Senhorialismo

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O termo senhoria ou senhorio descreve a organização da economia e da sociedade rurais da Europa Ocidental e Central num determinado período histórico, caracterizada pela atribuição de poderes legais e econômicos a um senhor, a partir do seu solar, que é mantido economicamente pelas suas terras e pelas contribuições obrigatórias de parcela do campesinato que lhe é legalmente sujeita ("servidão") e sobre a qual tem jurisdição. Tais obrigações podiam ser pagas em trabalho (na França, sistema chamado corveia), em espécie ou, raramente, em dinheiro.

Historicamente, a senhoria aplicava-se a um feudo, o qual estava sujeito a um senhor feudal que, usualmente, devia a sua posição e suas terras a um senhor hierarquicamente superior (suserano) em troca de assumir certas obrigações perante o suserano.

Tal como o feudalismo que, juntamente com a senhoria, forma o quadro legal e organizacional do que se costuma denominar sociedade feudal, as estruturas senhoriais não eram uniformes a todas as sociedades que possuíam estas características. Na Baixa Idade Média, ainda havia áreas livres de senhoria ou em que o fenômeno estava incompleto.

Os antecedentes da senhoria podem ser encontrados na economia rural do Baixo Império Romano. Com uma população e uma taxa de natalidade declinantes, a mão-de-obra era o fator-chave para a produção econômica. Ao longo do tempo, o governo romano tentou estabilizar a economia imperial por meio do congelamento da estrutura social: os filhos estavam obrigados a suceder os pais no seu ofício, e os colonos, a mão de obra agrícola, foram proibidos de deixar as terras às quais estavam ligados, o primeiro passo para tornar-se o que o feudalismo chamaria de servos. Em cerca de 325, leis de Constantino reforçaram o status semi-servil dos colonos e limitaram seu acesso aos tribunais. Seu número aumentou com os federados bárbaros que receberam autorização para instalar-se dentro das fronteiras imperiais.

Quando os reinos germânicos sucederam a autoridade romana no ocidente, no século V, os senhores de terras romanos foram simplesmente substituídos por godos ou germanos, com pouca alteração na estrutura econômica. O processo de auto-suficiência rural recebeu um impulso súbito no século VIII, quando o comércio regular no Mediterrâneo foi interrompido devido à expansão islâmica.