Serginho Chulapa

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Serginho Chulapa
Serginho chulapa.jpg
Informações pessoais
Nome completo Sérgio Bernardino
Data de nasc. 23 de dezembro de 1953 (58 anos)
Local de nasc. São Paulo (SP), Brasil
Altura 1,91 m
Apelido Serginho, Chulapa
Posição Treinador, auxiliar técnico, ex-atacante
Clubes profissionais1
Anos Clubes Jogos (golos)
1972
1973-1982
1983-1985
1985
1987
1988
1988
1989-1990
1991
1991-1993
1993
Brasil Marília
Brasil São Paulo
Brasil Santos
Brasil Corinthians
Portugal Marítimo
Egito Mokawloon Al-Arab
Brasil Santos
Brasil Santos
Brasil Portuguesa Santista
Brasil São Caetano
Brasil Atlético Sorocaba
 ? (8)[1]
101 (79)
36 (32)
17 (6)
5 (4)
? (?)
5 (1)
13 (2)
? (?)
? (?)
? (?)
Seleção nacional3
1979-1982 Brasil Brasil 20 (8)
Times que treinou
Anos Clubes Jogos

2001
Brasil Sãocarlense
Brasil Santos


1 Partidas e gols pelo clube profissional
contam apenas partidas do campeonato nacional,
atualizados até 25 de janeiro de 2008.


3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 25 de janeiro de 2008.

Sérgio Bernardino, mais conhecido como Serginho Chulapa (São Paulo, 23 de dezembro de 1953), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante. Encerrou a carreira em 1993.

Índice

[editar] Carreira

[editar] Início

Aos 12 anos, Serginho começou a jogar em times de várzea da zona norte de São Paulo, como o Cruz da Esperança e o Vasco da Gama. "Se não tivesse ido para o esporte, certamente estaria na criminalidade", avalia hoje, em referência ao projeto social desses times.[2] Depois de ser dispensado dos juvenis da Portuguesa, em 1968,[1] e chegar a trabalhar como entregador de leite, Serginho participou, em 1970, de uma peneira na Casa Verde. Sua atuação encantou o técnico dos juvenis do São Paulo,[1] que o chamou para jogar em seu time.

[editar] São Paulo

Sua estréia no elenco profissional do São Paulo foi promovida pelo técnico Telê Santana, em um amistoso contra o Bahia, em 6 de junho de 1973. Quatro dias depois, marcou seu primeiro gol como profissional, no empate em 1x1 contra o Corinthians. Naquele mesmo ano, foi emprestado ao Marília, voltando ao São Paulo em 1974.[3]

Pelo São Paulo, jogou, entre 1973 e 1982, um total de 401 partidas (210 vitórias, 113 empates e 78 derrotas) e marcou 243 gols, tornando-se até hoje o maior artilheiro da história do clube. Nesse período, conquistou o Campeonato Paulista de 1975, 1980 e 1981 e o Campeonato Brasileiro de 1977.

Era nome certo para a Copa de 1978,[4] porém acabou perdendo a chance de jogar quando teve que cumprir um ano de suspensão por agredir um bandeirinha. Em 1982 foi convocado para a reserva e acabou se tornando titular na Copa quando Careca se machucou antes da estréia.

[editar] Santos

No Santos, chegou já experiente, com 29 anos, e por isso mesmo evitou o rótulo de "salvador da pátria".[5] O atleta se identificou com o clube ao longo de três passagens. A partir de 1983, conquistou a artilharia do Campeonato Brasileiro e a artilharia e o gol do título no Campeonato Paulista de 1984 contra o seu maior rival, o Corinthians, por 1 x 0. Ao todo, marcou 104 gols com a camisa do Santos e, junto do ponta-esquerda João Paulo, é um dos dois maiores goleadores da equipe após a Era Pelé.

[editar] Artilharias

[editar] Outros clubes

Posteriormente, jogou no Corinthians, Marítimo Funchal (Portugal), Atlético Sorocaba, Portuguesa Santista e São Caetano, onde encerrou a carreira em 1993.

[editar] Confusões

Além dos muitos gols, as confusões se tornaram a marca registrada do jogador, como a briga com Mauro num jogo entre Santos e Corintians, a agressão ao goleiro Emerson Leão, após uma expulsão, e aos repórteres que estavam no campo depois do término do jogo final com o Flamengo em 1983, no primeiro vice-campeonato brasileiro do Santos. Mas também contava que não gostava de viajar, e quando o jogo era relativamente longe de São Paulo (São José do Rio Preto, por exemplo), dava sempre um jeito de ser expulso no jogo anterior com o objetivo de receber a suspensão automática de um jogo. Na Copa de 1982 chamou a atenção pelo seu bom comportamento e, diziam, havia jogado mal por ter sido "domesticado" em excesso pelo técnico Telê Santana.

