Shaman (banda brasileira)

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Shaman
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Power metal, heavy metal, folk metal
Período em atividade 2000 - 2014
Gravadora(s) Deckdisc
Universal Music
Thurbo Music
Voice Music
Página oficial www.ShamanOfficial.com.br
Integrantes Ricardo Confessori
Ex-integrantes Hugo Mariutti
Andre Matos
Luis Mariutti
Thiago Bianchi
Léo Mancini
Fernando Quesada
Juninho Carelli

Shaman é uma banda brasileira de power metal/metal progressivo formada pelos ex-membros do Angra: Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori. Algum tempo depois, o guitarrista Hugo Mariutti, irmão de Luis se uniu ao grupo, e completou a formação que durou até 2006. Ainda ao fim do mesmo ano, Ricardo Confessori anunciava a volta da banda com uma nova formação contando com Thiago Bianchi, Fernando Quesada e Léo Mancini, que teve seu fim em 2014.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

A banda foi formada no segundo semestre de 2000, quando os músicos Andre Matos (vocal e teclado, ex-Viper ), Luis Mariutti (baixo, ex-Firebox ) e Ricardo Confessori (bateria, ex-Korzus) deixaram a banda Angra. Na mesma época, os três resolveram montar um novo projeto. O mesmo ainda não contava com um guitarrista, sendo assim, Hugo Mariutti (Henceforth), irmão de Luis, foi chamado pelo recém formado grupo, inicialmente apenas para auxiliar nas composições.

O grupo tentou trazer o nome Angra como nome de seu grupo, porém o nome pertencia a empresários ligados a antiga banda de Andre, Luis e Ricardo. Então, tiveram de escolher outro nome para o grupo. O nome escolhido para a nova banda, Shaman (sugerido por Luis Mariutti inspirado no título da música The Shaman, composta por Andre Matos para o Holy Land, álbum do Angra de 1996) significa "aquele que enxerga no escuro", e é representado de maneira geral pelos sacerdotes que curam através dos elementos da natureza. De origem siberiana, os shamans ganharam o mundo e se disseminaram em praticamente todas as culturas. No Brasil, os shamans (também grafado como xamãs) são representados principalmente pelos pajés indígenas.

O Shaman logo começou trabalhando arduamente para se tornar conhecido e firmar seu nome dentro do cenário heavy-metal. Iniciou com uma turnê de estreia no primeiro semestre de 2001, que passou pela Europa e América Latina, obtendo grande receptividade da crítica e do público, o primeiro show da banda no Brasil foi realizado dia 10 de fevereiro de 2001 na cidade de Recife, já o primeiro show da banda foi realizado no Ruisrock Festival em Turku na Finlândia no dia 30 de junho de 2000.

O fato curioso é que para essa primeira turnê mundial não tinha nenhum álbum lançado até então, o set list era composto por poucas músicas novas, muitas músicas do Angra, além de covers de Viper, Metallica, Iron Maiden, Judas Priest e Avantasia. Vale destacar que a música Be Free foi tocada na turnê, mas posteriormente não entrou no album.

Para executar os teclados ao vivo a banda pode contar com o amigo e ex-parceiro de Angra, Fábio Ribeiro.

Ritual[editar | editar código-fonte]

Mesclando heavy metal, música clássica e world music, a banda deu início às gravações de seu primeiro álbum, intitulado Ritual, em janeiro de 2002. O disco foi inteiramente gravado na Alemanha, com exceção das percussões e instrumentos étnicos, totalmente captados e produzidos no Brasil. A produção ficou a cargo do renomado produtor Sascha Paeth (Angra, Edguy, Avantasia, Rhapsody, Virgo, Epica).

Ritual foi bem recebido no Brasil e em todo mundo, sendo lançado em mais de 15 países. A turnê World Ritual Tour durou um ano e meio, passando por diversos lugares do Brasil, Ásia, América Latina e Europa. Foram mais de 130 shows neste período, alguns reincidentes.

Em agosto de 2002, a música Fairy Tale, sétima faixa do disco, entra na trilha sonora da novela "O Beijo do Vampiro" vira sucesso e faz do Shaman a primeira banda de heavy metal brasileira a ter uma música em uma novela da Rede Globo.

Durante o ano de 2003, o Shaman esteve nos primeiros lugares das votações da mídia especializada, e a grande surpresa foi ter seu único álbum até então lançado eleito como o melhor disco de 2002 e 2004 pelos leitores da Folha de S. Paulo , veículo o qual abrange uma gama extensa de leitores de diferentes perfis. Ainda em 2004, a banda abriu o show do Iron Maiden no estádio do Pacaembu em São Paulo para aproximadamente 45.000 pessoas.

