Senhora (livro)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Senhora
Autor (es) Brasil José de Alencar
Idioma português brasileiro
País Brasil Brasil
Género Romance
Editora B. L. Garnier
Formato 2 volumes
Lançamento 1875 (1a. edição)
ISBN 228, Vol. I (1a. edição)
248, Vol. II (1a. edição)
Cronologia
Último
Último
Ao Correr da Pena
O Sertanejo
Próximo
Próximo
Wikisource
O Wikisource possui esta obra:
Senhora (livro)

Senhora é um romance urbano do escritor brasileiro José de Alencar, publicado em 1875, na forma de folhetim.

É um dos últimos romances de Alencar, publicado dois anos antes da morte do escritor. Da mesma forma que Iracema, Senhora é juntamente com Lucíola um dos pontos altos da sua ficção citadina e de atualidade. Romance de final feliz é o último desenvolvimento – agora em clave de maior densidade psicológica – do motivo do conflito entre o amor e o interesse, presente desde os primeiros livros, notadamente A viuvinha.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira e órfã de pai,depois de perder seu irmão apaixonou-se por Fernando Seixas – homem ambicioso - a quem namorou. Este, porém, desfaz a relação, movido pela vontade de se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral, e pelo dote ao qual teria direito de receber. Passado algum tempo, Aurélia, já órfã de mãe também, recebe uma grande herança do avô e ascende socialmente.Passa, pois, a ser figura de destaque nos eventos da sociedade da época. Dividida entre o amor e o orgulho ferido, ela encarrega seu tutor e tio, Lemos, de negociar seu casamento com Fernando por um dote de cem contos de réis. O acordo realizado inclui, como uma de suas cláusulas, o desconhecimento da identidade da noiva por parte do contratado até as vésperas do casamento. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando fica muito feliz, pois, na verdade, nunca deixou de amá-la. A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Aurélia Camargo (Senhora) - Uma mulher diferente de todas as outras que naquela época viviam. Destacava-se pela sua beleza e pela sua maneira de agir e de pensar. Opunha-se a algumas regras determinadas pela sociedade que não lhe agradavam. Aurélia a todos pode dominar e tem tudo o que quer ter. Era educada, delicada, corajosa, elegante, informada, inteligente, experiente. Era com certeza, alguém que nasceu para a riqueza e para a alta sociedade, e talvez, a característica que consideramos a mais importante, que pode ser a explicação de seu sucesso no domínio das pessoas: a sua frieza e seu estimável auto-controle.
  • Fernando Seixas - Uma importante característica de Seixas é o enorme contraste entre a sua vida social que levava na alta sociedade e a que tinha em casa com sua família. Seixas era um homem de classe, que possui bens caríssimos, só disponíveis às pessoas da mais alta sociedade. Fernando era fino, nobre, elegante, educado e extremamente inteligente. Era um moço extremamente jovem e carinhoso, sabia perfeitamente como tratar as irmãs (que o bajulavam a toda hora e brigavam ciumentas por ele). Vale também dizer que Fernando possuía uma barba castanha e um bigode muito elegante.
  • Lemos - Era baixo, não muito gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês. Era vivo, extremamente alegre e confiante. Lemos era ainda um velho otimista, principalmente nos negócios que costumava fazer, e sabia perfeitamente conduzir uma transação, mesmo que esta não se acomode em bons resultados de início, como foi o caso da sua conversa com Seixas pelo dote de cem mil contos de réis oferecidos por Aurélia.
  • Adelaide – Uma mulher rica, poderosa e sedutora. Pelo dote que seu pai oferece tira Fernando Seixas de Aurélia, mas mesmo Torquato Ribeiro sendo pobre ela o amava e conseguiu casar-se com ele graças a Aurélia

Outros personagens[editar | editar código-fonte]

  • D. Firmina –Viúva,ex-vizinha de Aurélia,depois da morte da mãe de Aurélia foi morar com ela e acompanhava a menina na sociedade e fazia todos os seus desejos.
  • D. Emília – mãe de Aurélia e irmã de Lemos, a quem este abandonou por ter-se casado com Pedro Camargo.
  • Pedro Camargo - pai de Aurélia e filho natural do fazendeiro Lourenço Camargo, que deixa, ao morrer, uma herança à neta, Aurélia.
  • Dr. Torquato Ribeiro - moço bom, simples e humilde que procurou ajudar Aurélia nos vários momentos difíceis, quando pobre.
  • Eduardo Abreu - pretendente de Aurélia. Moço bom que custeou as despesas do enterro de sua mãe amada.

Referências

  1. José de Alencas, Senhora, Brasiliana USP

Ligações externas[editar | editar código-fonte]