Shaquille O'Neal

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Shaquille O'Neal
Lipofsky Shaquille O'Neal.jpg
Informações pessoais
Nome completo Shaquille Rashaun O'Neal
Data de nasc. 6 de Março de 1972 (42 anos)
Local de nasc. Newark, Nova Jersey,  Estados Unidos
Altura 2.16 m
Peso 199 kg
Apelido The Big Diesel,[1] The Big Aristotle,[1]
The Big Shamrock,[2] The Big Daddy[2]
Dr. Shaq,[1] Shaq Fu,[1] Superman
[1]
Informações no clube
Número 32, 34, 33, 36
Posição Pivô
Clubes de juventude
1989-1992 LSU
Clubes profissionais
Ano Clubes Partidas (pontos)
1992-1996
1996-2004
2004-2008
2008-2009
2009-2010
2010-2011
Estados Unidos Orlando Magic
Estados Unidos Los Angeles Lakers
Estados Unidos Miami Heat
Estados Unidos Phoenix Suns
Estados Unidos Cleveland Cavaliers
Estados Unidos Boston Celtics
295 (8019)
514 (13895)
205 (4010)
103 (1695)
53 (636)
37 (341)
1207 (28596)
Seleção nacional
1994-1996 Estados Unidos da América 000016 (218)


* Partidas e pontos pelo clube professional
contam apenas jogos da liga e
e estão atualizados até 21 de Julho de 2012[3] [nota 1] .
** Partidas e pontos da seleção nacional estão atualizados
até 21 de Julho de 2012[4] [5] .

Shaquille Rashaun O'Neal (Newark, 6 de março de 1972) é um ex-basquetebolista norte-americano que atuava como pivô. Medindo 2,16 m e pesando 147 kg,[6] Shaq, como ficou popularmente conhecido, é oficialmente listado como um dos maiores jogadores da história da National Basketball Association (NBA), tendo conquistado quatro títulos da liga e acumulado inúmeros prêmios individuais em 19 anos de carreira, sendo mais notável o prêmio de melhor jogador da temporada, em 2000. É frequentemente descrito por especialistas e entusiastas do esporte como um dos jogadores mais dominantes da história da liga.[7] [8] [9] [10] [11]

Disputou basquete universitário pela Universidade do Estado da Louisiana antes de ingressar na NBA, sendo draftado pelo Orlando Magic com a primeira escolha geral do draft de 1992. Rapidamente, tornou-se um dos principais pivôs da liga, tendo recebido o Prêmio de Revelação do Ano na temporada de 1993 e conduzido o Magic às finais da NBA em 1995, feito inédito na história da franquia. Após quatro temporadas em Orlando, Shaq assinou com o Los Angeles Lakers, onde ganhou três campeonatos consecutivos, de 2000 a 2002. Problemas de relacionamento com Kobe Bryant fizeram com que o pivô fosse trocado para o Miami Heat em 2004, franquia pela qual conquistou seu quarto título, em 2006. Após sua passagem por Miami, Shaq também atuou por Phoenix Suns, Cleveland Cavaliers e Boston Celtics, franquia pela qual se aposentou do basquete, em 1º de Junho de 2011.

Dentre suas conquistas individuais constam, além das supracitadas, o prêmio de NBA Most Valuable Player, três prêmios de Jogador Mais Valioso das Finais da NBA, dois títulos de pontuação, 15 seleções para o Jogo das Estrelas da NBA, três prêmios de Jogador Mais Valioso do Jogo das Estrelas, 14 seleções para o Melhor Quinteto da NBA e três seleções para o Melhor Quinteto Defensivo da NBA. Shaq ainda detém duas medalhas de ouro pela Seleção Estadunidense de Basquete, conquistadas no Campeonato Mundial de Basquete de 1994 e nos Jogos Olímpicos de 1996.

A trajetória de Shaq não se resume somente à sua carreira no basquete: fora das quadras, o ex-pivô já lançou quatro álbuns de rap (incluindo um álbum multiplatina), atuou em 12 filmes, trabalhou como apresentador de televisão, é oficial da reserva da polícia portuária de Los Angeles, lutador de MMA e, atualmente, trabalha como analista no programa televisivo Inside the NBA, da rede norte-americana TNT.[6] [12]

Ensino médio e carreira universitária[editar | editar código-fonte]

Shaquille O'Neal nasceu em 6 de março de 1972, em Newark, no estado de Nova Jersey, filho de Lucille O'Neal e Joseph Toney, que deixou a família quando Shaq tinha apenas seis meses de idade. Em virtude disso, O'Neal não considera Toney seu pai; ao invés, ele se refere a Philip Harrison, um sargento do exército dos Estados Unidos, como seu verdadeiro pai.[13] [nota 2] Em 1984, quando Shaq tinha 12 anos de idade, Harrison foi transferido para uma base do exército em Wildflecken, na Alemanha. Em solo alemão, ele começou a crescer em uma velocidade assustadora: com 13 anos, já media 2,03 m. "Nós comprávamos roupas no sábado e na sexta-feira seguinte elas já não serviam", relatou Harrison. Houve episódios em que a família O'Neal encomendava roupas diretamente dos Estados Unidos — porém, até elas chegarem à Alemanha, já estavam pequenas.[15] Em 1985, Shaq conheceu Dale Brown, treinador do time de basquete da Universidade do Estado da Louisiana (LSU). Brown estava na Alemanha ministrando cursos de treinamento e se surpreendeu com Shaquille. "Ele chegou com sua maleta e me perguntou, 'Há quanto tempo você está no exército, soldado?' Eu disse a ele que tinha 13 anos". Ali, Brown iniciou os contatos para que, no futuro, O'Neal fizesse faculdade na LSU.[16] [17] [18] [19]

Dois anos depois, quando Shaq tinha 15 anos, a família O'Neal retornou aos Estados Unidos, alocando-se em San Antonio, no Texas. Shaquille ingressou na Robert G. Cole High School, uma escola pública local, para cursar o ensino médio. Ele não parava de crescer: à época, media 2,13 metros e pesava 113 quilos. Durante sua primeira temporada, o time de basquete da Robert G. Cole emplacou uma série de 32 vitórias e somente uma derrota; O'Neal, porém, era considerado um jogador normal. Seu pai entrou em cena e disse que se Shaquille não podia se esforçar o suficiente para se destacar, então era melhor abandonar o esporte. Na mesma noite, ele marcou 52 pontos em uma partida em Lubbock e chamou a atenção das universidades. A Cole High fez 36-0 e conquistou o título estadual naquela temporada; Shaquille recebeu inúmeros convites para jogar basquete universitário. A LSU, porém, tinha prioridade por conta do contato do técnico Brown, anos antes. "Eu escolhi a LSU, primeiramente, porque o técnico Brown era honesto. Depois, os jogadores eram como uma família. Eles eram próximos. Em outros lugares, um vai pra lá, outro vem pra cá. Aqui, eles estão juntos", afirmou O'Neal.[17]

Ingressou na Universidade do Estado da Louisiana (LSU) em 1989, aos 18 anos, para cursar administração. Em sua primeira temporada na LSU, O'Neal teve médias de 13.9 pontos e 12 rebotes por jogo. Durante as férias, ele disputou o National Sports Festival, uma competição que reunia os principais atletas amadores do país. Contra jogadores até quatro anos mais velhos, Shaquille teve médias de 24.5 pontos e 13.8 rebotes por jogo, sendo nomeado o jogador mais valioso do torneio. Ele apresentou um grande aperfeiçoamento físico em sua segunda temporada na LSU, relacionado à altura de seu salto. Em seu primeiro ano na universidade, ele pulava 40.6 centímetros; no segundo, ele aumentou a envergadura vertical do seu pulo para um metro. O pivô se tornou a peça central do jogo ofensivo da LSU e foi escolhido co-capitão da equipe. Shaquille tornou-se um dos jogadores mais dominantes da NCAA,[20] liderando a liga universitária em rebotes, com 15.2 por jogo. Além disto, ele foi o sexto melhor em pontos (28.5 por jogo), quarto em tocos (4.8) e 14º em aproveitamento de arremessos de quadra (63.9%).[nota 3] [17] [21]

Algumas das características do pivô de 19 anos saltaram aos olhos de quem o assistia na liga universitária, como sua velocidade, considerada incomum para alguém de seu tamanho. Tim Povtak, do jornal Orlando Sentinel, escreveu que Shaquille era

"(...) um poderoso gigante capaz de controlar um jogo de basquete de diversas formas. Ele bloqueia arremessos como Patrick Ewing, mas corre pela quadra como Karl Malone. Ele é forte o bastante para te nocautear, mas gracioso o bastante para sair driblando pela quadra e atlético o suficiente para pegar um passe errante de ponte aérea, mudar seu percurso no meio do pulo e ainda enterrar a bola."[19]

Em 1991, Dale Brown convocou dois consagrados ex-jogadores da NBA para auxiliarem no crescimento de Shaquille: Kareem Abdul-Jabbar e Bill Walton. Kareem ensinou a Shaq o seu famoso sky hook, enquanto Walton ensinou-lhe movimentos ofensivos e técnicas de bloqueio. Walton ficou impressionado com a capacidade de Shaq:

"Ele me lembra Charles Barkley. Shaquille tem aquela rápida, incontrolável explosão, como Barkley. É uma força bruta que você não consegue na sala de musculação. Vem de algum outro lugar, do fundo da alma. O garoto deve ter o talento físico e a disciplina pessoal para ser o melhor de todos."[18]

Estátua de Shaquille O'Neal na Universidade do Estado da Louisiana.

