Serge Reggiani

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Serge Reggiani
Serge Reggiani e René Arrieu em Os Três Mosqueteiros, 1951
Nome completo Serge Reggianni
Nascimento 2 de Maio de 1922
Reggio Emilia
Morte 23 de julho de 2004
Boulogne-Billancourt
Nacionalidade Francesa
Cônjuge Janine Darcey
Annie Noël
Noëlle Adam
Filho(s) Stephan
Carine
Célia
Simon
Maria
Ocupação Cantor:19652004
Actor: 19381998
Prêmios Ordem do mérito (França)
Gênero literário Canção Francesa
Causa da morte Enfarte do miocárdio
Página oficial
http://serge-reggiani.com/

Serge Reggiani (2 de Maio de 1922 – 23 de Julho de 2004) foi um actor e cantor francês de origem italiana.

Apesar de a canção ter sido a sua segunda escolha, foi neste campo que Reggiani atingiu o zénite da sua carreira sendo unanimemente reconhecido como o maior interprete da Canção francesa

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascimento[editar | editar código-fonte]

Serge Reggiani nasceu em Reggio Emilia em Itália a 2 de Maio de 1922 numa família modesta. O seu pai era ajudante de barbeiro, e sua mãe, operária. Devido às ideias anti-fascistas dos seus pais, a família muda-se em 1930 para França e radica-se em Yvetot na Normandia. O primeiro trabalho de Reggiani foi, tal como o seu pai, de Ajudante de Barbeiro, mas passado pouco tempo inscreve-se no Conservatório das Artes Cinematográficas em Paris onde mais tarde é seguido pela família.

Carreira como actor[editar | editar código-fonte]

Reggiani inicia a sua carreira no teatro em 1941 onde contracena com Jean Marais e interpreta peças de Jean Cocteau. Ainda participará em alguns filmes, mas cedo adere à Resistência francesa e passa à clandestinidade.

Em 1945 casa-se com a comediante Janine Darcey, casamento do qual nascerão os seus dois filhos Stephan e Carine e que terminará em divórcio em 1955.

Em 1948 obtém a cidadania Francesa.

A partir de 1946 e até 1998 Reggiani participará em perto de 100 filmes, entre os quais O leopardo, trabalhando para realizadores como Marcel Carné, Max Ophuls, Sacha Guitry, Luigi Comencini, Luchino Visconti, Claude Chabrol, Claude Lelouch, Ettore Scola e outros.

Em 1958 casa-se com Annie Noël, de quem terá 3 filhos - Célia, Simon e Maria.

No cinema a sua carreira nunca alcançará um pico, no entanto no Teatro obtém o reconhecimento do público e da crítica com a sua interpretação em Les Séquestrés d'Altona de Jean-Paul Sartre.

Carreira como Cantor[editar | editar código-fonte]

Apesar da grande produtividade, e algum êxito alcançado como comediante, Reggiani , instigado por Jacques Canetti, Simone Signoret e Yves Montand começará em 1964 uma nova carreira como cantor. O seu primeiro disco será Serge Reggiani chante Boris Vian

Seduzida pela sua interpretação das canções de Boris Vian a cantora Barbara convida-o a fazer as primeiras partes dos seus concertos na sua tournée. Mais tarde ajuda-o a desenvolver a sua voz que se tornará num timbre de Baritono.

Os textos de Boris Vian (Sobretudo o Le Deserteu), a sua postura esquerdista fará com que Reggiani seja muito apreciado pela juventude Francesa dos anos 60, sobretudo pelos soixante-huitarde.

Reggiani sempre escolheu os melhores compositores para as sua canções, tendo trabalhado nos anos 60 com Pierre Tisserand, Serge Bourgois, Albert Vidalie Georges Moustaki e Jean-Loup Dabadie, nos anos 70 com Maxime Le Forestier e Serge Gainsbourg e nos 80 com Claude Lemesle.

A sua Mulher Annie Noël e o seu filho Stephan Reggiani também escreveram músicas para ele.

Em relação aos poemas de suas canções, para além de Boris Vian, Reggiani também deu a conhecer a uma nova geração a poesia de Rimbaud, Prévert e Appolinaire.

Os seus maiores êxitos na canção francesa serão:

  • Le Déserteur
  • Ma Liberté
  • Les loups sont entrés dans Paris
  • Sarah («  La femme qui est dans mon lit n'a plus vingt ans depuis longtemps »), ;
  • Venise n'est pas en Italie

Anos finais[editar | editar código-fonte]

Em 1980 o seu filho Stephan suicida-se, o que leva Reggiani a uma depressão e a refugiar-se no Álcool. Ajudado pelos seus inúmeros amigos, Reggiani ultrapassa a sua dependência com a música. Editando nesta altura os trabalhos que farão dele o intérprete mais aclamado pelo público e pela crítica da Canção Francesa.

A partir dos anos 90, ultrapassada a depressão, Reggiani continua a actuar ao vivo, sempre com lotações esgotadas e começa a dedicar-se à pintura, chegando mesmo a realizar exposições de pintura

Reggiani actuará ao vivo até mesmo ao ano de sua morte, ocorrida em 23 de Julhode 2004 em Boulogne-Billancourt por Enfarte do miocárdio.


Filmografia Seleccionada[editar | editar código-fonte]

Peças de Teatro(parcial)[editar | editar código-fonte]

Discografia Principal[editar | editar código-fonte]

  • 1965 : Serge Reggiani chante Boris Vian;
  • 1967 : Album no.2 ;
  • 1970 : Je voudrais pas crever' ;'
  • 1972 : En italien ;
  • 1977 : Venise n'est pas en Italie ;
  • 1983 : Olympia 83 ;
  • 1989 : Reggiani 89 ;
  • 1989 : Olympia 89
  • 1992 : 70 balais;
  • 1993: Palais des congrès ;
  • 1993: Jacques Prévert : collection volume 7;
  • 1997: Nos quatre vérités ;
  • 2001: Enfants, soyez meilleurs que nous.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]