Sheilla Castro

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Sheilla
Oposto
Sheilla em 2006.
Informações pessoais
Apelido Sheilla
Modalidade Voleibol
Nascimento 1 de julho de 1983 (31 anos)
Belo Horizonte,  Minas Gerais
Nacionalidade  Brasil
Compleição Peso: 64 kg Altura: 1,85 m
Nível Profissional
Clube Predefinição:TURt Vakifbank Instambul
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Pequim 2008 Equipe
Ouro Londres 2012 Equipe
Campeonato Mundial
Prata Osaka 2006 Equipe
Prata Tóquio 2010 Equipe
Copa do Mundo
Prata Japão 2007 Equipe
Jogos Pan-Americanos
Prata Rio de Janeiro 2007 Equipe
Ouro Guadalajara 2011 Equipe
Copa Pan-Americana
Bronze República Dominicana 2005 Equipe
Ouro Porto Rico 2006 Equipe
Prata Mexico 2007 Equipe
Prata Mexico 2008 Equipe
Ouro Estados Unidos 2009 Equipe
Ouro Ciudad Juárez 2011 Equipe
Grand Prix
Ouro Sendai 2005 Equipe
Ouro Reggio Calabria 2006 Equipe
Ouro Yokohama 2008 Equipe
Ouro Tóquio 2009 Equipe
Prata Ningbo 2010 Equipe
Prata Macau 2011 Equipe
Prata Ningbo 2012 Equipe
Ouro Sapporo 2013 Equipe
Ouro Tóquio 2014 Equipe
Copa dos Campeões
Ouro Japão 2005 Equipe
Prata Fukuoka 2009 Equipe
Ouro Japão 2013 Equipe
Campeonato Sul-americano de Voleibol Feminino
Ouro La Paz 2005 Equipe
Ouro Santiago 2007 Equipe
Ouro Porto Alegre 2009 Equipe
Ouro Lima 2011 Equipe
Montreux Volley Masters
Ouro Suiça 2005 Equipe
Ouro Suiça 2006 Equipe
Ouro Suiça 2009 Equipe
Copa Final Four
Ouro Fortaleza 2008 Equipe
Ouro Peru 2009 Equipe

Sheilla Tavares de Castro Blassioli (Belo Horizonte, 1 de julho de 1983) é uma jogadora de voleibol brasileira. Atua na posição de oposto, em clubes e na seleção brasileira de voleibol feminino. É uma das atletas mais vitoriosas da história do esporte brasileiro, vencedora de 2 medalhas de ouro olímpicas,[1] sendo considerada por muitos especialistas, como uma das maiores jogadoras de voleibol de todos os tempos.[2]

Biografia e carreira[editar | editar código-fonte]

Infância e adolescência[editar | editar código-fonte]

Filha de pais divorciados, Sheilla foi criada pelos avós desde os três anos de idade. Aos seis anos, se mudou para o bairro de Lourdes, em frente ao Minas Tênis Clube, estimulando-a a praticar esportes diariamente.[3] Os primeiros contatos com o vôlei foram muito cedo, nas aulas de educação física no Instituto Izabela Hendrix. Em pouco tempo Sheilla já jogava no time do colégio. Aos 13 anos, incentivada pelo técnico e professor do colégio, Olyntho Nunes de Avelar Júnior, fez um teste no Mackenzie Esporte Clube.[4]

Clubes[editar | editar código-fonte]

Após entrar no Mackenzie em 1997, as atuações no clube levaram Sheilla à primeira convocação para a Seleção Mineira juvenil. A partir daí, Sheilla defendeu o Estado de Minas Gerais em muitas oportunidades, sagrando-se Campeã Brasileira pela primeira vez em 2000. Logo foi convocada para a Seleção Brasileira Juvenil, onde foi Campeã Sul Americana e Mundial. Bernardinho abordou Sheilla a se unir ao Paraná Vôlei Clube, mas o Mackenzie vetou a proposta.[4] [5]

No fim do ano 2000, com apenas 17 anos, Sheilla se transferiu para o o outro time de Belo Horizonte, o MRV/Minas de Fofão e Cristina Pirv,[5] onde atuou por 4 temporadas. Em 2002, era campeã da Superliga. Em 2004, depois de ter se destacado na equipe, Sheilla aceitou um novo desafio: atuar na Itália. Foi contratada pelo Scavolini Pesaro, uma das principais equipes da liga Italiana.[4]

