Seymour Hersh

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Seymour Hersh, em conferência na Trinity University (San Antonio, 2010).

Seymour Myron "Cy" Hersh (Chicago, 8 de abril de 1937) é um jornalista de investigação norte-americano, ganhador do prêmio Pulitzer e especializado em geopolítica, atividades dos serviços secretos e assuntos militares dos Estados Unidos.

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Seymour Hersh é filho de judeus lituanos, falantes de Yiddish, que emigraram da Lituânia e da Polônia para os Estados Unidos, onde abriram uma lavanderia em Chicago. Depois de se graduar em História, na Universidade de Chicago, Hersh trabalhou na rede de farmácias Walgreen's, até ser aceito na Faculdade de Direito da Universidade de Chicago, de onde logo foi jubilado, por ter notas baixas.[1] Depois de voltar a trabalhar por um curto período na rede de farmácias Hersh começou sua carreira jornalística como repórter policial para o City News Bureau, em 1959. Mais tarde, tornou-se correspondente da United Press International em South Dakota. Em 1963, tornou-se correspondente da Associated Press em Chicago e Washington. Quando trabalhava em Washington, Hersh conheceu e ficou amigo de Isador Feinstein Stone, um jornalista independente, crítico virulento do macartismo, cujo jornal, o I. F. Stone's Weekly serviria como inspiração para o trabalho posterior de Hersh. Foi nessa época que Hersh começou a formar seu estilo investigativo, indo além dos briefings do Pentágono e procurando entrevistar individualmente os oficiais de alto escalão.

Depois de se desentender com a Associated Press, que se recusara a publicar uma matéria sobre as atividades do governo dos EUA envolvendo armas biológicas e químicas, Seymour Hersh saiu da AP e vendeu sua história à revista The New Republic.

Durante as eleições presidenciais de 1968, Hersh foi assessor de imprensa da campanha do senador Eugene McCarthy, que disputou com Lyndon B. Johnson a candidatura à presidência pelo Partido Democrata.

Seu livro The Price of Power: Kissinger in the Nixon White House ganhou o National Book Critics Circle Award.

Num artigo de 2004, Hersh relata as manobras do vice-presidente Dick Cheney e do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld para retirar as funções normais de inteligência da CIA de modo a realizar o intento de invadir o Iraque, em 2003. Em outro artigo, Lunch with the Chairman, sobre o político e lobista Richard Perle, levou Perle a dizer que, no jornalismo americano, Hersh era o que havia de mais parecido com um terrorista.[2]

Em maio de 2004, Hersh publicou uma série de artigos descrevendo e mostrando com fotos a tortura de prisioneiros na prisão iraquiana de Abu Ghraib, por militares dos Estados Unidos.

Hersh escreveu oito livros e contribui regularmente para The New Yorker em questões militares e de segurança e continua a despertar polêmica com suas histórias.

Principais feitos jornalísticos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sherman, Scott. The Avenger Columbia Journalism Review.
  2. CNN.com - Transcrição
  3. "Selective Intelligence" — , The New Yorker, 12 de maio de 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Artigos[editar | editar código-fonte]
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