Além do bom desempenho dentro das quadras, Shaquille também era um bom aluno. Dentre os integrantes do time da temporada de 1990-91, ele apresentou as melhores notas, recebendo um 3.0 — a nota máxima era 4.0. Ele tinha planos de encerrar seus estudos antes de se declarar elegível para o draft da NBA; entretanto, ele optou por abandonar o último ano por conta do assédio das franquias.[17]

Durante suas três temporadas na LSU, Shaq teve médias de 21.6 pontos em 61% de aproveitamento de arremessos de quadra, 13.5 rebotes e 4.5 tocos por jogo. Ademais, o pivô também colecionou inúmeras distinções individuais: em 1991 e 1992, foi eleito o Jogador do Ano da Confederência Sudeste e incluído no primeiro time dos All-American, que incluía os melhores basquetebolistas amadores do país. Em 1991, Shaquille recebeu o Troféu Adolph Rupp, entregue pela Associated Press ao melhor jogador da liga universitária e o prêmio de melhor atleta amador do mundo, oferecido pela Tanqueray.[21] [22] O pivô ainda estabeleceu uma série de recordes, tanto na liga quanto na LSU, que o incluiu em seu time do século e no Hall da Fama da universidade.[21] [23]

Sua passagem pela universidade foi eternizada de duas formas: em 2009, a LSU aposentou a camisa 33, utilizada por O'Neal durante sua passagem pelo time[24] e, em 2011, inaugurou uma estátua de bronze do pivô, em tamanho real.[11]

Carreira na NBA[editar | editar código-fonte]

Orlando Magic (1992-1996)[editar | editar código-fonte]

Shaq foi draftado pelo Orlando Magic com a primeira escolha geral do draft da NBA de 1992. O website oficial do Magic descreve a ocasião como "o dia mais importante na história da franquia."[25] Em seus primeiros sete dias na NBA, O'Neal recebeu o prêmio de Jogador da Semana,[26] apresentando médias de 25.8 pontos, 16.4 rebotes e 3.4 tocos por jogo durante as suas cinco primeiras partidas na NBA.[27] Em sua temporada de novato, apresentou médias de 23.4 pontos em 56.2% de aproveitamento em arremessos de quadra, 13.9 rebotes e 3.5 tocos por jogo.[3] O desempenho fez com que ele recebesse o prêmio de Revelação do Ano. Além disso, Shaq se tornou o primeiro novato a ser votado como titular de um Jogo das Estrelas desde Michael Jordan, em 1985.[25] Apesar de não ter conseguido a classificação para os playoffs da liga, o Magic encerrou a temporada com uma série de 41 vitórias (20 a mais do que na temporada de 1991) e 41 derrotas, naquela que, até então, havia sido a mais bem-sucedida temporada da história da franquia.[25]

Os feitos de O'Neal em seu primeiro ano na NBA não pararam por aí: O pivô tornou-se o primeiro novato a marcar 1 000 pontos e pegar 1 000 rebotes em uma temporada desde Buck Williams, na temporada 1981-82. Ao término da temporada de 1992, Shaq havia marcado 1 893 pontos, estabelecendo um novo recorde da franquia.[25] Ele foi, também, o único jogador de toda a liga a ser ranqueado entre os primeiros colocados em quatro categorias: foi o segundo maior reboteiro (com apenas dez rebotes de diferença para o primeiro colocado, Dennis Rodman), o terceiro a distribuir mais tocos, o quarto em aproveitamento de arremessos de quadra e o oitavo em pontos marcados.[28]

Em sua segunda temporada na NBA, Shaq melhorou o seu jogo ofensivo e apresentou médias de 29.4 pontos por jogo (o segundo melhor da temporada, atrás apenas de David Robinson, dos Spurs) e liderou a liga em aproveitamento de arremessos de quadra, com 59.9%. Apresentou outras marcas notáveis, sendo o segundo maior reboteiro da temporada, com 1 072 rebotes (13.2 rebotes por jogo) e o quarto melhor em tocos, com 231 — o sexto em tocos por jogo, com 2.9.[29] Foi naquela temporada que o pivô registrou o primeiro triplo-duplo de sua carreira: em 20 de novembro de 1993, em uma partida contra o New Jersey Nets, Shaq marcou 24 pontos, pegou 28 rebotes e distribuiu 15 tocos.[30]

Novamente, Shaq disputou o Jogo das Estrelas; o pivô também foi incluído no terceiro time do Melhor Quinteto da NBA.[31] A recém-formada dupla com o armador Anfernee "Penny" Hardaway, terceira escolha geral do draft de 1993, conduziu o Magic a uma série de 50—32,[nota 4] fazendo com que a franquia conseguisse, pela primeira vez em sua história, disputar os playoffs da NBA. Durante a fase, Shaq apresentou médias de 20.3 pontos e 13.3 rebotes por jogo;[3] o Magic, entretanto, foi "varrido" pelo Indiana Pacers, perdendo todos os quatro confrontos da primeira série.[32]

Em sua terceira temporada na NBA, Shaq marcou um total de 2 315 pontos e, com uma média de de 29.3 pontos por jogo, liderou a liga em pontos marcados. O pivô foi o segundo mais votado para o prêmio de Jogador Mais Valioso da Temporada (MVP), ficando atrás de David Robinson, do San Antonio Spurs,[33] e, pela terceira vez consecutiva, foi votado para o Jogo das Estrelas, além de ter sido incluído no segundo melhor time da liga.[34] Shaq formou, com Penny Hardaway, uma das principais duplas da NBA; os dois foram determinantes para o Magic terminar a temporada regular com uma série de 57—25, um recorde da franquia, que culminou com o título da Divisão do Atlântico.[35]

O Magic venceu a primeira série de playoff de sua história naquela temporada, com um 3—1 sobre o Boston Celtics. Mas não parou por aí: nas semifinais de conferência, a franquia de Orlando venceu o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4—2 e conquistou o título da Conferência Leste ao derrotar o Indiana Pacers de Reggie Miller por 4—3.[34] O'Neal apresentou médias de 25.7 pontos em 57.7% de aproveitamento de arremessos de quadra, 11.9 rebotes e 1.9 toco por jogo durante os playoffs.[3] O desempenho conduziu o Magic à primeira final da NBA em sua história, contra o Houston Rockets, defensor do título. Em sua primeira presença nas finais, Shaq teve médias de 28 pontos em 59.5% de aproveitamento de arremessos de quadra, 12.5 rebotes e 6.3 assistências por jogo,[3] mas o Magic foi "varrido" pelos Rockets de Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler, que conquistaram o título por 4—0.[34] [35]

Shaq perdeu 28 partidas da temporada de 1995-96 por conta de lesões. Com médias de 26.6 pontos e 11 rebotes por jogo,[3] o pivô disputou o seu quarto Jogo das Estrelas consecutivo e foi novamente nomeado para o terceiro melhor quinteto da liga. Apesar de suas lesões, o Magic encerrou a temporada regular com uma série de 60—22, conquistando a Divisão do Atlântico e ficando na segunda posição da Conferência Leste — os líderes foram os Chicago Bulls, que estabeleceram um novo recorde de vitórias naquela temporada, com 72.[36] Nos playoffs, Shaq apresentou médias de 25.8 pontos em 60.6% de aproveitamento de arremessos de quadra, 10 rebotes, 1.2 toco e 4.6 assistências por jogo.[3] O Magic passou facilmente por Detroit Pistons (3—0) e Atlanta Hawks (4—1), mas não foi páreo para os Bulls, que "varreram" a franquia de Orlando por 4—0 e conquistaram o título da temporada sobre o Seattle SuperSonics.[36]

Ao término da temporada, o seu contrato com o Orlando Magic se encerrou e, assim, o pivô tornou-se agente livre — com isso, ele poderia assinar com qualquer outra franquia da liga, caso assim desejasse. Durante a temporada, Shaq havia tido alguns problemas com o treinador Brian Hill.[37] [38] Em dada ocasião, o pivô declarou que o time do Magic "(...) simplesmente não [o] respeitava". O jornal local Orlando Sentinel publicou uma enquete perguntando a seus leitores se a direção da franquia deveria demitir Hill, caso isso interferisse positivamente na permanência de Shaq no Magic. 82% dos votantes responderam "não". A enquete ainda perguntava: "Shaq vale 115 milhões de dólares?", em referência ao valor do contrato oferecido pela franquia para que o pivô permanecesse. 91.3% das respostas, novamente, eram "não".[39] [40] Em sua biografia, Shaq Uncut, o pivô relembrou o incidente:

"Quando a enquete foi publicada, eu estava jogando com o time olímpico de 1996 e nós estávamos treinando na Disney. Eu ouvi sobre a enquete de todos os caras. Charles Barkley e Scottie Pippen estavam zombando de mim. Eles estavam dizendo coisas como, 'Seus próprios fãs não te querem'. Eu não vou mentir para você — aquilo foi embaraçoso."[41]

Outras questões que contribuíram para a saída de Shaq do Orlando Magic envolviam Penny Hardaway, com quem, dentro das quadras, havia estabelecido uma boa relação. Em sua autobiografia, Shaq Uncut, o pivô afirmou que viria a descobrir que Hardaway se considerava o líder da equipe e, destarte, não admitia que Shaq recebesse um salário superior ao seu:

"Penny decidiu que queria um novo contrato. Um contrato grande. E eu, 'Ei, ele merece, ele é um grande jogador' (...) Então ele finalmente consegue [o contrato], mas quando chega a hora do meu novo acordo, Penny sumiu. Eu descobri que ele queria ter certeza de que ele seria o jogador mais bem-pago do time. Ele disse à pessoas no escritório principal, 'Este é o meu time. É uma liga de armadores agora' (...) Orlando tinha de me pagar 100 milhões de dólares. Na verdade, nós pedimos 115 milhões de dólares. Mas eles não pagariam. Eles voltaram com [uma proposta de] quatro anos, 80 milhões de dólares. Eu perguntei a John Gabriel [diretor geral do Magic] porque eles não me pagariam o que ele sabia que eu merecia e ele disse, 'Nós não queremos irritar Penny. Nós não podemos te pagar mais do que pagamos ao Penny.'"
O'Neal, sobre como Penny Hardaway influenciou em sua saída do Orlando Magic.[41]

Los Angeles Lakers (1996-2004)[editar | editar código-fonte]

Em 18 julho de 1996, Shaquille O'Neal assinou um contrato de sete anos com o Los Angeles Lakers, avaliado em 120 milhões de dólares.[42] Para Jerry West, que à época era o diretor geral da franquia e foi o principal responsável pela contratação, a aquisição de Shaq para os Lakers foi algo comparável ao nascimento de seus próprios filhos.[43] O'Neal afirmou que não trocara o Magic pelos Lakers pela questão financeira (em sua primeira temporada com a nova franquia, Shaq receberia mais de 10 milhões de dólares). "Eu estou cansado de ouvir dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro. Eu só quero jogar basquete, beber Pepsi, vestir Reebok", declarou, em referência a algumas das marcas que o patrocinavam.[44] Além de Shaq, os Lakers também assinaram com o jovem Kobe Bryant, 13ª escolha do draft daquele ano.

