Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde Fevereiro de 2008).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.

O Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha OU SIPAAerM é o elo SIPAER na Marinha do Brasil. Os primeiros anos da Aviação Naval, que surgiu em 1916 com a criação da Escola de Aviação Naval, foram caracterizados pelo espírito empreendedor e romântico, pelo arrojo e pela ousadia, naturais em um período no qual a aviação dava seus primeiros passos, despontando como uma nova arma, com inúmeras possibilidades de emprego no cenário militar.

Envoltos nesse clima de entusiasmo, os primeiros Aviadores Navais desdenhavam os riscos inerentes à atividade aérea, o que levou a Marinha a pagar um alto preço antes de adotar as primeiras medidas voltadas para a segurança da sua Aviação . Após a ocorrência de 11 acidentes graves e 5 acidentes leves, em 1927 foi despertada a atenção da Aviação Naval para a segurança dos vôos. Uma das providências tomadas foi a aquisição de pára-quedas em quantidades suficientes, de modo a que cada tripulante dispusesse de um. Um desses pára-quedas, de marca SWITLICK, salvou a vida do 2º Tenente da Reserva Naval Aérea Ruy da Costa Gama, que teve seu BOEING F4B-4 incendiado em pleno vôo. Outra medida tomada, na época, foi a instituição de inspeções semestrais de saúde para aviadores.

No ano seguinte, em 1928, foram criadas regras de vôo, com o estabelecimento de circuito de tráfego nos campos de pouso. Outro passo importante decorreu da criação do serviço de correio. Em 1936, criado o Correio Aéreo Naval, cuja missão principal foi ligar entre si as bases de Aviação Naval de Rio, Santos, Florianópolis e Rio Grande, estabeleceu-se um serviço de rádio comunicação para a informação aos pilotos das condições locais do tempo. Em 1938 a Escola de Aviação Naval abrigou um núcleo de socorro constituído por um caminhão-bombeiro, uma ambulância e respectiva equipe de socorro. É bem verdade que, desde há muitos anos, havia lanchas comuns destinadas ao socorro de aeronaves caídas no mar.

Com a criação do Ministério da Aeronáutica em 1941, e a conseqüente paralisação das atividades aéreas pela Marinha, coube àquele novo Ministério a ativação de órgãos e estabelecimento de regulamentação destinados às atividades de segurança de aviação no país. A partir de 1952, a Marinha foi, paulatinamente, reestruturando a sua aviação e retomando a atividade aérea, surgindo também a necessidade de estabelecer as suas próprias normas de prevenção e investigação de acidentes. Em 18 de outubro de 1972, por meio da Ordem do Dia nº 0013 da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, foi criado o Núcleo do Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha.

Enquanto isso, a segurança de aviação, no âmbito mundial, evoluía rapidamente, ganhando novos conceitos e aperfeiçoando a sua filosofia. Diante disso, houve a necessidade de serem estabelecidos procedimentos em áreas comuns, de interesse dos Ministérios da Marinha e da Aeronáutica na atividade de prevenção e investigação de acidentes, sendo para isso, promulgada a Portaria Interministerial nº 001, de 11 de Outubro de 1974, aprovando a Diretriz Marinha/Aeronáutica nº 01/74 SIPAER.

Em 18 de outubro de 1974, o Ministro da Marinha, em consonância com o Decreto 70050 de 25 de janeiro de 1972, que aprovou o regulamento do SIPAER, e de acordo com a Diretriz Interministerial 01/74, aprovou as Instruções Reguladoras para o Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha (SIPAAerM), com as tarefas de organizar, orientar e supervisionar as atividades de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos na Marinha (SIPAAerM), por meio do Ofício nº 1330.

A partir de então, inserido na estrutura organizacional da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, o SIPAAerM passou a atuar plenamente, ao mesmo tempo em que procurava implantar e difundir uma mentalidade de segurança de aviação nas unidades envolvidas nas operações aéreas na Marinha. Posteriormente, a legislação que definia e regulamentava as atividades de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos na Marinha foi paulatinamente sendo atualizada e aperfeiçoada.

Atualmente, o documento que rege as atividades do SIPAAerM na MB é o Manual de Segurança de Aviação - DGMM 3010 Rev.2.

Ícone de esboço Este artigo sobre a Marinha do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.