Serge Moscovici

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Serge Moscovici (Brăila, 1928 — 16/11/2014) foi um psicólogo social romeno radicado na França. Trabalhava actualmente como director do Laboratoire Européen de Psychologie Sociale (Laboratório Europeu da Psicologia Social), que ele co-fundou em 1975 em Paris. Era também membro do European Academy of Sciences and Arts, da Légion d'honneur e do Russian Academy of Sciences. O seu filho, Pierre Moscovici, é um conhecido político francês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Moscovici nasceu na Roménia, no seio de uma família judia, que se mudava frequentemente, tendo Moscovici vivido algum tempo em Bucareste e Bessarábia.

Moscovici sofreu discriminação antissemita: em 1938 foi expulso de uma escola em Bucareste devido a legislação antissemita. Por isso, começou a aprender mecânica.

Juntou-se ao partido Comunista Romeno, sob o pseudónimo Kappa. Durante a Segunda Guerra Mundial foi colocado num campo de trabalho durante regime de Ion Antonescu e foi libertado em 1944. Durante esses anos aprendeu sozinho francês e filosofia, através da leitura das obras de Baruch Spinoza e René Descartes.

Depois, viajou pela Palestina, Alemanha e Áustria. Conheceu Isidore Isou, com o qual fundou a revista artistica Da , que foi logo censurada.

Recusou filiar-se num partido e tornou-se soldador numa fábrica de Bucareste, que pertencia a Nicolae Malaxa.

Durante a ocupação soviética, Moscovici ia ficando mais desiludido com o comunismo. Começou a ajudar zionistas a passarem a fronteira e , em 1948 ele próprio imigrou para França. Em Paris, começou a estudar psicologia. Tornou-se amigo de Paul Celan e Isaac Chiva.

Em 1961 termina a sua tese, La psychanalyse, son image, son public, orientado pelo psicanalista Daniel Lagache. Depois, Moscovici dedicou-se ao estudo da epistemologia e da história das Ciências, auxiliado pelo filósofo Alexandre Koyré . Na década de 60 é convidado a dar aulas em três universidades de renome americanas. Foi também professor em Genebra.

Em, 2003 recebeu o Prémio Balzan.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • La psychanalyse, son image, son public, University Presses of France, 1961/1976
  • Reconversion industrielle et changements sociaux. Un exemple: la chapellerie dans l'Aude, Armand Colin, 1961
  • L’expérience du mouvement. Jean-Baptiste Baliani, disciple et critique de Galilée, Hermann, 1967
  • Essai sur l’histoire humaine de la nature, Flammarion, 1968/1977
  • La société contre nature, Union Générale d’éditions, 1972 / Seuil, 1994
  • Hommes domestiques et hommes sauvages, Union Générale d’éditions, 1974
  • Social influence and social change, Academic Press, 1976.
  • Psychologie des minorités actives, University Presses of France, 1979
  • L'Age des foules: un traité historique de psychologie des masses, Fayard, 1981
  • La Machine à faire les dieux, Fayard, 1988
  • Chronique des années égarées: récit autobiographique, Stock, 1997
  • Social Representations: Explorations in Social Psychology, Polity Press, 2000
  • De la Nature. Pour penser l'écologie, Métailié, 2002
  • Réenchanter la nature. Entretiens avec Pascal Dibie, Aube, 2002.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]