Senya Fleshin

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Senya Fleshin (19 dezembro de 1894, Kiev, Império Russo - 19 de junho 1981, Cidade do México, México) foi uma anarquista, jornalista e fotógrafa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Senya Fleshin nasceu em Kiev em 19 de dezembro 1894. Quando ele tinha dezesseis anos sua família emigrou para os Estados Unidos e se estabeleceu em Nova York. Ele trabalhou para o Mother Earth, um jornal anarquista publicado por Emma Goldman.[1]

A vida na Rússia Soviética[editar | editar código-fonte]

Em 1917 Fleshin retornou à Rússia para participar na Revolução Russa, onde ela teve um caso com Louise Berger, outro funcionários da Mother Earth que decidira voluntariamente acompanha-la na viagem.[2] Berger eventualmente deixou-a e foi para Odessa para participar de um grupo de naletchiki (bandidos armados) realizando "expropriações bancárias".[2] Fleshin logo entrou em conflito com governo bolchevique, ao escrever um artigo criticando as políticas do governo bolcheviques, sendo presa e encarcerada.

Logo após ser libertada, ela conheceu Molly Steimer, uma anarquista que tinha sido deportada dos Estados Unidos. Irritadas com a supressão do movimento anarquista russo pelos comunistas,[3] Senya e Mollie organizaram uma sociedade para ajudar prisioneiros anarquistas, viajando pelo país para ajudar os seus companheiros encarcerados. Em 1 de Novembro de 1922, as duas foram-se presas pelas polícia secreta soviética sob a acusação de "ajudar criminosos na Rússia" (ou seja, ajudar outros anarquistas) e "manter os laços com os anarquistas no exterior" (elas estavam se correspondendo com Goldman, que estava em Berlim).[4]

Condenadas a dois anos em um campo de trabalhos forçados da Sibéria pelas autoridades soviéticas, Fleshin e Steimer, em 17 de novembro, declararam uma greve de fome em sua prisão de Petrogrado, sendo liberadas no dia seguinte. Elas foram proibidas, no entanto, de deixar a cidade e foram ordenadas a comparecer às autoridades a cada 48 horas. Pouco tempo depois, elas retomaram seus esforços em nome de seus companheiros presos. Em 9 de julho de 1923, a polícia invadiu o apartamento e elas foram novamente colocadas sob prisão, acusadas de propagar idéias anarquistas, em violação do art. 60-63 do Código Penal soviético.

Acompanhadas por seus companheiros de prisão, Fleshin e Steimer novamente declararam uma greve de fome. Protestos a Leon Trotsky por delegados anarco-sindicalistas estrangeiros, incluindo Emma Goldman, que escreveu uma carta pessoal de protesto para o congresso da Internacional Vermelha de Sindicatos eventualmente trouxe a libertação das duas. Desta vez, no entanto, elas foram notificadas da sua expulsão iminente do país. Em 27 de setembro de 1923, Fleshin e Steimer foram deportadas oficialmente e colocadas a bordo de um navio com destino a Alemanha.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://libcom.org/history/mollie-steimer-1897-1980-paul-avrich?quicktabs_1=0
  2. a b Avrich, Paul, Anarchist Voices: An Oral History,Interviews with Boris Yelensky, Princeton University Press (1996), p. 389
  3. Woodcock, George, Anarchism: A History Of Libertarian Ideas And Movements, Broadview Press (2004), ISBN 1-55111-629-4, ISBN 978-1-55111-629-7, p. 350: No fim de 1922, havia poucos anarquistas ainda soltos, especialmente nas maiores cidades; a maioria tinha sido presa ou fusilada nos porões da Cheka.
  4. http://libcom.org/history/mollie-steimer-1897-1980-paul-avrich?quicktabs_1=0
  5. http://libcom.org/history/mollie-steimer-1897-1980-paul-avrich?quicktabs_1=0

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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