética de 6 dias" ————————— "Eleição para o Soviete Supremo da URSS"

Em 1918, a União Soviética adotou o Calendário Gregoriano. Entre 1919 e 1931, a União Soviética manteve um calendário com semanas de cinco dias, em lugar dos sete dias tradicionais e mundiais. Eram 72 semanas com mais 5 dias extras (Feriados Nacionais) inseridos entre três das semanas, num total de 365 dias.

Em 1931, houve nova mudança, desse vez para 60 semanas de seis dias, sendo que o 6º dia era de descanso (como o Domingo) oficial. Os cinco Feriados Nacionais permaneceram sem coincidir com esses “sextos” dias. Como Janeiro, Março, Maio, Julho, Agosto, Outubro e Dezembro têm 31 dias, a semana depois do dia de descanso oficial do 30º dia tinha sete dias de duração. Esse dia extra era feriado para alguns e dia normal de trabalho para outros. Fevereiro continuou a ter 28 ou 29 dias em função do ano bissexto e o primeiro de Março passou a ser outro dia oficial de descanso, embora nem todos locais de trabalho o adotassem.

Esse calendário foi substituído em 26 de junho de 1940, quando houve o retorno para a semana de sete dias.

Oitavo dia Cristão[editar | editar código-fonte]

Para os primeiros cristãos, o Domingo era o primeiro dia da semana,mas também o oitavo dia spiritual simbolizando o mundo criado após a Ressurreição de Jesus. O conceito de 8º Dia, dia do Senhor era tão somente simbólico e não tinha efeito sobre a semana de sete dias em termos de Calendário. Justino Mártir escreveu: “o primeiro dia após o Sabbath, permanecendo como o primeiro de todos os dias, é chamado, porém o oitavo, conforme o número de todos os dias do ciclo e, assim continua sendo o primeiro".[2] Isso realmente não define a semana como tendo oito dias, uma vez que oitavo é também considerado como primeiro do novo ciclo.

Um período de oito dias, iniciando e terminando num Domingo ou começando em qualquer dia de festa e terminando no mesmo dia da semana seguinte (semana de 7 dias), é chamado de uma oitava (litúrgico). Por séculos essa foi uma característica muito importante do calendário litúrgico, em especial para a Igreja Católica, o qual ainda é observado, embora a quantidade dessas oitavas já tenha se reduzido muito.

Algumas igrejas modernas ainda usam e preservam essa ideia, iniciando e terminando no mesmo dia da semana e ainda a chamam de “oitava”. Como exemplo, temos a “Oitava de Prece pela Unidade Cristã” que transcorre de 18 a 25 de Janeiro ou iniciando no Domingo de Pentecostes. Organizações como o “Centro da Justiça do 8º Dia” de Chicago usa tal conceito para ações de justiça social.

Lunar hermético[editar | editar código-fonte]

O Calendário de semana lunar Hermética foi uma das muitas reformas propostas no Calendário Gregoriano, mas não foi adotada. As semanas deveriam seguir as lunacões reais e, assim, as semanas poderiam durar, dependendo das fases da lua, seis, sete, oito ou nove dias, dependendo das reais durações da Lua Cheia, Quarto Minguante, Lua Nova e Quarto Crescente.[3]

Não Judeu-Cristãos[editar | editar código-fonte]

Períodos chamados de “semanas” em calendários não relacionados com a tradição judaico-cristã:

Três dias[editar | editar código-fonte]

Os nomes dos três primeiros dias da semana no dialeto guipuzcoano dos bascos indicam que já teria sido considerada uma semana.[4]

  1. astelehena ("semana-primeiro" 2ª feira)
  2. asteartea ("semana-do meio", 3ª feira)
  3. asteazkena ("semana-final", 4ª feira)

Quatro dias[editar | editar código-fonte]

Os Igbos da Nigéria têm um calendário tradicional com semana de quatro dias. É a chamada “Semana do Mercado” apresentada em obras de Chinua Achebe. O calendário Igbo apresenta 13 meses para o ano de 365 dias.

