Sharp Corporation

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Sharp Corporation
Fundação  Japão
(1912)
Sede Osaka, Japão
Produtos Eletrodomésticos
Sede da Sharp em Osaka.

Sharp Corporation (シャープ株式会社, Shāpu Kabushiki-gaisha?), é uma fabricante japonês de electrónicos fundado em 1912. Tem o nome de uma das primeiras invenções do seu fundador, a lapiseira Ever-Sharp, que foi inventada por Tokuji Hayakawa (早川徳次) em 1915. Tem-se tornado desde então uma das maiores empresas de eletrônica no mundo.

Foi fundada em Tokyo mas depois que o negócio do lápis foi destruído pelo terremoto de Grande Kantō em 1923, a empresa mudou para Osaka e começou a projectar os primeiros sistemas de rádio japoneses. Até hoje já fabricou vários tipos de produtos, por exemplo, Rádios, Televisores, Micro-ondas, Calculadoras, Fotocopiadoras, Leitores de DVD, Home cinemas.

Colaborou no fabrico do MSX, um computador que existiu na década de 1980, juntamente com outras empresas.

Fabricou também o primeiro celular comercial com câmara integrada para o mercado japonês em Novembro de 2000 e desde aí fabrica celulares que em Portugal são vendidos em exclusivo pela Vodafone. O primeiro celular vendido foi o Sharp GX10.

Usa a marca Aquos nos televisores de tela de plasma e LCD que fabrica.

As vendas líquidas para o ano 2003/2004 eram $16,8 biliões. O empresa tinha 47.600 empregados em 31 de Agosto de 2005, de qual cerca de metade vive fora do Japão. Tem subsidiárias em 30 países e os seus produtos são distribuídos em 164 países. Muitas das suas subsidiárias regionais têm o nome "Sharp Electronics".

Patrocinou o clube de futebol Manchester United de 1982 até 2000, em um dos patrocínios mais longos e mais lucrativos negociados no futebol inglês. O logotipo tornou-se icónico entre 1982 e 2000 em que o clube de futebol inglês Manchester United o indicou em suas camisas como parte do seu acordo de patrocínio. Porque muitos destes 18 anos eram parte de uma era dourada para o clube, com um declínio (coincidente) nas fortunas desde o momento em que a Vodafone se tornou no novo patrocinador da camisas em 2000, alguns fãs denominaram esse período — particularmente entre 19932000 — como The Sharp Years.

Sharp no Brasil[editar | editar código-fonte]

Contatos militares fizeram grupo Sharp crescer durante a ditadura militar, mas não garantiram sobrevivência. Matias Machline iniciou sua ascensão em 1965, quando obteve dos japoneses a autorização do uso da marca Sharp no Brasil. Construiu um império que, no auge, abrigou cerca de 30 empresas e registrou receitas à beira do US$ 1 bilhão.

Para isso Machline cultivou uma excelente rede de amizades com os ocupantes do poder, colocando as mãos em abundantes recursos financeiros oficiais e conseguindo um mercado fechado à competição internacional. O grande salto aconteceu em 1972, quando se tornou um dos pioneiros na fabricação de eletroeletrônicos na Zona Franca de Manaus. Contou com o apoio e dinheiro do Ministro das Comunicações Higino Corsetti e as portas do governo federal, graças à amizade com o general João Figueiredo, desde que era colaborador de Emílio Garrastazu Médici, este ficou encantado com a promessa de desenvolver uma indústria eletroeletrônica nacional e assistir a Copa do Mundo de Futebol a cores. O relacionamento entre João Figueiredo fez Machline colocar de pé a Política Nacional de Informática (PNI), em 1982, quando o general ocupava a Presidência da República. Com a reserva do setor para as empresas nacionais, a Sid Informática[1] , de Machline, se transformou em uma das líderes na fabricação de microcomputadores.

No governo seguinte, Machline continuou circulando à vontade pelos corredores de Brasília. Um de seus principais amigos era José Sarney, por isso arriscou-se no ramo da TV por assinatura, em associação com o Grupo Abril. Mas o negócio não prosperou e ajudou ao Grupo Machiline entrar na trajetória de problemas que o levou á bancarrota dez anos depois.

Seu declínio começou em 1990 com a abertura de mercado. A partir dali, a Sharp mergulhou em uma longa agonia, agravada em 1994, com a morte do próprio Machline, em um acidente de helicóptero nos Estados Unidos. Matias Machline morreu em um momento em que comemorava o sucesso da reestruturação do grupo Sharp.[2] Sete anos depois, com a operação paralisada e vergada por dívidas de US$ 350 milhões, o grupo teve sua falência decretada.[3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Criada pelo empresário Mathias Machline em 1978 a partir do consórcio formado pela Sharp, Inepar e Dataserv, a Sid Informática entrou na Justiça com pedido de concordata preventiva em 2001. A dívida da companhia era de R$ 100 milhões. Chegou a ter 25% do mercado brasileiro de terminais bancários. Fonte: Os efeitos colaterais da Lei de Informática. ISTOÉ Dinheiro.
  2. Matias Machline morre em acidente nos EUA. Folha da Manhã, 14 de agosto de 1994.
  3. Denuncias a serem investigadas pela Comissão da Verdade. Sindipetro AL/SE.