Em sua primeira temporada com os Lakers, Shaq, novamente, conviveu com uma lesão no joelho que o tirou de 31 jogos da liga. Com médias de 26.2 pontos em 55.7% de aproveitamento em arremessos de quadra, 12.5 rebotes e 2.8 tocos por jogo,[3] os Lakers venceram 56 partidas naquela temporada, seu melhor desempenho desde a temporada de 1990-91. Apesar da lesão, durante os jogos em que o pivô esteve em quadra, sua equipe venceu 38 jogos e perdeu somente 13.[45] Novamente, Shaq foi incluído no terceiro melhor time da liga e disputou o seu quinto Jogo das Estrelas consecutivo.[46] A franquia de Los Angeles chegou aos playoffs e, na primeira rodada, venceu o Portland Trail Blazers por 3—1; no primeiro jogo da série, Shaq marcou 46 pontos sobre Rasheed Wallace.[47] Nas semifinais de conferência, porém, a equipe de Shaq & Kobe caiu diante do Utah Jazz de Karl Malone e John Stockton por 4—1.[46] Durante os playoffs, Shaq teve médias de 26.9 pontos em 51.4% de aproveitamento em arremessos de quadra, 10.6 rebotes, 1.9 toco e 3.2 assistências por jogo.[3]

Na temporada seguinte, os Lakers chegaram a abrir uma série de 11—0. Porém, Shaq sofreu uma lesão abdominal e desfalcou a equipe por 20 jogos, período no qual acumularam uma série de 13—7; os Lakers encerraram a temporada regular com uma série de 61—21.[45] O pivô teve médias de 28.3 pontos e 11.4 rebotes por jogo e liderou a liga em aproveitamento de arremessos de quadra, com 58.4%.[3] A franquia conquistou a Divisão do Pacífico e, nos playoffs, não encontrou dificuldade para passar por Portland Trail Blazers (3—1) e Seattle SuperSonics (4—1). Nas finais da Conferência Oeste, porém, a equipe não conseguiu superar, novamente, o Utah Jazz, que "varreu" o confronto por 4—0.[48] Nos playoffs, Shaq apresentou uma melhora de seu jogo ofensivo, com média de 30.5 pontos em 61.2% de aproveitamento em arremessos de quadra, além de 10.2 rebotes e 2.8 tocos por jogo,[3] o que lhe rendeu a sua primeira inclusão no time principal do Melhor Quinteto da NBA e nova inclusão no Jogo das Estrelas — a sexta em seis anos de carreira na liga.[48]

Sob a tutela de Shaquille O'Neal e com o crescimento de Kobe Bryant, os Lakers entraram na temporada de 1998-99 como sérios candidatos ao título da liga. A franquia trouxe o ala-armador Glen Rice do Charlotte Hornets[49] e o já veterano ala-pivô Dennis Rodman, cinco vezes campeão da NBA e que havia liderado a liga em rebotes por sete temporadas consecutivas.[50] A temporada foi reduzida para 50 jogos por conta de um lockout e os Lakers tiveram uma série de 31—19 durante a temporada regular, com Shaq apresentando médias de 26.3 pontos em 57.6% de aproveitamento em arremessos de quadra, 10.7 rebotes, 1.7 toco e 2.3 assistências por jogo.[3] Na primeira rodada dos playoffs, a franquia de Los Angeles venceu o Houston Rockets, que tinha jogadores como Hakeem Olajuwon, Charles Barkley e Scottie Pippen — todos os três seriam posteriormente incluídos no Hall da Fama do Basquete —, por 3—1.[48] No quarto jogo da série, Shaq marcou 37 pontos sobre Olajuwon, considerado um dos maiores defensores da história da NBA.[51] Nas semifinais de conferência, porém, os Lakers foram "varridos" por 4—0 pelo San Antonio Spurs, que viria a conquistar o título sobre o New York Knicks.[48] Confirmando o seu costumeiro crescimento durante os playoffs, Shaq teve médias de 26.6 pontos em 51% de aproveitamento em arremessos de quadra, com 11.6 rebotes, 2.8 toco e 2.3 assistências por jogo.[3]

Aquela temporada marcou as primeiras trocas de farpas entre Shaquille O'Neal e Kobe Bryant — a dupla viria a protagonizar, nos anos subsequentes, inúmeros episódios semelhantes. Com a chegada do técnico Kurt Rambis, o ala-armador ganhou espaço e tornou-se a peça central do jogo ofensivo dos Lakers. Em sua biografia, Shaq Uncut, O'Neal relembrou a ascensão de Kobe, afirmando que

"Kobe estava começando a sentir-se confortável na liga. Ele começou a fazer muita coisa e a tirar todo mundo de seu ritmo. Eu disse a ele, 'Ei, você tem que jogar coletivamente', e ele sempre tinha uma resposta. Qualquer coisa que você dissesse ou sugerisse a ele, ele sempre tinha uma resposta. Eu acho que ele nunca disse, 'É, claro, obrigado. Esta é uma boa ideia." Rambis havia tornado Kobe o menino dourado, então todos tinham medo de questionar o menino. Eu não tinha medo de ninguém. Eu diria o que estivesse na minha mente, quer as pessoas gostassem ou não."[41]

Títulos consecutivos (2000-2002)[editar | editar código-fonte]

Em 1999, o Los Angeles Lakers demitiu Kurt Rambis do cargo de treinador da equipe. O escolhido para substitui-lo foi Phil Jackson, que havia conquistado seis títulos da liga com o Chicago Bulls. Imediatamente, o novo técnico dos Lakers foi conversar com Shaquille O'Neal. Nas palavras de Jackson: "Quando eu assumi, eu disse a Shaq em nosso primeiro encontro que o troféu de MVP deveria ser nomeado em sua homenagem, quando ele se aposentasse."[52] Em sua biografia, Shaq Uncut, O'Neal relembrou o seu primeiro encontro com o treinador, afirmando,

"(...) logo após a conferência de imprensa eles me disseram, 'Ele [Jackson] quer conhecê-lo'. Phil não brincou. Ele me disse que esperava grandes coisas de mim. Ele me disse que não havia absolutamente nenhuma razão pela qual eu não deveria ser o MVP da liga. (...) Eu lhe disse que ele tinha a minha palavra. Por um lado, o seu currículo falava por si só. Por outro, eu estava ficando velho e queria vencer. Eu estava cansado das pessoas falarem que eu não era um líder."[41]

A chegada de Phil Jackson a Los Angeles mudou a sorte dos Lakers — e de Shaq. Na temporada de 1999-2000, o pivô apresentou médias de 29.7 pontos em 57.4% de aproveitamento em arremessos de quadra, além de 13.6 rebotes e 3.0 tocos por jogo durante a temporada regular.[3] Pelo seu desempenho, Shaq foi escolhido por 120 entre 121 votantes como o jogador mais valioso da liga.[53] [nota 5] O'Neal conduziu sua franquia ao título da Divisão do Pacífico, com uma série de 67—15. Liderou a temporada com 2 334 pontos marcados — mais de 200 a mais que Vince Carter, do Toronto Raptors, que marcou 2 107 pontos e foi o segundo maior pontuador. Shaq foi nomeado para o melhor quinteto da NBA, para o segundo Melhor Quinteto Defensivo e disputou, novamente, o Jogo das Estrelas, sendo eleito o Jogador Mais Valioso do confronto, marcando 22 pontos e pegando nove rebotes.[54] Nos playoffs, os Lakers venceram o Sacramento Kings por 3-2, o Phoenix Suns por 4-1 e conquistaram o título da Conferência Oeste com um 4-3 sobre o Portland Trail Blazers.[55] Naquela temporada, o pivô apresentou as melhores médias de playoffs de toda a sua carreira: foram 30.7 pontos em 56.6% de aproveitamento em arremessos de quadra, além de 15.4 rebotes e 2.4 tocos por jogo.[3] Os Lakers venceram o Indiana Pacers por 4—2 nas finais e conquistaram o título da temporada.[55] Shaq marcou mais de 30 pontos em todos os seis jogos da série final; nos jogos 1, 2 e 6, marcou 43, 40 e 41 pontos, respectivamente.[56] O seu desempenho na série decisiva lhe rendeu o prêmio de Jogador Mais Valioso das Finais. Reggie Miller, principal jogador dos Pacers, reconheceu a superioridade dos Lakers: "Eu acho que muito disso tem a ver com Phil Jackson chegando e dando confiança a Shaq e aos demais. Eu sei que Phil disse a todos, de primeira, que este era o time do Shaq e que a bola tinha de passar pelo Shaq."[57]

Aquela, porém, foi apenas a primeira grande temporada de Shaquille O'Neal. Na temporada de 2000-01, o pivô teve médias de 28.7 pontos em 57.2% de aproveitamento em arremessos de quadra, 12.7 rebotes. 2.8 tocos e 3.7 assistências por jogo durante a temporada regular. Das 74 partidas disputadas por Shaq na temporada, ele acumulou duplos-duplos em 60 delas.[3] O pivô liderou a liga em aproveitamento de arremessos de quadra (57.2%) e foi o terceiro maior pontuador, com 2 125 pontos marcados. Shaq foi novamente incluído no Melhor Quinteto da NBA e no segundo Melhor Quinteto Defensivo. Os Lakers acumularam uma série de 56—26 e, novamente, conquistaram a Divisão do Pacífico.[58]

Na Casa Branca com o restante dos Lakers, Shaq cumprimenta George W. Bush, presidente dos Estados Unidos, após a franquia conquistar o título da NBA de 2001.

Avassaladora nos playoffs, a franquia de Los Angeles "varreu" os Blazers por 3—0 na primeira rodada e os Kings por 4—0 na segunda. Nas finais de conferência, os Lakers não tomaram conhecimento dos Spurs de David Robinson e Tim Duncan e venceram a série por 4—0, chegando à sua segunda final de NBA consecutiva. Durante os playoffs, Shaq aumentou consideravelmente o seu desempenho, com médias de 30.4 pontos em 55.5% de aproveitamento em arremessos de quadra, 15.4 rebotes, 2.8 tocos e 3.2 assistências por jogo. Contra os Sixers do MVP Allen Iverson, os Lakers confirmaram o retrospecto positivo naquela temporada e conquistaram o seu segundo título consecutivo da NBA ao vencerem a série por 4—1.[58] As finais marcaram o encontro de Shaq com Dikembe Mutombo, eleito Melhor Defensor do Ano. No primeiro jogo das finais, o pivô dos Lakers não tomou conhecimento do prêmio recebido pelo rival, marcando 44 pontos e pegando 20 rebotes. O'Neal apresentou médias de 30 pontos, 15.8 rebotes e 3.4 tocos na série decisiva, que lhe renderam o seu segundo prêmio consecutivo de jogador mais valioso das finais.[59] "Eu nunca vi um jogador melhor na minha vida", disse Larry Brown, técnico dos Sixers, sobre o desempenho de Shaq nas finais. Phil Jackson, técnico dos Lakers, enalteceu o jogo defensivo de seu pivô: "Ele foi o motivador e energizador do nosso time. Sua defesa foi uma das chaves para a nossa vitória." Bill Bertka, assistente técnico de Phil Jackson, afirmou que "(...) Shaq é o maior, mais forte e mais rápido pivô de todos os tempos. Ele tem dons realmente especiais de agilidade e rapidez que homens do seu tamanho geralmente não têm."[60]

