Serra do Navio
| Município de Serra do Navio | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 1992 | ||||
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| Gentílico | serra-naviense | ||||
| Localização | |||||
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Localização de Serra do Navio no Amapá
Localização de Serra do Navio no Brasil |
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sul do Amapá IBGE/20081 | ||||
| Microrregião | Macapá IBGE/20081 | ||||
| Municípios limítrofes | Oiapoque, Calçoene, Pracuúba, Pedra Branca do Amapari e Ferreira Gomes. | ||||
| Distância até a capital | 141 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 7 756,506 km² 2 | ||||
| População | 4 409 hab. IBGE/20103 | ||||
| Densidade | 0,57 hab./km² | ||||
| Altitude | 148,54 m | ||||
| Clima | Não disponível | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,743 médio PNUD/20005 | ||||
| PIB | R$ 146 091,195 mil IBGE/20086 | ||||
| PIB per capita | R$ 37 258,66 IBGE/20086 | ||||
| Página oficial | |||||
Serra do Navio é um município no centro do estado do Amapá.
Índice |
História [editar]
O município de Serra do Navio foi criado em 1º de maio de 1992, através da lei n.º 007/92.
Mina de manganês [editar]
O primeiro relato da presença de manganês no estado do Amapá veio de um relato do engenheiro Josalfredo Borges, a serviço do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em local indefinido às margens do rio Amapari. Com a criação do território federal, em 1943, a pesquisa despertou o interesse do interventor, o capitão Janary Gentil Nunes, que já em seus primeiros meses de gestão deu ampla publicidade ao relatório de Borges. Para o militar, a mineração seria a base da economia e do desenvolvimento do território, ao invés da pesca e dos produtos tradicionais de extração, como a borracha ou a castanha. Em 1945, ele ofereceu um prêmio em dinheiro para quem fornecesse informações que levassem à identificação de depósitos de minério de ferro. Um comerciante ribeirinho chamado Mário Cruz levou pessoalmente ao interventor algumas pedras escuras e pesadas, que usara como lastro para seu barco, em busca da recompensa prometida. O material foi analisado na sede do DNPM no Rio de Janeiro, pelo engenheiro Glycon de Paiva, que constatou tratar-se de manganês de teor elevado.
O mesmo engenheiro foi à Serra do Navio analisar os depósitos e concluiu haver grande viabilidade comercial, mas recomendou que a exploração fosse feita por uma concessão única, que assim teria mais competitividade no mercado internacional. O interventor aceitou a recomendação de Paiva e convenceu o então presidente Gaspar Dutra a criar, por meio do decreto-lei 9.858/46, uma área de reserva nacional englobando todo o depósito de manganês e conferindo ao território a competência para prospectar e explorar, por meio de concessão. Empresas nacionais e estrangeiras foram convidadas a visitar a região e a apresentarem suas candidaturas à exploração da área. Três empresas responderam o convite: a Companhia Meridional de Mineração (subsidiária brasileira da United States Steel), a Hanna Coal & Ore Corporation, e a Sociedade Brasileira de Indústria e Comércio de Minérios de Ferro e Manganês (ICOMI). A brasileira ICOMI, com sede em Belo Horizonte e atuação em Minas Gerais, foi escolhida pelos nacionalistas brasileiros e venceu a concorrência contra as gigantes estadunidenses.7 Mas depois de ganhar a concorrência, a necessidade de capital para realizar a prospecção fez a ICOMI associar-se a outra grande companhia estadunidense, a Bethlehem Steel, maior consumidora mundial de manganês.8 O contrato previa que a ICOMI teria de investir no Amapá pelo menos 20% de seu lucro líquido. Ainda assim, sofreu severas críticas de nacionalistas brasileiros, que faziam objeção à participação de uma firma estrangeira no negócio, do financiamento estrangeiro e do caráter exportador da atividade.9 O contrato assinado em 1947 previa ainda um perímetro máximo de 2.500 hectares, o equivalente a 0,17% do território do Amapá, e o pagamento de 4 a 5% das receitas totais na forma de royalties ao governo do território. Além da área de exploração, foi concedida à empresa uma área adicional de 2.300 hectares para a construção de instalações industriais e estações ferroviárias, além de uma vila operária, que daria origem à cidade de Serra do Navio10 e à vila dos trabalhadres do porto e da ferrovia, que começaram a ser construídas em janeiro de 1957 e ficaram prontas em 1959. Cada vila tinha 330 casas, alojamentos coletivos para solteiros , temporários e visitantes, e prédios coletivos (escolas, hospitais, refeitórios), abrigando até 1.500 pessoas, entre trabalhadores e familiares. A Vila de Serra do Navio foi dotada de ruas largas, postes de concreto para a fiação elétrica e telefônica, calçadas, parques, clubes com piscina, quadras esportivas, restaurante e lanchonete, drenagem de águas das chuvas e tratamento de água e esgoto. Todas as casas tinham mais de 90m² e contavam com saneamento e energia elétrica, proveniente de geradores da ICOMI.10
No entanto, a reserva esgotou antes do tempo previsto e a empresa deixou o local. Com a saída definitiva da ICOMI e após a instalação do município, a sede passou a ser administrada pela prefeitura, e a administração da cidade tornou-se mais eficiente.
Uma curiosidade que pode explicar o nome da cidade é, segundo os antigos moradores, que o rio que passa em frente à cidade, se observado via área, possui a forma de um navio.
Geografia [editar]
Localiza-se na microrregião de Macapá, mesorregião do Sul do Amapá. A população estimada em 2003 era de 3724 habitantes e a área é de 7757 km², o que resulta numa densidade demográfica de 0,48 hab/km². Sua fauna é bastante rica. É uma das poucas cidades brasileiras onde ocorre o beija-flor-brilho-de-fogo, uma espécie rara.
Limites [editar]
- Oiapoque a norte;
- Calçoene e Ferreira Gomes a leste;
- Porto Grande a sudeste;
- Pedra Branca do Amapari a oeste.
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Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Governo do Estado do Amapá - Município de Serra do Navio
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ Drummond 2007, pp. 122-126
- ↑ Drummond 2007, pp. 147
- ↑ Drummond 2007, pp. 135
- ↑ a b Drummond 2007, pp. 127-129
Bibliografia [editar]
- Drummond, José Augusto; PEREIRA, Mariângela de Araújo. O Amapá nos tempos do manganês: o estudo sobre o desenvolvimento de um estado amazônico - 1943-2000. Rio de Janeiro: Garamond, 2007. 498 p. ISBN 978857617118-8 Página visitada em 27 de agosto de 2012.