Serpente (Bíblia)

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Adão e Eva, e a serpente do Paraíso na entrada da Catedral Notre Dame, em Paris. A Arte da Cristandade Medieval costuma retratar a serpente como mulher, assim enfatizando a capacidade de sedução e sua relação com Eva.

Serpente é o termo usado para traduzir uma variedade de palavras na Bíblia Hebraica, a mais comum delas no hebraico: נחש‎, (nahash), uma palavra genérica para serpente.

A mais famosa serpente bíblica é aquela que conversa no Jardim do Éden e que seduz Eva a comer o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal e nega que ela morrerá disso. A serpente tem a habilidade de falar e demonstrar razão, e é identificada com a Sabedoria: "A serpente é a mais sutil de todos os animais que o Senhor tenha criado" (Genesis 3:1). Não há indicação no Livro do Genesis que a serpente seja uma divindade, embora ela seja um dos dois únicos casos em que animais falem no Pentateuco (o asno Balaão é o outro).

Em Genesis, a serpente é retratada como uma criatura enganadora ou trapaceira, que promove como bom aquilo que Deus proibiu, e demonstra perspicácia ao fazê-lo (cf. Gen. 3:4–5 and 3:22). O Novo Testamento identifica a serpente do Genesis como Satanás e nesse processo redefine pela Bíblia Hebraica o conceito de Satanás ("O Adversário, um membro da Corte dos Céus atuando em nome de Iavé para testar a fé de "), de tal forma que Satanás/Serpente se torna parte de um plano divino para afastar da Criação o Cristo e o Segundo Advento.

A Serpente como figura mitológica no Oriente Médio[editar | editar código-fonte]

A serpente Ouroboros em um antigo manuscrito alquímico grego

A serpente é um objeto de culto extremamente difundido entre todas as civilizações pagãs [1] . Arqueólogos teem descoberto objetos de culto à serpente desde pelo menos a Idade do Bronze em várias cidades pré-Israelitas de Canaã: dois em Megiddo, uma em Gezer, uma no sanctum sanctorum do templo Area H em Hazor, e dois em Shechem. Nas regiões que circundam um antigo santuário hitita, ao norte da Síria, existe uma estátua de bronze de um deus segurando uma serpente numa das mãos. Na Babilônia do século XVI, há um par de serpentes de bronze ladeando cada uma das quatro entradas do templo de Esagila. No Festival do Ano Novo da Babilônia, o sacerdote financiava o carpinteiro e o ourives para fazer duas imagens, cada uma das quais "deve exibir à esquerda uma serpente de cedro, elevando a mão direita ao deus Nabu". Em Tepe Gawra, pelo menos dezessete serpentes da época da Idade do Bronze dos assírios foram descobertas. O deus sumério da fertilidade Ningizzida foi muitas vezes descrito como uma serpente com uma cabeça humana, e até se tornando um deus da cura e da magia.

Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma [p. 496], explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo".

Yavé, a serpente da deusa Aserá[editar | editar código-fonte]

De acordo com Joseph Campbell, Yavé deve ter origem numa serpente que foi parceiro da Deusa mãe Aserá. Isto se reflete na identidade de Yavé com o deus egípcio Seth, e semelhança das práticas entre o culto egípcio de Set e Yahwism (o termo acadêmico para a religião de Judá antes do período do Exílio), tal como o sacrifício do novilho vermelho (detalhado no livro de Plutarco sobre Ísis e Osíris), bem como a semelhança entre Yahweh e a lenda da serpente-de-pernas grega Tifão, cuja imagem aparece com o nome "Ia", "Iah" or "Yah" em vários amuletos encontrados nos inscritos dos Macabeus (cf. Campbell).

Outros exemplos de serpente na mitologia[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. O Graal da Serpente, cap. 12, p.218

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • O Graal da Serpente, Philip Gardner com Gary Orborn. Ed. Pensamento. 2005.