Cinco dias[editar | editar código-fonte]

Os Javaneses da Indonésia têm uma semana de cinco dias no chamado “ciclo-Pasaran”, o qual ainda é usado em superposição com o tradicional calendário de sete dias semanais Gregoriano e com o Calendário islâmico, resultando num Ciclo “Wetonan” de 35 dias.

Seis dias[editar | editar código-fonte]

Os Akans da África Ocidental consideram um ciclo de 42 dias chamado Adaduanan. Esses 42 dias (7x6) parecem ter se originado na sobreposição das antigas semanas de seis dias que ainda existem em comunidades do norte de Guan, em Nchumuru, com as de sete dias trazidas por mercadores que vinham do sul.[5] Essa semana de seis dias é referida como Nanson (literalmente “sete dias”) e reflete a ausência do zero nos sistemas de numeração locais. O último dia e o primeiro estão ambos incluídos na mesma contagem dos dias da semana.

Dez dias[editar | editar código-fonte]

China[editar | editar código-fonte]

A semana chinesa de dez dias existiu durante o período da Dinastia Shang (1200-1045 a.C.).[6] Legislação ao tempo da Dinastia Hang (206 a.C. – 220 d.C.) dizia que oficiais do Império Chinês deveriam repousar a cada cinco dias, no chamado mu (沐), o que foi mudado para dez dias durante a Dinastia Tang (618 – 907 d.C.), no chamado huan ou xún (旬). Os meses tinham três semanas (duravam 29 ou 30 dias, dependendo da lunação. As três semanas eram chamadas shàng xún (上旬), zhōng xún (中旬), and xià xún (下旬) cujos significados eram aproximadamente semana "superior", "medial" and "inferior"..

Egito[editar | editar código-fonte]

No Egito antigo havia semanas de dez dias, três semanas por mês, mais cinco dias ao final do ano.

Revolução Francesa[editar | editar código-fonte]

Semanas de dez dias, chamadas “décadas”, foram usadas da França (ver Calendário revolucionário francês) durante nove anos e meio desde Outubro de 1793 e Abril de 1802. Foi novamente utilizado durante 18 dias em 1871, pela Comuna de Paris.

Outros[editar | editar código-fonte]

Asteca[editar | editar código-fonte]

Pedra Asteca restaurada mostrando semana de 20 dias

Os Astecas dividiam seu ciclo Ritual Tonalpohualli de 260 dias em 20 semanas de treze dias.

Os mesmos dividiam o Ano Solar de 365 dias, Xiuhpohualli, em 18 períodos de 20 dias mais 5 dias adicionais sem nomes individuais, chamados em conjunto como Nemontemi. Alguns chamam esses períodos de 20 dias como meses, mas não há nenhuma relação com lunacões e, assim, a palavra semana é mais apropriada.

Maia[editar | editar código-fonte]

Os Maias também dividiam seu ciclo Ritual Tzolk'in de 260 dias em semanas de 13 dias.

E os Maias também dividiam o ano de 365 dias, o Haab', em 18 períodos (Uinal) de 20 dias, mais 5 dias adicionais, conjunto esse chamado Wayeb'.

Bali, Indonésia[editar | editar código-fonte]

O Calendário Pawukon de 210 dias que consistia de diferentes períodos (semanas) concomitantes que podiam ter de 1 a 10 dez dias.

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. De correctione rusticorum. VIII.
  2. Dialogue with Trypho, chapter XLI
  3. Meyer, Peter (2005-02-21). Hermetic Lunar Week Calendar. Hermetic Systems. Página visitada em 2009-01-21.
  4. Astronomy and Basque Language, Henrike Knörr, Oxford VI and SEAC 99 "Astronomy and Cultural Diversity", La Laguna, June 1999. It references Alessandro Bausani, 1982, The prehistoric Basque week of three days: archaeoastronomical notes, The Bulletin of the Center for Archaeoastronomy (Maryland), v. 2, 16-22.
  5. Bartle, Philip F.W.. (1978). "Forty Days: The Akan Calendar". Africa: Journal of the International African Institute 48 (1): 80–84 pp.. Edinburgh University Press. DOI:10.2307/1158712.
  6. Wilkinson, Endymion Porter. Chinese History: A Manual. [S.l.]: Harvard University Asia Center. 176 pp. ISBN 9780674002494

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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