Senhora de Oliveira

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Município de Senhora de Oliveira
Bandeira desconhecida
Brasão de Senhora de Oliveira
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário Comemorado em 06 de julho
Fundação 12 de dezembro de 1953
Gentílico oliveirense
Prefeito(a) Ricardo Silvino Rodrigues Milagres (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Senhora de Oliveira
Localização de Senhora de Oliveira em Minas Gerais
Senhora de Oliveira está localizado em: Brasil
Senhora de Oliveira
Localização de Senhora de Oliveira no Brasil
20° 47' 38" S 43° 20' 38" O20° 47' 38" S 43° 20' 38" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008[1]
Microrregião Viçosa
Municípios limítrofes Lamim, Piranga, Brás Pires, Rio Espera e Cipotânea
Distância até a capital 180 km
Características geográficas
Área 169,804 km² [2]
População 5 689 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 33,5 hab./km²
Altitude 720 m
Clima tropical de altitude (Classificação climática de Köppen-Geiger Cwa ou Cwb)
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,654 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 30 562,433 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 218,10 IBGE/2008[5]
Página oficial

Senhora de Oliveira é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes que ocuparam a região onde hoje se localiza o município de Senhora de Oliveira foram os índios da tribo Carijó, Cataguá e Botocudo. A cultura e identidade indígenas praticamente desapareceram, mas uma pequena parte foi absorvida: modo de viver, de habitar, comer, além de nomenclatura indígena dos acidentes geográficos da região: Guarapiranga, Itaverava, entre outros.

Os encontros entre índios e colonizadores ocorreram como conseqüência das várias expedições bandeirantes passaram pela região do Rio Piranga no final do Século XVII à procura de Ouro.

No ano de 1692, o Coronel João Amaro Maciel Parente, filho do Mestre de Campo Estevão Ribeiro Baião, governador da Arma da Conquista da Bahia, foi designado para estabelecer uma base de operações na Região do Guarapiranga. Estabeleceu-se na região do rio a que deu o nome de São Miguel. Fundou uma fazenda e um engenho e deu início a fundação do Arraial. Em 1694, foi edificada nesse local uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.

Concluída e inaugurada em 1695 e, reconstruída ou ampliada, tornar-se-ia a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Guarapiranga sob a invocação de Nossa Senhora da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Guarapiranga. Foi o bandeirante JOÃO DA SIQUEIRA AFONSO quem encontrou e declarou o primeiro ouro descoberto na região do GUARAPIRANGA, numa lavra a céu aberto, perto do ribeirão ao qual foi dado o nome de CÓRREGO DAS ALMAS, em 1704.

A partir daí muitos, garimpeiros, aventureiros, e desbravadores viriam a ocupar a região. O arraial de GUARAPIRANGA cresce as margens do Córrego das Almas e ao redor da Capela de Nossa Senhora da Conceição.

Durante a primeira metade do século XVIII Guarapiranga seria pródiga em matéria de exploração aurífera. A partir de 1750, intensifica-se a ocupação rural ao redor da freguesia de Guarapiranga. Inúmeras Cartas de Sesmaria foram concedidas nessa época, dentre elas uma foi concedida ao Padre Jose Dias de Siqueira, datada de 17 de julho de 1764. Por essa Carta de Sesmaria nas paragens da Cachoeira Grande seria fundada a Fazenda da Oliveira. A 25 de outubro de 1758, o mesmo Padre José Dias recebeu uma ajuda para edificar uma capela na Fazenda da Oliveira, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, que acabaria sendo chamada, por simplificação, de Capela da Oliveira ou da Senhora da Oliveira.

Os primeiros fazendeiros que formaram o povoado de Nossa Senhora da Oliveira foram: Justiniano da Cunha Pereira, Alferes Cláudio José de Miranda, João Batista Pereira, Alferes José Inácio da Silva Araújo, Manoel Coelho de Magalhães, Antônio Francisco de Paiva, Antônio Soares Pereira, Domingos Henriques Pereira, Manoel Silvério de Mello, Thomaz Rodrigues Milagres e Antônio Rodrigues.

A partir de 1825 o povoado inicia seu período de crescimento, o Distrito da Capela de Nossa Senhora da Oliveira contava com um total de 839 habitantes e 87 fogos, desse total, 470 seriam pessoas livres e 369 escravos.

Pela Lei Provincial nº 1.030 de 6 de julho de 1859, seria elevada à condição de Freguesia e sede da Paróquia com o nome de Nossa Senhora de Oliveira.

O Largo da Capela passaria a ser chamado de Largo da Matriz de Nossa Senhora da Oliveira, hoje conhecida como Praça São Sebastião.

Em 1923, teve seu nome alterado para Piraguara, palavra de origem tupi-guarani, que significa PEIXE-VERMELHO. Foi emancipada em 12 de dezembro de 1953 através da Lei 1.039 passando a chamar SENHORA DE OLIVEIRA.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2004 era de 5.927 habitantes.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

O assunto comunicação, história e cultura de Senhora de Oliveira é abordado na tese de mestrado intitulada Linguagem, Oralidade e Comunicação Local: O Alto-Falante na Comunidade Mineira de Senhora de Oliveira, defendida por Víviam Lacerda de Souza em 2008, pela Universidade São Marcos.[6]

Também o assunto é abordado no artigo científico O alto-falante: comunicação e tradição cultural (Senhora de Oliveira, Minas Gerais), publicado pela Revista Internacional de Folkcomunicação.[7]


Referências

  1. Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. SOUZA, Viviam Lacerda de (2008). Linguagem, oralidade e comunicação local: o alto-falante na comunidade mineira de Senhora de Oliveira (PDF). Página visitada em 14 de maio de 2011.
  7. SOUZA, Viviam Lacerda de; GOMES, Marília. (2009). [=1092 O alto-falante: comunicação e tradição cultural (Senhora de Oliveira, Minas Gerais)]. Revista Internacional de Folkcomunicação 2 (14): 1-11. ISSN 1807-4960. Página visitada em 14 de maio de 2011.
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