Sertanejo universitário

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Sertanejo universitário
Gusttavo Lima, um dos mais conhecidos nomes do sertanejo universitário no Brasil.
Origens estilísticas Sertanejo, Música caipira, Arrocha, Forró, Brega, Tecnobrega, Techno, Pop, Embolada, Country e Vanerão.
Contexto cultural Interior das regiões Sudeste, Centro-oeste e Sul do Brasil.
Instrumentos típicos violão, guitarra, viola caipira, violão de doze cordas, contrabaixo (4 ou 6 cordas), sanfona, teclado, piano, bateria, percussão e saxofone.[1]
Popularidade Em todo o Brasil, e em vários da Europa,[2] da América Latina[3] e nos Estados Unidos.[4]
Formas derivadas Sertanejo
Arrocha
Subgêneros
Caipira (ou Sertanejo de Raiz)
Sertanejo Romântico
Pop Sertanejo , Arrocha sertanejo

Sertanejo universitário provém de uma mistura da música sertaneja, do segmento Freestyle do Funk Carioca e dos embalos e agitos das danças do Arrocha. No movimento sertanejo, o segmento é conhecido como sendo seu terceiro movimento. Canções simples predominam nesse estilo, e por conta dos cantores jovens é considerado "universitário".[5] Em vez dos tradicionais acordeões e violões, sintetizadores e guitarras elétricas começaram a ser usadas com mais frequência nesse estilo de música. Esta variação se diferencia do sertanejo por ter mais elementos do pop, e linguagem voltada ao público mais jovem se comparada com demais movimentos do gênero.

Origem[editar | editar código-fonte]

Uma explicação de ampla aceitação sobre a origem desse movimento sertanejo, é de cunho social. A partir da década de 90, muitos jovens oriundos de regiões interioranas dos estados ingressaram nas universidades.[carece de fontes?]

Segundo o advogado Rafael Teodoro, crítico de música e literatura, o conceito de “sertanejo universitário” é dos mais obscuros do cancioneiro nacional. Trata-se de uma aparente “contradictio in terminis”, afinal, “sertanejo” remete à ideia de “sertão”, área agreste, rústica, visto que distanciada dos grandes centros urbanos. Já “universitário” é adjetivo que se liga incontinenti à “universidade”, isto é, espaços de difusão dos saberes científico e filosófico e que, o mais das vezes, situam-se justamente em áreas de intensa urbanização. Por isso, já houve quem quisesse definir “sertanejo universitário” como sendo o “caipira que passou no vestibular” ou “o cidadão urbano com origens no sertão”. Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De “sertanejo” esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e “cair na balada”.[6]

Estilo do sertanejo universitário[editar | editar código-fonte]

Por surgir após o segundo movimento sertanejo (o sertanejo romântico), esse estilo já não conta com letras tão regionais e situações vividas por caipiras (como o Sertanejo raiz).

A interação entre o interior, e a metrópole no âmbito acadêmico, foi essencial para o surgimento a este estilo próprio que hoje conhecemos por Sertanejo Universitário. Como violas e violões, disseminaram nos campus e repúblicas a velha música sertaneja de raiz com o passar dos tempos foi associando ao violão e à viola, instrumentos modernos como guitarras, baixos, bateria, metais e instrumentos de percussão.

O resultado inicial disso foi uma nova roupagem das antigas e clássicas raízes sertanejas que com o avançar dos anos foram se distanciando do movimento anterior, e adquirindo identidade própria. Neste cenário novo, as influências musicais dos jovens do interior também foi gradativamente se misturando com outros estilos, em especial o Pop, o arrocha e o Funk Carioca, estilos geralmente predominantes nas festas promovidas pelos jovens acadêmicos.

Embalado pelo grande apelo popular entre jovens dos gêneros associados, o novo segmento ganhou grande espaço na mídia. Letras e músicas simples, batidas dançantes, e refrões de fácil memorização automática, gerou um grande "boom" no estilo, fazendo com que saísse do restrito âmbito universitário, e tomasse de assalto as rádios e festas de todo país. A repercussão e sucesso do gênero faz com que a cada dia surjam novas duplas e conjuntos sertanejos.

Uma explícita característica desse estilo são os solos feitos nos violões que originalmente eram feitos em guitarras. Isso só reforça a associação dos velhos instrumentos aos modernos.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

O sertanejo universitário encontrou nos jovens, a busca do seu crescimento, trazendo um enfoque em músicas que falam de amor e baladas. Hoje, novos cantores vão surgindo ou outros adotam o estilo e a cada dia o gênero vai se popularizando mais, exemplos são Michel Teló com o hit que virou febre internacional,Ai se eu te pego , Gusttavo Lima com Balada Boa, Jorge & Mateus com o hit Amo Noite e Dia , João Lucas & Marcelo com seu Eu quero tchu, Eu quero tcha, João Neto & Frederico com Lê Lê Lê Luan Santana com "Sogrão Caprichou" , 'Thaeme & Tiago (Hoje não)' , Munhoz e Mariano '(Camaro amarelo)

Referências

  1. GUSTTAVO LIMA DIZ QUE SE CONSIDERA PIONEIRO NA MÚSICA: “ANTES NÃO EXISTIA ESSE ESTILO” (em português) natal.jovempanfm.uol.com.br. Página visitada em 25 de junho de 2014.
  2. Sertanejo faz sucesso na Europa (em português) www.annaramalho.com.br. Página visitada em 29 de maio de 2014.
  3. Globo Esporte Rio - programa desta sexta-feira, 16/05/2014, na íntegra (Ver matéria - "Mala do Globo Esporte na Argentina") (em português) globotv.globo.com. Página visitada em 29 de maio de 2014.
  4. Sertanejo for export (em português) www.portalsucesso.com.br. Página visitada em 29 de maio de 2014.
  5. Melhores músicas do sertanejo Universitário quartouniversitario.com.. Página visitada em 16/07/2012.
  6. TEODORO, R. MIB (Música Imbecil Brasileira): o sertanejo universitário na era da imbecilidade monossilábica. Disponível em: http://www.revistabula.com/332-mib-musica-imbecil-brasileira-o-sertanejo-universitario-na-era-da-imbecilidade-monossilabica/. Acesso em: 27/05/2014
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