O primeiro DVD: RituAlive[editar | editar código-fonte]

A banda então aproveitou para lançar o show gravado ao vivo em 2003 na casa de shows paulistana Credicard Hall com a participação de vários convidados especiais (Tobias Sammet, Marcus Viana, Andi Deris, Sascha Paeth, George Mouzayek e Michael Weikath). O novo trabalho, saiu em CD e DVD, intitulado RituAlive, recebeu ótimas críticas e vendeu muito bem.

A mudança de nome e o segundo disco: Reason[editar | editar código-fonte]

Em 2005, com o segundo álbum de estúdio praticamente finalizado e pronto para o lançamento, por motivos até hoje não muito bem explicados, foi anunciada uma alteração em sua marca. A banda (ou pelo menos a maioria dentro dela) decide acrescentar um A em seu nome, passando a se chamar Shaaman, porém este ajuste não afetaria na pronúncia do nome. Em 2008, Ricardo Confessori viria a dizer que nunca houvera problemas jurídicos e que mudança ocorreu após uma consulta com um numerólogo, que orientou o acréscimo de um "A" para que a carreira da banda decolasse de vez.

Nos meses seguintes chega às lojas o álbum Reason. Com uma "pegada mais direta", o novo álbum mostrou uma banda mais madura e segura, sem medo de quebrar rótulos e inovar. O resultado de Reason, que dessa vez foi gravado no Brasil pelo mesmo produtor do primeiro disco, Sascha Paeth, é o resgate de todo o peso, feeling e espírito do heavy-metal dos anos 80, incluindo aí a presença de elementos eletrônicos. Enquanto Ritual privilegiava a inegável virtuose dos músicos. A música ficou mais orgânica, o que ajudou a evidenciar o contraste entre guitarras pesadas, teclados em estilo new age e batidas tribais de world music. Essa mudança entretanto, desagradou uma grande maioria de fãs, levando a banda mais uma vez, a repensar sua carreira.

Mesmo assim, a banda continuava forte no cenário e o single do disco, “Innocence”, chega às rádios e logo divide o ranking entre as mais pedidas do país. O sucesso se repete na TV com a estreia de um videoclipe. Apesar da boa divulgação, problemas de logística afetariam a distribuição do disco. O mesmo se diz do fator internet e ainda um alto nível de rejeição à “nova fase” do som da banda, contribuíra para uma baixa vendagem de discos. Somada ainda a entrada da banda numa gravadora de porte menor, os resultados gerais não estariam à altura do que a banda já havia conquistado. O segundo single viria a ser "More", uma faixa “cover” da banda inglesa “Sisters of Mercy”.[1]

Dando um tempo[editar | editar código-fonte]

A banda fez uma boa turnê com o Reason, mas problemas entre os integrantes começaram a ocorrer, e a banda resolveu tirar férias do palco.

A separação[editar | editar código-fonte]

Depois de seis meses parados o baterista Ricardo Confessori anunciou uma pausa nas atividades do Shaman no dia 10 de outubro de 2006 através de um comunicado ao fã clube oficial For Tomorrow[2] .

O outro lado[editar | editar código-fonte]

Os demais se pronunciaram numa carta aos fãs, alegando “perda da unidade dentro da banda” e por fim, se diziam fora do SHAMAN.[3]

Renascimento[editar | editar código-fonte]

Ricardo Confessori em entrevista a revista especializada sobre bateria e percussão ("BATERA" - dezembro/2006) confirma que a banda iria regressar as atividades com uma nova formação. Após muitos boatos a banda finalmente retorna com seu nome original (SHAMAN com esta grafia), contando com um time de peso de renomados músicos e novos talentos do metal nacional. Shaman assim voltaria com: Thiago Bianchi assumindo os vocais, Fernando Quesada no baixo e Léo Mancini, antigo membro do Tempestt, na guitarra. Com essa reestruturação o passo seguinte foi o lançamento do álbum Immortal.

Immortal[editar | editar código-fonte]

A escolha do nome para o álbum que marcaria o retorno, foi Immortal, que segundo Confessori, representava bem o momento em que a banda estava vivenciando. Com elementos atmosféricos e étnicos que nos remete ao primeiro álbum do Shaman, o Ritual (2002). Permaneceu durante alguns meses entre os discos mais vendidos do mercado japonês na categoria Rock, posto antes nunca atingido pelo grupo.