[editar] Suspensão de um ano

No Campeonato Brasileiro de 1977, Serginho era o vice-artilheiro (com 15 gols, tinha 5 a menos que Reinaldo, do Atlético-MG) e principal jogador do São Paulo.[6] No dia 12 de fevereiro de 1978 (o campeonato de 1977 só terminou em março do ano seguinte), em uma partida em Ribeirão Preto, contra o Botafogo, o São Paulo perdia por 1x0, quando Serginho aparentemente empatou, aos 45 do segundo tempo. O árbitro Oscar Scolfaro, entretanto, anulou o gol, seguindo a indicação de impedimento do bandeirinha Vandevaldo Rangel.[7]

O centroavante partiu para cima do auxiliar e, segundo a anotação da súmula da partida, "desferiu-lhe um pontapé na perna esquerda, altura da canela, ocasionando um ferimento de aproximadamente uns 10 centímetros, que sangrava abundantemente".[8] Serginho, contudo, negou a agressão: "Eu não chutei, não. Eu fiquei muito nervoso, lógico. (…) Fui para cima dele para saber por que havia anulado o gol. Aí a torcida do Botafogo começou a jogar pedras e garrafas em mim e nos outros jogadores do São Paulo. Uma delas deve ter atingido o bandeirinha, e ele botou a culpa em mim."[1] As imagens da televisão, no entanto, mostravam alguém chutando a canela do auxiliar.[9]

Em 28 de fevereiro, ele foi condenado a uma suspensão de 14 meses, por agressão.[10] Com isso, ficou de fora do segundo jogo das semifinais e da final do Brasileiro de 1977, em que o São Paulo conquistou o título. A suspensão, entretanto, foi ligeiramente abreviada, e ele voltou aos campos 11 meses depois, em 28 de janeiro de 1979, em derrota por 4x1 para o Santos, no Morumbi. Nesse jogo, ele marcou um gol e demonstrou ter superado a suspensão: ao longo de 1979, marcaria 28 gols em 55 jogos.[11]

[editar] Carreira como treinador e auxiliar

No peixe, já foi auxiliar técnico e técnico interino no clube, com bons resultados. Todavia, nervoso por uma derrota agrediu um repórter no vestiário, o que praticamente acabou com suas chances de dirigir outros clubes de ponta. Ficou afastado do clube no período em que Emerson Leão foi o treinador (2002-2004), mas retornou após a sua saída, deixando novamente o clube quando o técnico voltou ao clube, em 2008. Assumiu então o comando da Portuguesa Santista, tendo estreado em 2 de março, na vitória sobre o Taquaritinga por 3 a 2.[12] Com a saída de Leão, voltou a ser auxilar técnico no Santos. Treinou ainda outros clubes do futebol paulista, como São Caetano e Sãocarlense.

[editar] Ligações externas

[editar] Notas

  1. a b c d "Eu? Eu não chutei ninguém", Jornal da Tarde, 14/2/1978, pág. 18
  2. "Times formaram craques", Fábio Mazzitelli e Humberto Maia Junior, Jornal da Tarde, 22/11/2008, pág. 6A
  3. Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Editora Abril, 2005, págs. 167-169
  4. "Em ritmo de seleção", Placar número 408, Editora Abril, 17/2/1978, pág. 12
  5. "Túnel do tempo", Placar número 1195, 4/9/2001, Editora Abril, pág. 7
  6. "O São Paulo vai começar atacando", Jornal da Tarde, 11/2/1978, pág. 11
  7. "São Paulo se complica e dá boa chance ao Grêmio", Placar número 408, Editora Abril, 17/2/1978, pág. 6
  8. "O reserva Édson Fonseca fala da agressão", Jornal da Tarde, 14/2/1978, pág. 18
  9. Coluna de Alberto Helena Júnior, Jornal da Tarde, 15/2/1978, pág. 22
  10. "Condenado", Jornal da Tarde, 1/3/1978, pág. 24
  11. Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Editora Abril, 2005, págs. 195-196
  12. "Lusinha vence na estréia de Serginho", O Estado de S. Paulo, 3/3/2008, pág. E4


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