Shas

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Shas
Líder Ovadia Yosef e Eli Yishai
Fundação 1984
Sede Na cidade de Jerusalém
Ideologia Populismo e Conservadorismo Religioso
Website
[1]

Shas (em hebraico ש"ס , abreviação de שומרי - תורה ספרדים, "Federação Sefardita dos Guardiães da Torá)") é um partido religioso ultraortodoxo israelense que representa a comunidade sefardita (judeus originários da Península Ibérica e Oriente Médio), criado em 1984. No Knesset eleito em 2009, o Shas ganhou 11 cadeiras e é o quinto maior partido do parlamento.

Os princípios do partido são a conservação da ortodoxia ibero-judáica e a melhora do sistema social do país. O partido não é democrático e as decisões políticas são tomadas pelo rabino Ovadia Yosef, o mentor espiritual do partido. A gestão do partido está a cargo do seu chefe político, Eli Yishai.

Índice

[editar] História

Cerca de metade dos judeus de Israel são sefarditas, tradicionalmente muito ligados à prática religiosa do judaísmo. Desde a independência de Israel, uma parte desse eleitorado contestou a dominação dos aparelhos políticos pelos ashkenazes, apoiando listas étnicas, tais como a Associação Yemenita, a União Sefardita ou o Partido Tami marroquino. De fato, os candidatos sefarditas eram muito raros no conjunto dos partidos políticos. Esses partidos étnicos foram, todavia, efêmeros e raramente duravam mais que uma legislatura.

Parte dos imigrantes sefarditas matriculava seus filhos em escolas ultrortodoxas, o que deu origem a uma população sefardita ultraortodoxa, que em geral votava no Agudat Israel, partido ultraortodoxo de origem europeia. A recusa desse partido em apresentar candidatos sefarditas levou à criação do Shas, em 1984, com o apoio de um dos rabinos mitnagdim mais influentes da época, o rabi Shach.

[editar] Programa político

O Shas se baseia no princípio segundo o qual o Estado de Israel é o Estado do povo judeu. Portanto, o Shas se propõe a zelar pelo respeito à identidade judia em todas as suas decisões. Suas relações com o sionismo, ao qual historicamente sempre teve muitas reservas, assim como todos os haredim, têm se estreitado e, em 2010, o partido anunciou sua intenção de aderir à Organização Sionista Mundial[1]. Na ocasião, um representante do Shas, Yaakov Margi, declarou: "Nós nos definimos como um partido sionista, como judeus praticantes que amam Israel".[1]

Forte opositor da retirada unilateral dos territórios palestinos, o Shas luta pelo fortalecimento dos assentamentos até que um acordo permanente seja alcançado. Apesar de identificado com políticas consideradas de direita em Israel, o partido compôs governos liderados tanto pelo conservador Likud quanto pelo Partido Trabalhista, de centro-esquerda.

O Shas se opõe fortemente a tentativas de diminuir as características religiosas judaicas de Israel, como as propostas de casamento civil e alistamento militar obrigatório para religiosos ortodoxos - bandeiras do Yisrael Beitenu[2].

[editar] Resultados eleitorais

Propaganda eleitoral do Shas em ônibus (com foto de Eli Yishai).
  • 1984 : 3,1 % - 4 cadeiras
  • 1988 : 4,4 % - 6 cadeiras
  • 1992 : 4,9 % - 6 cadeiras
  • 1996 : 8,7 % - 10 cadeiras
  • 1999 : 13 % - 17 cadeiras
  • 2003 : 8,2 % - 11 cadeiras
  • 2006 : 9,5 % - 12 cadeiras
  • 2009 : 9 % - 11 cadeiras

[editar] Ligações externas

[editar] Notes

  1. a b Consternation surrounds Shas joining Zionist group, por Haviv Rettig Gur. The Jerusalem Post, 28 de maio de 2010.
  2. Saiba mais sobre o Shas, partido da direita religiosa israelense http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u502605.shtml
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