O primeiro single do cd foi “In the Dark”, uma canção que também ganharia registro em vídeoclipe, dirigido por “Marcel Marluco”. A “balada” teve sua estreia em canais de música como MTV e VH1. A turnê “Immor tour”, contou com datas marcadas por américa Latina e Europa.

Anime Alive[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento do álbum Immortal, a banda grava em agosto de 2008, em um famoso evento de “anime” na cidade de São Paulo o álbum Anime Alive. Contando com um público de aproximado de 20 mil pessoas. O vídeo mostra passagens de som, clipes e informações sobre o grupo. O DVD ainda conta com cenas inesperadas que revelam até outras facetas dos músicos do SHAMAN, como a cena do guitarrista Léo Mancini, manuseando um Nunchaku durante o solo de bateria.

No mesmo ano ainda seria lançado um versão dupla do álbum Immortal com 5 faixas bônus mais o áudio do Anime Alive 2008.

Origins[editar | editar código-fonte]

Um dos mais recentes trabalhos lançado pelo grupo é o disco de estúdio Origins . Um álbum conceitual que traz a história de Amagat, um guerreiro nascido em uma tribo na longínqua Sibéria, lar dos primeiros Xamãs. Juntamente com o CD foi incluído o DVD "Shaman & Orchestra Live At Masters Of Rock Of Prague", no qual acompanhados pela “Bouslav Prague Orchestra” e conduzidos pelo maestro Turco “Musa Goçman”, a banda apresenta um concertos realizado na República Tcheca em 2009 durante o Festival Masters of Rock, para um publico de mais de 35.000 pessoas.

O álbum foi lançado no japão com a faixa bônus Kurenai cover da banda X Japan.

Novo projeto: Noturnall[editar | editar código-fonte]

Em meados do ano de 2013, a banda se preparava para lançar um novo álbum de estúdio. Esse álbum estava previsto para ser lançado no segundo semestre do ano citado.[4] Inclusive, vídeos com sessões de gravação do disco, o título e até a capa do álbum já haviam sido divulgadas. Um videoclipe com a produção e participação de Russell Allen, vocalista da banda estadunidense de metal progressivo Symphony X, havia sido gravado em Los Angeles.

Porém, no dia 18 de setembro de 2013, sites especializados em heavy metal noticiaram o surgimento de um novo projeto chamado Noturnall, que conta com todos os integrantes do Shaman (exceto Confessori) mais o baterista Aquiles Priester, do Hangar e ex-Angra.[5] O Noturnall abriu um canal no YouTube e postou alguns vídeos explicando sobre o surgimento do projeto e como ele se dará, prometendo lançar um álbum no começo de 2014. Nesses vídeos constam trechos de sessões da gravação de uma música e do videoclipe produzido por Russell Allen e que originalmente seriam lançados pelo Shaman. Inclusive, o nome da banda, Noturnall, foi inspirado no título do que seria o novo álbum do Shaman, Nocturnal. Até agora não foi esclarecido por nenhum dos então integrantes do Shaman se a banda irá continuar ou se realmente chegou ao fim com a criação do Noturnall.

Fim da banda [editar | editar código-fonte]

Em entrevista ao "Ceará Rock[6] , Fernando Quesada confirmou o fim da 2ª formação da banda.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Integrantes do Shaman ao longo do tempo

Discografia[editar | editar código-fonte]

Demos
Álbuns de estúdio
Álbuns ao vivo
Singles
  • "Fairy Tale" (2002)
  • "For Tomorrow" (2003)
  • "Innocence" (2005)
  • "In The Dark" (2007)
  • "Ego" (2010)

Videografia[editar | editar código-fonte]

DVDs
Videoclipes
Ano Título Diretor
2003 "Fairy Tale" Drico Mello
2004 "For Tomorrow"
2005 "Innocence" Maurício Eça, Sérgio Mastrocola e Pablo Nobel
"More" Andrew Eldritch e Jim Steinman
2007 "In The Dark" Marluco Izidoro
2010 "Finally Home" Alex Batista
2011 "Ego"

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • O nome do projeto, "Shaman", significa "aquele que enxerga no escuro". Sua maior representação é geralmente através de sacerdotes que curam através dos elementos da natureza. De origem siberiana, os “xamãs” ganharam o mundo e se disseminaram em praticamente todas as culturas. No Brasil, os ‘shamans’ (também grafado como ‘xamãs’) são representados principalmente pelos pajés indígenas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências e Notas