Sete-sangrias

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Colombian waxweed (5736084223).jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Lythraceae
Género: Cuphea
Espécie: C. carthagenensis
Nome binomial
Cuphea carthagenensis
(Jacq.) J.F. Macbr.
Sinónimos
Cuphea balsamona Cham. & Schltdl.
Lythrum carthagenense Jacq.
Balsamona pinto Vand.
Parsonsia balsamona (Cham. & Schltdl.) Standl.

Sete-sangrias (Cuphea carthagenensis) é uma planta herbácea nativa de toda a América do Sul, muito empregada na medicina popular.

Outros nomes populares: guanxuma-vermelha, erva-de-sangue, pé-de-pinto

Características[editar | editar código-fonte]

Planta herbácea ereta, pouco ramificada, de 20 a 60 cm de altura, tendo o caule revestido por pêlos glandulares vermelhos e ásperos.

As folhas verdes, simples, são opostas, com pecíolo curto e piloso na face inferior, mais clara. Medem 1,5 a 2,5 cm de comprimento.

Flores pequenas, axilares, de cor rosa-arroxeada. Floresce o ano todo, tendo seu auge nos meses de junho e julho.

Fruto em cápsula. Reproduz-se apenas por sementes, preferindo solos úmidos e arenosos. De fácil dispersão, é considerada invasora de monoculturas, por nascer espontaneamente em terrenos baldios e pastagens.

Duas outras espécies do gênero Cuphea são conhecidas vulgarmente como sete-sangrias, uma alusão a que um tratamento com as plantas equivale ao resultado obtido por sete sangrias (tratamento comum no passado). São elas a C. racemosa (L.f.) Spreng. e a C. mesostemon Koehne.[1]

A planta originalmente denominada de "sete-sangrias" é C. balsamona, que foi indicada para a cura de febres intermitentes e disenterias graves, hoje identificada como C. carthagenensis.

Propriedades terapêuticas[editar | editar código-fonte]

Hipotensora, depurativa, diurética, diaforética, laxativa, auxilia a eliminação de ácido úrico, anti-sifilítica.[2] Usada também contra arteriosclerose, tosse dos cardíacos, hipercolesterolemia, irritação das vias respiratórias, afecções da pele (psoríase e eczema) e insônia.

A planta inteira é utilizada. Embora ainda pouco estudada cientificamente, a literatura etnofarmacológica recomenda seu uso na forma de chá, xarope e extrato alcoólico por via oral, e em compressas locais, conforme o objetivo. Não é indicado usá-la em crianças.[3]

Composição química[editar | editar código-fonte]

Seu extrato bruto contém mucilagens, saponina, óleo volátil (óleo essencial), pigmentos, taninos, flavonóides.[4]

Efeitos colaterais[editar | editar código-fonte]

O consumo em excesso pode causar diarréia. O uso prolongado pode levar a quedas bruscas da pressão.

Referências

  1. Lorenzi, H. 2000. Plantas Daninhas no Brasil - terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 3a. edição. Instituto Plantarum. Nova Odessa. SP
  2. Mors, W.B., C.T. Rizzini & N.A. Pereira. 2000. Medicinal Plants of Brazil. reference Publications, Algonac. Michigan.
  3. Panizza, S. 1998. Plantas que curam (Cheiro de Mato). 3a. edição. IBRASA. São Paulo.
  4. Ericeira, V.R., M.M.R. Martins, C. Souccar & A.J. Lapa. 1984. Atividade farmacológica do extrato etanólico da "sete-sangrias", Cuphea balsamona Cham. VIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil (Manaus). Resumo dos Trabalhos: 35

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Souza, Vinicius Castro e Lorenzi, Harri: Botânica sistemática - guia ilustrado para identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira, baseado em APG II. Instituto Plantarum, Nova Odessa SP, 2005. ISBN 85-86714-21-6
  • Lorenzi, Harri; Abreu Matos, Francisco José de: Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002. ISBN 85-86714-18-6