Um mês antes do início dos treinamentos para a temporada de 2001-02, Shaq foi submetido a uma cirurgia para corrigir uma deformação em um dos dedos de seu pé, mas mesmo após a cirurgia, o problema continuava o incomodando.[61] Apesar disso, o pivô teve médias de 27.2 pontos em 57.9% de aproveitamento em arremessos de quadra, 10.7 rebotes, dois tocos e três assistências por jogo durante a temporada regular.[3] Novamente, Shaq liderou a liga em aproveitamento de arremessos de quadra e foi o segundo em pontos por jogo, atrás apenas de Allen Iverson, dos Sixers. Durante os playoffs, evoluiu suas médias para 28.5 pontos em 52.9% de aproveitamento, 12.6 pontos, 2.5 tocos e 2.8 assistências. Os Lakers varreram os Blazers por 3—0 na primeira rodada, passaram pelos Spurs nas semifinais de conferência por 4—1 e conquistaram o título da conferência após um 4—3 sobre os Kings,[62] com Shaq marcando 41 pontos e pegando 17 rebotes no jogo 6 da série.[63] Nas finais, a franquia teve vida mais fácil: venceu a série contra o New Jersey Nets por 4—0 e conquistou o seu terceiro título da NBA em três anos consecutivos.[62] Pelo terceiro ano consecutivo, também, Shaquille O'Neal recebeu o troféu de jogador mais valioso das finais, com médias de 36.3 pontos, 12.3 rebotes, 2.5 tocos e 3.8 assistências por jogo.[64] Foi a segunda vez na história que um jogador conquistava o prêmio neste intervalo de tempo — o primeiro havia sido Michael Jordan, entre 1991 e 1993. "Ele é um monstro", declarou Byron Scott, treinador dos Nets. "Atualmente, ele é o melhor, não há ninguém melhor que ele. Sem ele, nós provavelmente estaríamos assistindo a isso em casa. Eu sei que teríamos. Shaq foi como um homem grande brincando com criancinhas, ele foi tão dominante", disse Robert Horry, seu companheiro de equipe.[65]

Problemas físicos e saída dos Lakers[editar | editar código-fonte]

Shaq foi diagnosticado com uma espécie de artrite em um dos dedos de seu pé e foi submetido a uma nova cirurgia, que fez com que o pivô perdesse os primeiros 12 jogos da temporada de 2002-03 se recuperando.[41] Apesar de ter diagnosticado o problema ainda durante suas férias, o pivô aguardou até o início dos treinamentos preparatórios para a temporada para operar. Sua justificava foi, "Eu me machuquei durante meu tempo de serviço, então eu vou me recuperar durante o meu tempo de serviço."[66] Os Lakers não apresentaram um bom rendimento e, nos primeiros 30 jogos da temporada, fizeram 11—19. Shaq teve médias de 27.5 pontos em 57.4% de aproveitamento, 11.1 rebotes, 2.4 tocos e 3.1 assistências durante a temporada regular[3] e foi incluído no Melhor Quinteto da NBA e no segundo melhor Quinteto Defensivo da liga. Apesar do rendimento, os Lakers chegaram aos playoffs, vencendo o Minnesota Timberwolves por 4—2 na primeira rodada, mas caindo nas semifinais de conferência por 4—2 para o San Antonio Spurs, que viria a ser campeão sobre o New Jersey Nets. Shaq teve médias de 27 pontos em 53.5% de aproveitamento, 14.8 rebotes, 2.8 tocos e 3.7 assistências durante os playoffs.[3] [67]

Para a temporada de 2003-04, os Lakers trouxeram os agentes livres Karl Malone e Gary Payton, que haviam feito história em suas franquias anteriores (Utah Jazz e Seattle SuperSonics, respectivamente), mas que não tinham conseguido conquistar um título da NBA.[68] No início da temporada, Shaquille requisitou uma extensão contratual e um aumento salarial, mas a franquia não estava disposta a ceder às exigências do pivô por conta de sua idade (32 anos) e de sua condição física, que já não era a mesma.[69] Ademais, as tensões entre Shaq e Kobe haviam se intensificado: durante a preparação para a temporada, Kobe concedeu uma entrevista à ESPN onde rasgou críticas ao seu companheiro, afirmando que O'Neal não era um líder e criticando sua forma física e o fato de o pivô colocar suas exigências salariais à frente do desempenho do time. Ao ser perguntado sobre as declarações de Shaquille de que os Lakers eram o "seu" time, Kobe disse,

"(...) [Então] é hora de ele agir como um. Isto significa não chegar mais aos treinamentos fora de forma, quando seu time se apoia na sua liderança dentro e fora da quadra. Também significa não culpar os outros pelo fracasso do nosso time, ou culpando membros da comissão técnica por não dramatizarem suas lesões para que você não receba críticas pela sua falta de condicionamento [físico]."[70]

Shaq apresentou médias de 21.5 pontos em 58.4% de arremessos de quadra, 11.5 rebotes, 2.5 tocos e 2.9 assistências na temporada regular.[3] Novamente, o pivô liderou a liga em aproveitamento de arremessos e foi incluído no Melhor Quinteto, além de ter sido eleito MVP do Jogo das Estrelas, com 24 pontos e 11 rebotes, saindo do banco de reservas.[71] . Os Lakers chegaram às finais da NBA ao passarem por Houston Rockets (4—1), San Antonio Spurs (4—2) e Minnesota Timberwolves (4—2) nos playoffs;[72] Shaq teve médias de 21.5 pontos em 59.3% de arremessos, com 13.2 rebotes, 2.5 assistências e 2.7 tocos por jogo. O pivô distribuiu 61 tocos durante os playoffs, sua melhor marca na carreira.[3] Nas finais, entretanto, os Lakers perderam para o Detroit Pistons por 4—1.[72]

O'Neal recebeu críticas após as finais. Tex Winter, técnico-assistente dos Lakers, declarou que "Shaq se derrotou contra o Detroit. Ele jogou muito passivamente. (...) Ele está sempre interessado em marcar pontos, mas ele não esteve nem próximo de se concentrar na defesa e nos rebotes."[69] O pivô também mostrou-se irritado com declarações de Jerry Buss, dono da franquia, acerca de seu futuro em Los Angeles. A saída de Phil Jackson do comando da equipe foi a gota d'água para O'Neal: ele declarou que Buss estava tomando medidas para agradar a Kobe e requisitou ser trocado.[41]

"Nós tivemos um jantar/recepção em um hotel depois do jogo [quinto jogo da série final], e eu e minha esposa, Shaunie, estávamos sentados e entra ninguém menos que Jerry Buss [dono dos Lakers]. Ele geralmente nunca está por aí, mas ali ele estava falando e rindo com Kobe e sua esposa, Vanessa. Nós estávamos sentados a alguns metros mas ele não se aproximou, não disse uma palavra para nós durante toda a noite, sequer nos olhou. (...) Alguns dias depois eu estou em casa e descubro que Phil Jackson não vai voltar. Seu contrato se encerrou e não iam renová-lo. Eu virei para Shaunie e disse, 'Acabou'. (...) Mitch Kupchak [diretor geral dos Lakers] me disse que eu ia conseguir uma extensão [de contrato] e eu seria um Laker eternamente. Logo depois eu estou sentado na minha cozinha e ele está na televisão falando que eles consideram me trocar."
O'Neal, relembrando fatos que culminaram com a sua saída do Los Angeles Lakers.[41]

Miami Heat (2004-2006)[editar | editar código-fonte]

O'Neal jogou pelo Miami Heat de 2004 a 2006, conquistando o título da NBA em 2006.

Em 14 de julho de 2004, O'Neal, 32 anos, foi trocado para o Miami Heat por Caron Butler, Lamar Odom, Brian Grant e uma futura primeira escolha do draft. Para Pat Riley, presidente do Heat, a franquia estava adquirindo o melhor jogador da liga: "Hoje o Miami Heat deu um gigantesco passo à frente em nossa contínua busca por um título da NBA. Nós sentimos que adquirmos o melhor jogador da NBA." A mera chegada de O'Neal ao Heat transformou a franquia, que só havia vencido uma série de playoff em toda a sua história, em um time capaz de conquistar o título da NBA. O impacto da aquisição do pivô foi além das quadras: as vendas de ingressos para jogos do Heat aumentaram imediatamente e, na avaliação dos próprios jogadores da NBA, mais jogadores iriam querer defender as cores da franquia. "Todos querem estar aqui agora", declarou Eddie Jones, ala-armador do time e que já havia jogado com Shaq nos Lakers, de 1996 a 1998. Para o armador Rasual Butler, a cidade de Miami por si só estava "excitada" com a chegada de Shaq ao Heat.[73] [74]

Shaq afirmou que um dos principais motivos pelo qual ele se juntou ao Miami Heat foi o ala-armador Dwyane Wade:

"Eu já havia ganhado três campeonatos e estava querendo ganhar mais três. Eu estava pensando em me transferir e eu vi Vince Carter, pensando se ele seria um cara com o qual [eu] poderia funcionar, mas ele estava jogando em Toronto [com os Raptors] e eu não queria ir para lá. Então eu estava vendo DWade na televisão um dia e eu disse, 'Esse garoto pode ser especial. Ele precisa apenas de um alguém que lhe dê algum espaço.' Então foi o que eu fiz — eu lhe dei espaço na quadra para operar, para fazer as suas coisas."[41]

Em sua primeira temporada com o Miami Heat, Shaq apresentou uma evolução considerável em relação à temporada anterior, com médias de 22.9 pontos em 60.1% de aproveitamento em arremessos, 10.4 rebotes, 2.3 tocos e 2.7 assistências por jogo.[3] O pivô liderou a liga em aproveitamento de arremessos e foi incluído no Melhor Quinteto, além de ter realizado a sua 15ª aparição no Jogo das Estrelas.[72] Shaq foi o segundo colocado na votação para MVP da temporada regular, perdendo para o armador Steve Nash, do Phoenix Suns, por uma margem de 34 pontos, uma das menores diferenças da história da liga.[75] Com uma série de 59—23, o Heat conquistou a Divisão Sudeste e, nos playoffs, varreu o New Jersey Nets e o Washington Wizards por 4—0; nas finais de conferência, porém, a franquia perdeu para o Detroit Pistons por 4—3.[76] O pivô teve participação discreta, com 19.4 pontos em 55.8% de aproveitamento de arremessos, 7.8 rebotes, 1.4 toco e 1.9 assistências.[3]

Antes e durante aquela temporada, o elenco do Miami Heat foi submetido a um intenso processo de preparação física, organizado pelo presidente da franquia, Pat Riley, com o intuito de reduzir os percentuais de gordura corporal de seus jogadores a níveis específicos. Os pivôs deveriam mantê-los em 10%, número muito inferior aos 18% apresentados por O'Neal à época. Em sua biografia, Shaq Uncut, Shaq comentou que o processo

"Não fazia sentido algum para mim. Eu vinha cuidando do meu corpo por doze temporadas da NBA e havia conquistado três campeonatos, e eu nunca tinha visto ninguém de Miami chegar nem perto. Eles podiam estar em melhor forma, mas eu nunca vi nenhum deles por perto quando nós estávamos passando anéis."[41]

O'Neal se apresentou ao Heat com 16% de gordura corporal, valor que foi definido como aceitável por Riley e, em meados da temporada, chegou a 13%. Para O'Neal, os intensos treinamentos físicos de Riley contribuíram para que ele se tornasse mais suscetível a lesões. "Minha gordura está indo embora, (...) mas eu comecei a ter essas pequenas lesões. Eu também estou cansado pra caramba. Eu estou treinando pra cacete e o meu corpo está reclamando. Escandalosamente."[41] De fato, durante a temporada de 2005-06, Shaq sofreu uma lesão no joelho, ainda na segunda partida da época, que o tirou dos 18 jogos subsequentes.

