Serial Experiments Lain

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Serial Experiments Lain
シリアルエクスペリメンツレイン
(shirialu ekusuperimentsu lein)
Gênero Cyberpunk, Mistério, Ficção Científica
Anime
Direção Ryūtarō Nakamura
Exibição original 6 de Julho de 1998 – 28 de Setembro de 1998
Emissoras de TV Japão TV Tokyo
Brasil Locomotion, Animax
Nº de episódios 13
Projeto Animangá  · Portal Animangá

Serial Experiments Lain (シリアルエクスペリメンツレイン, shiriaru ekusuperimentsu rein?) é uma série anime lançada pelo estúdio Triangle Staff, dirigida por Ryutaro Nakamura e desenhada por Yoshitoshi ABe. A série foi transmitida pela TV Tokyo de Julho a Setembro de 1998 e teve um jogo para PlayStation lançado no mesmo ano.

Lain pode ser considerado um anime de vanguarda (ou avant-garde) influenciado por temas filosóficos como realidade, identidade, comunicação e deus. A série se foca em Lain Iwakura, uma adolescente japonesa moradora dos subúrbios, e sua introdução à Wired, uma rede de comunicação global similar à internet. Lain mora com sua família de classe-média, que consiste em sua inexpressiva irmã mais velha Mika, sua fria mãe, e seu pai obcecado por computadores. A primeira agitação em sua vida solitária acontece quando ela descobre que as garotas de sua escola receberam um e-mail de Chisa Yomoda, uma colega de escola que se suicidou. Quando Lain lê a mensagem em casa, Chisa a conta (em tempo real) que não está morta, mas que somente "abandonou a carne", e encontrou Deus na Wired. a partir de então Lain é compelida a um caminho que a leva, cada vez mais profundamente, à rede e aos seus próprios pensamentos.

Serial Experiments Lain é um anime complexo que demonstra abranger influências de Filosofia, história da computação, literatura cyberpunk e teorias da conspiração, e foi assunto de vários artigos acadêmicos. Tendo trazido ao público um tema considerado inovador em sua época, foi um dos animes que obteve maior repercussão, e ostenta, até hoje, a fama de ser um dos maiores sucessos do segmento junto com Akira e Neon Genesis Evangelion.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Serial Experiments Lain descreve a "Wired" como a soma das redes de comunicação humana, criada a partir dos serviços de telégrafo e telefone, e expandida com a internet e suas redes subsequentes. O anime assume que a Wired pode ser ligada a um sistema que permite a comunicação inconsciente entre pessoas e máquinas sem necessitar de uma interface física. A história nos introduz esse sistema com a Ressonância Schumann, uma propriedade do campo magnético da terra que teoricamente supera todas as barreiras de comunicações a longa distância. Se tal ligação fosse criada, a rede se tornaria equivalente à realidade num consenso geral das percepções e conhecimento. A tênue linha entre o real e o virtual começaria a sumir.

Eiri Masami é apresentado como sendo o diretor do projeto "Protocolo 7" (a próxima geração do protocolo de internet daquele tempo) da grande companhia de computação Tachibana Labs. Ele incluiu secretamente um código para se dar o controle da Wired através do sistema descrito acima. Ele então faz o upload de sua própria consciência na Wired e então morreu na vida real alguns dias depois. Esses detalhes são revelados pela metade da série, mas esse é o ponto em que a história de Serial Experiments Lain começa. Masami mais tarde explica que Lain é o artefato pelo qual a barreira entre o mundo real e virtual irá cair, e que ele precisa que ela "abandone o corpo", como ele fez, para alcançar seu objetivo. Ao desenvolver da série, o vemos tentando convencê-la através de intervenções, usando promessas de amor incondicional, destino e, quando todas as tentativas falham, ameaças e força bruta.

Neste meio-tempo, o anime segue um complexo jogo de "esconde-esconde" entre os "Knights", hackers que Masami diz serem "crentes que permitem que ele seja um deus na Wired", e a Tachibana Labs, que tenta reaver o controle do Protocolo 7. No fim, o espectador vê Lain percebendo, depois de muita introspecção, que ela possui poder absoluto sobre a mente de todas as pessoas e até da própria realidade. Os diálogos entre diferentes versões de si mesma mostra o quão afastada do mundo real ela se sente, e seu medo de viver na Wired, onde ela detém as possibilidades e responsabilidades de uma deusa.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • No primeiro episódio, Weird, a aula de Informática básica apresenta comandos de computador com estrutura similar a linguagem C.
  • Em outro episódio, Society, pode-se ver Lain programando seu PDA. No caso, a linguagem que aparece a linguagem LISP. Detalhe: Lisp é uma linguagem muito usada em programação para estudos de inteligência artificial e sistemas especialistas, o que aparece bastante em Lain. O programa que aparece na tela é um código exemplo de algoritmos genéticos que podem ser encontrados clicando aqui. Acredita-se que o uso da linguagem LISP é uma referência aos Apple Newton, que tem aparencia parecida com o PDA de Lain e possuiam uma linguagem de programação (Dylan/NewtonScript) com sintaxe derivada do o Lisp.
  • O sistema operacional fictício utilizado na série, o Copland OS, possui telas geradas pelo NextStep (conforme pode-se ver pela extensão "app" dos arquivos), sistema criado por Steve Jobs após sair da Apple, que mais tarde deu origem ao Mac OS X, que hoje é utilizado nos PCs da marca, como pode ser observado no computador do pai da personagem principal. O nome Copland OS era o codinome de uma versão que estava sendo desenvolvida no começo dos anos 90 que foi engavetada antes de Steve Jobs retornar a Apple. Os computadores também são bem similares aos Apple - sendo os NAVI portáteis baseados nos Apple Newton (inclusive na linguagem de programação, já que eles usavam um dialeto similar ao LISP) e o primeiro computador da personagem principal (o vermelho) sendo baseado no Macintosh comemorativo de Vigésimo Aniversário. A voz que anuncia a série também é produzida pelo Mac OS. é a voz chamada "Whisper", que vem, até hoje, instalado de fábrica. O destaque ao "Be" no "To Be Continued" do final é uma referência ao BeOS, sistema desenvolvido pela empresa de Jean Louis Gasset, importante ex-funcionário da Apple.
  • Existem outras referências à marca Apple Inc. na série, devido ao fato de que seu criador é um usuário ávido dos Macs.
  • O conceito da "Wired" e do anime em si, foi também influência no desenvolvimento do longa The Matrix, dos diretores Andy Wachowski e Larry Wachowski.

Lista de episódios[editar | editar código-fonte]

Os episódios são oficialmente designados como layer.

  1. Weird
  2. Girls
  3. Psyche
  4. Religion
  5. Distortion
  6. Kids
  7. Society
  8. Rumors
  9. Protocol
  10. Love
  11. Infornography
  12. Landscape
  13. Ego

Seiyu (dublador no Japão)[editar | editar código-fonte]

Dublagem Brasileira[editar | editar código-fonte]

Músicas[editar | editar código-fonte]

Tema de abertura[editar | editar código-fonte]

Tema de encerramento[editar | editar código-fonte]

Ficha[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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