Mais tarde no Pesaro teve a companhia da ponteira da seleção brasileira Marianne Steinbrecher (Mari), e a liderança de tanto o técnico da seleção, José Roberto Guimarães, como seu auxiliar e preparador físico do time, o também brasileiro Ângelo. Foi sob o comando de Ângelo que Sheilla e Mari sagraram-se campeãs do Campeonato Italiano de vôlei e a Copa CEV na temporada 2007/2008.[6]

Em 2008, a atleta voltou ao Brasil para defender a equipe do São Caetano/Blausiegel, juntamente com as companheiras de seleção Mari e Fofão, onde permaneceu pelas temporadas de 2008/2009 e 2009/2010. A equipe do ABC paulista ficou na 3ª colocação da Superliga em ambas as temporadas. Já na Superliga 2010/2011, com o fim da parceria do time de São Caetano com a empresa de medicamentos Blausiegel, Sheilla e Mari se transferiram para a equipe do Unilever/Rio de Janeiro, onde sob o comando de Bernardinho e junto com duas jogadoras da seleção - a líbero Fabi e a levantadora Dani Lins - foram campeãs da Superliga 2010/2011 sobre o Osasco. Na temporada seguinte foram vice-campeãs perdendo para o mesmo Osasco.

Após a final, Sheilla acertou sua transferencia para o Sollys/Osasco, onde foi campeã sul-americana e mundial de clubes, inclusive sendo eleita a melhor jogadora do Mundial.[5] [7]

Na temporada 2014/2015, jogará pela equipe do Vakif Bank/Stambul da Turquia.[8]

Seleção[editar | editar código-fonte]

Quando a seleção brasileira sofreu uma crise, no início dos anos 2000, com as então principais jogadoras da seleção pediram dispensa, por problemas de relacionamento com o técnico Marco Aurélio Motta, Sheilla teve a oportunidade de disputar seu primeiro Campeonato Mundial, no ano de 2002. Mas, por contar com jogadoras muito jovens e inexperientes, o Brasil não fez um bom campeonato, amargando a sétima colocação. Com a saída de Marco Aurélio, o técnico José Roberto Guimarães assumiu o posto de comandante da seleção. Com isso, as jogadoras que anteriormente haviam pedido dispensa retornaram e a jovem seleção do Mundial de 2002 foi desfeita, deixando Sheilla de fora das Olimpíadas de Atenas 2004.[9]

Mais tarde, em 2005, a seleção passou por uma inteira renovação, Sheilla foi reconvocada e se destacou na seleção, ajudando na conquista de todos os títulos disputados naquele ano, sendo eleita melhor jogadora em duas competições e ganhando a confiança da torcida. Em 2006, pela Seleção Brasileira mais uma vez deu show e foi bicampeã do Grand Prix e eleita a melhor jogadora do torneio. No mesmo ano, foi vice-campeã mundial, sendo a maior pontuadora do Brasil na competição.[9]

O ano de 2007 foi o ano da decepção, nenhum título pela Seleção Brasileira, sendo o maior destaque a terrível derrota na final do Pan do Rio de Janeiro 2007 para a renovada Seleção de Cuba. A seleção ficou com a medalha de prata na Copa do Mundo de Vôlei, que classificou o time automaticamente para as Olimpíadas de Pequim.[9]

Em 2008, Sheilla foi campeã do Grand Prix de Voleibol de 2008 e do torneio de voleibol olímpico. Nas Olimpíadas, foi a maior pontuadora brasileira, e ficou na lista das dez melhores atacantes e das cinco melhores bloqueadoras do torneio.[9]

Depois de ganhar os Jogos Pan-Americanos de 2011, a seleção teve desempenhos abaixo da média nos outros torneios do ano e da primeira metade de 2012, se classificando para as Olimpíadas de Londres apenas na eliminatória sul-americana. Apesar de chegar desacreditada a Londres e beirar a desclassificação na primeira fase, Sheilla ajudou a seleção a chegar ao bicampeonato olímpico, sendo escolhida como Melhor Sacadora da competição.[10] No final de 2012, foi eleita pelo Comitê Olímpico Brasileiro a Melhor Atleta do Ano, em votação popular.[11]

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 20 de Abril de 2013 casou-se com Brenno Blassioli, um ex-jogador de basquete e atual técnico-assistente do Esporte Clube Pinheiros com quem namorava desde 2011.[12]

Clubes[editar | editar código-fonte]

Clube País De Até
Mackenzie  Brasil 1997 2000
Minas  Brasil 2001 2004
Pesaro  Itália 2004 2008
São Caetano  Brasil 2008 2010
Rio de Janeiro  Brasil 2010 2012
Osasco  Brasil 2012 2014
VakifBank Istanbul  Turquia 2014 presente

Títulos[editar | editar código-fonte]

Seleção
Clubes

Títulos individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]