Em agosto de 2005, ele assinou uma renovação de contrato com o Heat por mais cinco temporadas, com salários de 100 milhões de dólares. O pivô afirmou que havia aceitado reduzir o seu salário por conta de um pedido de Antoine Walker, que assinou com o Heat à época de sua renovação. "'Toine me ligou antes de eu negociar e me perguntou se eu estaria disposto a sofrer um corte no salário para que eles [gerentes do Miami] o encaixassem sob o teto salarial. Ele disse que realmente queria jogar comigo",[41] explicou O'Neal.

Quando O'Neal estava perto de retornar às quadras após a lesão no joelho, o técnico do Heat, Stan Van Gundy pediu demissão, alegando questões familiares; Shaq, porém, foi citado como um dos prováveis responsáveis pela queda do treinador.[66] "Eles [imprensa] disseram que eu não jogaria por ele e que esperaria até ele ir embora para voltar a jogar. Eu posso dizer que não havia uma onça de verdade nisso. Você está maluco? Realmente acha que eu preferiria ser treinado por Pat Riley?" O'Neal afirmou que Van Gundy fora demitido porque Riley queria tomar todo o controle do time.[41]

Shaq disputou 59 jogos naquela temporada, com médias de 20 pontos em 60% de aproveitamento de arremessos, 9.2 rebotes, 1.8 tocos e 1.9 assistências. Foi a primeira vez em sua carreira que o pivô teve médias de rebotes inferiores a dez por jogo.[3] Posteriormente, Shaq viria a declarar que "Estatísticas não importam. Eu me importo em vencer, não com estatísticas. Se eu marcar zero pontos e nós vencermos, eu estou feliz. Se eu marcar 50, 60 pontos, quebrar os recordes, e nós perdemos, eu fico irritado. Porque eu sei que eu fiz algo errado."[77] Todavia, ele liderou a liga em aproveitamento de arremessos e o Heat conquistou, novamente, a Divisão Sudeste.[76]

A cena se repete, agora com o Miami Heat: Shaq com a bola da final da NBA de 2006, na Casa Branca.

Durante os playoffs, Shaq teve médias de 18.4 pontos em 61.2% de aproveitamento de arremessos, 9.8 rebotes, 1.4 toco e 1.7 assistência por jogo.[3] O Heat passou por Chicago Bulls (4—2), New Jersey Nets (4—1) e conquistou o título da conferência ao vencer o Detroit Pistons por 4—2.[76] "Nenhum desses times nos deu algum medo", ele declarou posteriormente.[41] Nas finais, porém, a franquia encontrou dificuldades contra o Dallas Mavericks, que largaram com duas vitórias na série. O Heat, porém, venceu os quatro jogos seguintes e conquistou o inédito título da NBA.[76] O'Neal, agora tetracampeão da liga, revelou que um fator determinante para a virada da franquia de Miami foram as notícias de que Mark Cuban, dono dos Mavericks, já estava planejando a realização de uma parada para comemorar o título, após as duas vitórias.[41] O pivô também não desperdiçou a oportunidade de "alfinetar" Kobe Bryant:

"Tudo que eu havia prometido à cidade de Miami se tornou realidade. Nós ganhamos um campeonato, nós tomamos a cidade, e eu havia provado que poderia vencer em qualquer lugar — não apenas junto de algum ala 'arremessador-feliz' em Los Angeles."
O'Neal, "alfinetando" Kobe Bryant após conquistar o seu quarto título da NBA, com o Miami Heat.[41]

Shaq disputou somente 40 jogos da temporada de 2006-07, tendo perdido 35 jogos por conta de uma nova cirurgia no joelho.[78] Em seu retorno, o Heat perdeu Dwyane Wade, que sofrera uma lesão no ombro, e surgiram questionamentos se O'Neal, agora a peça central do time, poderia levar a equipe aos playoffs.[79] Com médias de 17.3 pontos em 59.1% de aproveitamento de arremessos, 7.4 rebotes, 1.4 toco e 2 assistências por jogo,[3] o pivô conduziu o Heat ao topo da divisão, mas a franquia foi "varrida" pelos Chicago Bulls por 4—0 na primeira série dos playoffs.[80] A temporada marcou alguns momentos negativos para Shaquille O'Neal: pela primeira vez em sua carreira, ele teve médias de pontos inferiores a 20 — e ele não teria mais nenhuma outra temporada subsequente com números superiores.[3] Ademais, foi a primeira vez em 13 anos que o pivô não avançou para a segunda rodada dos playoffs.

No início da temporada de 2007-08, O'Neal apresentou uma queda em sua participação ofensiva na equipe do Miami Heat: foram apenas dez arremessos tentados por jogo, com o pivô marcando 14.2 pontos em 59.3% de aproveitamento em arremessos. Shaq teve médias de 7.8 rebotes, 1.4 toco e 1.5 assistência por jogo.[3] Novas lesões prejudicaram o atleta e sua relação com os membros do Heat se deteriorara: Pat Riley afirmou que o pivô estava fingindo a lesão e, após uma áspera discussão entre ambos, Riley decidiu trocá-lo.[41]

Phoenix Suns (2008-2009)[editar | editar código-fonte]

No Suns, O'Neal atuou ao lado do armador Steve Nash, mas a relação dos dois não era das melhores, uma vez que, um ano após O'Neal desembarcar em Phoenix, Nash requisitou pessoalmente que o pivô fosse trocado.[81]

Em fevereiro de 2008, Shaquille O'Neal foi trocado para o Phoenix Suns por Shawn Marion e Marcus Banks.[82] Imediatamente, surgiram questionamentos sobre a adaptação do pivô ao jogo de velocidade imposto pelo Suns do armador Steve Nash.[83] [84] O'Neal estreou pela franquia em 20 de fevereiro de 2008, contra o Los Angeles Lakers, marcando 15 pontos e pegando nove rebotes; todavia, os Lakers venceram por 130 a 124.[85] "Eu vou assumir a culpa por esta derrota porque eu não estava sintonizado com os caras (...) Mas me dê quatro ou cinco dias para realmente me sintonizar que eu vou conseguir", declarou o pivô.[86] Shaq disputou 28 jogos da temporada regular pelo Suns, com médias de 12.9 pontos em 61.% de aproveitamento de arremessos, 10.6 rebotes, 1.2 toco e 1.7 assistência por jogo.[3] Com uma série de 55—27, a franquia chegou aos playoffs, mas caiu ainda na primeira rodada, com um 4—1 frente ao San Antonio Spurs;[87] o pivô teve médias de 15.2 pontos em 44% de aproveitamento de arremessos (sua pior marca na carreira) e 9.2 rebotes.[3]

Na temporada de 2008-09, O'Neal apresentou suas melhores médias desde 2007, com 17.8 pontos em 60.9% de aproveitamento de arremessos (porcentagem mais alta de sua carreira), 8.4 rebotes, 1.4 toco e 1.7 assistência por jogo.[3] Aos 36 anos, Shaq voltou a figurar entre os líderes de estatísticas ao liderar a liga em porcentagem de aproveitamento de arremessos e também retornou ao Melhor Quinteto, incluído no terceiro time, e ao Jogo das Estrelas, recebendo o prêmio de MVP juntamente com Kobe Bryant.[88] Naquela temporada, o pivô apresentou momentos que lembraram os "velhos tempos", incluindo uma partida de 45 pontos e 11 rebotes contra o Toronto Raptors, em 27 de fevereiro de 2009.[89] Sobre a partida, Shaq disse que

(...) "eles estavam tentando me marcar somente com o Chris Bosh, e eu assumi aquilo como um sinal de desrespeito. (...) As pessoas acharam que o meu jogo estava se deteriorando, mas para mim 'deteriorar' é consistentemente acertar 2 de 13 [arremessos] e eu nunca fiz isso. Eu já arremessei 60% antes em uma temporada e [arremessei] 58.2% na minha carreira. Meus números podem estar baixos, mas isto é porque minhas tentativas de arremesso estão baixas. Me dê de 10 a 12 bolas em uma noite e você ficará satisfeito com os resultados."[41]

Shaq conduziu o Suns a uma série de 46—36; a equipe, porém, não conseguiu a classificação para os playoffs — foi a primeira vez, desde a sua primeira temporada na NBA, que o pivô não disputou os playoffs.[88] Em sua biografia, Shaq Uncut, Shaquille afirmou que os membros da equipe técnica do Phoenix Suns "(...) salvaram minha carreira e me ajudaram a entender o meu corpo, e eu sempre serei grato a eles por isso."[41] Ao término da temporada, o pivô foi informado pela diretoria da franquia que eles planejavam trocá-lo, para realizar um corte nas despesas;[41] no entanto, a troca de O'Neal foi diretamente influenciada pelo armador Steve Nash, principal estrela da franquia, o qual requisitou pessoalmente que o pivô fosse trocado, sob o risco de Nash não renovar seu contrato com o Suns.[81]

Cleveland Cavaliers (2009-2010)[editar | editar código-fonte]

Em 25 de junho de 2009, Shaquille O'Neal foi trocado para o Cleveland Cavaliers por Sasha Pavlovic, Ben Wallace, 500 mil dólares e uma escolha de segunda rodada do draft. Em sua chegada a Cleveland, Shaq afirmou que seu objetivo na franquia era "ganhar um anel para o Rei", referindo-se a LeBron James. "LeBron era uma grande estrela. Ele era tão grande quanto eu era em 2000 em LA, quando eu estava dominando a liga. (...) Meus filhos amavam mais o LeBron do que a mim", escreveu o pivô.[41]

A temporada de 2009-10 foi a que Shaq havia apresentado suas menores médias, em praticamente todos os aspectos. Foi a que disputou menos minutos por jogo (23.4); o pivô veio a marcar 12 pontos em 56.6% de aproveitamento, com 6.7 rebotes, 1.2 toco e 1.5 assistências por jogo. Foram 53 partidas durante a temporada regular,[3] número diminuído por conta de uma lesão no dedão direito.[90] O pivô retornou a tempo para os playoffs: os Cavaliers venceram o Chicago Bulls por 4—1 na primeira série, mas caíram nas semifinais de conferência com um 4—2 contra o Boston Celtics.[91] Shaq teve médias de 11.5 pontos em 51.6% de aproveitamento de arremessos e 5.5 rebotes por jogo durante os playoffs,[3] tendo marcado 17 e 21 pontos nos jogos 4 e 5 da série contra os Celtics.[92]

Boston Celtics (2010-2011)[editar | editar código-fonte]

O'Neal aos 38 anos, em 20 de outubro de 2010, quando o Boston Celtics enfrentou o Miami Heat, no TD Garden. Esta foi a primeira partida do pivô como membro dos Celtics.[93]

O'Neal tornou-se um agente livre ao término da temporada. Após ouvir declarações de Kobe Bryant de que ele tinha mais anéis de campeão do que Shaq, Wyc Grousbeck, presidente do Boston Celtics, vislumbrou a oportunidade de assinar com o pivô, buscando intensificar ainda mais a rivalidade entre Lakers e Celtics — e, por conseguinte, entre Shaq e Kobe. Em 4 de agosto de 2010, a franquia de Boston anunciou que havia assinado com Shaquille. "Não é todo dia que você pode adicionar um jogador do calibre de Shaquile ao seu time. Sua experiência passada fala por si e nós acreditamos que ele é um encaixe perfeito para o nosso elenco", declarou Danny Ainge, diretor geral da franquia. Shaq, 38 anos, assinou um contrato de dois anos com os Celtics, recebendo o valor mínimo de veteranos, de 1,3 milhões de dólares; o técnico da equipe, Doc Rivers, quis se assegurar de que o pivô não provocaria problemas dentro do vestiário, por conta de um incidente com Mo Williams, na época em que defendia o Cavaliers.[41]

Os Lakers haviam sido campeões da temporada anterior. Ao ser perguntado sobre o que o seu quinto título da NBA significava para sua carreira, Kobe declarou, "Eu conquistei um a mais que o Shaq. Então, pode mandar esse para o banco." Rebatendo as declarações de Kobe, Shaq declarou que não estava competindo com

"(...) alas pequenos. Eu não compito com caras pequenos que correm por aí dominando a bola, arremessando 30 vezes em uma noite, como D-Wade, Kobe. Agora, se Tim Duncan dissesse isso [que Kobe disse], eu ficaria irritado. Ele é o único cara com quem eu estou competindo. Se Tim Duncan conseguir cinco anéis, então isto dá a algum escritor a chance de dizer, 'Duncan é o melhor', e eu não posso lidar com isso."[94]

Ele também revelou que possuía laços com o Big Three dos Celtics: O'Neal detinha uma amizade de longa data com Kevin Garnett, havia sido o responsável por batizar Paul Pierce de "The Truth" ("A Verdade") e sua mãe era amiga da mãe de Ray Allen. Ademais, o jogo coletivo empregado pela franquia seduziu Shaq. O pivô teve uma conversa pessoal com Doc Rivers, na qual o técnico dos Celtics afirmou que ele não seria titular e que não teria um "tratamento de superestrela" e, apesar de O'Neal desejar a titularidade, ele optou por manter o seu desejo para si.[41]

Aos 39 anos, Shaq havia se apresentado ao Celtics em boas condições físicas: "Quando eu apareci nos treinamentos, eu posso lhe dizer que eles estavam impressionados. A comissão técnica me olhou e me deu dois polegares levantados."[41] Entretanto, as expectativas geradas sobre o pivô não corresponderam à medida que ele sofreu com inúmeras lesões durante a temporada. Shaq disputou apenas 36 partidas na temporada de 2010-11. Pela primeira vez em sua carreira, teve médias de pontos abaixo de dez por jogo: foram 9.2 pontos em 66.7% de aproveitamento de arremessos (9.6 arremessos tentados por jogo). Além desta marca, ele apresentou médias de 8.5 rebotes, dois tocos e 1.2 assistência por jogo.[3] Apesar de os Celtics terem avançado até as semifinais de conferência nos playoffs,[95] O'Neal disputou somente duas partidas na fase final, ambas contra o Miami Heat. Ele esteve em quadra por pouco menos de 12 minutos e marcou somente dois pontos.[96]

Em 1º de junho de 2011, Shaquille O'Neal anunciou a sua aposentadoria do basquete, por intermédio de redes sociais. No Twitter, Shaq publicou um vídeo no qual dizia, "Nós conseguimos. Dezenove anos, baby. Eu queria agradecê-los. É por isto que estou contando a vocês primeiro. Eu estou prestes a me aposentar. Amo vocês. Nos falamos em breve."[97] Dois dias depois, O'Neal concedeu uma entrevista coletiva em sua casa, em Orlando, para anunciar a sua aposentadoria de forma oficial.[98]

Seleção Norte-Americana de Basquete[editar | editar código-fonte]

Medalhista
Competindo por Estados Unidos Estados Unidos
Basquetebol
Campeonatos Mundiais
Ouro Mundial de 1994
Jogos Olímpicos
Ouro Jogos Olímpicos de 1996

Quando estava na Universidade do Estado da Louisiana, O'Neal foi considerado para ocupar a vaga universitária na Seleção Estadunidense; o escolhido, porém, foi Christian Laettner (com quem viria a atuar no Miami Heat, anos mais tarde).[99] Sua carreira internacional foi iniciada em 1994, aos 22 anos, quando o pivô foi convocado para o Campeonato Mundial daquele ano. Apesar de estar somente no seu segundo ano na NBA, O'Neal foi o pivô titular dos Estados Unidos na competição. Com médias de 18 pontos em 71.3% de aproveitamento de arremessos e 8.5 rebotes por jogo, Shaq conduziu a seleção estadunidense a uma série de 8—0, que culminou com o título do campeonato.[4] Além da medalha de ouro, O'Neal também foi eleito o MVP do torneio.[100]

Em 1996, ano em que viria a assinar com o Los Angeles Lakers, Shaq, 24 anos, foi convocado para os Jogos Olímpicos. Frente à concorrência de Hakeem Olajuwon e David Robinson, o pivô assumiu um papel secundário e iniciou apenas três partidas como titular. Apresentou médias de 9.2 pontos e 5.2 rebotes durante a disputa do basquetebol masculino. Os Estados Unidos venceram todos os oito jogos e conquistaram a medalha de ouro.[5] Para O'Neal,

"Não havia nenhuma dúvida de que o time estadunidense de 1996 ia ganhar a medalha de ouro. Nós tínhamos Charles Barkley, Hakeem Olajuwon, Karl Malone, John Stockton e Reggie Miller. (...) Eu sabia que eu não iria brilhar, mas estava querendo mostrar ao mundo um pouco do que eu era."[41]

Anos mais tarde, em sua biografia Shaq Uncut, o pivô viria a revelar seu desapontamento para com o técnico Lenny Wilkens por não ter o colocado em quadra no jogo final. Shaq havia feito planos de ter uma grande exibição durante a partida final para orgulhar o seu pai. Wilkens, porém, optou por David Robinson para o jogo decisivo. O'Neal afirmou que

"Com um passado militar, eu estava querendo estar lá na plataforma, com a medalha de ouro, ouvindo o nosso hino nacional ser tocado. Era um momento que eu queria vivenciar. Eu sabia que meu pai ia ficar muito orgulhoso de mim. O que aconteceu acabou comigo. Antes do jogo, Lenny Wilkens veio a mim e disse, 'Shaq, você vai disputar muitas outras Olimpíadas, mas esta será a última de David Robinson, então eu vou colocá-lo em quadra por mais tempo.' (...) Eu mal joguei no jogo da medalha de ouro. Joguei cerca de cinco minutos ao todo. Wilkens me colocou nos minutos finais. Acho que fiz dois pontos. Era a terceira Olimpíada do David Robinson e a minha primeira. Então você não pode me dar mais tempo de jogo? Eu fiquei realmente desapontado. Depois de vencermos, eu peguei minha medalha, entrei no meu carro e fui pra casa."| O'Neal, sobre seu desapontamento com o técnico Lenny Wilkens.[41]

Aquela foi a última exibição de Shaquille O'Neal com a camisa da Seleção Estadunidense. Em 1999, o pivô ficou revoltado por ter sido desconsiderado para a Copa América daquele ano, afirmando tratar-se de uma "falta de respeito".[101] Considerado para os Jogos Olímpicos de 2000, O'Neal rejeitou a convocação, afirmando que "duas medalhas de ouro eram suficientes".[102] Ele também viria a rejeitar convocações para o Campeonato Mundial de 2002[103] e para os Jogos Olímpicos de 2004[104] e 2008.[105]

Estilo de jogo[editar | editar código-fonte]

"Ele é a combinação perfeita de força e rapidez; uma maior e mais poderosa reencarnação de Wilt. Inteligente, habilidoso e super-competitivo, o Big Diesel dissemina o medo em seus oponentes e torna seus companheiros melhores. E anéis parecem segui-lo onde quer que ele vá."[106]

Medindo 2,16 metros e pesando 147 quilos, Shaquille O'Neal sempre se destacou pela força e, dentro de quadra, buscava tirar o máximo proveito da sua composição física. Desprovido de muitos recursos técnicos,[107] o pivô lançava mão de sua força e peso para dominar seus oponentes. Descrito como "o jogador fisicamente mais imponente a jogar na era moderna da NBA",[108] destacou-se em praticamente todas as vertentes do basquete: em sua trajetória de 19 anos na NBA, tornou-se o sexto maior pontuador da história da liga, quinto colocado em arremessos de quadra convertidos, 13º em rebotes e sétimo em tocos. Em sua carreira, Shaq acumulou um duplo-duplo, com médias de 23.7 pontos e 10.9 rebotes por jogo. Ademais, o pivô apresentou médias de 58% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 2.3 tocos por jogo.[3]

Destacou-se nos dois lados da quadra. Ofensivamente, Shaq marcou 28 596 pontos e consolidou-se como o sexto maior pontuador da história da NBA. Grande parte dos seus pontos foi marcada com o pivô atuando próximo da cesta, no chamado low post, recebendo passes over the top (quando quem está com a bola passa a mesma por cima de seu marcador) e, então, realizando o drop step, um giro sobre o marcador, que se tornou uma de suas marcas registradas.[108] [109] Apesar de não ter desenvolvido grandes espetáculos acrobáticos em enterradas, Shaq realizava os slam dunks com agressividade e, ocasionalmente, entretia os espectadores em enterradas que derrubavam toda a estrutura da cesta.[110] "Uma vez que eu comecei a enterrar, eu não conseguia parar. Eu adorava a força disso, e eu estava viciado nos olhares aterrorizados nas faces dos caras quando eu enterrava sobre eles. Não podia ser a única parte do meu jogo, eu entendia isso — mas podia ser a parte do meu jogo."[41] Além do desempenho com a bola nas mãos, Shaq também destacou-se nos rebotes ofensivos, com 4 209 — ele é o sexto maior reboteiro ofensivo da história da NBA.[3] [111]

Defensivamente, Shaq desenvolveu um estilo de jogo consistente, mas apesar de ter acumulado médias de carreira de 7.4 rebotes defensivos, 2.3 tocos por jogo e ter sido escolhido três vezes para o Melhor Quinteto Defensivo da NBA, nunca foi considerado um grande jogador de defesa. Quando chegou ao Los Angeles Lakers, em 1999, Shaq ouviu do lendário treinador Phil Jackson de que teria de aprimorar o seu jogo defensivo. Dois anos depois, após o primeiro jogo das finais da NBA de 2001 (os Lakers foram derrotados pelo Philadelphia 76ers, mas viriam a conquistar o título), o pivô recebeu críticas de seu treinador por conta de sua defesa.[69] O próprio Shaq reconhece: "Eu sempre fui um jogador ofensivo. Nunca fui um jogador de defesa".[112] O seu jogo defensivo é frequentemente citado como uma das principais causas pela qual Shaq nunca foi considerado o melhor pivô da história da NBA.[112] [113]

"Quando eu cheguei ao meu ano de calouro (...) Eu ainda estava desenvolvendo o meu jogo. Eu disse ao técnico Brown, 'Não se preocupe comigo. Eu não preciso marcar pontos. Deixe aqueles outros caras fazerem isso. Eu vou apenas defender e bloquear arremessos'. Aquela foi a primeira e última vez em que eu disse aquilo."
O'Neal, sobre o desenvolvimento de seu jogo defensivo.[41]

Uma de suas principais deficiências eram as cobranças de lances livres: sua média de acertos na carreira foi de apenas 52.7%. Shaq foi o terceiro maior cobrador de lances livres da história da NBA, com 11 252 tentativas e somente 5 935 acertos.[3] O pivô estabeleceu recordes negativos: em 8 de dezembro de 2000, pelo Phoenix Suns, desperdiçou todos os onze lances-livres que tentou durante uma partida contra o Seattle SuperSonics.[114] Cientes da dificuldade do pivô na conversão desse tipo de jogada, os adversários cometiam faltas intencionais contra ele,[115] em uma tática que ficou conhecida como Hack-a-Shaq. Em sua autobiografia Shaq Uncut: My Story, o pivô afirmou que acreditava tratar-se de um problema psicológico, uma vez que, durante os treinamentos, ele tinha médias de 80% de acerto.[41]

Legado[editar | editar código-fonte]

"No período entre a aposentadoria de Michael Jordan do Chicago Bulls em 1998 e a ascensão de Kobe Bryant e LeBron James ao topo da pirâmide há alguns anos atrás, Shaq foi o jogador de basquete mais importante no mundo."
Michael Wilbon, analista da ESPN.[116]

Shaquille O'Neal é frequentemente descrito como um dos jogadores mais dominantes da história da NBA.[7] [8] [9] [10] [11] Seus prêmios e realizações em 19 anos de carreira incluem quatro títulos da NBA, um prêmio de Jogador Mais Valioso da Temporada e três prêmios de Jogador Mais Valioso das Finais da NBA. Além de seus feitos dentro de quadra, sua personalidade extrovertida, extravagante e por vezes polêmica também contribuiu para consagrá-lo como um dos maiores jogadores da história do basquete.[117]

Em 19 anos de carreira na NBA, O'Neal disputou 1 207 partidas — 1 197 delas como titular. Ele marcou 28 596 pontos, pegou 13 099 rebotes e distribuiu 2 732 tocos, números que se traduzem em médias de 23.7 pontos, 10.9 rebotes e 2.3 tocos por jogo. Ele converteu 11 330 arremessos de 19 457 tentados, o que lhe confere uma porcentagem de aproveitamento de arremessos de 58.2%. Estes números o colocam no topo das listas de recordistas da história da NBA: ele é dono da segundo maior porcentagem de aproveitamento de arremessos; é o sexto maior pontuador; o sétimo jogador que mais distribuiu tocos; e o 13º jogador que mais pegou rebotes.[3] Ademais, as 13 temporadas nas quais O'Neal conseguiu médias superiores a 20 pontos e 10 rebotes por jogo constituem um recorde na liga: ele ultrapassou nomes como Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar e Hakeem Olajuwon, três integrantes do Hall da Fama do Basquete, que conseguiram a marca de 20—10 em 12 temporadas. As dez temporadas liderando a NBA em porcentagem de aproveitamento de arremessos também são um recorde: ele quebrou o recorde de nove temporadas, pertencente a Wilt Chamberlain.[118]

O'Neal conquistou quatro vezes o título da NBA. Três de seus títulos foram conquistados consecutivamente com o Los Angeles Lakers, entre 2000 e 2002, enquanto o seu quarto anel de campeão veio em 2006, com o Miami Heat. A dominância de O'Neal é comprovada com o fato de a sua simples presença em uma equipe colocá-la como candidata ao título da liga. Para Dick Vitale, analista da ESPN, "Quando Shaquille O'Neal esteve em seu auge, seu time tinha uma grande chance de vitória. Ele era este fator."[10] O'Neal foi o divisor de águas de, sobretudo, três franquias da NBA: ele conduziu o Orlando Magic à primeira série de playoff[32] e, subsequentemente, à primeira série de finais da história da franquia;[35] seu primeiro título conquistado no Los Angeles Lakers, em 2000, encerrou um "jejum" de 12 temporadas sem que a franquia fosse campeã da liga; e o seu título pelo Miami Heat, em 2006, foi o primeiro da história da franquia que, até então, assumia um papel de figuração na NBA.[119] "O jovem Shaq poderia te levar às finais e adicionar 20 vitórias à sua equipe. Shaq no auge foi três vezes campeão e uma força destruidora. Shaq mais velho ainda podia alterar o equilíbrio de poder na NBA."[8]

Individualmente, O'Neal conquistou três vezes o prêmio de Jogador Mais Valioso das Finais da NBA — todos durante o tricampeonato pelo Los Angeles Lakers, de 2000 a 2002. Em 2000, ele também recebeu o prêmio de Jogador Mais Valioso da Temporada. Ademais, o pivô contabiliza 15 participações no Jogo das Estrelas da NBA — tendo sido eleito, em três ocasiões, o Jogador Mais Valioso do Jogo das Estrelas — e 14 indicações para o Melhor Quinteto da NBA, sendo oito destas indicações para o time principal. O'Neal também foi o maior pontuador da temporada em duas ocasiões e, em seu primeiro ano na NBA, foi eleito Revelação do Ano e selecionado para o Quinteto Ideal de Novatos da NBA.[3]

Apesar de suas realizações, há espaço para inúmeros questionamentos acerca da carreira de Shaquille O'Neal. Treinadores, jogadores e especialistas parecem comungar da opinião de que O'Neal poderia ter sido um dos maiores atletas da história, se tivesse levado sua carreira mais "a sério". Em 2011, quando de sua aposentadoria do esporte, a ESPN reuniu oito especialistas para discutir a carreira do pivô. Ao serem questionados se O'Neal "tirou o máximo proveito de seus talentos", todos os oito responderam "não".[120] Phil Jackson, técnico do Los Angeles Lakers no tricampeonato de 2000 a 2002, afirmou que O'Neal foi "(...) um cara que poderia e deveria ter sido o MVP por dez temporadas consecutivas."[121] Para alguns, o pífio aproveitamento do pivô em lances-livres (ele acertou somente 52.7% em toda sua carreira)[nota 6] foi fruto de seu próprio desinteresse em aprimorar a técnica — ainda que, na opinião do próprio O'Neal, o problema fosse psicológico. Todd Pheifer, do Yahoo! Sports, citou "falta de esforço e disciplina" como razões, comentando que "Ao invés de ficar arremessando lances-livres durante as férias, ele (O'Neal) estava gravando discos e fazendo filmes."[122]

Mesmo com estes questionamentos, o legado de Shaquille O'Neal na NBA é indubitável. Em 1996 — quando o pivô estava somente em sua quarta temporada na liga — O'Neal foi incluído em uma listagem oficial da liga com os 50 Maiores Jogadores da História da NBA.[123] Em 2007, a ESPN convocou um júri composto por 20 especialistas para escolher os melhores jogadores da história da NBA, separados por posições. O'Neal foi eleito o quarto melhor pivô da história, sendo definido como "(...) a combinação perfeita de força e agilidade. Uma versão maior e mais poderosa de Wilt."[106] Em 2009, a revista especializada SLAM, em sua lista de 50 Maiores Jogadores da História da NBA, posicionou O'Neal na quarta posição.[124] Para a ESPN, "Shaq foi uma estrela em cada sentido da palavra."[118] Para J. A. Adande, analista da ESPN, "(...) Shaq sempre entendeu que há mais na vida do que basquete. Ele tornou isto divertido, tornou isto um show."[120] Peter Vecsey, do New York Post, afirmou que O'Neal "(...) foi o primeiro atleta a integrar esportes e entretenimento em larga escala"[125] e Michael Wilbon, da ESPN, afirmou que "(...) o que coloca Shaquille O'Neal além de virtualmente qualquer outro jogador de basquete (...) (é) a consciência de que esportes são show biz e qual é o seu lugar neste universo."[116]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Em sua primeira temporada na NBA, O'Neal recebeu o prêmio de Revelação do Ano e foi incluído no Melhor Quinteto de Novatos, além de ser o pivô mais votado para o Jogo das Estrelas daquele ano, tornando-se o primeiro novato desde Michael Jordan a ser escolhido como titular de um Jogo das Estrelas.[25]

O'Neal viria a ser escolhido consecutivamente para o Jogo das Estrelas até 1998; em 1999, a partida foi cancelada em virtude do lockout daquela temporada.[126] O'Neal foi um All-Star de 2000 a 2007; em 2008 ele não foi escolhido, mas retornou ao Jogo das Estrelas pela última vez em 2009.[127] Ele foi eleito o Jogador Mais Valioso do Jogo das Estrelas em três ocasiões: 2000 (juntamente com Tim Duncan), 2004 e 2009 (juntamente com Kobe Bryant).[128]

Apesar de campeão da NBA quatro vezes (2000, 2001, 2002 e 2006), O'Neal recebeu apenas um prêmio de Jogador Mais Valioso da Temporada Regular, em 2000, ficando a um voto de se tornar o primeiro MVP unânime da história da liga.[53] Por outro lado, O'Neal recebeu três vezes o prêmio de Jogador Mais Valioso das Finais, todas durante o tricampeonato consecutivo do Los Angeles Lakers,[57] [60] [65] tornando-se o segundo jogador da história, além de Michael Jordan, a receber três prêmios consecutivos de MVP das Finais.[65]

O'Neal foi incluído no Melhor Quinteto da NBA em 13 ocasiões, sendo oito delas no time principal (1998; 2000—2006), duas delas no segundo time (1995 e 1999) e quatro delas no terceiro time (1994, 1996—1997 e 2009). Ele também contabilizou três inclusões no Segundo Melhor Quinteto Defensivo da NBA, em 2000, 2001 e 2003.[127] Outro prêmio recebido pelo pivô foi o de cestinha da temporada, em 1995 e em 2000: na primeira, ele marcou 29.3 pontos por jogo e, cinco anos depois, marcou 29.7 jogos por jogo.[3]

A tabela abaixo resume os feitos de Shaquille O'Neal em sua carreira de 19 anos na National Basketball Association (NBA):

Prêmio/Título/Indicação 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Jogador Mais Valioso da Temporada Regular Y
Campeão da NBA Y Y Y Y
Jogador Mais Valioso das Finais Y Y Y
Participações em Jogos das Estrelas Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y
Jogador Mais Valioso do Jogo das Estrelas Y Y Y
Melhor Quinteto da NBA Y Y Y Y Y Y Y Y
Segundo Melhor Quinteto da NBA Y Y
Terceiro Melhor Quinteto da NBA Y Y Y Y
Segundo Melhor Quinteto Defensivo da NBA Y Y Y
Maior pontuador da temporada Y Y
Revelação do Ano Y
Melhor Quinteto de Novatos Y

Estatísticas na NBA[editar | editar código-fonte]

LEGENDA
 PJ  Partidas disputadas  PT  Partidas iniciadas  MPJ  Minutos por jogo  AP  Arremessos de quadra (%)
 3P  Arremessos de 3 pontos (%)  LL  Lances-livre (%)  RT  Rebotes por partida  AS  Assistências por partida
 BR  Roubos de bola por partida  TO  Tocos por partida  PPJ  Pontos por partida  Negrito  Pontuação máxima


Campeão da temporada da NBA
MVP da temporada regular

Temporada Regular[editar | editar código-fonte]

Ano Equipe PJ PT MPJ AP 3P LL RT AS BR TO PPJ
1992–93 Magic 81 81 37.9 .562 .000 .592 13.9 1.9 0.7 3.5 23.4
1993–94 Magic 81 81 39.8 .599 .000 .554 13.2 2.4 0.9 2.9 29.3
1994–95 Magic 79 79 37.0 .583 .000 .533 11.4 2.7 0.9 2.4 29.3
1995–96 Magic 54 52 36.0 .573 .500 .487 11.0 2.9 0.6 2.1 26.6
1996–97 Lakers 51 51 38.1 .557 .000 .484 12.5 3.1 0.9 2.9 26.2
1997–98 Lakers 60 57 36.3 .584 .000 .527 11.4 2.4 0.7 2.4 28.3
1998–99 Lakers 49 49 34.8 .576 .000 .540 10.7 2.3 0.7 1.7 26.3
1999-00 Lakers 79 79 40.0 .574 .000 .524 13.6 3.8 0.5 3.0 29.7
2000–01 Lakers 74 74 39.5 .572 .000 .513 12.7 3.7 0.6 2.8 28.7
2001–02 Lakers 67 66 36.1 .579 .000 .555 10.7 3.0 0.6 2.0 27.2
2002–03 Lakers 67 66 37.8 .574 .000 .622 11.1 3.1 0.6 2.4 27.5
2003–04 Lakers 67 67 36.8 .584 .000 .490 11.5 2.9 0.5 2.5 21.5
2004–05 Heat 73 73 34.1 .601 .000 .461 10.4 2.7 0.5 2.3 22.9
2005–06 Heat 59 58 30.6 .600 .000 .469 9.2 1.9 0.4 1.8 20.0
2006–07 Heat 40 39 28.4 .591 .000 .422 7.4 2.0 0.2 1.4 17.3
2007–08 Heat 33 33 28.6 .581 .000 .494 7.8 1.4 0.6 1.6 14.2
2007–08 Suns 28 28 28.7 .611 .000 .513 10.6 1.7 0.5 1.2 12.9
2008–09 Suns 75 75 30.0 .609 .000 .595 8.4 1.7 0.6 1.4 17.8
2009–10 Cavaliers 53 53 23.4 .566 .000 .496 6.7 1.5 0.3 1.2 12.0
2010–11 Celtics 37 36 20.3 .667 .000 .557 4.8 0.7 0.4 1.1 9.2
Carreira 1207 1197 34.7 .582 .045 .527 10.9 2.5 0.6 2.3 23.7
All-Star 12 9 22.8 .551 .000 .452 8.1 1.4 1.1 1.6 16.8

Playoffs[editar | editar código-fonte]

MVP das finais
Ano Equipe PJ PT MPJ AP 3P LL RT AS BR TO PPJ
1994 Magic 3 3 42.0 .511 .000 .471 13.3 2.3 0.7 3.0 20.7
1995 Magic 21 21 38.3 .577 .000 .571 11.9 3.3 0.9 1.9 25.7
1996 Magic 12 12 38.3 .606 .000 .393 10.0 4.6 0.8 1.3 25.8
1997 Lakers 9 9 36.2 .514 .000 .610 10.6 3.2 0.6 1.9 26.9
1998 Lakers 13 13 38.5 .612 .000 .503 10.2 2.9 0.5 2.6 30.5
1999 Lakers 8 8 39.4 .510 .000 .466 11.6 2.3 0.9 2.9 26.6
2000 Lakers 23 23 43.5 .566 .000 .456 15.4 3.1 0.6 2.4 30.7
2001 Lakers 16 16 42.3 .555 .000 .525 15.4 3.2 0.4 2.4 30.4
2002 Lakers 19 19 40.8 .529 .000 .649 12.6 2.8 0.5 2.5 28.5
2003 Lakers 12 12 40.1 .535 .000 .621 14.8 3.7 0.6 2.8 27.0
2004 Lakers 22 22 41.7 .593 .000 .429 13.2 2.5 0.3 2.8 21.5
2005 Heat 13 13 33.1 .558 .000 .472 7.8 1.9 0.4 1.5 19.4
2006 Heat 23 23 33.0 .612 .000 .374 9.8 1.7 0.5 1.5 18.4
2007 Heat 4 4 30.3 .559 .000 .333 8.5 1.3 0.3 1.5 18.8
2008 Suns 5 5 30.0 .440 .000 .500 9.2 1.0 1.0 2.6 15.2
2010 Cavaliers 11 11 22.1 .516 .000 .660 5.5 1.4 0.2 1.2 11.5
2011 Celtics 2 0 6.0 .500 .000 .000 0.0 0.5 0.5 0.0 1.0
Carreira 216 214 37.5 .563 .000 .504 11.6 2.7 0.5 2.1 24.3

Fora das quadras[editar | editar código-fonte]

Oficial de polícia[editar | editar código-fonte]

O'Neal frequentemente demonstrou o seu interesse em se tornar oficial de polícia e, durante sua passagem pelo Los Angeles Lakers, ele passou pela Academia de Reserva do Condado de Los Angeles, tornando-se um oficial da reserva da polícia portuária do condado.[99]

Quando O'Neal foi trocado para o Miami Heat, ele passou por um programa similar em Miami Beach, tornando-se, assim como em Los Angeles, um oficial da reserva, recebendo um salário anual de um dólar.[129] Em 2005, ele recebeu um título honorário de U.S. Marshal.[99]

Carreira musical[editar | editar código-fonte]

O'Neal iniciou sua carreira musical como rapper em 1993, ano de sua primeira temporada na NBA. Ele manteve sua carreira até 2001, lançando cinco álbuns de estúdio e uma compilação. O seu álbum de estreia Shaq Diesel, recebeu a certificação de platina da RIAA.[99]

Cinema[editar | editar código-fonte]

O'Neal iniciou sua carreira no cinema em 1994, quando estrelou o filme Blue Chips ao lado de Penny Hardaway, seu companheiro no Orlando Magic. Ele também protagonizou Kazaam, onde interpretou um gênio rapper e Steel, adaptação cinematográfica da HQ. Esta foi a última atuação de O'Neal no cinema; desde então, ele passou a realizar pequenas participações especiais, como em Freddy Got Fingered, Scary Movie 4 e no seriado televisivo Curb Your Enthusiasm.[99] Em 2013, O'Neal interpretou o Policial Fluzoo no filme Gente Grande 2, de Adam Sandler.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Em 2005, O'Neal foi o tema de um documentário intitulado Shaquille que foi ao ar na ESPN e que focava em sua primeira temporada com o Miami Heat. A série permaneceu no ar durante o período inteiro dos playoffs daquele ano. Em 2007, O'Neal apresentou Shaq's Big Challenge, uma série de seis episódios na ABC onde ele se uniu a um grupo de especialistas para ajudar crianças obesas a perderem peso.[99]

O'Neal também apresentou outro programa na ABC chamado Shaq Vs., onde ele desafia atletas profissionais de outros esportes em seus próprios esportes. Ele teria tido essa ideia com base em um argumento do armador Steve Nash, seu companheiro no Phoenix Suns. Nash, posteriormente, ingressaria com uma ação judicial em face do programa, obtendo um crédito de produtor executivo do mesmo.[99]

Em 2011, O'Neal passou a atuar como comentarista da TNT, ao lado de Ernie Johnson, Kenny Smith e Charles Barkley.

Ele também apareceu no episódio ´´Super Shaq`` do desenho animado Super Choque.

Notas

  1. Contabilizados apenas os jogos da temporada regular.
  2. Em seu segundo álbum de estúdio, O'Neal escreveu "Biological Didn't Bother", onde comenta sobre o seu relacionamento com o seu pai: "Eu quero dedicar essa música para Philip Arthur Harrison [...] porque foi ele quem me levou de garoto a homem / Então, até onde eu sei, ele é meu pai, porque o [pai] biológico não se importou".[14]
  3. A estatística de aproveitamento de arremessos de quadra é obtida pela relação entre arremessos tentados e arremessos convertidos. Nesta estatística, são contados apenas as cestas de dois e três pontos (os chamados field goals) realizadas com a bola em jogo; lances-livres não são compilados.
  4. A notação "x—y" designa a série de uma franquia na liga, onde "x" é o número de vitórias e "y" o número de derrotas.
  5. Allen Iverson, do Philadelphia 76ers, foi o outro jogador que recebeu um voto.[53]
  6. A porcentagem de aproveitamento de lances-livres de 52.7% obtida por O'Neal em sua carreira é a terceira pior da história da NBA, contabilizados os jogadores com pelo menos 2 000 tentativas. Wilt Chamberlain e Ben Wallace são os únicos jogadores a possuírem marcas piores.[118]

Referências

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  2. a b CRUISE, Lake (2 de junho de 2011). Shaquille O'Neal: The Top 10 Nicknames Belonging to the NBA's Former Big Man (em inglês) bleacherreport.com. Visitado em 17 de dezembro de 2012.
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an Shaquille O'Neal NBA & ABA Statistics (em inglês) Basketball-Reference. Visitado em 16 de Julho de 2012.
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  8. a b c JOEL, Charles (1º de Junho de 2011). The most dominant basketball player of all time, Shaquille O’Neal, retires (em inglês) Yahoo! Sports. Visitado em 16 de Julho de 2012.
  9. a b Shaquille O'Neal (em inglês) nytimes.com (2 de Junho de 2011). Visitado em 16 de julho de 2012.
  10. a b c VITALE, Dick (2 de Junho de 2011). Shaquille O'Neal was a dominant force (em inglês) ESPN.com. Visitado em 16 de Julho de 2012.
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  13. PLASCHKE, Bill (12 de junho de 2002). In Newark, N.J., lives the biological father of one of the nation's most dominant athletes (em inglês) Chicago Tribune. Visitado em 17 de dezembro de 2012.
  14. Shaquille O'Neal - Biological Didn't Bother Lyrics
  15. JACOBSON, Steve (9 de Junho de 1991). Shaquille O'Neal Made the Right Decision (em inglês) Los Angeles Times. Visitado em 19 de Julho de 2012.
  16. MASHEK, Jim (27 de Janeiro de 1991). O'neal's For Real -- Lsu Center Only 18, Aims To Dominate (em inglês) The Seattle Times. Visitado em 19 de Julho de 2012.
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